domingo, agosto 02, 2009
Por quê escrever blog??
Eu que sei, porque já passei por isso. Crucificada por dizer algumas "verdades que incomodam". Verdades sobre mim mesma, ainda por cima. Porque, bem ou mal, eu sou aquilo em que acredito, minhas palavras, ações e atitudes. Eventualmente, posso me calar, mas não farei isso sempre. E, pior ainda, não posso finger ser o que não sou, nem concordar com o que não concordo só para ter a aprovação e o reconhecimento de pessoas - na maioria das vezes, de pessoas que sequer se importam comigo de verdade.
E se este tipo de atitudes sempre me foi desprezível antes, hoje ainda mais, porque eu encontrei muito mais amigos entre pessoas que me aceitam como sou agora, e conseguem apontar e me aconselhar sinceramente quanto aos meus defeitos. Sem sarcasmos, ironias e maledicências.
Só lamento. Lamento inclusive porque minha principal forma de reagir ao sarcasmo e a ironia, é ignorando completamente :)
Se não güenta... *risos*
sábado, agosto 01, 2009
...
Posso escrever só pra desabafar?
Nem sei o que está abafado, se é grito se é gemido
Ou mesmo se algo está perdido
Escrevo por escrever, pra sentir o gosto das palavras
Pra adivinhar o som que fazem quando ditas
Rimar até com batatas fritas
Quando falta a inspiração.
E,se não mais que de repente
Esvai-se a bateria da gente
Melhor que este post vergonhoso
Seja publicado imediatamente
sexta-feira, julho 31, 2009
"A mulher precisa de um motivo para trair. O homem, só precisa de uma mulher."
Homem ou mulher, quem trai é, no mínimo, mau-caráter. Fidelidade é para poucos. "Se não güenta, por que veio?". Nem assuma compromisso. Pra quê? Se prender, sofrer e magoar o outro?
O mundo anda tão liberal, ninguém mais discrimina solteirões, garanhões, solteironas e "mulheres de carreira". Sexo já não tem que ser com amor. Pra quê hipocrisia?
Sei lá. Sou grilada com esse papo. Essa é a verdade.
Ás vezes quero fugir do mundo. E esse é um dos maiores motivos.
Novos Verbetes Para o Dicionário Joollyah-Português
Poquilos: Sucrilhos
Poponja: Bob Esponja
Cicina: Piscina
Pióca: Tapioca
Bouo aate: Bolo de chocolate
Bebela: Libélula
Mióca Touolaka: Minhoca-Touro do Alasca
Reinventando!
Mas continuo a cara do tigrinho aí no título!! Hehehe!
Vou ter de reaprender a escrever coisas divertidas e bonitas, pra galera voltar a comentar aqui. Se bem que, hoje em dia, ninguém mais lê blog...Lê? Agora é tudo Twitter, Facebook, no mínimo um Orkut... Até coloquei um feed do blog no Orkut, mas ninguém mais lê, mesmo. Tá todo mundo muito ocupado mostrando a cara nas fotos. Ninguém mais quer "conhecer os outros por dentro". Esse barato da "verdadeira comunicação" da Internet acabou faz tempo. Que coisa..!
Tudo vai muito rápido. O mundo gira tanto que já dá até pra sentir o "ventinho" da evolução.
Memórias...
Olhando no arquivo, na primeira página desse blog...Ele começou exatamente, mas exatamentezinho, dia, mês e ano, em que minha vida toda começou a mudar pra sempre. E eu, claro, não tinha a mínima idéia disso.
No começo, era só um "amor de férias"... Eu estava encantada e triste por ter finalmente descoberto que estava muito apaixonada por alguém que se apaixonou por mim também...Mas esse alguém teve que ir seguir sua vida longe de mim, e, no fundo, eu relutava em aceitar que isso não daria certo. Essa história de relacionamento à distância não daria certo. Não pra nós.
Quando comecei a escrever este blog, com certeza não se passava pela minha cabeça que a saudade (e a maluquice), me levariam a segui-lo, dois meses depois...
...Nem que voltaríamos, tempos depois...
...Nem que nos separaríamos, um ano mais tarde...
...Ou voltaríamos após seis meses..!
Não sabia que eu engravidaria...
Que um anjinho nasceria...
Que teríamos muito a superar...
Que nos casaríamos...
E voltaríamos para o início...
Para reencontrar um recomeço..!
Não sabia que minha vida mudaria tanto, nem que EU mudaria tanto...
E está tudo aqui, de uma forma ou de outra. É engraçado.
Final feliz? Que mané final!! *risos*
Eu quero é começar tudo de novo!!!
FELIZ VIDA NOVA!!
Minha vida COM acentos!!
Depois de muito, muito tempo, posso prometer que voltarei a atualizar`este blog com uma certa freqüência... Afinal, CONSEGUI OS ACENTOS PARA O MEU COMPUTADOR!
Para quem não sabe, há cerca de... sei lá, forever, eu estava trabalhando com esse laptop e, por algum motivo técnico que só um técnico pôde resolver, ele estava sem acentos. Por isso eu estava com "vergonha" de atualizar o blog. Pega supermal o blog de uma redatora sem acentos...Não?!
Hehehe... e pensar que eu cheguei a ir trampar com essa máquina, escrevendo roteiros oficiais com isso... Era um Deus-Me-Acuda : antes de escrever um "é", por exemplo, eu tinha que escrever a palavra "café". Assim o corretor automático do word reconhecia e acentuava...Aí eu apagava o "excesso de contingente alfabético", e pronto!!! Toda essa "treta" só por um acento agudo..!
Mas agora, isso mudou! Agora EU TENHO ACENTOS!!
Pena que perdi todos os leitores dessa página...
terça-feira, abril 14, 2009
sexta-feira, março 20, 2009
A PONTE de Virginia Rosa
Vai na fonte, vai na fonte
Como é que faz pra raiar o dia?
No horizonte, no horizonte
Este lugar é uma maravilha
Mas como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte
Como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte
A ponte não é de concreto
Não é de ferro não é de cimento
A ponte é até onde vai o meu
pensamento
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente atravessar
Caminhar sobre as águas desse
momento
Como é que faz pra lavar a roupa
Vai na fonte, vai na fonte
Como é que faz pra raiar o dia
No horizonte, no horizonte
Este lugar é uma maravilha
Mas como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte
Como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte
A ponte pode ser qualquer direção
A ponte pra onde quiser
A ponte é o abraço do braço do mar
com a mão da maré
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente atravessar
Caminhar sobre as águas desse
momento
Nagô, Nagô
Na Golden Gate, eu falei
Nagô, Nagô
Na Golden Gate, eu falei
Nagô, Nagô
Na Golden Gate
terça-feira, março 10, 2009
Produza, produza, produza!
Estou gostando de trabalhar aqui, mesmo nao recebendo todos os feedbacks que eu queria. Digo, eu faco os trabalhos e demoro pra saber se ficaram bons ou nao. Isso me deixa ansiosa. Gosto de saber os resultados na hora. E, quer saber, detesto ficar sem nada que fazer. Mas nao tem problema, eu fico aqui enrolando. Passando vergonha nesse teclado desconfigurado *rs*.
O unico problema e que as cadeiras sao muito baixas. Acho que preciso de uma cadeira exclusiva pra mim *rs* Prefiro nao encostar os pes no chao do que ter de levantar os bracos para digitar.
terça-feira, março 03, 2009
De volta a ativa..!
Apesar de ninguem mais ler, comentar, dar a minina para esse obliviado blog, EU continuo escrevendo. Registrando. Deixando o rastro digital de minha desinteressante vida.
Quer dizer, desinteressante pros outros, ja que, pra mim, eu sou a pessoa mais interessante do mundo! Hehehe!
Depois de um carnaval dos diabos em Paracuru (fica no Ceara, mas nao se sinta alienado: antes desse feriado eu tambem nem sabia que existia), voltei a trabalhar!! Estou dando uma de redatora publicitaria remunerada numa agencia aqui em Manaus. Hoje e meu segundo dia, to sem nada pra fazer e estou me divertindo. Minha verborragia nao me permite parar. Se nao me dao trabalho, eu invento..! *risos*
Tinha ate esquecido o quanto eu gosto de fazer o que faco. Parece ate engracado pensar que vou receber pra isso...hehehe
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Sinfonia Paulistana
(Billy Blanco)
Fazendo som com as estrelas, ligado no sideral
Por Maria, fez poemas, nas praias do litoral
As ondas contaram ao mar, por isso é que os oceanos
No mundo inteiro cantados, cantarão mais cem mil anos
E o homem entre mar e céu, tem canções por todo lado
Louvado seja Anchieta, pra sempre seja louvado
Navegante tem cantiga, que aprendeu no mar um dia
Qualquer rota que ele siga, se não canta, ele assobia
Cabelos cor da noite, pele de alvorada
Cacique entregou ao branco, a filha amada
Raízes de Brasil, chegaram até aqui
Abençoado o colo dessa mãe antiga
Por 400 anos feitos de cantiga, naquele doce embalo
Da canção Tupi
Na tez de uma paulista em cheiro de floresta
A cor de jambo é a índia, que ninguém contesta
De uma altivez que o Império nunca vira
É a tradição, é a raça, é a nossa origem
As coisas da história de São Paulo exigem
A honra que se faça ao nome de Bartira, Bartira
Era tudo, era o nada rio acima
Que o paulista no peito ia vencer
Pra fazer mais Brasil do que existia
Já um tempo era pouco pra perder
Reunindo oração e despedida na partida da horda triunfal
Caçador da esmeralda perseguida
Foi fazendo a unidade nacional
Bandeiras, monções
Já se dava por glória ao que se ia
Porque mal se sabia se voltava
E a benção levada já servia
De unção para quem por lá ficava
Nas monções quem seguia, na verdade
Já partia cheirando à santidade
Quem não via esmeralda ou não morria
Povoava cidade mais cidade
Bandeiras, monções, São Paulo
Que amanheceu trabalhando
São Paulo, que não sabe adormecer
Porque durante a noite, paulista vai pensando
Nas coisas que de dia vai fazer
São Paulo, todo frio quando amanhece
Correndo no seu tanto o que fazer
Na reza do paulista, trabalho é Padre-Nosso
É a prece de quem luta e quer vencer
Bastante italiano, sírio e japonês
Além do africano, índio e português
Tudo isso ao alho e óleo, temperando a raça
Na capital do tempo, tempo é ouro e hora
Quem vive de espera, é juros de mora
Não tem mais-mais nem menos, ou é sim ou não
No máximo se espera pela condução
Nas retas da Rio-São Paulo, chegando, chegando eu vim
Paulista é quem vem e fica plantando, família e chão
Fazendo a terra mais rica, dinheiro e calo na mão
Dinheiro, mola do mundo, que põe a gente na tona
Leva a gente ao fundo
Sim, senhor, sim, senhor, sim, senhor
Faz a paz e a guerra, traz a Lua pra Terra
No mais aumenta a barriga do comendador
Dinheiro, juras e juros, erguendo todos os muros
Pra ele próprio depois, derrubar, derrubar
É a voz que fala mais forte, razão de vida e de morte
Também só compra o que pode comprar
São Paulo, que amanhece trabalhando
Casais entram no elevador
O fino pra curtir um som: ran ran, ren ren, ron ron
A noite é sempre uma criança, é só não deixar crescer
Assim existe esperança, no amanhecer
São coisas da noite, anúncios conhecidos
Que enfeitam a cidade, em movimentos coloridos
Alguém vem do trabalho, do baralho ou do que for
Do La Licorne ao Ceasa, de alguma coisa do amor
Tem sempre mais um, que vem pela calçada
Na bruma que esconde quem sobrou na madrugada
Dei tempo ao tempo, o tempo é que não dá
Tenho que estar pelas sete, no Viaduto do Chá
Olha o Sol, olha o Sol, cadê o Sol? Onde o Sol?
Sumiu, sumiu, sumiu
Quando amanhece, o Sol comparece por obrigação
Nublado, cansado, um Sol de rotina
Se bem ilumina, nem dão atenção
É que o bandeirante não perde o seu tempo
Olhando pro alto, o Sol verdadeiro está no asfalto
Na terra, no homem e na produção
A cor diferente do céu de São Paulo não é da garoa
É véu de fumaça, que passa, que voa
Na guerra paulista das mil chaminés
São Paulo, que amanhece trabalhando
Começou um novo dia, já volta
Quem ia, o tempo é de chegar
Do metrô chego primeiro, se tempo é dinheiro
Melhor, vou faturar
Sempre ligeiro na rua, como quem sabe o que quer
Vai o paulista na sua, para o que der e vier
A cidade não desperta, apenas acerta a sua posição
Porque tudo se repete, são sete
E às sete explode em multidão:
Portas de aço levantam, todos parecem correr
Não correm de, correm para
Para São Paulo crescer
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora
Que o tempo não espera, a vida é derradeira
Quem é vai ser, já era de qualquer maneira
O mundo é do "eu quero"
Quem me der é triste, tristeza basta a guerra
E o adeus no amor
Você onde é que estava quando o tempo andou?
Na terra que não pára, só você parou
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora
O que vale é a versão, pouco interessa o fato
Porque a sensação maior é a do boato
Em coisa de um segundo, noite é madrugada
Notícia ganha o mundo, e a gente não é nada
Você onde é que estava quando o tempo andou?
São Paulo nunca pára, mas você, parou
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora
São Paulo que amanhece trabalhando
Na Praça do Patriarca, rua Direita, São Bento
Na Líbero Badaró, no Viaduto do Chá
Lá está aquele moço, que não dá ponto sem nó
Na conversa bem jogada, vai vendendo geladeira
Pra esquimó curtir verão
Papo firme é isso aí, desse dono da calçada
Rei da comunicação
Olhe aqui, dona Teresa, o produto de beleza
Que chegou da Argentina, examina, examina
De brinde pra seu marido
Nova pomada pra calo que resolve a dor de ouvido
Tem Parker 73, compre uma e ganhe três
Nem paga o justo valor, mais outra ali pro doutor
Leve a lei do inquilinato, mesmo não sendo inquilino
Morar na lei é um barato, e ele prova à sua maneira
Que um ataque de besteira, faz de um doutor um otário
Cursando numa avenida o vestibular da vida
Para ser bom empresário
Ser do São Paulo, do Corinthians e Palmeiras
É ter o fino em futebol durante o ano
Em tênis, remo, natação, nas domingueiras
Bom é Pinheiros, Tietê ou Paulistano
Com Ademir, com Rivelino no gramado
Com rei Pelé e suas jogadas de veludo
Não pe de graça que São Paulo é chamado
Melhor da América Latina em quase tudo
Pró-esporte, pró-esporte é a solução
Pró-esporte, pró-esporte contra a poluição
Lá por setembro o estudante nos ensina
Aquele esporte pelo esporte que não cede
E o meu Mackenzie, dá um show com a medicina
Na grande guerra que se chama MacMed
No corre-corre mundial estamos nessa
Os Fittipaldi estão aí para dizer
Só em São Paulo que é a terra do depressa
A São Silvestre poderia acontecer
Pró-esporte, pró-esporte é a solução
Pró-esporte, pró-esporte contra a poluição
São Paulo jovem, dos que promovem velocidade
Nos seus cavalos, de roda e ferro, na sua forma de liberdade
O peito agarra, a costa de aço
Que deu garupa na Yamaha, no upa-upa
Feito de abraço e muito amor
São Paulo jovem, na mesma cela
Vão ele e ela, por onde seja
Deus os proteja, pelos caminhos da vida em flor
Tem coisas da Ipiranga, da Itapetininga, até da São João
Às vezes também dá
Puxar o show, o chope, o uísque, boa pinga
E o molho das mulheres que transam por lá
Tem loja, tem butique, tem pizzaria
Boate, restaurante, até casa lotérica
É rua que de nada mais precisaria
Com todo aquele charme do Jardim América
América, rua augusta
E agora, já é hora
E ninguém vai embora, embora de lá
Rua augusta, e agora, já é hora
E ninguém vai embora, embora de lá
Bartira e João Ramalho nunca imaginaram
Que a tanga e a miçanga vinham outra vez
Agora nos diriam vendo que acertaram:
Valeu o nosso amor, pelo amor de vocês
E a moça vai passando, e ninguém vê mais nada
Quando ela vai na dela, é pra machucar
É a paulistana boa, despreocupada
De short ou minissaia, pondo pra quebrar, pra quebrar
Rua augusta, e agora, já é hora
E ninguém vai embora, embora de lá
Na sinfonia, que é de todos os barulhos
De Santo Amaro, ao Brás, ao Centro, ao ABC
Por Santo André, Vila Maria até Guarulhos
Grande São Paulo, como eu gosto de você
São Paulo, que amanhece trabalhando
São Paulo que não pode amanhecer
Porque durante a noite, paulista vai pensando
Nas coisas que de dia vai fazer...
SAMPA, TE AMO!!!
sábado, janeiro 03, 2009
Lavando a roupa suja do mundo...
O que adianta toda essa movimentação contra a pedofilia, se cada vez mais cedo ensinamos nossas crianças (sobretudo meninas) que o importante é ser bonita, sensual e ter os homens a seus pés?
Do que adianta comprar maconha do tráfico e fumar pra "ficar em paz"?
Qual o sentido de propagandear a solidariedade em meio á política do egoísmo?
Até quando teremos que pagar pela nossa fé?
Sei lá, algumas coisas me magoam tanto que eu gostaria de nem pensar nelas. Nem pra protestar. Porque não adianta nada. Talvez alguns protestos meus soem até hipócritas, porque afinal, é isso: pra sobreviver nesse jogo, por mais sujo que seja, é preciso seguir algumas regras.Ás vezes precisamos lamber a mão que nos açoita. Como na hora de pagar impostos. Sinto que pagamos imposto para comprar carrão e casa de praia pra políticos fazerem orgia ás nossas custas. Mas, se não pagar, o sonegador é você. É triste, é ridículo. O dia que permitirem que todo o nosso imposto seja aplicado conforme nossa escolha (adoção de instituições e famílias carentes, realizações de obras assistenciais e de infra-estrutura via iniciativa privada, apoio á educaçõ, etc) eu vou querer ser a primeira a pagar caro por isso. Preferia pegar toda a grana do imposto e comprar cestas básicas pra distribuir pessoalmente entre quem precisa. Nunca vou achar que paguei caro demais se puder ver o sorriso de cada um que receber minha ajuda.
Meu sonho é ser uma mãe despreocupada, que quando a filha sai pra se divertir, pode ficar tranqüila e confiar nos valores sólidos que passei a ela. Queria que mais pessoas, sobretudo da minha geração, pudessem enxergar como é maravilhoso ter uma família, se comprometer com um casamento, achar que infidelidade e negligência são coisas absurdas e nunca colocar a carreira em primeiro lugar.
Seria tão bom se todos fossem capazes de reconhecer os verdadeiros amigos, as pessoas que valem a pena, e dedicarem-se mais a elas. Deixar cair por terra os preconceitos e abraçar quem precisa e quem merece. Deixem cair por terra os padrões sociais, culturais, estéticos e intelectuais, pois somos todos humanos, e o que importa é um caráter reto e um coração gentil. Há muitas pessoas por aí que valem a pena, esperando dar e receber um bom conselho, uma boa companhia, por quê tantas vezes nos cercamos de gente egoísta, fútil, manipuladora, chantagista, falsa?
Por outro lado, se condicionar minha felicidade a esse sonho, talvez eu passe por essa vida apenas sonhando. Fazendo o que posso eu deleto, excluo, elimino. Varro para longe de mim- na medida do possível - tudo e todos que não valem a pena. Um dia, se Deus quiser, estarei cercada apenas por pessoas das quais eu tenho boas coisas a dizer e a lembrar. Pode ser meia dúzia - mas aquela meia dúzia pelas quais colocaria minha mão no fogo sem hesitar.
Não vou citar nomes porque isso é sempre ma armadilha, mas fico feliz em ter facilmente na cabeça muito mais do que apenas meia dúzia de familiares e amigos que admiro e amo, sinceramente, sem reservas. Mesmo quando dor e mágoa cruzaram nossos caminhos, até no sofrimento pudemos encontrar lições de evolução. São essas pessoas, essas situações que me fazem ter esperança de um dia, poder ter um coração mais tranqüilo.
Mas também tem horas que eu queria só jogar uma bomba nisso tudo.
sexta-feira, janeiro 02, 2009
Tão fácil te querer,2009!
VOU TE ABRAÇAR DE VERDADE, 2009!
terça-feira, dezembro 23, 2008
2009, o ano das 9idades!
Depois da tempestade, vem a bonança. A primavera é sempre após o inverno. O sol sempre nasce no início de um novo dia.
2008 foi um ano completo, de grandes transformações em minha vida. Sou grata, muito grata por todas as bénçãos que recebi nesse período, e vou dar o melhor de mim sempre, para evoluir sob todos os aspectos possíveis. Me redescobri como pessoa. Redescobri o mundo. E ainda que o caminho seja longo, realmente quero cumprir minha missão e oferecer em tudo o que faço, o máximo que puder.
Não quero apenas ser otimista. Quero evoluir.
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Enquanto isso...
Ontem, meus tios ofereceram um almoço de "pré-Natal" na casa deles, e reunimos a família (inclusive essas duas primas, filhas deles). Em um certo ponto da conversa, o assunto veio à tona.
Sylvia: -Então você recebeu a tal mensagem do ônibus?
Eu: -Recebi...
Sylvia: -Nossa, a gente morreu de rir com sua resposta, foi ótima.
Eu: -Fala sério. Eu vi que a mensagem estava errada, é meu jeitinho espirituoso...
Sylvia: -Não, é que você não sabe o outro lado da história... Conta aí, Guacyra...!
E a prima mais velha, com aquela cara de "paciência..!" que é tão dela, explicou a situação:
Guacyra: -Foi assim... Eu estava indo levar as crianças para o Parque da Mônica, acho, e estava com o telefone da Sylvia. Só que eu NÃO SEI MEXER no celular da Sylvia, e acabei mandando a mensagem para TODOS OS CONTATOS...Agora, imagina o caos: o negócio pipocando, gente ligando pra saber se estava tudo bem...
Sylvia: - E o pior é que tinha uns números nada-a-ver lá.. Tipo, número que você vê na rua e anota, sabe? Meu médico (ela está grávida de 9 meses), imagina o que ele deve ter pensado..!
Guacyra; - Não, o pior fui eu, que só me toquei do que estava acontecendo quando meu próprio celular tocou e eu fui ver o que era...A tal mensagem que eu havia acabado de enviar..!
A verdade vem com o tempo...
Ás vezes estamos tristes, aí aparece uma desgraça pra nos fazer rir.
Sim, porque, só rindo mesmo!! *risos*
Há algum tempo atrás - e como todo mundo com boas lembranças na vida - eu tive minha fase "arroubos de juventude". Livre, desimpedida, gatinha e sem-noção. E, como essa combinação de beleza e autoconfiança sempre gera muita inimizade (leia-se inveja), conquistei uma legião de antipatias- nem sei direito por quê.
Enfim, o tempo passa, as coisas mudam...e hoje tudo isso virou um passado divertido, sem culpas e cheio de micos desnecessários, mas sem nenhum arrependimento. Passou, como tudo passa. ("até a uva passa", né Ju? Hahaha)
Mas alguns registros ficam. E foi assim que, despreocupadamente, descobri e ainda hoje descubro coisas no mínimo hilárias. Como gente que dizia me adorar, e, mal eu virava as costas, soltava o esculacho
Incrível até onde chega a falsidade e falta do que fazer humanas..! *risos*. Não sei nem o que poderia ser mais ridículo: me idolatrar ou me apedrejar. Como se eu me importasse. Na época, ou em qualquer época...*risos*
É que ninguém mais lê isso aqui. Se lessem, logo esse texto iria se encher de comentários de gente me acusando de hipocrisia, do tipo "Se não se importasse mesmo, não escreveria isso!". Conheço essa missa. Remonta dos velhos tempos também. *risos*. E, como nos velhos tempos, me faria rir.
Hoje muito mais, porque posso ver claramente como as coisas mudaram. Como eu cresci. E como certas coisas nunca mudam, certas pessoas nunca crescem.
Isso me faz ver que eu estava certa quando buscava viver a vida para mim mesma, e não para os outros. E como "amigo" não é qualquer "gente boa" que cruza nosso caminho. As pessoas que importam podem até ser as que colocam pedras á nossa frente. Mas estão sempre ali, se afirmando, defendendo sem máscaras o que são e o que pensam. Ou mesmo, defendendo suas máscaras. Estão ali. Importam.
Ai, ai... que delícia é poder rachar o bico com a falta de personalidade alheia! *risos*
Credo, como estou sendo malvada. Não guardo mágoas, nem rancores. Afinal, o problema não é meu. Gostaria de poder ajudar a todos os que precisam abrir os olhos para tantos aspectos de si, mas seria o cúmulo da hipocrisia, já que tem tanta coisa em mim que ainda precisa crescer, melhorar, mudar. Inclusive o impulso que me leva a escrever essas coisas. Não deixa de ser cretinice da minha parte. Faço isso porque tenho certeza de que ninguém vai ler (embora tenha a esperança de estar errada...hehe).
Ninguém precisa saber de mim. Eu não sou nada para a maioria das pessoas que "incomodo". Nunca fui.
Só me importa ser alguém para aqueles que eu amo.
domingo, dezembro 21, 2008
quarta-feira, dezembro 17, 2008
Cada um no seu quadrado...Tô tirando meu redondo daqui.
Na verdade, estou triste. Magoada demais. Tô me sentindo uma tremenda idiota.
Sei que, o que não tem remédio, remediado está, mas é muito ruim quando você se dedica, se esforça, se preocupa com algo que realmente é importante, que realmente vale a pena, e depois percebe que tudo isso foi totalmente em vão. Sofrer é f***, mas desperdiçar sofrimento é pior ainda.
Tô num baita baixo-astral. Eu nunca esperava por uma coisa dessas. Sabe aquela sua amiga trouxa, cujo namorado a faz de gato e sapato, só deixa a mina na merda, todo mundo sabe que ela é corna de um traste sem-noção, mas ela é toda apaixonada por ele, e você já desistiu de falar, porque ela se vira contra você e diz que você é quem tá causando intriga? Pois é. Digamos que é mais ou menos essa a situação. Pessoas que eu tanto amo, que eu faria de tudo pra ver bem, feliz e prosperando, tomando um cacete após o outro por causa do mau caratismo de outrem. Mas, meu, eu não sei mais o que fazer, não sei mais nem o que pensar. Tô péssima. Tô cheia de raiva já, e isso não é nada bom. Porque tá me fazendo muito mal, e do jeito que nos ultimos tempos eu tenho sido tão feliz, isso tá me matando.
Queria só poder largar mão disso tudo.
Nunca achei que fosse pensar assim.
terça-feira, dezembro 16, 2008
Desenterrando mil mortos...
Andraus e Joelma (e eu nem era nascida).Morte de Ayrton Senna (um trauma ao vivo). Mamonas Assassinas (ainda dói). TAM 402 (essa foi perto). GOL 1907 (caminho para casa). TAM 3054 (perto demais).
O Crime da Rua Cuba (lembro de tantos jornais...) Massacre no Carandiru (isso está acontecendo mesmo?).Assassintato de Daniella Perez (paixão por um cadáver) Mansão Richthofen (o assassino mora ao lado), Carla Ceppolina (ô vizinhança boa!).Isabella Nardoni, descanse em paz.
Será que sou maluca, ou apenas a confirmação de que o ser humano tem fascínio pela morte? Violenta, visceral, suja, trágica. Morrer de velhice é bénção. De tragédia é entretenimento.
Quantas vezes, da janela frontal da casa no Jd. Aeroporto, vi os aviões decolando e eu quase torcia para que não subissem. Queria vê-los cair, o fogo e a fumaça espalharem-se pelo ar, eu era apenas uma criança. Se estivesse debruçada nesta janela ás 8:25 da manhã de 31 de Outubro de 1996, eu veria acontecer de fato a cena chocante que tantas vezes passou pela minha imaginação. Mas eu não estava. E, mesmo tendo a notícia chegado antes da nuvem negra se dissipar, não tive coragem de olhar o céu. Só mais tarde, quando o sol quase se punha, corri para a R. Luis Orsini de Castro. E o que vi, não gostaria de ter visto. Dezenas de corpos estendidos no asfalto quente. Sangue pela sarjeta. Destroços por todo lado, o cheiro de carne queimada e querosene. Eu era pouco mais que uma menina e corri para ver o que ninguém deveria ter visto. Mas nada disso me impediu de correr de camisola ás quase nove da noite, pelas ruas do Campo Belo quando um pequeno avião atingiu em cheio uma casa próxima á av. dos Bandeirantes em 2000. O isolamento já feito pelos bombeiros não me permitiu ver coisa alguma. Mas não dormi aquela noite.
Passeando pela periferia de Guarulhos, pendurado na fachada de um boteco, como um troféu, um pedaço de fuselagem. PT-LSD. Vomitei de nervoso. Até hoje, nunca quis ver as fotos dos corpos destroçados dos Mamonas. Quando meus pais foram visitar o Sr. Hildelbrando, não quis vê-lo. Fiquei no carro, chorando. Nunca a morte de pessoas tão distantes me deixou tão arrasada.
Eu já era adulta e costumava comprar cerveja e cigarros tarde da noite no posto Shell em frente ao Aeroporto de Congonhas. Mas durante o dia, quando meu pai parava para abastecer, suava frio cada vez que um avião se aproximava para o pouso. Eu via o choque. Via o piloto calcular mal a altitude e se chocar contra o morro da cabeceira. Via um avião na pista oposta perder o controle e cair sobre o posto que explodiria na mesma hora: eu nem veria a cara da morte.
(nessa hora entra o Bruno e meu MSN pula. De boa, tomei um susto filho da p*** e ME RECUSO a continuar escrevendo).
domingo, dezembro 14, 2008
Ela..!
Que atrai, hipnotiza, mesmeriza.
Ela, dona de cantos e segredos
Me envolve em seus mistérios e maravilha com seus óbvios
Ela que me envolve e me faz lembrar
Saber de onde vim, me fez assim
Tão dela...
Que de quente, tão repentinamente, faz-se fria
Sufoca, me molha, resseca
Avança e sobe, encobre, toca o céu
Me ilumina, sua luz que cega
E guia...
Pulsa meu sangue em teu ritmo
Põe meu coração em moto-contínuo
Como você
Sempre em frente, de toda a gente
SÃO PAULO, minha terra,
Nunca irei te esquecer..!!
sábado, dezembro 13, 2008
A Lua Nova da Vida
Dores de parto, de crescimento. Para aprender nem sempre é preciso sofrer, mas toda graça requer algum esforço. E mais do que receber, é preciso aplicar nossas lições, num processo ás vezes tão doloroso. Reconhecer o problema é o primeiro passo para a solução, sem dúvida. Mas é apenas o primeiro passo.
Tenho chorado por dentro, mas hoje quero exibir meu sorriso. Meu coração está em paz.
Feliz, aprendi uma lição.Entrei na Lua Nova da vida.
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Parece incrível
De um hora para outra
De um segundo para outro.
Acredite.
terça-feira, dezembro 09, 2008
Ao vazio
Mas ultimamente, talvez eu precise ser assim mesmo, cheia de códigos e mistérios. Minha vida mais do que nunca é um livro aberto, mas não vejo mais tanto sentido em abrí-lo publicamente. Com certeza, seria mal-interpretada. E, pela primeira vez, eu me importo com isso.
Também porque no momento, neste exato momento, enfrento uma situação difícil que pode piorar se eu a revelar. Gostaria, no entanto, de escancarar aos quatro ventos a verdade, expôr minha opinião, meus pensamentos, botar em pauta esse assunto. Mas, infelizmente, preciso calar. Ao menos para vocês, ao menos por enquanto. Não por mim, mas por respeito ao próximo.
Mas, se tudo tem um lado bom, estou gostando do tempo e da relação que estou tendo com meus pais. É algo diferente, sinto que agora, pela primeira vez, eles me vêem como adulta e sentem-se felizes por eu ser quem me tornei. E isso me dá uma tranqüilidade e um prazer muito grandes. Afinal de contas, eles parecem estar satisfeitos pela mulher que criaram. E eu me sinto muito contente em ter certeza de que não decepcionei meus pais.
Coisas as quais só começam a importar realmente depois que nos tornamos pais também
:)
segunda-feira, dezembro 08, 2008
"...não correm DE, correm PARA!"
E todos seus adjetivos.
Da grandeza da cidade para a pequenez de meu quarto, nos fundos da pequena casa de minha pequena família. Até as pessoas são pequenas. Pequeníssimas. Pikenices.
Grandes emoções. Grandes conflitos. Grandes problemas exigem grandes soluções. Grandes atitudes. Grandes mudanças.
Ainda assim, a felicidade de estar aqui é imensa.
Diretamente proporcional à saudade do que meu coração deixou em Manaus.
"O Sonho Não Acabou..."
Idiota.
Eu nasci quase dois meses depois disso. Não conheci John, e mesmo que ele estivesse vivo, provavelmente nunca me conheceria. É engraçado pensar como, mesmo desencarnado e distante, sua memória sempre foi tão presente em minha vida- herança de meu pai Beatlemaníaco. Até o nome da minha filha foi inspirado por John. Tantos anos depois de sua morte. Tantos quilômetros distante de N.Y. Ou Liverpool.
O sonho não acabou. Acho que não vai acabar nunca.
terça-feira, novembro 04, 2008
Em consideração a vocês! :D
Agora que eu vi os dois comentários no post anterior! Tem gente que lembra que estou virtualmente viva!! Yeeee!!
Não tenho postado porque ainda não chegou Internet lá na minha "colocação"...Hahahahaha!
Mas na verdade, tenho escrito á beça. Estou trabalhando agora num ensaio que chamei de "Eu acho que...". Não tem previsão de lançamento, aliás, nem de publicação, mas talvez seja a coisa mais importante que já tenha me dedicado a escrever. É o meu legado filosófico. Quer entender minha cabeça, ver o mundo como eu vejo, basta ler aquilo ali. Mais provável que não passe de um bando de maluquice junta, mas ser maluca não é nenhuma grande novidade pra mim. Há muito eu realmente deixei de me importar com o que as pessoas pensam. Pelo menos a maioria anônima. Só me importo com o caminho à frente. E pela primeira vez eu consigo enxergar a estrada.
Não, não respondi e-mails nem abri o MSN porque o tempo é curto, não abro o Orkut porque quase sempre só dá dor-de-cabeça. Quem realmente quer saber de MIM, passa aqui. Cedo ou tarde, eu dou notícias. Vocês sabem que sim :)
Fica a promessa e a esperança de logo poder ser mais que algumas linhas desencontradas!!
Terve!!
sábado, setembro 20, 2008
TECLA "F"
Ninguém comenta? F2!!
Talvez porque ultimamente, só escrevo besteiras? F3!!
Nunca atualizo? F4!!
Ah,minha vida parece um tédio... F5!!
Me acha arrogante? F6!!
Morre de inveja? F7!!
É "chicleteiro"? F8!!
Não crê em Deus? F9!!
Acha que aparência é tudo? F10!!
Não se dá o devido respeito? F12!!
Não preciso de F11.Estou mandando pra lixeira em tudo o que, realmente, só entulha minha vida e cansa minha beleza.
Dando um Ctrl+Alt+Del na minha vida.
terça-feira, agosto 12, 2008
Mudanças
Ultimamente, tenho descoberto mais sobre mim mesma. Nos últimos anos, acredito que minha consciência tenha expandido bastante em relação ao meu "eu". Fisicamente, ainda não tenho a mínima noção da minha própria aparência, mas psicologicamente estou muito mais esclarecida. Por exemplo: descobri que eu sou incapaz de deixar qualquer coisa que me atinja passar em branco, e talvez seja por isso que eu tenha uma memória tão boa, o que ás vezes é uma lástima, porque também torna complicado o perdão. Descobri que eu não sei e nem nunca vou saber o que é verdadeiro, pois, se estou correta, posso pecar na falta de humildade, e, sendo humilde, talvez não escolha seguir a um caminho que considero certo, por medo de que talvez esteja errado. Entenderam? Tudo bem. Eu entendi, e isso é o que importa.
domingo, agosto 03, 2008
Lê, laraiê laiê, laraiê laiê, lê lê lê ôôôô...
Mai fáih calor pra caramba? ÔÔÔÔÔ!!!
Mai vem pra cá, vem pra cá, vem pra cá...!
Eu não preciso de dinheiro pra ser mais feliz do que sou, mas seria legal acertar na Mega Sena pelo menos uma vez na vida. Eu seria feliz da mesma forma, só que num carro novo, hehehehe! Ser materialista é horrível, mas negar que uma situação financeira confortável facilita a vida é um pouco...inocente demais. É só equalizar a abundância com a generosidade e tudo se acerta. Eu queria montar um estúdio pro Johnny, comprar um carro pro meu pai, roupas boas pra minha mãe, garantir um bom estudo pra minha filha, botar um computador no Pré-Núcleo, arrumar uma casa melhor pra minha avó, pagar plano de saúde e dentista pra todo mundo! Enquanto não dá, a gente ajuda no que pode, como pode. Mas que se tivesse mais $$ ia poder ajudar mais, isso é.
Quem tudo quer, nada tem. E eu que sempre quis "abraçar o mundo todo.." *rs*
Como somos ignorantes de nós mesmos!! E como é difícil e maravilhoso quando começamos a nos descobrir!!
Aliás, não tô doida, nem nada. Se você leu isso tudo (grata pela atenção!) e não viu muito sentido, não se preocupe. Eu acho que hoje, não quer fingir que sei sobre tudo. Prefiro falar o que estou pensando, simplesmente, como estou pensando. Pronto, assim quem quiser que decida se eu sou louca ou lógica. Pra mim, realmente, não importa.
Tem muita coisa dentro de mim pra entender e reformar antes que eu me aventure a tentar entender o que tem fora.
quarta-feira, julho 23, 2008
Luz, Paz e Amor
Sinto como se Deus, afinal, abrisse para mim a janela que, durante tanto tempo, procurei, mesmo achando que era impossível.´
Todo mundo encontra seu Shangri-Lá na vida.
Já aconteceu com você?
sexta-feira, maio 02, 2008
"Pára, papai, pára!"
O caso da menina Isabella Nardoni, espancada, esganada e atirada da janela do sexto andar, fez todo mundo gritar por justiça. Mas, poxa, precisa mesmo tudo isso, uma crueldade dessa dimensão, pra se gritar por justiça??
E essa hipocrisia da imprensa, de não condenar os suspeitos, pois isso é trabalho da justiça. Meu bem, já condenaram, dando esse espaço para o caso. A polícia já condenou, pois a fabulosa perícia já colocou o sangue nas mãos (ou nas roupas) do casal. O povo, então, já condenou e linchou moralmente.
Mas, antes de tudo isso, ELES se condenaram.
Eu não sou jornalista, não tenho vínculo com nada, a não ser minha opinião própria, e a confiança que eu deposito no trabalho da polícia científica, e de todos os profissionais de investigação que trabalharam nesse caso. Respeito o GOE e o promotor Cembranelli.
Eu posso e quero berrar:
CADEIA NELES!!
terça-feira, março 18, 2008
Puta cidade lôca, meu!!!

"São Paulo que amanhece trabalhando...São Paulo que não sabe adormecer..."COMO EU AMO VOCÊ!!
Cidade verdadeiramente maravilhosa, de trabalho, ócio, prazeres e pecados, MINHA TERRA que eu amo com cada célula do meu ser! Amo seus prédios altos, suas avenidas largas, sua gente elegante e cosmopolita, seus barulhos, gritos, buzinas, amo até seu trânsito louco, sua periferia destrambelhada, seu ritimo e poesia das favelas da Espraiada (até rimou!)
Amo essa metrópole doida com tudo de bom e de ruim, amo sua bandeira, seus símbolos, suas lendas urbanas como tudo aqui é muito urbano. Sou Campo Belo, Capão Redondo, Sé, Pompéia, Jardins e São Mateus, sou Corinthiana, São-Paulina, Palmeirense, sou gay, sou hétero, sou catedral e Rua Augusta. Sou metrô, busão e trem. Sou 24 horas. Sou dois pastel e um chopps. Tá me entendendo? SOU PAULISTANA, MEU!!
Você reconhece um paulistano quando ele...
-Acha estranho uma cidade sem prédios;
-Você vê alguém fazer uma barbeiragem no trânsito e diz "Ô baianada"
-Não importa o tamanho do feriado, sendo feriado, corre para praia, embora fique, na verdade, a maior parte dele preso no trânsito.
-Fazer evento pra faturar dinheiro todo fim de semana.
-Você não conhece nem 10% da sua cidade.
-Fica indignado quando alguém de fora conhece algo em São Paulo que você não conhece;
-Acha o máximo que todos os shows internacionais sejam em São Paulo e fica puto porque o Rock in Rio é em Lisboa(não no Rio...)
-Conhece pelo menos cinco obras assinadas por Paulo Maluf;
-Tem orgulho da Avenida Paulista
-Acha estranho cidades sem McDonald's, Habib's ou Pizza Hut;
-Sai a uma da manhã do sábado de casa e ainda não escolheu em qual balada vai;
-Em outras cidades, sai de madrugada procurando bebidas, comida ou cigarros, e se irrita porque nada funciona 24h;
-Não entende as pessoas de outras cidades que se arrumam para ir ao McDonald's.
-E, como não podia deixar de ser, sabe que São Paulo é poluída, tem trânsito, pessoas correndo por todo o lado, um verdadeiro inferno, mas não deixa de morar em São Paulo por nada nesse mundo!!
(fonte: Desciclopédia)
segunda-feira, março 17, 2008
AMOR de encher a alma
Quem você ama?
quarta-feira, março 12, 2008
Bem-me-quero, mal-me-quero...
Fase de epifanias. Epifásica. Muitas saídas, nenhuma solução. O muro de concreto só existe em minha mente: o que falta é a escada imaginária para atravessá-lo.
Ou a força palpável para destruí-lo.
Atitudes, altitudes, o sobe-desce da vida, da morte, da vida, da morte, do sempre, do nunca...
Chega de "talvez". Agora é a minha vez.
sábado, fevereiro 23, 2008
Cadê a balada que estava aqui?
Depois que a Joollyah nasceu, e depois que nos mudamos, quase nunca podemos sair. Quando podemos, parece que não há um só lugar na cidade inteira que ofereça um ambiente agradável + boa música + preços camaradas. Ou o lugar é muito abafado, lotado, com um povo nada-a-ver, ou a música é uma titica, ou úma simples cerveja custa um absurdo. Assim não dá...
Eu só queria um lugar pra beber, dar risada, conversar e, de preferência, não ter de aturar multidão, nem figurinhas desagradáveis...
Se alguém souber, please leave a comment. De preferência que toque rock e venda cerveja a menos de 3 contos.
sábado, fevereiro 02, 2008
2008 começa agora!!
Nada poderia ter sido mais maravilhoso e perfeito. Ainda sinto em mim aquela felicidade indescritível de quem está vivendo o momento. Parece que nunca vai acabar. Com certeza é um daqueles episódios únicos, cujas lembranças de amor e plenitude perduram pela vida toda. Uma daquelas noites que nunca terminará...
Eu sou abençoada demais por ter este amor na minha vida.
Sou apaixonada demais por um homem, que por graça divina é meu marido, pai da minha filha...
É mais que um sonho, é minha realidade.
E não há um dia sequer em que eu não agradeça isso.
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Humanidade sociopata
Mas eu demorei a perceber que, pra não ser um "coitadinho", você tem que ser o "malvado". Não existe meio-termo. E para quem acha que a amizade, a confiança e o amor não significa mais nada, é aí que eles se enganam: agora mais do que nunca significam algo, ao menos pra mim. Porque a vida me ensinou que amor não é pra todo mundo, amizade não é pra todo mundo. Confiança, menos ainda.
Sempre me deixei arrebatar pelos meus sentimentos de carinho e consideração. Achava que eu era uma idiota e que não merecia ser feliz, quando alguém a quem eu tanto me dediquei, me feria com traição e egoísmo. Nessas horas eu sempre ouvia "fulana não merece sua amizade", "fulano não merece sua consideração"...Mas eu demorei um pouco a entender o quão verdadeiro é isso. "Se você faz o que não gostaria que nenhum outro ser humano fizesse, isso é amoral" - diz o filósofo. "Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você" - traduz o egoísmo popular.
E o "Não faça pelos outros o que eles não fariam por você" onde fica?
É triste dizer isso, mas o carinho, a amizade e o amor são portas abertas para a manipulação. Não vou dizer que são fraquezas - pois também podem ser forças, para aqueles que sabem equilibrar razão e coração - Mas infelizamente, essa sabedoria é para poucos. Amar só é sofrer para os ignorantes. E se depois de um certo tempo tendo ambos como sinônimos, você não aprende, aí você é simplesmente um idiota. E continua sendo ignorante, porque também não desfrutou de um amor verdadeiro. Não que seja algo pleno de felicidades e nenhum desafio ou revés. Mas quando cada obstáculo passa a se tornar degrau, é porque ainda estamos no caminho certo.
Fiquei magoada quando uma das pessoas que mais amo nesse mundo me acusou de ser antisocial e não ter amigos. Mas hoje eu me sinto feliz por perceber que a minha volta, só reúno pessoas que me agradam. Se me afastei um pouco de todos que gostava, quando passei a amar muito mais uma única pessoa, foi porque não me sentia mais capaz de me dedicar a nenhuma outra além dela. Paixões arrebatadoras são assim mesmo, mas com o tempo vai amornando e isso é bom para podermos dosar as coisas. Talvez eu tenha poucas pessoas no mundo que mereçam minha amizade e consideração, mas tenho a feliz certeza de ter um prazer enorme em poder conhecer essas pessoas e dividir com elas minha vida. Queria poder construir um mundo só conosco.
De quebra, aboli a hipocrisia da minha vida. Já fui "Miss Simpatia" e hoje em dia há quem não me suporte *risos*. Mas me sinto melhor assim. Não faço mais questão alguma de ser legal com quem eu não quero ser. Mas também não sou antipática de graça: é fogo contra fogo. E chega a ser divertido perceber que existe por aí muito mais falsidade do que alguns pensam...
Não... eu prefiro ser mal-educada do que ser falsa.
sexta-feira, novembro 30, 2007
Taí a prova...
Go, LAZY TOWN!

Quando Lazy Town apareceu no Discovery Kids, eu não sei se já estava grávida, mas com certeza a Julia não havia nascido. Lembro de ter lido a sinopse da estréia no guia de programação e achado uma tremenda baboseira : Uma cidade onde todo mundo é preguiçoso, até que chega a sobrinha do prefeito e bota todo mundo pra se mexer. Junte a isso um super-herói que só come frutas, verduras e legumes e faz ginástica (literalmente) o tempo todo. Eu nunquinha que iria parar pra ver um troço desses. Apesar de não ser mesmo parte do público-alvo, eu costumo assistir e gostar de programas infantis. Mas aquilo estava fora de cogitação...
O tempo passou, minha filhote nasceu e pegou gosto por TV. O Discovery Kids como canal favorito era uma escolha óbvia, já que sua programação é a mais voltada para crianças pequenas durante todo o dia. Começou com Pocoyo (pelo qual eu também me apaixonei), mas não demorou nada pra que minha filha se encantasse com as cores e as músicas de Lazy Town. E eu acabei prestando atenção em um...dois..três episódios...
Tá, tá , tá... Hoje eu dou o braço a torcer. GO, LAZY TOWN!! *risos* Acho que tanto quanto mãe como pessoa tentando levar uma vida mais saudável, temos que aplaudir uma fórmula funcional pra combater o sedentarismo e o vício em fast e junkie food desde a infância...Deus queira que minha Julia nunca passe o perrengue que eu passei por toda a adolescência...E se tiver que ser Sportacus quem vai nos salvar , que seja! :D
quinta-feira, novembro 08, 2007
E esse "ã", de "Cauã"...
Olha, apesar de ser feio que nem trombada de jamanta com betoneira, e namorar um ícone de antipatia, achei legal a atitude dele.Ao contrário do site, que publicou a nota com um certo tom de cinismo e gozação, eu penso o seguinte: o cara tá respeitando a parceira dele. Independente dela ser uma ciumenta chata ou dele ser um encoleirado cagão, isso não é problema nosso: onde já se viu homem comprometido aparecer em público "de amasso" com outra? Não interessa se é de mentirinha, se é "artístico". É desrespeito ao relacionamento e fim de papo. É feio, e pronto.
Eu já acreditei em "beijo técnico" e em todas essas patacoadas de atores e atrizes, e até acredito mesmo que os bons e verdadeiros atores e atrizes até consigam separar a interpretação da vida real. Mas tá pra lá de óbvio que há muito tempo essa profissão deixou de exigir tanta "profissionalidade" de seus praticantes: haja visto o número de casais que se formam e desmancham a cada novela, a cada "par romântico fictício".
Posso até ser ciumenta, mas burra é que eu não sou mesmo. Pegação com outra? Se eu pudesse, não teria nem em sonho, quanto mais na TV, em foto de revista..! Sou casada com um ex-modelo, já tive minhas experiências no mundo artístico, e recentemente (pra espanto absoluto do agenciador) me recusei terminantemente a me meter com isso de novo. Eu sei o quanto isso mina uma relação monogâmica, fechada e tradicional como a minha. Talvez funcione em outros relacionamentos, ou com outras mentalidades...(viva Tarcísio e Glória!) mas comigo no way.
Não há vaidade nesse mundo que valha o sacrifício de um verdadeiro amor.
terça-feira, novembro 06, 2007
On/Off
Ficar "zen" é muito mais difícil do que pensamos. "Desligar" esses receptores e "parar" essas associações inoportunas...
Ohmmmmmmmmmmmmmmmmmmm...
domingo, novembro 04, 2007
Só sabe quem já esteve lá...
E hoje, acreditem, eu mais do que nunca tenho certeza de que não nasci para sair da minha terra, na qual eu tive tanta sorte de nascer.
Argh.
quinta-feira, novembro 01, 2007
Aborto sim, mas não pra mim!
Porque aborto é como droga: hoje em dia, quem quiser e tiver meios pra usar, encontra fácil em qualquer lugar. Cair na mão de aborteiro/açougueiro, sofrer as conseqüências de uma tentativa caseira e sem infra-estrutura...é a mesma coisa que o usuário que se arrisca entrando em bocada pra comprar sua droga. Quem tem grana, vai em clinica de luxo. Quem tem grana recebe pó no delivery, ou compra no conforto e segurança de sua faculdade...
Legalizar o aborto, tipo "liberou geral" é um absurdo, porque contribuiria ainda mais com a falta de educação desse povo. Sobrecarregaria o sistema de saúde, e, na minha opinião, isso disseminaria ainda mais as DST´s. Eu acho o cúmulo gente que usa camisinha só pra não engravidar. "Hello-ooou!" Gravidez é o menor dos problemas que se pode ter em não usar preservativo!! E não é só AIDS o que se pega numa relação desprotegida, não! Só porque neguinha toma pílula e os dois são soronegativos, isso ainda não quer dizer que nada aconteça.Na melhor das hipóteses, você garota, principalmente, pode acabar pegando uma coceira bem incômoda, de alguma outra infeliz que teve a mesma idéia desvairada que a sua...
Por outro lado, viabilizar a opção de não ter um filho, também evitaria certas catástrofes como as mães que jogam recém-nascidos em lagoas e córregos, atiram os bebês pela janela, enfim... Essas atrocidades que vemos hoje em dia. Um colunista da revista VEJA chamou a atenção para o fato de que essas mulheres são sempre pobres, quiçá paupérrimas. Não existe crueldade entre os ricos? Existe. Mas também existe aborto. Ilegal, mas real.
Sei lá. É triste pensar que, mesmo com camisinha, com pílula do dia seguinte, com anticoncepcional, com tudo isso, ainda temos que recorrer ao aborto como solução para a falta de educação do povo. Percebe que, se o povo tivesse um pouco mais de ética, moral e boa conduta, não seria necessário proibir o aborto: as pessoas saberiam por si só que essa seria uma atitude extrema, da qual apenas se lançaria mão em casos excepcionais, como doenças do feto, estupro, risco de vida para a mãe, etc... Mas com a taxa de natalidade descontrolada, a explosão demográfica e, conseqüentemente, a violência infantil e desequilibrio sociais gerados, o "jeito" é legalizar o aborto pra piriguetada poder dar á vontade. Sorte também dos malandros de plantão, ninguém mais vai precisar cair no golpe da barriga.
Se isso não pesa na consciência de quem faz, se eles pensam que isso não agride o físico de quem sofre, se isso é a única solução pra salvar milhares de crianças de uma vida miserável com pais e mães que não as merecem, então tá, eu levanto essa bandeira.
Aborto, sim. Mas não pra mim.
Happy, happy hell-o-ween..!
Na verdade, assunto para colocar em pauta tenho de sobra, mas acabo deixando que a oportunidade passe em branco simplesmente porque não sei até que ponto é correto - ou no mínimo simpático - de minha parte, publicar estes pensamentos. São coisas que eu gostaria de discutir, sim, mas não tenho com quem. Pois sei que incomodaria a muita gente saber o que eu realmente penso a respeito de algumas coisas. Talvez algumas pessoas até se ofendessem. Pessoas, principalmente, a quem eu jamais gostaria de ofender. Por isso, me calo, quando o que eu mais queria era gritar.
quarta-feira, setembro 26, 2007
TROPA DE ELITE: Pega um, pega geral, e também vai pegar VOCÊ!
IMPERDÌVEL, em negrito e letras maiúsculas, é o mínimo que posso falar desse filme, com direção de José Padilha, baseado no livro Elite da Tropa , de Luiz Eduardo Soares, Rodrigo Pimentel e André Batista.Talvez você, um leitor não tão cinéfilo (nem fanático por crônicas policiais brasileiras, como eu), nunca nem tenha ouvido falar desse filme, embora ele já seja considerado por muitos como o melhor longa brasileiro do ano - e o favorito pelo público para nos representar no Oscar. Claro, a história do filme em si é quase tão polêmica quanto o enredo retratado: a realidade chocante e eletrizante do BOPE- Batalhão de Operações Policiais Especiais do Rio de Janeiro. É claro que os "caveiras" (como eles se denominam, numa alusão ao símbolo do BOPE: um crânio atravessado por uma faca) não gostaram nadinha da idéia e tentaram impedir que o filme chegasse aos cinemas. Talvez eles até tivessem chance de fazê-lo, se antes de que qualquer estréia fosse anunciada, o filme já não fosse o maior sucesso de vendas nos camelôs de todo o país. "Pehhdeu, prêibói..!" *risos*. E enquanto rolam processos, procuram-se culpados,prendem-se camelôs e o BOPE espuma pelos dentes, Tropa de Elite vai cada vez mais sendo consagrado pelos espectadores. Bem produzido, recheado de atuações impecáveis e com um ritimo alucinante, o filme exibe violência explícita, sim: mas a tortura psicológica das cenas choca mais do que o (pouco) sangue derramado em quase duas horas de fita.
Inclusive por isso, não vi realmente motivos para o BOPE sentir-se ofendido com o filme. Não é uma história de mocinhos e bandidos, e muito menos de papéis invertidos. O enredo mostra de uma forma bastante realista como de ambos os lados - defendendo a lei, ou infringido-a - existem pessoas de bom caráter, e outros que não valem nada. O retrato é de uma situação de caos, de mata-ou-morre constante, que exige dos envolvidos decisões extremas, rápidas, atitudes radicais, raciocínio apurado e muito, muito sangue-frio, além de técnica. E os "politicamente corretos" (ou politicamente hipócritas..?)que me perdoem, mas nesse quesito, o filme mostra sim que o BOPE é a tropa mais bem-preparada para lidar com a guerra que enfrenta. O nosso CHOQUE de São Paulo acho que teria muito mais motivos para não gostar do retrato de Carandiru, do que o BOPE para encrencar com o Tropa de Elite. E olha que em São Paulo, nos eventos e desfiles, já vi o CHOQUE ser aplaudido de pé pelo povo. Talvez por isso uma das cenas que mais me deixaram chateada em Tropa.. é quando, durante uma discussão em sala de aula, todos os alunos de uma classe da faculdade começam a falar mal da polícia (carioca). Pra mim não há nada mais triste em pessoas que generalizam, nivelam por baixo, depreciam e ofendem aqueles que, bem ou mal, estão lá pra "servir e proteger". Afinal de contas, pra quem essas mesmas pessoas recorrem quando precissam pedir socorro? Na hora que precisam de polícia, ninguém lembra de xingar, né? Um dos meus lamentos profundos em relação à nossa sociedade é esse círculo vicioso. Como podemos esperar heróis na polícia, se gostamos mais de compará-los aos bandidos? Quando policial faz mal, sai em tudo que é mídia. Os bons policiais, ninguém nota.
Mas já escrevi demais. E é melhor eu parar com esse discurso cívico antes que alguém me jogue na cara que eu assisto filme pirata. Crucifiquem-me: não agüentei. :P
ATUALIZAÇÃO (15:30) : Acabou de ser publicado no UOL CINEMA que o indicado brasileiro ao Oscar será "O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias". Embora também seja um bom filme, não é nem um pouco tão empolgante como o Tropa de Elite, mas- dizem- tem mais chances de faturar o bonequinho.
Grande coisa.
terça-feira, setembro 25, 2007
ONONONONO ONONO ONONONONO
Nada irrita mais um redator do que uma peça bonita e chamativa, caminha mais que pronta pra UMA frase curta e bem sacada...Que não está lá.
Fui descarregando minha betoneira de palpites. Cheguei a sonhar (ou ter pesadelos) com essa maledetta frase. Tudo soava bem, mas não bem o suficiente. E saber o motivo, a justificativa do meu marido pra isso, é o que mais me tira o sono.
E mais me deixa triste.
Eu preciso conversar com algum redator publicitário de sucesso. Preciso perguntar uma coisa que está me matando por dentro. Não sei se é paranóia, mas tá me magoando demais.
Alguém aíiii..?
terça-feira, setembro 18, 2007
In the heat of the Amazon
Mas se Deus abre uma janela a cada porta que parece se fechar...Desde aquele instante tive o prazer de descobrir apenas ótimas surpresas e anjos em meu caminho. Antes mesmo de pisar em terra firme, uma visão de sonho se revelou diante de meus olhos. Eu deveria saber que era o anúncio de que tudo, finalmente, daria certo.
Sim, estou feliz. E que me perdoem todos a quem fiz sentir meus temores. As coisas não irão ficar bem. Elas já estão bem.
Ficarão apenas melhores.
Tenho certeza disso.
Enquanto isso, no cerebelo...
Só acho que enquanto houvesse um brasileiro com jornada de trabalho de 20 horas diárias, o presidente deveria, no mínimo, trabalhar 21.
TRABALHAR.
quinta-feira, agosto 09, 2007
sexta-feira, agosto 03, 2007
Descobri um novo nível de paranóia!!
Porque pode ver...tem muita dessas vadias de mídia que ganharam uma boa grana. Tiazinha. Sabrina Sato. Samambaia (acho que queriam pôr "Trepadeira", mas ia pegar muito mal..).Juliana Paes. Viviane Araújo. Rita Cadillac... até Joana Prado que me perdoe, mas não foi o carisma dela que a pôs na mídia. Todas essas ganharam uma boa grana, fazendo o quê? FAZENDO NADA!! Mostrando a bunda, só. E mesmo se vangloriando de serem honestas e de boa moral, é engraçado como nenhum marido JAMAIS acharia legal ser casado com uma mulher assim, não é mesmo? Aliás, a maioria dos maridos implica até com as roupas da mulher, com os bikinis em lugares públicos...
Ah, é? Então PÁRA DE SUSTENTAR VAGABUNDA, oras!
*risos*
terça-feira, julho 31, 2007
Portfolio
Também voltei a trabalhar no Blog Redação Publicitária: A Prática na Prática, de soluções para o livro de Zeca Martins. Depois de mais de um ano em hiatus...
A vida vai fluindo...
segunda-feira, julho 30, 2007
Mantendo vivo o espírito "D. Marocas" :
(interlúdio moral e cívico)
Olha, eu sou a pessoa mais anti-violência policial e abuso de autoridade que existe. Mas também fico tiririca quando vejo gente folgada desrespeitando polícia de graça. O oficial tá lá exercendo a função dele, inclusive unicamente no sentido de restaurar a ordem que o próprio engraçadinho perturbou, tentando resolver as coisas da melhor forma possível, e tem que agüentar esse tipo de desaforo? Não interessa nem a imagem que você faz da corporação, nem de que lado você está, é somente uma questão de respeito de ambos os lados. E nesse caso estava claro pra todo mundo (e a essa altura a platéia era imensa), que nenhum policial ali estava de má-vontade e ninguém merecia ser ofendido nem chacotado por um mauricinho em "ataque de pelancas".
(fim do interlúdio moral e cívico)
Enfim, o burburinho acabou lá pela meia-noite, sem eu conseguir entender direito o que aconteceu. Só sei que o cara cansou de chamar alguém da casa de "puta", "prostituta", "vagabunda" e similares. Não sei se era a mulher que pediu socorro ou uma outra. Sei que o cara era um dos que moram naquela casa, porque ele também berrou isso várias vezes. Não sei por quê, mas isso tá me cheirando a história de corno...
Bom, sei lá o que aconteceu. Nem sei porque eu tõ fazendo tamanha fofoca, anyway. Confesso que deve ser maldade minha, porque de fato eu não gosto daquela mulher: ela vive se metendo na vida dos vizinhos. Mas se metendo grandão, querendo chamar até a polícia pra separar briguinha boba de casal que ela nem conhece!
Vai ver que é por isso que a rua toda deixou ela berrando...
Até onde vai a cara-de-pau...
E aí, amiga? Se você fosse a esposa do "espertinho", o que faria?
a)Um escândalo
b)Fugiria de casa e passaria três dias na putaria também
c)Fugiria de casa, passaria três dias na putaria e enviaria as fotos pra ele
d)Mataria/mutilaria
e)Nada.Pediria o divórcio, a guarda dos filhos, medida cautelar e é isso aí.
Notem que "perdoar" NÃO É uma opção. Um ser humano que perdoe uma atitude dessa do cônjuge, com certeza vai viver SE culpando pelo resto da vida. Dignidade, pô..!
domingo, julho 29, 2007
Retratos modernos

Outro dia, estava conversando com meu irmão- estudante de Audiovisual- sobre algumas poses e gestos característicos que as pessoas fazem em fotos, muitas vezes inconscientemente, mas que fazem toda a diferença. Como, por exemplo, aquela campanha da Calvin Klein com a Kate Moss fazendo um gesto...impossível. Digo, olhe bem a foto preto&branco acima e reflita por um momento: você já viu, na "vida real", alguém fazer um gesto assim?
Claro que não, pra quê? É uma torção totalmente inútil dos braços...Mas é justamente o que dá o "efeito" da foto, percebe? Antes de eu tirar sua tranquilidade, atentando para o nonsense da posição da modelo, você provavelmente achava que era uma imagem agradável, e só. Mas presta atenção: a maioria das poses "fashion", não fazem sentido algum. Será que é aí que está a "arte" do negócio?
Outra coisa que, mais do que nunca dá pra perceber, é um certo "padrão" de fotografar dessa época. Digo, aquelas fotos que "todo mundo tira". Seja uma estrelinha formada com os dedos dos amigos, ou essas clássicas fotos só do olho. Fuçando um pouquinho no seu próprio grupo de amigos do Orkut, aposto que você vai encontrar no mínimo umas cinco fotos de perfil que têm muitas semelhanças nas poses e estilos. Sinais de "positivo", "paz e amor", "hang loose", "heavy metal" e o infame dedo do meio são infalíveis, inclusive-e principalmente- entre quem abraça uma "tribo" ou outra.

E pra quem gosta de ter certeza absoluta de que vai sair bem na foto, temos o clichê-master: a foto no espelho, segurando a câmera. Eu diria que esse tipo é o símbolo-mor da nossa geração narcisista! *risos* Essa modalidade de foto é também a campeã nesses fotologs onde o dono (aliás, geralmente a dona), posta uma foto de si mesmo(a) todo dia, com uma cara e boca diferente, ou até mesmo, com a mesma cara de sempre, de preferência com um olharzinho sensual.
Mais legal ainda é quando essas fotos vêm acompanhadas de legendas do tipo :"Por dentro, uma personalidade minha, por fora, um conceito seu!" ou outras pérolas do marketing pessoal, além de séries "jogo rápido" como..:
"♥ doida? Certamente!! Existem pessoas normais?! ♥
♥ simpatica? Sempre q possível!! ♥
♥ amiga? Concerteza!! Amizade em primeiro lugar♥
♥ curiosa? Pq você quer saber? ♥
♥ engraçada? Ahh! eu diria que sou simplesmente feliz! ♥
♥ inteligente?? Com certeza este é um dos questionamentos mais complexos da mente humana onde não conseguimos caracterizar o verdadeiro Q.I das pessoas sem conhece-las! ♥
♥ convencida?? Não, sou apenas realista!! ♥
♥ desligada?? O q eu estava falando mesmo!? ♥
♥ sem graça? Ahh sei lá! ♥
♥ debochada? Quem, eu?! ♥
♥ brigona?? Vai encarar!? ♥
♥ vítima? Nem sou, mas as coisas insistem em acontecer sempre comigo, tudo é eu, sempre eu, só eu!!! ♥
♥ ciumenta? Não, só cuido do que é meu!! =p ♥
♥ rebelde? Quando necessário!! ♥
♥ metida? Não, sou míope mesmo!! ♥
♥ esfomeada? Nem um pouco, a comida que não rende mesmo! ♥
♥ sincera? a verdade em primeiro lugar! ♥
♥ atrevida? Quando necessário! ♥
♥ mal humorada? Soh na TPM mesmo! ♥
♥ mimada? Um pouco♥
♥ linda?? Ah! Pelo menos minha mãe acha que sim! ♥
♥ inocente? Talvez! ♥
♥ criança?? Quem nunca foi uma?! ♥
♥ inimigos? Inimigos não apenas invejosos! ♥
♥ carinhosa? Excessivamente! ♥
♥ feliz? = D ♥
♥ apaixonada? Com certeza, amo das coisas mais simples até as mais complexas ♥
♥ ídolo? Deus ♥
♥ saudades?? Muitas deixei muita gente que eu amo ♥
♥ virtude? Coragem! ♥
♥ sonhos? Muitos! ♥
(copiado e colado de um perfil qualquer) .
As montagens e painéis cheios de fotos tiradas num mesmo contexto ou sutuação, assim como "galerias de amigos" também são outra constante nos Orkuts e Flogs da vida.
Esses são apenas alguns exemplos de foto-clichês típicos da era da máquina fotográfica digital e do celular com câmera...*risos*. Talvez seja o correspondente contemporâneo de alguns retratos antigos, como os que retratavam crianças vestidinhas de branco, com os cabelos cacheadinhos, casais onde o pai aparece sentado ao centro, com a esposa e filhos em pé ao redor, ou fotos tiradas do busto para cima, com o modelo olhando para o lado (típica foto de dinheiro antigo *rs*).
Enfim, é engraçado. Qualquer hora acho que vou sair "fuçando" os Orkuts e flogs de conhecidos, colecionando fotos assim e montar uma exposição de "mais do mesmo". *risos*
No fim das contas, cada um de nós é único e especial, assim como todo mundo...*risos*
sábado, julho 28, 2007
Que frio! Que frio! P.Q.P!!
Nessas horas, dá muita saudade de Manaus.
E nenhuma da Finlândia...
Melhor que balança!
Mais realista e menos doloroso que aque ponteirinho desgraçado.
PikeNices! no mundo dos adultos...
Coitada, ela está com a cabeça tão cheia, que eu achei que poderia tomar essa iniciativa, já que ela havia dito que nem imaginava o que iríamos almoçar. Tive a idéia e botei as mãos na massa (literalmente). Só que, ao invés da mãe sossegar e ir cuidar das coisas dela, ficava aparecendo na cozinha de dois em dois minutos *risos*. Com certeza não estava botando uma fé no que iria sair dali...
E enquanto eu picava, cortava, temperava e mexia, ficava pensando que, a despeito da desconfiança da mamãe, aquilo deveria ser pra lá de natural. Com a minha idade e integridade física, é claro que eu seria capaz de preparar um almoço. Mas a lógica da minha mãe ainda me vê como uma garotinha, e uma garotinha mimada, que cresceu com cozinheira, ainda por cima.
E é verdade. Pra mim não deveria ser algo tão excepcional cozinhar, limpar e arrumar a cozinha. Mas pareceu. Parecia que eu estava fazendo algo que não cabia a mim fazer. Me senti exatinho como eu me senti na primeira vez que cozinhei macarrão com Aji-No-Moto: uma criança, fazendo coisas de adulto. Apesar de não ser a primeira vez, apesar de eu já ter morado sozinha e já ter tido responsabilidades domésticas antes, é sempre nesse momento (mais do que a maternidade, mais do que qualquer emprego), que eu mais percebo minha relutância em crescer, em virar "gente grande". Me sinto deslocada só em pensar que "já sou adulta". Não sei se isso é bom ou ruim, mas sei que é inevitável. E agora, casada de papel passado, com uma filhinha e prestes a encarnar de vez o papel de "dona-de-casa-mãe-de-família-esposa-e-mulher-trabalhadora", sei que não vai ter mais jeito de me ver de outra forma. A minha vida é isso agora. Não vou mais ser a filhinha. Vou ser a mamãe. Aliás, já sou. Consolidar isso é uma questão de tempo.
Todos comeram e gostaram do almoço que preparei. Ao final, lavei a louça e arrumei a cozinha. Ninguém disse nada, mas eu imagino que essa tenha sido uma forma sutil e definitiva de mostrar que as coisas mudaram: eu cresci.
Pra eles, e pra mim mesma.
sexta-feira, julho 27, 2007
Vê se enxerga..!
Frio. Falta de grana. Excesso de preocupações. Parece que o universo conspira para eu ter um péssimo dia.
Pelo menos, ainda- ainda- não me descontrolei no quesito "guloseimas". Não vou dizer o quê eu comi, porque ficar passando recibo de cada ervilha consumida é o tipo de paranóia delirante na qual eu nunca quero entrar. Acho que se preocupar com isso nesse nível de detalhamento é uma berrante evidência de um distúrbio alimentar. E eu tô bem sussa de ter gente no meu pé achando que eu estou doente. Uma vez, durante um jantar de família, começaram a insinuar que minha magreza era reflexo de algum transtorno idiota desses. Juro que foi apenas em respeito a minha avó, anfitriã da noite, que eu me segurei pra não descascar um monte em cima de quem começou com esse papo. Eu posso ser doida em muitos sentidos, mas achar que eu sou uma dessas malucas "pró-anorexia e bulimia" realmente me ofende. Fazer esse tipo de merda em prol da magreza absoluta é tão nojento quanto ser uma dessas obesas gordurosas que comem uns três "Big Macs" e se justificam dizendo que o lanche "é pequeno". Credo, tive uma amiga assim. O pior é que ela divertida, simpática, então era difícil fazer esse tipo de "crítica construtiva". Mas o fato é que ela gostava de sentar no sofá com um saco de bolacha e uma lata de leite condensado e ficar ali, comendo e peidando (!!) o dia inteiro. Claro que ela não fazia isso na presença de nenhum menino, ou amiga que não fosse íntima, mas pô, era bem chato...Tive uma outra conhecida que era um caso interessante: pensa numa mulher bonita. Pensa na Gisele Bündchen. Agora, pensa numa Gisele melhorada. É, melhorada, mermão! Nariz mais delicado, olhos mais brilhantes, corpo mais torneado...e pra coroar tudo isso, pensa na pessoa mais simpática que você já conheceu. Uma garota simples, bem arrumada mas de tênis, cabelo solto, maquiagem nenhuma na cara. Pois é. essa deusa existe, mora (ou morava) no interior de São Paulo e tem (ou tinha) um namorado...Bom, quando eu a conheci, pra vocês terem uma idéia, ela estava se lamentando por ele. Crise no relacionamento...Ela era louca por ele, mas não sabia se ele estava assim tão na dela, etc... Fiquei pensando "Pra esnobar uma garota dessas, imagina só o naipe do moço..!"
Tempos depois, eu a encontrei no shopping, passeando com o namorado, amor da vida dela, que fez questão de me apresentar:
Ele era baixinho, meio vesgo, cabelo meio ruim, gorducho, voz fanhosa.
O amor é mesmo cego, ou nós é que distorcemos a realidade?
quinta-feira, julho 26, 2007
Síndrome de Britney Spears
Tá vendo essa foto linda aqui no layout? (---->) Pura propaganda enganosa. Isso aí não sou eu, ou melhor: não mais. Isso aí era eu, antes de passar por uma gravidez na qual engordei quase trinta (!!) quilos, ganhei mais celulites do que saberia contar, e meu cabelo virou um ninho de mafagafos.
Bom, pelo menos tenho meus peitos de volta...
Pra que não me conhece: eu fui gorda durante toda a adolescência. Aliás, não só gorda: era mais feia que trombada de betoneira com trio elétrico. Quando finalmente me conformei com a situação, já passando dos vinte anos, comecei (sabe lá Deus como), a emagrecer e ficar gatinha. Até que com vinte e cinco anos eu consegui virar modelo.
Tão linda que engravidei menos de um ano depois.Grrrr...
Durante a gestação eu descuidei, confesso. O começo difícil, a instabilidade emocional, o estresse, a situação..."Ah, tudo bem. Depois eu conserto o estrago." pensei.
Minha filha já tem quatro meses. E até agora, eu SOU o estrago.
E o medo de pegar uma "síndrome de Britney Spears" ? De "queridinha linda" a uma mãe gorda, desajeitada, traída...?
Tô sussa!!
Hoje mesmo começo a dar um jeito radical nisso. De verdade. E vocês, meus leitores, serão testemunhas. Exceto por alguma razão gravíssima, agora estarei postando todo dia, nem que seja uma única linhazinha, falando sobre meu progresso no processo de desembarangamento. Compromisso meu. Questão de honra, inclusive.
Quero ser uma "Mãezuda" e não uma "Mãecréia"...
terça-feira, julho 24, 2007
Overbook de idéias...

Foto: Rosa Moraes
Todo dia eu penso em umas mil coisas pra escrever aqui. E acabo escrevendo nenhuma, porque o que sai é algo sobre o acidente com o JJ3054. E eu já estou meio farta com isso. Poxa vida, eu me casei, tive a melhor noite de núpcias que eu poderia imaginar, rolaram duas festas dignas de comentários, meu marido viajou...E tudo isso passou em branco. Exceto o JJ3054.
Acho que é porque, apesar de não ser a primeira vez que isso acontece fisicamente muito perto de mim, talvez seja a primeira em que eu me deparei com o cadáver de um conhecido. A primeira em que pude sentir, ver, cheirar, tocar e perceber o pedacinho da minha vida que o acidente destruiu, queimou, arrasou. Não foi uma imagem na TV, não foi "algo que aconteceu aqui perto", simplesmente. Foi algo que entrou no "meu mundo" e me afetou muito mais do que eu achei que poderia. E isso é chocante e perturbador e me fez pensar em algo que eu acho que nunca tinha conseguido DE FATO ponderar: nos últimos momentos das vítimas. Em tudo o que elas podem ter experimentado entre o momento que perceberam que algo estava errado, e o último fôlego. Eles haviam pousado, os trens de pouso no solo. Seria a hora em que eu me benzeria e agradeceria a Deus por ter corrido tudo bem. Mas o avião não reduz a velocidade. Ainda assim, sem ver a cabeceira da pista, não me preocupo: por algum motivo o fato dos trens de pouso já estarem no chão, me dariam uma impressão de segurança. Eu olharia pela janela, veria o terminal passando rapidamente. A cabeceira. O posto e o prédio da TAM Express parecendo cada vez mais próximos. O fim da pista.
"Ele não vai parar." - e talvez esse teria sido meu último pensamento.
Em 2003 peguei um vôo da GOL de Curitiba para São Paulo, onde aterrisamos em Congonhas em condições adversas, tal qual a última terça feira. O dia estava cinzento, frio e chuvoso...foi num fim de tarde de Agosto. Foi a primeira vez que pousei em CGH, e por mim teria sido também a última. Toda a aproximação foi um terror: eu vinha encolhida na poltrona, com a sensação de estar "lambendo" os prédios da cidade, apavorada com a possibilidade de perder uma asa em alguma antena, juro. E, quando pousamos, na pista principal (mas, se me recordo bem, com o sentido de aproximação inverso ao do 3054), o avião também estava rápido demais. Não parava. E o trem de pouso não tocava o solo. Eu, sentada bem no meio do avião, não conseguia ver o quanto ainda tinha de pista pela frente. Mas achava que estava indo rápido demais. De repente, o trem de pouso toca o chão, mas da forma mais violenta possível. A impressão é de que o avião tinha "caído" uns três metros na perpendicular. Os bagageiros abriram, todo mundo se assustou. E eu saí tão transtornada da cabine que quase esqueci de pegar minha bagagem na esteira.
Até a semana passada, sempre achei que eu me lembrava desse episódio de uma forma um pouquinho mais dramática do que ele realmente tinha sido: primeiro porque tenho mesmo-admito- um pavor quase irracional de aviões (adoro vê-los, mas VOAR, neeem a pau!). Segundo, porque eu só estava naquele vôo pra resolver uma situação tensa e delicada na minha vida: havia ido para Curitiba naquela mesma manhã, de ônibus. Mal cheguei na rodoviária, tive de ir ao aeroporto, comprar uma passagem e voltar com urgência. Foi extremamente estafante, mental e fisicamente, além de ter sido o maior gasto inútil de dinheiro em toda minha vida.
Hoje vejo que talvez não tenha sido só um pânico exagerado meu. Aquele avião parou, mas e se não tivesse parado? Se tivesse aquaplanado, ou se o sistema de frenagem não funcionasse de forma eficaz, ou se ele viesse irremediavelmente rapido demais para a (hoje declaradamente) curta pista de CGH? Ele atravessaria a pista, seria um novo 402 a se esborrachar sobre as casas do Jardim Aeroporto.
Mas ao contrário das vítimas daquela fatalidade, que tiveram 25 mórbidos segundos para compreender a situação, eu só teria tido tempo de pensar uma coisa.
"Ele não vai parar."
E assim eu encerro,DEFINITIVAMENTE, meus comentários nesse blog sobre a tragédia do TAM-JJ3054.
sexta-feira, julho 20, 2007
Clichê Macabro

Foto: Rosa Moraes
"Eu não sei porquê você teima em abastecer aqui."
"Olha esse avião, vai cair em cima da gente..."
"Fala mais alto, não tô ouvindo nada!"
"Tá, vocês ficam aí babando no avião e eu vou pegar uma cerveja. Se morrer, morro bêbada..."
"Eu? Trabalhar AQUI? Tá louco..."
"Lu, cê é doida de ficar aqui...Olha a distância da pista!"
"Para bailar La Bamba...lá,lá,lá,lá...para bailar La Bamba..!"
"Se você se sente confortável tão perto da cabeceira da pista..."
"Que posto? Aquele que eu morro de medo?"
"Grande coisa que o ponto é bom! Se um dia um boeing resolver pousar aqui, te juro que não vai ser pra abastecer..!"
"Aquele Shell lá embaixo é mais difícil de sair, mas pelo menos eu não tenho que ficar rezando!!"
"E daí que eu tô fumando? Se cair um avião na minha cabeça, vai explodir tudo do mesmo jeito!!"
"Tenho medo, sim. A gente nunca sabe o que vai acontecer. E se acontecer o que eu tenho medo que aconteça, não vai dar tempo nem de sair correndo..."
Anos e anos de frases e piadinhas refletindo um medo que, no fundo eu esperava absurdo, fruto do meu...er...PAVOR de aviões. Contra a insistência da família em abastecer naquele posto, tão perto de casa, tão conhecido, tão familiar. Quantos cigarros, cervejas, trocas de óleo e de idéias...Quantas vezes, na volta das viagens eu não ligava a câmera pra filmar de dentro do carro, enquanto abastecíamos, um avião taxeando.No áudio, muitas e muitas frases para reafirmar o que a mídia não cansa de chamar de "tragédia anunciada".O que na hora parecia blablablá, era só uma questão de tempo. Mas, de novo, eu ainda me recuso a acreditar.
Contando os dias para voltar a Manaus, como em tantas tardes, antes ou depois da tragédia, subo até o fim da rua para olhar o que antes era o cenário de tantos momentos cheirando a gasolina. Antes que a segunda-feira chegue, nada mais existirá ali. Não fechou pra reforma, como da outra vez. Nem foi interditado, como tantos nessa onda de combustível alterado.
Caiu um avião lá.
Caiu mesmo.
