Do que são feitas as nuvens?
De açúcar, marshmallow,
De espuma de sabão
No meu tempo de criança
Eram bolas de algodão.
Vapor branco, condensado.
Pingos d’água em suspensão.
Mamãezinha, “não viaja..!”
Nuvem não é branca, não.
Isso não é nuvem, minha filha.
E só cinza e poluição...
As nuvens, se ainda existirem.
Estão muito alem da visão
Antes ficavam baixinho
Se chovesse: que diversão!
Bebíamos água da chuva
Pulando em poças do chão.
Mamãe, água vem da torneira...
Nasce em um garrafão.
Ouvi dizer que a chuva
Dá câncer e corrosão.
Filha, não diga bobagens..!
Mas, mãe, me explica então:
Se o nosso planeta era lindo
Quem foi o grande vilão?
Foram a ganância, a cobiça.
O egoísmo e a ambição
De um povo que condenou
Toda uma geração
O grande inimigo, filhinha.
É a falta de educação
Do homem que não reconhece
Outro homem como irmão
Destruir o próprio habitat
É o oposto de evolução.
E tem conserto, mamãe?
Espero que tenha, neném.
Pois assim como eu vi o mundo
Desejo que vejas também.
Para saber pra onde vai,
Precisas saber de onde vem.
Reencontrar o Divino
Amar sem olhar a quem
Voltar às nossas origens
Pelo caminho do bem.
(26/03/2009)
domingo, abril 24, 2011
sexta-feira, abril 15, 2011
MERCHANDISING DE OCASIÃO: "BORRACHARIA BAR"
(colaborou Pietra Arantes Maeda do Magrazine )
Além do trocadilho espertinho com o espanhol coloquial (borracho= bêbado), o Borracharia oferece uma seleta carta de vinhos, cachaças e cervejas, acompanhados pelos mais deliciosos petiscos elaborados pelo chef Alê Gurmê. A decoração é inspirada em borracharias e oficinas mecânicas da Zona Leste de São Paulo, fotografadas por Anita Esther e expostas por todo o esstabelecimento, ao lado de pneus,ferramentas e calendários Pirelli.
O proprietário, Randón Moreira Guimarães se orgulha de dizer que fez "laboratório" para criar seu ambiente: " Durante a Copa, saí e fui beber em vários sujões da periferia! Foi aí que comecei a colecionar esses calendários de mulher pelada e tive a idéia de montar esse bar, sucesso total!" - ele disse, com o maior bafo de cana, ao final do coquetel de lançamento.
Além do trocadilho espertinho com o espanhol coloquial (borracho= bêbado), o Borracharia oferece uma seleta carta de vinhos, cachaças e cervejas, acompanhados pelos mais deliciosos petiscos elaborados pelo chef Alê Gurmê. A decoração é inspirada em borracharias e oficinas mecânicas da Zona Leste de São Paulo, fotografadas por Anita Esther e expostas por todo o esstabelecimento, ao lado de pneus,ferramentas e calendários Pirelli.
O proprietário, Randón Moreira Guimarães se orgulha de dizer que fez "laboratório" para criar seu ambiente: " Durante a Copa, saí e fui beber em vários sujões da periferia! Foi aí que comecei a colecionar esses calendários de mulher pelada e tive a idéia de montar esse bar, sucesso total!" - ele disse, com o maior bafo de cana, ao final do coquetel de lançamento.
Superhipermegaíntima - o quadro que tira TODAS as suas dúvidas sobre mulheres...
...inclusive as que você preferiria manter na ignorância
"Socorro Superíntima! Saí com um gatinho achando que não ia rolar, mas acabou rolando, e eu estava com a depilação pra lá de vencida. Depois disso, ele nunca mais ligou, será que teve a ver? Me ajudem! " - Janaína, SP
Guete Cintilante, responde: Calma, amiga, que não foi sua bola de pêlo que fez o gato sumir. Se fosse o problema, a Playboy da Claudia Ohana não teria vendido nada. Mas você cuida da higiene? Porque peluda, assim tem que estar sempre bem lavada, cheirosa, senão não dá mesmo. Nem dê.
"Socorro Superíntima! Saí com um gatinho achando que não ia rolar, mas acabou rolando, e eu estava com a depilação pra lá de vencida. Depois disso, ele nunca mais ligou, será que teve a ver? Me ajudem! " - Janaína, SP
Guete Cintilante, responde: Calma, amiga, que não foi sua bola de pêlo que fez o gato sumir. Se fosse o problema, a Playboy da Claudia Ohana não teria vendido nada. Mas você cuida da higiene? Porque peluda, assim tem que estar sempre bem lavada, cheirosa, senão não dá mesmo. Nem dê.
TB Comportamento: Redescobrindo os Prazeres do Rádio
uma análise do comportamento ao vivo de locutores profissionais e público, e a seleção das maiores pérolas da FM paulistana
Quem tá ao vivo tem de falar, não pode se dar o luxo de deixar a peteca cair, então, acaba fazendo merda, falando bosta que sai sem pensar.
Teoria da “Batalha de Esculachos". Se uma pessoa liga para uma rádio, num horário e programa que ela SABE que esculacha os ouvintes, ela SABE que vai ser esculachada então:
-Ou a pessoa QUER ser esculachada
-Ou a pessoa se acha CAPAZ de evitar os esculachos, ou seja, a pessoa se acha mais inteligente que os locutores.
- Ou para o imbecil, o negócio é falar no rádio, não importando se seja como o esculachado da vez. Esse tipo de gente é que se inscreve e Big Brother, adora programa de auditório, gosta de ficar "na gradinha" em dia de TeleTon e Criança Esperança.
Quem tá ao vivo tem de falar, não pode se dar o luxo de deixar a peteca cair, então, acaba fazendo merda, falando bosta que sai sem pensar.
Teoria da “Batalha de Esculachos". Se uma pessoa liga para uma rádio, num horário e programa que ela SABE que esculacha os ouvintes, ela SABE que vai ser esculachada então:
-Ou a pessoa QUER ser esculachada
-Ou a pessoa se acha CAPAZ de evitar os esculachos, ou seja, a pessoa se acha mais inteligente que os locutores.
- Ou para o imbecil, o negócio é falar no rádio, não importando se seja como o esculachado da vez. Esse tipo de gente é que se inscreve e Big Brother, adora programa de auditório, gosta de ficar "na gradinha" em dia de TeleTon e Criança Esperança.
TAPA-BURACO TESTA!:As melhores estôpas do mercado!
Testamos as marcas mais populares e botamos o resultado ao vivo para você conferir.
Teste como LUSTRA MÒVEIS
Teste como LUSTRA AUTOS
Teste como BARBA DE PAPAI NOEL
Lazer & Cotidiano:
"Todo mundo gosta de ver coisa cara estraçalhada" - afirma o piloto de crash test da Ferrari
Saúde:
Fratura exposta no pescoço tem cura?
R: Claro que tem, quando você nascer na próxima encarnação seu pescoço vai estar inteirinho...
Notícias:
HOMEM BOTA FOGO NA CASA TENTANDO ACENDER UM INCENSO. Essência de Patchouli era importada da indonésia.
Teste como LUSTRA MÒVEIS
Teste como LUSTRA AUTOS
Teste como BARBA DE PAPAI NOEL
Lazer & Cotidiano:
"Todo mundo gosta de ver coisa cara estraçalhada" - afirma o piloto de crash test da Ferrari
Saúde:
Fratura exposta no pescoço tem cura?
R: Claro que tem, quando você nascer na próxima encarnação seu pescoço vai estar inteirinho...
Notícias:
HOMEM BOTA FOGO NA CASA TENTANDO ACENDER UM INCENSO. Essência de Patchouli era importada da indonésia.
TB Especial:Paranóia Urbana
As Paranóias Urbanas são essas idéias-comuns nas quais todos nós estamos "viciados".
-ser traído pelo parceiro
-ser passado para trás por um colega
-achar que os outros só estão atrás do seu dinheiro
-achar que os outros só estão atrás da sua bunda (ecaaa..!)
-se estiverem atrás da sua bunda, não solte gases. Seria falta de educação.
-achar que todo sinal vermelho é um assalto em potencial
Existem também algumas paranóias contemporâneas específicas como:
PPD- Pequena Paranóia Doméstica
Nesta categoria encontra-se a mania feminina elevada ao título de obsessão detalhista em limpeza e decoração. Aquelas mulheres que se sentem verdadeiramente infelizes diante de uma casa desarrumada - conseguem estressar até na casa de praia!!- e conseguem deixar apresentável até uma borracharia. Lembra daquele robôzinho obcecado por limpeza de WALL-E : Pois é, mulheres com esse tipo de comportamento estão apresentando claríssimos sintomas de uma PPD - Pequena Paranóia Doméstica.
Também é considerada PPD a maluquice de algumas mães que fazem os filhos saírem de casa carregados de agasalhos em pleno verão, namoradas e esposas que ligam de cinco em cinco minutos mesmo em horário de serviço, para "checar" os maridos, teorias da conspiração envolvendo os vizinhos, etc...
GPE - Grande Paranóia Econômica
O claro sintoma da GPE é o eterno clima de hecatombe apocalíptica. Não importa como esteja a economia, ela é sempre frágil demais perante as crises que as derrubam e pronto. Não vou fingir que manjo pra caralho de economia, mas pode ver pô; tem sempre uma bolha estourando, uma bolsa rompendo, e aí é aquela merda toda, o dólar sobe, o repolho aumenta, aí vem o Pré-Sal que vai deixar nossos bisnetos ricos.
GPA - Grande Paranóia Apocalíptica .
Essa eu não preciso nem falar. Calendário Maia, 2012, fim do mundo, todo mundo viu o filme. É isso aí.
GPAM - Grande Paranóia Ambiental,
Que consiste em adotar imediatamente TODOS os hábitos considerados sustentáveis, e policiar seus amigos, familiares e colegas de forma neurótica para forçá-los ao mesmo.
-ser traído pelo parceiro
-ser passado para trás por um colega
-achar que os outros só estão atrás do seu dinheiro
-achar que os outros só estão atrás da sua bunda (ecaaa..!)
-se estiverem atrás da sua bunda, não solte gases. Seria falta de educação.
-achar que todo sinal vermelho é um assalto em potencial
Existem também algumas paranóias contemporâneas específicas como:
PPD- Pequena Paranóia Doméstica
Nesta categoria encontra-se a mania feminina elevada ao título de obsessão detalhista em limpeza e decoração. Aquelas mulheres que se sentem verdadeiramente infelizes diante de uma casa desarrumada - conseguem estressar até na casa de praia!!- e conseguem deixar apresentável até uma borracharia. Lembra daquele robôzinho obcecado por limpeza de WALL-E : Pois é, mulheres com esse tipo de comportamento estão apresentando claríssimos sintomas de uma PPD - Pequena Paranóia Doméstica.
Também é considerada PPD a maluquice de algumas mães que fazem os filhos saírem de casa carregados de agasalhos em pleno verão, namoradas e esposas que ligam de cinco em cinco minutos mesmo em horário de serviço, para "checar" os maridos, teorias da conspiração envolvendo os vizinhos, etc...
GPE - Grande Paranóia Econômica
O claro sintoma da GPE é o eterno clima de hecatombe apocalíptica. Não importa como esteja a economia, ela é sempre frágil demais perante as crises que as derrubam e pronto. Não vou fingir que manjo pra caralho de economia, mas pode ver pô; tem sempre uma bolha estourando, uma bolsa rompendo, e aí é aquela merda toda, o dólar sobe, o repolho aumenta, aí vem o Pré-Sal que vai deixar nossos bisnetos ricos.
GPA - Grande Paranóia Apocalíptica .
Essa eu não preciso nem falar. Calendário Maia, 2012, fim do mundo, todo mundo viu o filme. É isso aí.
GPAM - Grande Paranóia Ambiental,
Que consiste em adotar imediatamente TODOS os hábitos considerados sustentáveis, e policiar seus amigos, familiares e colegas de forma neurótica para forçá-los ao mesmo.
TAPA-BURACO: Homenagem ao melhor tablóide eletrônico de todos os tempos!
O Tapa-Buraco vai ás ruas e pergunta: " Você se sente espionado por seus vizinhos?"
"Ah, normal, tipo... Se a janela tá aberta e alguém olhar, olhou, né, mano.. Vai fazer o quê?" -Rudilane, 19 anos, SP (@rudilane)
"Não, eu nem conheço meus vizinhos” -Ana Cristina, 17 anos, RJ (@ana_kris18)
"Ah, um pouco..!" -Maria Das Dores Silveira , 53 anos, SP
" Coom certeza! Minha vizinha é suuper-fofoqueira. Vive metendo o nariz na vida dos outros, credo!" -Debora Dantes, 21 anos, SP (@deborad)
"Não...meu vizinho é observador de pássaros. A gente mora do lado de um parque e ele tem todos aqueles equipamentos, binóculos, telescópios, todos virados pra minha casa, porque é lá que os pássaros fazem os ninhos, né? Eles moram no parque, mas pousam bonito é na minha casa. O vizinho que disse. ele é observador de pássaros." -Victor Dil , 22 anos, RJ (@fofoletico)
Dicas para saber se alguém está seguindo você!
Aquela impressão de que o tempo todo alguém está prestes a te matar, assaltar ou contar pra sua mãe que você faz o que não deve pode estar certa! A ciência comprova que 88,9% das pessoas que têm algum tipo de medo ou pensamento fixo estão constantemente sendo seguidas e vigiadas de perto, segundo estatísticas do IBGE. Alguns especialistas discordam : " Não há motivo para paranóia!" - alega o Prof. Eustáquio Joaquim Silveira Mello, da UFSC. " Muitas pessoas seguem as outras de forma inconsciente. Há uma curiosidade natural em saber o que os outros estão fazendo " - afirma o professor. " E, hoje em dia, as pessoas querem ser seguidas, pedem para serem seguidas. O Twitter usa esta expressão precisamente. Todos querem ser interessantes e chamar a atenção. Para que os psicopatas vão perder tempo tentando decifrar a vida monótona de uma viúva aposentada, se podem escolher pelo curriculo online sua próxima tocaia?'
Seja um indicador de popularidade ou da iminiência de algo constrangedor, estar sendo seguido demonstra que alguém se importa com você! Descubra agora mesmo se você é querido fazendo esse teste!!
1. Quando você anda pela rua, mesmo deserta, tem a sensação nítida de que alguém caminha muito próximo á você?
a) Sim
b) Não
c) Ás vezes
2. Todas as vezes que você se vira para trás inesperadamente, percebe que algo ou alguém se esconde depressa?
a) Sim
b) Não
c) Ás vezes
3. Toda vez que abre seu armário ou bolsa, nota que as coisas não estão exatamente como você as deixou ?
a) Sim
b) Não
c) Não sei, nunca reparei.
4. Você fez coisas em seu passado (das quais se arrepende) junto com outras pessoas com as quais você perdeu o contato?
a) Sim
b) Não lembro
c) Com certeza
5.Você acha que pode estar sendo rastreado neste momento?
a) Sim
b) Num viaja
c) Duh!
Vida real: "Minha paranóia salvou minha vida", afirma a mulher que escapou de coice mortal
"Ah, normal, tipo... Se a janela tá aberta e alguém olhar, olhou, né, mano.. Vai fazer o quê?" -Rudilane, 19 anos, SP (@rudilane)
"Não, eu nem conheço meus vizinhos” -Ana Cristina, 17 anos, RJ (@ana_kris18)
"Ah, um pouco..!" -Maria Das Dores Silveira , 53 anos, SP
" Coom certeza! Minha vizinha é suuper-fofoqueira. Vive metendo o nariz na vida dos outros, credo!" -Debora Dantes, 21 anos, SP (@deborad)
"Não...meu vizinho é observador de pássaros. A gente mora do lado de um parque e ele tem todos aqueles equipamentos, binóculos, telescópios, todos virados pra minha casa, porque é lá que os pássaros fazem os ninhos, né? Eles moram no parque, mas pousam bonito é na minha casa. O vizinho que disse. ele é observador de pássaros." -Victor Dil , 22 anos, RJ (@fofoletico)
Dicas para saber se alguém está seguindo você!
Aquela impressão de que o tempo todo alguém está prestes a te matar, assaltar ou contar pra sua mãe que você faz o que não deve pode estar certa! A ciência comprova que 88,9% das pessoas que têm algum tipo de medo ou pensamento fixo estão constantemente sendo seguidas e vigiadas de perto, segundo estatísticas do IBGE. Alguns especialistas discordam : " Não há motivo para paranóia!" - alega o Prof. Eustáquio Joaquim Silveira Mello, da UFSC. " Muitas pessoas seguem as outras de forma inconsciente. Há uma curiosidade natural em saber o que os outros estão fazendo " - afirma o professor. " E, hoje em dia, as pessoas querem ser seguidas, pedem para serem seguidas. O Twitter usa esta expressão precisamente. Todos querem ser interessantes e chamar a atenção. Para que os psicopatas vão perder tempo tentando decifrar a vida monótona de uma viúva aposentada, se podem escolher pelo curriculo online sua próxima tocaia?'
Seja um indicador de popularidade ou da iminiência de algo constrangedor, estar sendo seguido demonstra que alguém se importa com você! Descubra agora mesmo se você é querido fazendo esse teste!!
1. Quando você anda pela rua, mesmo deserta, tem a sensação nítida de que alguém caminha muito próximo á você?
a) Sim
b) Não
c) Ás vezes
2. Todas as vezes que você se vira para trás inesperadamente, percebe que algo ou alguém se esconde depressa?
a) Sim
b) Não
c) Ás vezes
3. Toda vez que abre seu armário ou bolsa, nota que as coisas não estão exatamente como você as deixou ?
a) Sim
b) Não
c) Não sei, nunca reparei.
4. Você fez coisas em seu passado (das quais se arrepende) junto com outras pessoas com as quais você perdeu o contato?
a) Sim
b) Não lembro
c) Com certeza
5.Você acha que pode estar sendo rastreado neste momento?
a) Sim
b) Num viaja
c) Duh!
Vida real: "Minha paranóia salvou minha vida", afirma a mulher que escapou de coice mortal
domingo, abril 10, 2011
Audiência pública deve ouvir ministros a respeito dos projetos em sustentabilidade para a Copa 2014.
A deputada Rebecca Garcia (PP-AM) requeriu uma audiência junto à Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, para saber o que vem sendo desenvolvido pelos misistérios em relação à sustentabilidade ambiental da Copa 2014. A audiência será pública e ainda não tem data marcada, mas deve contar com a presença dos ministros Izabella Teixeira (Meio Ambiente) , Aluízio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Orlando Silva (Esportes). Na ocasião será discutido também o projeto de lei que obriga a realização da Copa 2014 como um "evento neutro", ou seja: que os gases do efeito estufa, produzidos durante o evento sejam neutralizados.
Leia e acompanhe a proposta na íntegra AQUI!
De acordo com a Agência Câmara de Notícias, a deputada Rebecca Garcia considera a questão importante. Ela estava presente no II Fórum Mundial de Sustentabilidade em Manaus durante a palestra de Dan Epstein, Diretor de Sustentabilidade de Londres para os Jogos Olímpicos de 2016, e com certeza um tanto de sua preocupação bebeu dessa fonte inspiradora.
Durante esta mesma palestra, dirigi uma pergunta ao Sr. Epstein sobre a antecedência com que deve ser feito o planejamento para tornar sustentável um evento da magnitude de uma Copa do Mundo, ou Olimpíada. E por um desses motivos maiores que a compreensão humana, bem nesse momento o equipamento de tradução falhou, a moderadora Ana Paula Padrão se atrapalhou, e o ponto principal da minha pergunta ficou sem resposta. De qualquer forma, a verdade ficou bem óbvia para todos ali presentes: Londres está a anos-luz na frente de onde já deveríamos ter passado para poder chamar as nossas Olimpíadas ou Copa de sustentáveis.
E aí? Será que a Taça do Mundo em Sustentabilidade ainda pode ser nossa?
Leia e acompanhe a proposta na íntegra AQUI!
De acordo com a Agência Câmara de Notícias, a deputada Rebecca Garcia considera a questão importante. Ela estava presente no II Fórum Mundial de Sustentabilidade em Manaus durante a palestra de Dan Epstein, Diretor de Sustentabilidade de Londres para os Jogos Olímpicos de 2016, e com certeza um tanto de sua preocupação bebeu dessa fonte inspiradora.
Durante esta mesma palestra, dirigi uma pergunta ao Sr. Epstein sobre a antecedência com que deve ser feito o planejamento para tornar sustentável um evento da magnitude de uma Copa do Mundo, ou Olimpíada. E por um desses motivos maiores que a compreensão humana, bem nesse momento o equipamento de tradução falhou, a moderadora Ana Paula Padrão se atrapalhou, e o ponto principal da minha pergunta ficou sem resposta. De qualquer forma, a verdade ficou bem óbvia para todos ali presentes: Londres está a anos-luz na frente de onde já deveríamos ter passado para poder chamar as nossas Olimpíadas ou Copa de sustentáveis.
E aí? Será que a Taça do Mundo em Sustentabilidade ainda pode ser nossa?
quinta-feira, abril 07, 2011
Em homenagem ao "DIA DO JORNALISTA"...
...a profissional mais famosa do momento!!
IONE! (no shopping!)
...como cantora ela é mesmo uma ótima jornalista!!
PARABÉNS AOS COLEGAS DA COMUNICAÇÃO!! Em especial minha querida Renata Paula, a musa de conteúdo de Manaus!!
IONE! (no shopping!)
...como cantora ela é mesmo uma ótima jornalista!!
PARABÉNS AOS COLEGAS DA COMUNICAÇÃO!! Em especial minha querida Renata Paula, a musa de conteúdo de Manaus!!
terça-feira, abril 05, 2011
Convite: Chá de Pimenta
O Chá de Pimenta é uma versão modernosa e sem-vergonha do antigo chá de panela oferecido pela noiva ás suas convidadas mais íntimas, que a presenteavam com objetos para o enxoval da nova casa. Ora que hoje em dia, muita gente quando casa já está morando junto há séculos e já é mais importante preservar o clima de namoro do que entrar nas crises de casado, essa reuniãozinha feminina passou por uma releitura muito útil: tornou-se uma desculpa incrível para entrar numa sex shop, comprar aquele vibrador multifunções que brilha no escuro e acessa a Internet e poder dizer com a maior cara-de-pau que "é pra presente".
Ok, só não esqueça de comprar MESMO um presente pra noiva antes de sair da loja, ok..?
Enfim, em chás de Pimenta oferecemos á noiva lingeries sensuais, brinquedos eróticos, gel para massagem, camisinhas diferenciadas, acessórios, pernoites em motéis, etc. A festa precisa ter decoração temática e brincadeiras picantes. Só podem participar MULHERES com MAIS DE 18 ANOS, pelamor, né?
Os brindes para as "prendas" podem ser camisinhas ou chocolates em formas eróticas.
Brincadeiras:
-Jogo da Verdade
-Corrida do chocolate
-Dança do kct
-Pescaria
O local da festa precisa ser visitado com antecedência pelos decoradores. E tem que rolar aquelas peucas, óculos e boás pras convidadas!
Como não dá pra fazer uma LISTA DE PRESENTES em nenhuma sex-shop, junto com o convite podemos oferecer sugestôes de sex-shops (e daremos preferência para a que topar fazer uma parceria legal fornecendo alguns produtos pra gente fazer o evento)
Quero que o convite por fora pareça um convite de chá de panela bem formal, bem clássico, bem "de vó", e dentro seja bem sugestivo, algo tipo "este chá vai ferver" algo assim
"Você está convidada ao meu chá...com pimenta!"
Poderia fazer algo ainda mais cocote ainda, tipo "A futura Sra. Fulano convida para saborear um chá..."
Dá pra fazer até temática japosa, saca? Fechar uma temakeria. Fazer um chá de Pimenta oriental. Chá de Wasabi. A gente chama o Shiryu pra tirar a roupa.
Bom, de volta ao planeta Terra...
Faremos o convite do Chá de Pimenta da futura Sra. Mônica Brades que vai acontecer na noite de 30 de Janeiro de 2011, ás 20:30hs, no Espaço Karité (Av. das Torres (s.n) em Manaus-AM)
Ok, só não esqueça de comprar MESMO um presente pra noiva antes de sair da loja, ok..?
Enfim, em chás de Pimenta oferecemos á noiva lingeries sensuais, brinquedos eróticos, gel para massagem, camisinhas diferenciadas, acessórios, pernoites em motéis, etc. A festa precisa ter decoração temática e brincadeiras picantes. Só podem participar MULHERES com MAIS DE 18 ANOS, pelamor, né?
Os brindes para as "prendas" podem ser camisinhas ou chocolates em formas eróticas.
Brincadeiras:
-Jogo da Verdade
-Corrida do chocolate
-Dança do kct
-Pescaria
O local da festa precisa ser visitado com antecedência pelos decoradores. E tem que rolar aquelas peucas, óculos e boás pras convidadas!
Como não dá pra fazer uma LISTA DE PRESENTES em nenhuma sex-shop, junto com o convite podemos oferecer sugestôes de sex-shops (e daremos preferência para a que topar fazer uma parceria legal fornecendo alguns produtos pra gente fazer o evento)
Quero que o convite por fora pareça um convite de chá de panela bem formal, bem clássico, bem "de vó", e dentro seja bem sugestivo, algo tipo "este chá vai ferver" algo assim
"Você está convidada ao meu chá...com pimenta!"
Poderia fazer algo ainda mais cocote ainda, tipo "A futura Sra. Fulano convida para saborear um chá..."
Dá pra fazer até temática japosa, saca? Fechar uma temakeria. Fazer um chá de Pimenta oriental. Chá de Wasabi. A gente chama o Shiryu pra tirar a roupa.
Bom, de volta ao planeta Terra...
Faremos o convite do Chá de Pimenta da futura Sra. Mônica Brades que vai acontecer na noite de 30 de Janeiro de 2011, ás 20:30hs, no Espaço Karité (Av. das Torres (s.n) em Manaus-AM)
The New Booz
Todo mundo gosta de uma batatinha
Todo mundo gosta de uma batatinha (eu também)
Tira esse olho gordo de sapo da minha batatinha
Se quiser compra um saco pra tu, porque essa é só minha
Batatinha de chips ou palha no ponto do busão
Tem gordura trans pra todo mundo, maior curtição!
E lá vem o ambulante de sempre vendendo chiclete
Podia estar matando, roubando ou fazendo...maquete
Mas prefere explorar as pessoas que ficam com dó
Sem saber que mais tarde ele vai gastar tudo com pó
A tia gorda que senta do meu lado
Dá pra sentir de longe seu intestino zoado
E a menina de olhos tão bonitos
Me sorri com o aparelho todo sujo de chee-tos
Todo mundo gosta de uma batatinha (eu também)
Tira esse olho gordo de sapo da minha batatinha
Se quiser compra um saco pra tu, porque essa é só minha
Batatinha de chips ou palha no ponto do busão
Tem gordura trans pra todo mundo, maior curtição!
E lá vem o ambulante de sempre vendendo chiclete
Podia estar matando, roubando ou fazendo...maquete
Mas prefere explorar as pessoas que ficam com dó
Sem saber que mais tarde ele vai gastar tudo com pó
A tia gorda que senta do meu lado
Dá pra sentir de longe seu intestino zoado
E a menina de olhos tão bonitos
Me sorri com o aparelho todo sujo de chee-tos
segunda-feira, abril 04, 2011
Já me irritei..!
Preciso de fones de silêncio. Manja, um fone de ouvido que, ao invés de música, toque silêncio. Um tampão de ouvido só não basta: tem que ser, sei lá, uma espécie de onda que cancele as outras, ou ao menos diminua sua intensidade, esse produto, se não existe ainda, quero saber POR QUÊ. Chama um físico aí pra gente montar a barraca na próxima feira de ciências e arrumar patrocínio pra montar o troço. Eu PAGO a patente desse troço.
Está ficando muito difícil escrever com a Julia assistindo PICA PAU aqui do meu lado. Ou qualquer outra coisa que ela esteja assistindo, eu preciso de SILÊNCIO pra escrever, eu gosto de estar sozinha. Com a Julia por perto, eu só consigo male má escrever sobre ela, e olhe lá. Se quisesse escrever um diário de uma mãe primípara, ainda assim ficaria difícil. Eu preciso "da autorização" dessa coisinha. Na verdade, a Julia é interessante: ela obedece, mas SÓ DEPOIS DE COMPREENDER a ordem. O problema é que ela vai A FUNDO, nas questôes, tipo...
-Julia, fica quieta!
-O que você tá fazendo?
-Trabalhando.
-Por quê?
-Pra ganhar dinheiro e seu pai ficar feliz. Você prefere que ele fique triste?
-Nãooo..!
-Então fica quieta!
-Mas por quê ele fica triste se não tiver dinheiro?
-Porque não vai ter comida e ele vai ficar com fome!
Aí ela fica quieta. Sabe que sentir fome é ruim, não quer o pai na mesma situação, acho. Seja como for, ela achou justificativa, e obedeceu sem eu precisar levantar a voz. Mas eu tive que desfiar um monte de explicaçôes e isso ás vezes não tem cabimento, não vem ao caso, ou sei lá, não tõ a fim de perder o fio da meada, como no meio de um filme, por exemplo!! Aí rola aquele bate boca...
Mas agora ela está assistindo Pica-Pau e eu estou livre pra fazer o que me propûs desde o início: detonar a Fernanda Young. Cara, eu detesto a Fernanda Young. E é bom esclarecer desde o começo que sou fã do trabalho dela como roteirista, reconheço que ela tem um talento inegável como escritora e comunicadora, só não digo que gosto de TUDO o que ela faz porque nem ela deveria gostar. mas, duh, ninguém é perfeito.
É, ninguém é perfeito, mas eu fico me perguntando como um talento dessa fineza pode estar atachado à uma personalidade tão escrota como a Sra. Young. A não ser que ela assuma que faz de si um personagem- e nesse caso, que este texto seja o maior atestado de sua maestria. Mas se sua autenticidade for de fato tão autêntica como a mídia a rotulou (desculpem, amici, é que eu não acredito em publicitários), então a guria é simplesmente uma idiota. Não sei nem por onde começar a justificar. Aquele programa "Irritando Fernanda Young" é um desastre, a começar pelo título narcisista. Se foi idéia dela, a autorreferência ficou ridícula, e se não foi, que raio de pá-mandada ela é?
As entrevistas são sofríveis justamente por causa da anfitriã. Escrevendo ela é ótima, quando abre a boca é um destastre. Como no lance da Playboy. a Sra. Young é uma "tiazona', mas se cuida, tá bonita, na era da vaidade não é nenhum "ooooohh.!" ela poder e querer fazer Playboy, certo? Mas nããããããoooo... a Sra. Young tinha de sair por aí falando que aquele ensaio tinha algum significado protesto-político-ideológico-filosófico-cabeça. Ah, cala a boca e vira a bunda como todo mundo, Sra. Originalidade!
Que adianta ter um cérebro e acabar mostrando o rabo? Ou, ainda, se podemos nos envaidecer do cérebro, por que não podemos nos orgulhar do rabo, quando ambos são privilegiados? Pára de fazer média, Dona Irritadinha...
Quer saber? A Monique Evans é mais autêntica do que você.
O auge da cretinice foi aquele comercial da Nextel, em que ela ia andando e passando seu currículo. Concluía dizendo que tinha uma vida e tanto para quem ia se matar aos 17.
Por mim, só por aquela frase, já perdeu a oportunidade.
Está ficando muito difícil escrever com a Julia assistindo PICA PAU aqui do meu lado. Ou qualquer outra coisa que ela esteja assistindo, eu preciso de SILÊNCIO pra escrever, eu gosto de estar sozinha. Com a Julia por perto, eu só consigo male má escrever sobre ela, e olhe lá. Se quisesse escrever um diário de uma mãe primípara, ainda assim ficaria difícil. Eu preciso "da autorização" dessa coisinha. Na verdade, a Julia é interessante: ela obedece, mas SÓ DEPOIS DE COMPREENDER a ordem. O problema é que ela vai A FUNDO, nas questôes, tipo...
-Julia, fica quieta!
-O que você tá fazendo?
-Trabalhando.
-Por quê?
-Pra ganhar dinheiro e seu pai ficar feliz. Você prefere que ele fique triste?
-Nãooo..!
-Então fica quieta!
-Mas por quê ele fica triste se não tiver dinheiro?
-Porque não vai ter comida e ele vai ficar com fome!
Aí ela fica quieta. Sabe que sentir fome é ruim, não quer o pai na mesma situação, acho. Seja como for, ela achou justificativa, e obedeceu sem eu precisar levantar a voz. Mas eu tive que desfiar um monte de explicaçôes e isso ás vezes não tem cabimento, não vem ao caso, ou sei lá, não tõ a fim de perder o fio da meada, como no meio de um filme, por exemplo!! Aí rola aquele bate boca...
Mas agora ela está assistindo Pica-Pau e eu estou livre pra fazer o que me propûs desde o início: detonar a Fernanda Young. Cara, eu detesto a Fernanda Young. E é bom esclarecer desde o começo que sou fã do trabalho dela como roteirista, reconheço que ela tem um talento inegável como escritora e comunicadora, só não digo que gosto de TUDO o que ela faz porque nem ela deveria gostar. mas, duh, ninguém é perfeito.
É, ninguém é perfeito, mas eu fico me perguntando como um talento dessa fineza pode estar atachado à uma personalidade tão escrota como a Sra. Young. A não ser que ela assuma que faz de si um personagem- e nesse caso, que este texto seja o maior atestado de sua maestria. Mas se sua autenticidade for de fato tão autêntica como a mídia a rotulou (desculpem, amici, é que eu não acredito em publicitários), então a guria é simplesmente uma idiota. Não sei nem por onde começar a justificar. Aquele programa "Irritando Fernanda Young" é um desastre, a começar pelo título narcisista. Se foi idéia dela, a autorreferência ficou ridícula, e se não foi, que raio de pá-mandada ela é?
As entrevistas são sofríveis justamente por causa da anfitriã. Escrevendo ela é ótima, quando abre a boca é um destastre. Como no lance da Playboy. a Sra. Young é uma "tiazona', mas se cuida, tá bonita, na era da vaidade não é nenhum "ooooohh.!" ela poder e querer fazer Playboy, certo? Mas nããããããoooo... a Sra. Young tinha de sair por aí falando que aquele ensaio tinha algum significado protesto-político-ideológico-filosófico-cabeça. Ah, cala a boca e vira a bunda como todo mundo, Sra. Originalidade!
Que adianta ter um cérebro e acabar mostrando o rabo? Ou, ainda, se podemos nos envaidecer do cérebro, por que não podemos nos orgulhar do rabo, quando ambos são privilegiados? Pára de fazer média, Dona Irritadinha...
Quer saber? A Monique Evans é mais autêntica do que você.
O auge da cretinice foi aquele comercial da Nextel, em que ela ia andando e passando seu currículo. Concluía dizendo que tinha uma vida e tanto para quem ia se matar aos 17.
Por mim, só por aquela frase, já perdeu a oportunidade.
Banco Cyan; aqui a moeda são litros de água!
O Banco Cyan é uma inteligente e interessantíssima parceria do Movimento CYAN da AmBev com a SABESP. Trata-se de transformar a economia de água em pontos que geram descontos e vantagens em lojas que abraçaram o projeto, entre elas dois dos maiores sites de vendas do país: o Submarino e Americanas.com.
Quanto maior a economia, mais pontos o consumidor ganha. Ou seja: além de pagar menos na conta, poderá pagar menos nas compras.
Por enquanto, o serviço só está disponível em São Paulo, mas o site já aceita cadastro de quem mora em outras regiões. Para saber mais sobre o Banco Cyan, clique aqui!
Quanto maior a economia, mais pontos o consumidor ganha. Ou seja: além de pagar menos na conta, poderá pagar menos nas compras.
Por enquanto, o serviço só está disponível em São Paulo, mas o site já aceita cadastro de quem mora em outras regiões. Para saber mais sobre o Banco Cyan, clique aqui!
Dando o exemplo: Sustentabilidade não pode ser apenas "vendida", tem que ser praticada.
Desde que o tema "preservação" veio á tona, todos conhecemos ao menos umas dez maneiras de ser mais amigável com o meio ambiente: tomar banhos rápidos, reutilizar água, não despertiçar energia elétrica, evitar o uso de automóveis, separar o lixo reciclável. Mas quanto dessa teoria trazemos de fato á prática do cotidiano?
Um estudo informal feito junto à grandes empresas que possuem políticas ambientais, mostra que mais de 75% de seus funcionários não se lembram de aplicar as mesmas regras de consumo em sua vida pessoal - mesmo os benefícios financeiros da economia e reciclagem só são lembrados quando as contas extrapolam a média. Entre os executivos este índice sobre para vergonhosos 83%. Mesmo nas empresas que oferecem serviço de "rota" - ônibus fretados exclusivos para o transporte de funcionários - profissionais de cargos mais altos raríssimamente deixam de ir ao trabalho com seus próprios veículos. Quando o fazem, a razão geralmente nada tem a ver com o carbono gerado, e sim com algum problema mecânico.
Isso mostra a importância da educação ambiental que vai além dos CNPJs. Empresas podem e devem ser ótimas escolas de sustentabilidade. E uma companhia certamente estará muito mais adiantada se conseguir transmitir essa consciência a seus funcionários. Para isso é preciso dar o exemplo também como pessoas, principalmente os dirigentes. Pela prática fica muito mais fácil convencer os funcionários - e clientes! - da importância de TODOS nesta luta que, afinal, é de toda a humanidade.
Um estudo informal feito junto à grandes empresas que possuem políticas ambientais, mostra que mais de 75% de seus funcionários não se lembram de aplicar as mesmas regras de consumo em sua vida pessoal - mesmo os benefícios financeiros da economia e reciclagem só são lembrados quando as contas extrapolam a média. Entre os executivos este índice sobre para vergonhosos 83%. Mesmo nas empresas que oferecem serviço de "rota" - ônibus fretados exclusivos para o transporte de funcionários - profissionais de cargos mais altos raríssimamente deixam de ir ao trabalho com seus próprios veículos. Quando o fazem, a razão geralmente nada tem a ver com o carbono gerado, e sim com algum problema mecânico.
Isso mostra a importância da educação ambiental que vai além dos CNPJs. Empresas podem e devem ser ótimas escolas de sustentabilidade. E uma companhia certamente estará muito mais adiantada se conseguir transmitir essa consciência a seus funcionários. Para isso é preciso dar o exemplo também como pessoas, principalmente os dirigentes. Pela prática fica muito mais fácil convencer os funcionários - e clientes! - da importância de TODOS nesta luta que, afinal, é de toda a humanidade.
Sustentabilidade pra quê?
Em matéria de sustentabilidade, a teoria está mais na moda do que na prática. Mas se já há um consenso internacional de que é o único caminho para a continuação do desenvolvimento (e, numa visão mais catastrofista porém não menos realista, o único caminho para a continuação da civilização ocidental como a conhecemos), por quê não vemos o abraço imediato da causa, especialmente pelas grandes empresas?
Um artigo publicado no site Administradores.com.br sobre como "vender" a sustentabilidade, tem entre suas justificativas uma questão interessante: "O fato de garantir o equilíbrio do meio ambiente também garante que a empresa terá possíveis clientes ao longo dos anos, caso contrário, se o mundo acabar em terremotos e maremotos de nada adiantou o planejamento de 20 anos.
A questão é que, por mais que a verdade encontre expressão nessa afirmação, as pessoas ainda parecem não levar a sério. O recentíssimo desastre natural do Japão será apenas o início, se uma atitude real e coletiva não for tomada a tempo.
E que ninguém pense que o Brasil está mais longe dessas hecatombes. De fato, o Brasil está no centro da questão da sustentabilidade. Durante a palestra do ex-presidente Bill Clinton no Fórum Mundial de Sustentabilidade em Manaus, perguntado sobre o que ele a a comunidade internacional esperavam do Brasil nesse sentido, ele respondeu simplesmente: "Esperamos que nos mostrem o caminho."
A afirmação é inspiradora para um país cujos recursos naturais já nos transformou líder em exportação de commodities. Mas justamente por isso, pode também soar um tanto sombria.
O que acontece se não cumprirmos com essa expectativa..?
Um artigo publicado no site Administradores.com.br sobre como "vender" a sustentabilidade, tem entre suas justificativas uma questão interessante: "O fato de garantir o equilíbrio do meio ambiente também garante que a empresa terá possíveis clientes ao longo dos anos, caso contrário, se o mundo acabar em terremotos e maremotos de nada adiantou o planejamento de 20 anos.
A questão é que, por mais que a verdade encontre expressão nessa afirmação, as pessoas ainda parecem não levar a sério. O recentíssimo desastre natural do Japão será apenas o início, se uma atitude real e coletiva não for tomada a tempo.
E que ninguém pense que o Brasil está mais longe dessas hecatombes. De fato, o Brasil está no centro da questão da sustentabilidade. Durante a palestra do ex-presidente Bill Clinton no Fórum Mundial de Sustentabilidade em Manaus, perguntado sobre o que ele a a comunidade internacional esperavam do Brasil nesse sentido, ele respondeu simplesmente: "Esperamos que nos mostrem o caminho."
A afirmação é inspiradora para um país cujos recursos naturais já nos transformou líder em exportação de commodities. Mas justamente por isso, pode também soar um tanto sombria.
O que acontece se não cumprirmos com essa expectativa..?
domingo, abril 03, 2011
Apologia á p*taria
Pessoalmente acho que com " Bruna Surfistinha" soou a última trombeta do apocalipse da mídia nacional.
Tenho lido resenhas ótimas a respeito do filme. E de certa forma, elas se justificam. É um filme bem produzido, por bons profissionais e interpretado por bons atores. Mas não foi bem isso que levou o público para o cinema.
Quando conheci Bruna, ou melhor, Raquel, gostei da iniciativa dela. O blog dava a ela um diferencial interessante, além de projetá-la como algo mais do que uma simples "mulher objeto". Quem leu seus textos no blog original sabe que ela tem um estilo envolvente, sabe se expressar, não é nenhuma ignorante com as letras. Dá pra perceber que, no mínimo, ela gosta bastante de escrever. Era quase uma pena que seu blog fosse acessado principalmente por pessoas que não deviam estar tão interessadas assim em redação. Pra assinalar uma curiosidade: a primeira vez que ouvi falar dela foi também quando a encontrei pessoalmente. A achei simpática e divertida, e não fosse nosso encontro na gravação de um programa de TV onde ela iria falar justamente sobre sua profissão, eu acho que jamais desconfiaria que ela fosse garota de programa.
O livro veio com a fama. Bom pra ela: acho que todo blogueiro sonha em publicar um livro. Ainda mais um best-seller. Achei um pouco apelação as tais das "páginas lacradas". Mas se isso acontece até com conceituadas revistas femininas, imagina no diário de uma (ex) garota de programa...
Agora, sinceramente, precisava mesmo daquele filme ou foi só um lance pra ganhar dinheiro de um bando de espertinhos? Lógico que seria bilheteria garantida. Mas sinceramente, eu me preocupo com essa apologia à putaria que tem tomado conta do cinema, da TV, das novelas, de todos os meios e personalidades.
Pior ainda foi aquela tal Maria vencendo o Big Brother. Ela diz que não era garota de programa. Por mim ela pode dizer o que quiser, mas o que ela tinha na cabeça então, quando tirou aquelas fotos, fez aqueles filmes? E aquele comportamento vulgar dentro da "casa mais vigiada do Brasil" ? Seus fãs dizem que ela venceu por ser uma pessoa "sincera". É, sinceramente, aquela garota é uma perdida...Sei lá, eu fico pensando no que minha família pensaria se me visse ter aquele comportamento na TV, se vissem, ou se no mínimo soubessem que tem fotos e vídeos eróticos meus pela Internet.. Cara, isso é muito bizarro e não entra na minha cabeça.
Antes que algum dos meus inexistentes leitores pense outra coisa, faço questão de deixar bem claro que sou casada, tenho uma vida sexual plena e tenho 100% de confiança que meu marido está satisfeito com isso. Temos cumplicidade, química, física, matemática,geografia e tudo o mais que mantenha acesa essa chama tão necessária num relacionamento. Mas a graça é justamente manter tudo isso entre a gente! Meu lado sexual é exclusividade do meu parceiro... Não deveria ser assim? Não?
Ás vezes me sinto velha e careta.
Tenho lido resenhas ótimas a respeito do filme. E de certa forma, elas se justificam. É um filme bem produzido, por bons profissionais e interpretado por bons atores. Mas não foi bem isso que levou o público para o cinema.
Quando conheci Bruna, ou melhor, Raquel, gostei da iniciativa dela. O blog dava a ela um diferencial interessante, além de projetá-la como algo mais do que uma simples "mulher objeto". Quem leu seus textos no blog original sabe que ela tem um estilo envolvente, sabe se expressar, não é nenhuma ignorante com as letras. Dá pra perceber que, no mínimo, ela gosta bastante de escrever. Era quase uma pena que seu blog fosse acessado principalmente por pessoas que não deviam estar tão interessadas assim em redação. Pra assinalar uma curiosidade: a primeira vez que ouvi falar dela foi também quando a encontrei pessoalmente. A achei simpática e divertida, e não fosse nosso encontro na gravação de um programa de TV onde ela iria falar justamente sobre sua profissão, eu acho que jamais desconfiaria que ela fosse garota de programa.
O livro veio com a fama. Bom pra ela: acho que todo blogueiro sonha em publicar um livro. Ainda mais um best-seller. Achei um pouco apelação as tais das "páginas lacradas". Mas se isso acontece até com conceituadas revistas femininas, imagina no diário de uma (ex) garota de programa...
Agora, sinceramente, precisava mesmo daquele filme ou foi só um lance pra ganhar dinheiro de um bando de espertinhos? Lógico que seria bilheteria garantida. Mas sinceramente, eu me preocupo com essa apologia à putaria que tem tomado conta do cinema, da TV, das novelas, de todos os meios e personalidades.
Pior ainda foi aquela tal Maria vencendo o Big Brother. Ela diz que não era garota de programa. Por mim ela pode dizer o que quiser, mas o que ela tinha na cabeça então, quando tirou aquelas fotos, fez aqueles filmes? E aquele comportamento vulgar dentro da "casa mais vigiada do Brasil" ? Seus fãs dizem que ela venceu por ser uma pessoa "sincera". É, sinceramente, aquela garota é uma perdida...Sei lá, eu fico pensando no que minha família pensaria se me visse ter aquele comportamento na TV, se vissem, ou se no mínimo soubessem que tem fotos e vídeos eróticos meus pela Internet.. Cara, isso é muito bizarro e não entra na minha cabeça.
Antes que algum dos meus inexistentes leitores pense outra coisa, faço questão de deixar bem claro que sou casada, tenho uma vida sexual plena e tenho 100% de confiança que meu marido está satisfeito com isso. Temos cumplicidade, química, física, matemática,geografia e tudo o mais que mantenha acesa essa chama tão necessária num relacionamento. Mas a graça é justamente manter tudo isso entre a gente! Meu lado sexual é exclusividade do meu parceiro... Não deveria ser assim? Não?
Ás vezes me sinto velha e careta.
sábado, abril 02, 2011
Rebecca Black - Friday (OFFICIAL VIDEO)
Viram como é fácil? Com uma produtora razoável, dá pra fazer até um clipe que não fica devendo nada pra muita coisa da Selena Gomez!
Boas produtoras fazem mágica!
..mas não fazem MILAGRE, né?
*risos*
sexta-feira, abril 01, 2011
TV TODO MUNDO
Vivemos em um tempo onde a tecnologia está mais acessível que nunca. Existem modelos básicos de celulares que possuem gravadores e câmeras. Programas como o Windows Movie Maker permitem que qualquer pessoa possa dar o mínimo de edição a um vídeo, por mais caseiro que seja. E ferramentas como o YouTube reúmem grandes e pequenos produtores, vloggers, curiosos e engraçadinhos de todo tipo, lançando-os a chance de verem e serem vistos pelo mundo.
Vemos toda sorte de vídeos que se consagram ali: erros de gravação, flagras cotidianos, bons artistas que se revelam, péssimos artistas que se revelam ótimos humoristas, gente de todas as castas e classes fazendo bonito e pagando mico. É a verdadeira TV TODO MUNDO. E o mais legal é a absoluta liberdade da programação.
Para compartilhar momentos, lançar um "viral", ou pelo menos garantir que aquela linda videohomenagem que você fez á sua sogra não terminará virando hit em programa de humor porém, publicar um vídeo na Internet exige alguma perícia.
1. Criatividade: A mesma acessibilidade que permite o nascimento de uma nova idéia também permite que ela se perca em meio ao lugar comum. Se a intenção do vídeo é o destaque, certifique-se que o conteúdo tenha um diferencial. Examine duas questões principais: "Se este vídeo não fosse meu, eu o compartilharia com outras pessoas?" e "Já existe algum vídeo parecido com este por aí?"
2. Divulgação: Compartilhe o link de seu vídeo em suas redes sociais, sua lista de contatos, e-mail e em comunidades virtuais com temas que tenham a ver com o conteúdo do vídeo. Outra boa dica é comentar vídeos que possam ser relacionados com o seu - mas não deixe simplesmente o link ali, escreva algo que faça as pessoas entenderem que se gostaram do que acabaram de ver, poderão gostar também do seu. Isso é falar diretamente com seu público-alvo.
3. Discrição: Ás vezes a intenção não é tornar o vídeo uma estrela, apenas compartilhá-lo e mantê-lo acessível a algumas pessoas. Nesse caso, além de evitar publicar o link em locais acessíveis, evite longas e específicas descrições, que podem vincular seu vídeo a buscas por algum dos termos utilizados - muitas vezes de forma equivocada.
4. Direitos Autorais: Evite utilizar material de terceiros como cenas de filmes, fotos e trilhas sonoras. Isso pode acarretar na suspensão de seu vídeo. Também evite publicar imagens de pessoas e estabelecimentos sem autorização- isso pode gerar inclusive processos judiciais.
Preparados? Então, luzes, câmera...e clique!
Vemos toda sorte de vídeos que se consagram ali: erros de gravação, flagras cotidianos, bons artistas que se revelam, péssimos artistas que se revelam ótimos humoristas, gente de todas as castas e classes fazendo bonito e pagando mico. É a verdadeira TV TODO MUNDO. E o mais legal é a absoluta liberdade da programação.
Para compartilhar momentos, lançar um "viral", ou pelo menos garantir que aquela linda videohomenagem que você fez á sua sogra não terminará virando hit em programa de humor porém, publicar um vídeo na Internet exige alguma perícia.
1. Criatividade: A mesma acessibilidade que permite o nascimento de uma nova idéia também permite que ela se perca em meio ao lugar comum. Se a intenção do vídeo é o destaque, certifique-se que o conteúdo tenha um diferencial. Examine duas questões principais: "Se este vídeo não fosse meu, eu o compartilharia com outras pessoas?" e "Já existe algum vídeo parecido com este por aí?"
2. Divulgação: Compartilhe o link de seu vídeo em suas redes sociais, sua lista de contatos, e-mail e em comunidades virtuais com temas que tenham a ver com o conteúdo do vídeo. Outra boa dica é comentar vídeos que possam ser relacionados com o seu - mas não deixe simplesmente o link ali, escreva algo que faça as pessoas entenderem que se gostaram do que acabaram de ver, poderão gostar também do seu. Isso é falar diretamente com seu público-alvo.
3. Discrição: Ás vezes a intenção não é tornar o vídeo uma estrela, apenas compartilhá-lo e mantê-lo acessível a algumas pessoas. Nesse caso, além de evitar publicar o link em locais acessíveis, evite longas e específicas descrições, que podem vincular seu vídeo a buscas por algum dos termos utilizados - muitas vezes de forma equivocada.
4. Direitos Autorais: Evite utilizar material de terceiros como cenas de filmes, fotos e trilhas sonoras. Isso pode acarretar na suspensão de seu vídeo. Também evite publicar imagens de pessoas e estabelecimentos sem autorização- isso pode gerar inclusive processos judiciais.
Preparados? Então, luzes, câmera...e clique!
quarta-feira, março 30, 2011
A Arte de Bem-Atender
Não há empresa, marca ou promoção que sobreviva a um péssimo atendimento. Mesmo a franquia mais bem-conceituada do mundo. Pode ser o produto ou serviço mais badalado do momento: basta um atendente mau-humorado para espantar a freguesia - e com ela, os lucros.
Quando uma pessoa entra em contato com uma empresa - seja adentrando um estabelecimento, enviando um e-mail ou fazendo um telefonema - ela já passa a ser um cliente mesmo antes de consumir qualquer produto ou serviço. Na verdade não são poucos os clientes que irredutivelmente condicionam o consumo ao bom atendimento preliminar.
A cordialidade e disposição do atendente, recepcionista ou vendedor será o primeiro contato pessoal do cliente com o estabelecimento e portanto, fator decisivo para uma primeira impressão.
A seguir, listamos os maiores inimigos do bom atendimento:
1.Desinteresse: O atendente não cumprimenta- ou o faz mecanicamente, quase sem contato visual - não endireita a postura nem deixa de fazer o que está fazendo (se for um bate-papo com um colega, então é erro gravíssimo!), para se colocar à disposição. Não há desculpa para um garçom, vendedor ou recepcionista não estar atento à mínima requisição do cliente - Não há coisa mais desagradável para ele do que ter de ficar "caçando" um funcionário para ser atendido.
2.Falta de Postura: É outra expressão do desinteresse. Ficar encostado no balcão, mascando chiclete, falando ao celular, sentado, "arrumando" alguma coisa...Vendo Tv, então nem pensar! E o pior é que pessoalmente, já vi atendentes que estavam fazendo tudo isso ao mesmo tempo, sem nem reparar se havia ou não clientes no estabelecimento.
3.Intimidade: Cordialidade e simpatia, na medida certa. Sorrir não é fazer cara de bobo, e ser atencioso não é forçar intimidade. O brasileiro é um povo naturalmente amigável e mais expansivo, mas convenhamos:é muito esquisito ser chamado de "amada" pela mulher do telemarketing...
Quando uma pessoa entra em contato com uma empresa - seja adentrando um estabelecimento, enviando um e-mail ou fazendo um telefonema - ela já passa a ser um cliente mesmo antes de consumir qualquer produto ou serviço. Na verdade não são poucos os clientes que irredutivelmente condicionam o consumo ao bom atendimento preliminar.
A cordialidade e disposição do atendente, recepcionista ou vendedor será o primeiro contato pessoal do cliente com o estabelecimento e portanto, fator decisivo para uma primeira impressão.
A seguir, listamos os maiores inimigos do bom atendimento:
1.Desinteresse: O atendente não cumprimenta- ou o faz mecanicamente, quase sem contato visual - não endireita a postura nem deixa de fazer o que está fazendo (se for um bate-papo com um colega, então é erro gravíssimo!), para se colocar à disposição. Não há desculpa para um garçom, vendedor ou recepcionista não estar atento à mínima requisição do cliente - Não há coisa mais desagradável para ele do que ter de ficar "caçando" um funcionário para ser atendido.
2.Falta de Postura: É outra expressão do desinteresse. Ficar encostado no balcão, mascando chiclete, falando ao celular, sentado, "arrumando" alguma coisa...Vendo Tv, então nem pensar! E o pior é que pessoalmente, já vi atendentes que estavam fazendo tudo isso ao mesmo tempo, sem nem reparar se havia ou não clientes no estabelecimento.
3.Intimidade: Cordialidade e simpatia, na medida certa. Sorrir não é fazer cara de bobo, e ser atencioso não é forçar intimidade. O brasileiro é um povo naturalmente amigável e mais expansivo, mas convenhamos:é muito esquisito ser chamado de "amada" pela mulher do telemarketing...
terça-feira, março 29, 2011
Ana Elise, 23 anos, atendente de pet shop
Ela vem do lado Leste e trampa lá na Zona Sul. Morava ali perto da Globo, mas estava de favor, na casa de uma amiga e resolveu sair. O salário só deu para alugar uma quitenete lá pro Pintadinho. Paciência. Não podia largar o emprego sem arrumar outro.
Gosta de bichos e de gente, Ana Elise freqüenta a Assembléia de Deus. Ela acha a vida boa, tem dois irmãos criados e os pais vivem no interior, com simplicidade e suficiência. Veio pra São Paulo menina, nem lembra quando. Na adolescência perdeu o caminho da escola, entrou pelo atalho das drogas, engravidou, abortou, fugiu da casa da madrinha. Voltou convertida e arrependida, falando de Deus e pedindo pra recomeçar. A todos testemunhava seu milagre pessoal. Ana Elise é feliz, sim.
De manhã, no ônibus, vem agasalhada, lendo uma revista sobre novelas. Ana Elise vê todas, é fã da Globo e da MTV. Queria ser modelo- todo mundo diz que leva jeito - mas vaidade é pecado e ela tem medo de ter de posar nua. Que vergonha, né, Ana Elise? Ela mostra uma foto no celular, onde aparece com a Fátima Bernardes. Ana Elise via muito artista lá no Brooklyn, mas agora não tem tempo pra ver mais nem televisão. O caminho é longo, Ana Elise não se importa. Ainda mais se consegue fazer a viagem sentada, melhor ainda- na janela. Aí Ana Elise larga a revista, olha pro mundo, o pensamento longe... Queria saber o que ela pensa. Acho que em ser modelo, desfilar no Cidade Jardim, aparecer na TV. Ou se entristece por tanto querer um cachorrinho, mas não poder mantê-lo no apartamento tão pequeno. Ás vezes ela fecha os olhos, parece que está dormindo. Vejo na minha mente os sonhos de Ana Elise: um bom marido, uma casinha no interior, filhos correndo no quintal. Só vai despertar quase no último ponto, a parada perto da pet shop, o frio paulista a arrepiar-lhe o pescoço. Ana Elise salta a caminho do trabalho, seguindo o rumo do futuro.
Gosta de bichos e de gente, Ana Elise freqüenta a Assembléia de Deus. Ela acha a vida boa, tem dois irmãos criados e os pais vivem no interior, com simplicidade e suficiência. Veio pra São Paulo menina, nem lembra quando. Na adolescência perdeu o caminho da escola, entrou pelo atalho das drogas, engravidou, abortou, fugiu da casa da madrinha. Voltou convertida e arrependida, falando de Deus e pedindo pra recomeçar. A todos testemunhava seu milagre pessoal. Ana Elise é feliz, sim.
De manhã, no ônibus, vem agasalhada, lendo uma revista sobre novelas. Ana Elise vê todas, é fã da Globo e da MTV. Queria ser modelo- todo mundo diz que leva jeito - mas vaidade é pecado e ela tem medo de ter de posar nua. Que vergonha, né, Ana Elise? Ela mostra uma foto no celular, onde aparece com a Fátima Bernardes. Ana Elise via muito artista lá no Brooklyn, mas agora não tem tempo pra ver mais nem televisão. O caminho é longo, Ana Elise não se importa. Ainda mais se consegue fazer a viagem sentada, melhor ainda- na janela. Aí Ana Elise larga a revista, olha pro mundo, o pensamento longe... Queria saber o que ela pensa. Acho que em ser modelo, desfilar no Cidade Jardim, aparecer na TV. Ou se entristece por tanto querer um cachorrinho, mas não poder mantê-lo no apartamento tão pequeno. Ás vezes ela fecha os olhos, parece que está dormindo. Vejo na minha mente os sonhos de Ana Elise: um bom marido, uma casinha no interior, filhos correndo no quintal. Só vai despertar quase no último ponto, a parada perto da pet shop, o frio paulista a arrepiar-lhe o pescoço. Ana Elise salta a caminho do trabalho, seguindo o rumo do futuro.
SUSTENTABILIDADE: Ambientalismo ou Capitalismo?
Vamos encarar os fatos: a palavra sustentabilidade está tão em voga atualmente porque já não podemos falar mais em preservação. Não é preciso mais buscar embasamento em nenhum número oficial ou gráfico científico para constatar que, quando falamos em "preservar" hoje em dia, já não se trata de uma solução, e sim de não agravar um problema que já está instalado.
É utópica a idéia de que é possível "voltar no tempo" e recuperar o bioma original das regiões devastadas. Até porque a Natureza é como um grande organismo, e muitas vezes a intervenção em áreas aparentemente distantes é capaz de afetar de forma estrutural o ecossistema de uma reserva. Assim como os parques que existem em meio á grandes metrópoles, conservando nada além de uma lembrança da vegetação que outrora dominava toda a região, as florestas e reservas que temos hoje na maioria das vezes estão em maior ou menor grau, comprometidas pelo avanço da "civilização" pelo mundo. Os efeitos de anos e anos da exploração indiscriminada de recursos já são globais.
Por isso, a discussão sobre sustentabilidade já não pode mais ser considerada como "ecológica" ou assunto de ambientalistas, mas uma questão urgente a ser trabalhada prioritariamente por empresários e pessoas diretamente responsáveis (ou pelo menos interessadas) pela movimentação econômica da humanidade. Não deve ser exagero afirmar que os problemas ambientais causados pelo desmatamento, aquecimento global, acúmulo de resíduos e poluição são todos derivados do capitalismo e de uma economia de consumo.
Não faz sentido também, sugerir um retrocesso na história. O que precisa ser feito neste momento é encontrar um real ponto de equilíbrio entre o que está sendo dado no presente e tirado do futuro. Buscar um jeito de acelerar o desenvolvimento e frear a degradação. Mas para isso é necessário que se enxergue além dos custos financeiros, ou teremos apenas postergado o apocalipse.
Sustentabilidade não tem mais a ver com ecologia, e sim com economia.
É utópica a idéia de que é possível "voltar no tempo" e recuperar o bioma original das regiões devastadas. Até porque a Natureza é como um grande organismo, e muitas vezes a intervenção em áreas aparentemente distantes é capaz de afetar de forma estrutural o ecossistema de uma reserva. Assim como os parques que existem em meio á grandes metrópoles, conservando nada além de uma lembrança da vegetação que outrora dominava toda a região, as florestas e reservas que temos hoje na maioria das vezes estão em maior ou menor grau, comprometidas pelo avanço da "civilização" pelo mundo. Os efeitos de anos e anos da exploração indiscriminada de recursos já são globais.
Por isso, a discussão sobre sustentabilidade já não pode mais ser considerada como "ecológica" ou assunto de ambientalistas, mas uma questão urgente a ser trabalhada prioritariamente por empresários e pessoas diretamente responsáveis (ou pelo menos interessadas) pela movimentação econômica da humanidade. Não deve ser exagero afirmar que os problemas ambientais causados pelo desmatamento, aquecimento global, acúmulo de resíduos e poluição são todos derivados do capitalismo e de uma economia de consumo.
Não faz sentido também, sugerir um retrocesso na história. O que precisa ser feito neste momento é encontrar um real ponto de equilíbrio entre o que está sendo dado no presente e tirado do futuro. Buscar um jeito de acelerar o desenvolvimento e frear a degradação. Mas para isso é necessário que se enxergue além dos custos financeiros, ou teremos apenas postergado o apocalipse.
Sustentabilidade não tem mais a ver com ecologia, e sim com economia.
Schwarzeneggices! no Fórum Mundial de Sustentabilidade!
"...precisamos fazer a idéia de 'ecológico' ser mais sexy!"
É, meu caro "Terminator"... pelo jeito ninguém te falou sobre as Mulheres-Fruta e a Mulher-Samambaia, né..?
Já te digo: sensualizar não dá certo.
É, meu caro "Terminator"... pelo jeito ninguém te falou sobre as Mulheres-Fruta e a Mulher-Samambaia, né..?
Já te digo: sensualizar não dá certo.
Plantão PikeNices! : Adeus, Sr. José Alencar!
O Sr. ex-Presidente da República, José Alencar acaba de falecer. Há muito tempo lutando contra um câncer, depois de muitas recaídas e com uma perfuração no abdômem, os médicos do hospital Sírio-Libanês em São Paulo apenas se preocupavam agora em aliviar o sofrimento de seus derradeiros instantes em matéria. Ás 14:30 (horário de Brasília) foi dado o último boletim médico com Alencar ainda vivo. Ele dormia em presença de familiares, sob o efeito de analgésicos.
O Sr. José Alencar foi um exemplo de superação e persistência, sem jamais esmorecer perante a doença. Mesmo após várias cirurgias, tratava do assunto com bom humor e nunca se esquivou da imprensa.
Descanse em paz!
O Sr. José Alencar foi um exemplo de superação e persistência, sem jamais esmorecer perante a doença. Mesmo após várias cirurgias, tratava do assunto com bom humor e nunca se esquivou da imprensa.
Descanse em paz!
Fórum Mundial de Sustentabilidade- EU FUI (mesmo!)
..olha as minhas costas aí, junto com as costas da Cintia Levorin, da Christiane Torloni e do Victor Fasano!!
segunda-feira, março 28, 2011
Fórum Mundial de Sustentabilidade 2011 - EU FUI!
Nos dias 24, 25 e 26 de Março, aconteceu no Hotel Tropical em Manaus o segundo Fórum Mundial de Sustentabilidade, organizado pela Seminars e promovido pelo LIDE, o evento reuniu mais de 700 empresários, cientistas, ambientalistas e formadores de opinião além de 164 jornalistas de veículos do Brasil e do exterior.
O evento trouxe ao Brasil Arnorld Schwarzenegger (ex-ator e ex-Governador da California), Richard Branson (empresário do conglomerado Virgin, com mais de 300 empresas) e o ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, além do cineasta James Cameron (que já havia participado da primeira edição do Fórum), Dan Epstein ( responsável pelo desenvolvimento sustentável das olimpíadas de Londres em 2012), e os autores Adam Werbach (chefe de sustentabilidade da Saatchi & Saatchi) e Paul Hawken (ambientalista e empresário).
O Forum, promovido pela empresa Seminars, é uma iniciativa do grupo LIDE que reúne líderes empresariais de diversas áreas. A seus membros juntaram-se cientistas, ambientalistas, ativadores e formadores de opinião para analisar e debater a questão da sustentabilidade na economia e equilíbrio ambiental do planeta. Espera-se que deste evento surjam novas iniciativas e parcerias para encontrar e desenvolver soluções que conciliem progresso econômico e presevação ambiental.
O evento trouxe ao Brasil Arnorld Schwarzenegger (ex-ator e ex-Governador da California), Richard Branson (empresário do conglomerado Virgin, com mais de 300 empresas) e o ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, além do cineasta James Cameron (que já havia participado da primeira edição do Fórum), Dan Epstein ( responsável pelo desenvolvimento sustentável das olimpíadas de Londres em 2012), e os autores Adam Werbach (chefe de sustentabilidade da Saatchi & Saatchi) e Paul Hawken (ambientalista e empresário).
O Forum, promovido pela empresa Seminars, é uma iniciativa do grupo LIDE que reúne líderes empresariais de diversas áreas. A seus membros juntaram-se cientistas, ambientalistas, ativadores e formadores de opinião para analisar e debater a questão da sustentabilidade na economia e equilíbrio ambiental do planeta. Espera-se que deste evento surjam novas iniciativas e parcerias para encontrar e desenvolver soluções que conciliem progresso econômico e presevação ambiental.
terça-feira, março 15, 2011
Paliteiro Cheio
Preciso ser mais produtiva. É um saco esse negócio de ficar pensando, pensando, e não fazer nada.
Por outro lado, não sei o que fazer também, e isso me irrita profundamente. É tanta idéia ao mesmo tempo que vira paliteiro cheio: nada sai.
Vontade começar algo novo, mas e aí, onde eu enfio a vergonha se não vingar DE NOVO..?
Afe..!
Por outro lado, não sei o que fazer também, e isso me irrita profundamente. É tanta idéia ao mesmo tempo que vira paliteiro cheio: nada sai.
Vontade começar algo novo, mas e aí, onde eu enfio a vergonha se não vingar DE NOVO..?
Afe..!
sábado, março 12, 2011
Talula, tá, lula, talu lá...
Alguém lembra daquele filme "Jamaica Abaixo de Zero?" quando a turma termina de reformar o trenó, um dos competidores resolve batizá-lo de "Talula" e um outro diz "vai dar nome de vadia pro nosso trenó?" (ao que o primeiro responde: " É o nome da minha mãe..!")
A primeira vez que ouvi esse nome também foi num filme. "Quando as metralhadoras cospem". Mas deixa pra lá, senão vai ter um povo me achando muito mais velha do que minha memória é boa.
Depois por um bom tempo, Talula (ou Tallulah) era só uma das músicas do Sonata Arctica que eu menos gostava...
Agora parece que uma participante do Big Brother com esse nome, e que ela não é lá muito ética...
"Vai dar nome de vadia pro nosso trenó?"
A primeira vez que ouvi esse nome também foi num filme. "Quando as metralhadoras cospem". Mas deixa pra lá, senão vai ter um povo me achando muito mais velha do que minha memória é boa.
Depois por um bom tempo, Talula (ou Tallulah) era só uma das músicas do Sonata Arctica que eu menos gostava...
Agora parece que uma participante do Big Brother com esse nome, e que ela não é lá muito ética...
"Vai dar nome de vadia pro nosso trenó?"
sexta-feira, março 11, 2011
Devassa para menores
Bom, já tá na hora de sacudir isso aqui, né? Vida nova, fim de resguardo, terremoto no Japão e bola pra frente, pro alto, pra cima e subindo.
Finalmente me rendi á curiosidade e fui procurar no Youtube a propaganda da cerveja DEVASSA com a Sandy. Na TV acho que nem teria chance de ver uma coisa dessas: em casa não tenho tempo, e aqui onde tô passando as "férias médicas" (é um nome melhor que "resguardo", né não?), prefiro TV a cabo.
Coitada da Sandy... é verdade que "fiz as pazes" com ela depois do lançamento do CD "Manuscrito". Não li as críticas, não sei como o público recebeu, e tenho certeeeeeeza que meus amigos metaleiros vão me execrar por admitir publicamente que eu gostei, mas no MEU aparelho de som toca o que EU quero, e é pra isso que servem os fones de ouvido.
Agora, Sandy e Devassa... não deu certo não. Tenho certeza que os publicitários que tiveram essa idéia genial também não imaginavam que daria tão errado. E, se bobear, nem a Sandy devia ter imaginado que a campanha ficaria tão ridícula. Não dá para culpá-la por não ser vulgar - aliás, isso é mais ridículo ainda- Mas a verdade é que, "propagandamente", o tiro saiu pela culatra. Sandy bebendo cerveja numa campanha de 1 milhão, só prova uma coisa (ou duas) : ela pode ser péssima atriz, mas a verdadeira virtude é incorruptível.
Agora, sim: eu acredito que ela seja uma boa moça. Com um lado "descolado", sim - e foi aí que ela foi parar nesse comercial - mas uma boa moça de verdade. Engraçado até o jeito dela no comercial: mesmo fazendo seu melhor, não consegue disfarçar a falta de jeito.
Fico feliz ao ver que pelo menos uma celebridade ainda tem vergonha de ser vadia - mesmo de mentirinha.
Finalmente me rendi á curiosidade e fui procurar no Youtube a propaganda da cerveja DEVASSA com a Sandy. Na TV acho que nem teria chance de ver uma coisa dessas: em casa não tenho tempo, e aqui onde tô passando as "férias médicas" (é um nome melhor que "resguardo", né não?), prefiro TV a cabo.
Coitada da Sandy... é verdade que "fiz as pazes" com ela depois do lançamento do CD "Manuscrito". Não li as críticas, não sei como o público recebeu, e tenho certeeeeeeza que meus amigos metaleiros vão me execrar por admitir publicamente que eu gostei, mas no MEU aparelho de som toca o que EU quero, e é pra isso que servem os fones de ouvido.
Agora, Sandy e Devassa... não deu certo não. Tenho certeza que os publicitários que tiveram essa idéia genial também não imaginavam que daria tão errado. E, se bobear, nem a Sandy devia ter imaginado que a campanha ficaria tão ridícula. Não dá para culpá-la por não ser vulgar - aliás, isso é mais ridículo ainda- Mas a verdade é que, "propagandamente", o tiro saiu pela culatra. Sandy bebendo cerveja numa campanha de 1 milhão, só prova uma coisa (ou duas) : ela pode ser péssima atriz, mas a verdadeira virtude é incorruptível.
Agora, sim: eu acredito que ela seja uma boa moça. Com um lado "descolado", sim - e foi aí que ela foi parar nesse comercial - mas uma boa moça de verdade. Engraçado até o jeito dela no comercial: mesmo fazendo seu melhor, não consegue disfarçar a falta de jeito.
Fico feliz ao ver que pelo menos uma celebridade ainda tem vergonha de ser vadia - mesmo de mentirinha.
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
Aborto Espontâneo : minha experiência
Durante estes dias difíceis, entre descobrir que minha gravidez de 11 semanas já não mais evoluía e hoje - que fiz a última US pós-curetagem, constatando que está tudo bem e logo poderei ter uma nova gestação- minha maior fonte de informação foram os depoimentos online de mulheres de várias partes do mundo, idades, credos e raças, que passaram por uma -ou algumas- situações semelhantes. De igual mesmo, acredito, apenas a dor.
Mas se a Internet não pode ser fonte segura do que vai ou não acontecer, do que pode ou não ser e como - devemos SEMPRE consultar um médico pessoalmente a respeito de nossa saúde - realmente uma coisa pude confirmar: de que cada caso é um caso. Ler tantas e tão diversas experiências foi bom para mim. Na mais simples das análises, fez com que me sentisse menos sozinha. Por isso, decidi contar também um pouco da minha experiência. A parte física, que mais provoca medo e dúvidas. Seria impossível tentar descrever o que se passa no coração e mente de uma mulher num momento como aquele.
Foi Deus que me mandou para o hospital naquela noite. Não era uma consulta de rotina, na verdade fui parar lá quase por acaso, por uma gota de sangue na calcinha que descobri mais tarde ter saído de um pequeno ferimento externo. Na minha primeira gravidez, sim, tive sangramentos e perdas de líquido significativas, passei por dificuldades no prmeiro trimestre, mas eram outros tempos, eu vivia uma época de stress e abusos: bebia, fumava, não cuidava da alimentação, na verdade, pesava pouco mais de 30 kg (tenho 1,43m) e quase não dormia. Portanto, não me alarmei quando o GO de plantão me deu a guia para o US com os dizeres "ameaça de aborto". Não era a primeira vez que recebia aquilo. E olhei confiante para minha linda e saudável filha de quase 4 anos.
Minha confiança só desmoronou ao ver a ruga de preocupação do médico que fez o US. Não conseguia acreditar no que eu ouvia - no que eu NÂO ouvia. Os batimentos cardíacos do feto haviam cessado. Não havia movimentos.
Nos dias seguintes, rezei por um milagre que não veio. A segunda US confirmou minha tristeza. Choveu muito lá fora e dentro de mim.
A GO então apresentou-me as opções: eu poderia esperar - um máximo de 15 dias - pela expulsão natural dos produtos da gestação ou internar-me imediatamente para a indução e possívelmente uma curetagem. Dra. Evelyn foi maravilhosa em todos os sentidos com sua informação e sensibilidade.
Explicou-me que eu poderia ir tranquilamente para casa e aguardar, se quisesse, para que a sábia Natureza trouxesse a solução, visto que o diagnóstico do óbito havia sido quase imediato. Mas que eu deveria ir direto ao hospital assim que começasse a sangrar, para ter um acompanhamento.
Meu marido estava muito nervoso. Ele é um homem prático que muitas vezes me trouxe equilíbrio, mas naquele instante eu me dei o direito de discordar. Por decisão dele eu ficaria internada desde aquele momento, sob cuidados médicos, especializados. Acabaria de uma vez com aquele sofrimento e minimizaria os riscos. Ele me ama, quer ter outro filho. Sob sua visão, era muita coisa para arriscar.Eu compreendia isso. Mas o que ele nem ninguém poderia compreender era minha luta contra a simples idéia de "aborto". A enxurrada de pensamentos, de lembranças que me vieram, a luta física e psicológica pela minha primeira gravidez... Cada um sabe o que viveu. E eu sei o que vivi até ali para que a menção a "Cytotec" e "Misoprostrol" me desse ânsia de vômito. Quantas - e foram muitas!- que eu conheci usavam essas palavras como sinônimo de alívio, de bénção, de condescendência...Creiam-me, invisíveis leitores: conheci ALGUMAS barrigas que se foram num passe da "palavra mágica" . Cytotec me parecia o nome do próprio diabo. Não, eu SOFRI um aborto! SOFRI!! Mas na minha cabeça ecoavam vozes conhecidas: "É só usar Cytotec, não 'pega' nada..!"
Perdão se estou confundindo alguém com histórias mal contadas... Talvez isso não venha mesmo ao caso.
De volta a Dra. Evelyn...Ela me explicou que, uma vez internada, se não houvesse sangramento, primeiro seria feita a indução, com o tal Cytotec. Disse que eu sentiria cólicas muito fortes, sim, mas que a idéia era essa: expelir. Foi sincera também, dizendo que provavelmente teria de passar por uma curetagem, dado o tempo de gestação (11 semanas), mas que não me preocupasse, era um procedimento simples, feito sob anestesia geral (sedação), e que eu sequer lembraria de nada. Explicou inclusive a importância desse procedimento: limpar totalmente o útero, para evitar infecção- o que seria mil vezes pior.
-E AMIU? - perguntei, já orientada por uma amiga médica.
AMIU é um outro tipo de procedimento para retirada dos produtos de uma gestação que não evoluiu. É uma aspiração desses produtos aravés de uma cânula, como uma seringa. É um processo mais simples, menos arriscado e menos invasivo. Muito usado na rede de atendimento pública, mas praticamente inexistente na particular (por quê será..?)
-Adoro AMIU. Se houvesse dilatação no seu colo, seria a melhor solução. Mas esse hospital não trabalha com AMIU...
...e meu colo estava fechadíssimo. Quem diria. Na primeira gravidez, a briga era para ele não abrir. E agora...
Fechado, sem nenhum sangramento. E os dias passavam. Nenhuma cólica, nenhum corrimento, nenhuma dor, nada. E assim foi até quase o término do prazo de quinze dias. Num fim de tarde de sábado, ao passar o papel higiênico, notei um corrimento gelatinoso, ligeiramente marrom. Pensei: "está próximo!". Mas as horas passaram sem que nada acontecesse.
No domingo, já tarde da noite e sem nenhuma mudança além do discretíssimo sangramento, resolvi ir ao hospital. Me sentia fisicamente bem, mas estava nervosa demais. Comecei a duvidar do quão preparada eu estava para... o que fosse.
Cheguei ao hospital e logo subi para a internação. Não quis ficar num quarto privativo, achei que nem era o caso.Até porque não queria que meu marido ficasse comigo. Na enfermaria só eram permitidas acompanhantes mulheres. Cheguei sozinha, e fui atendida por uma enfermeira simpática, que se apresentou e ofereceu empatia, pois também já havia passado por o que eu estava prestes a enfrentar. Ela me pôs no soro com Ocitocina (um hormônio que produz contrações) e o primeiro comprimido de (argh!) Cytotec.
As dores começaram. Primeiro, realmente uma cólica bem forte. Eu ainda conseguia fazer piadas. Na verdade, me incomodava mais a dor da agulha na mão (eu DETESTO acessos na mão..!) do que as cólicas. Foi nesse estágio que minha querida amiga chegou. Coitada, acho que se soubesse o que viria pela frente, eu mesma faria questão de que ela não tivesse presenciado aquilo. Mas que bom que ela estava lá..!
Rimos, fizemos piada com os programas da TV, comentamos a semelhança da enfermeira com a dançarina Andressa Soares (a Mulher Melancia!), contamos causos. A dor crescia e eu ri até onde consegui. Mas chegou o momento que eu não consegui mais. As lágrimas não vinham: vieram os gritos. E a minha "Mulher Melancia" aconselhava com calma e meiguice que respirasse fundo, fizesse força, dobrasse as pernas. "É como um parto, mas sem o prêmio..!". A doida da minha amiga (bota AMIGA nisso!) chegou a pedir para que eu a mordesse. Se eu o fizesse, não ia sobrar nem osso..!
Resumo da ópera: a dor é lancinante. Gritei, sim. Esperneei, pedi drogas, cesariana, aspirador de pó e até porrada. Nem sei quanto tempo passou. Nada saía, nem sangue. Fiz muita força. Levantava, sentava, pulava e até dançava. E aquele soro no braço..!
Mais força. Um pouco de sangue. Aquilo me tranquilizou, me deu mais coragem para "empurrar". Mesmo assim, já havia amanhecido e eu estava exausta. Vinha cambaleando do banheiro para a cama quando senti um "estalo" dentro de mim. Um líquido lavou o chão, e eu expeli algo que reconheci como o que uma colega de dor e de blog descreveu como um coágulo escuro em forma de rim . Por conta de seu testemunho, achei que já era o feto. Desviei o olhar. Pedi pra Renata chamar a enfermeira, a faxineira, sei lá. Me senti péssima e a dor não passava, parecia piorar. Tentei subir na cama e então veio uma nova contração, que quase me fez perder os sentidos. E, com ela, o feto.
Tentei desviar o olhar, mas foi irresistível. Por um segundo, tirei de minha mente o medo que aquela imagem pudesse assombrar-me o resto da vida. Não sei descrever o que senti ao fitá-lo, mas não foi algo ruim. Se havia alguma sensação negativa, foi eclipsada pelo alívio das dores que desapareceram por completo. As lágrimas finalmente rolaram e murmurei uma prece pessoal por tudo o que aquilo viera representar em minha vida. A Renata me auxiliou a subir na cama e, em segundos, adormeci. Pelo menos seis horas tinham se passado da internação áquele momento.
Acordei um tempo depois- não sei precisar quanto- com uma nova onda de cólica. Senti que algo se desprendia de mim. As dores agora eram esparsas, e sumiam logo após trazer uma enxurrada de sangue e coágulos grossos. Encharquei a cama e algumas fraldas de adulto. Fui levada á US onde o médico constatou que havia sim restos a serem retirados pela curetagem- embora muito pouco - e que eu estava sangrando muito. Ele ficou surpreso até de eu não estar pálida nem sentido vertigens. Saí do consultório caminhando. Um milagre de acordo com meu merecimento.
Da curetagem, nada lembro a não ser a entrada no centro cirúrgico. Dormi e nem lembro de ter sentido sono. Apenas acordei em outro lugar e fiz a pergunta clássica ao primeiro enfermeiro que apareceu: " Já acabou?". Pelo sorriso da resposta, já devia ter acabado fazia era tempo...
Tive alta no dia seguinte, já sem dores. Em cinco dias, o sangramento cessou quase que completamente. Hoje, seis dias depois, a reavaliação mostrou que está tudo bem. Já não tomo mais nenhum remédico, já não sinto mais cólicas. Apenas cumpro mais alguns dias de repouso, e daqui a três meses...quem sabe.
Ah, e um lembrete prático: minha primeira filha nasceu de cesárea. E já que esta dor da expulsão é a mesma do parto, posso dizer com a segurança das duas experiências: VIVA O PARTO NORMAL!!. Não se deixem intimidar pela dor. Ela passa muito mais rápido do que pensamos. Se meu bebê tivesse nascido, teria sido mil vezes melhor passar pela dor ANTES do parto do que enfrentar novamente o pós operatório da cesariana. Eu teria curtido muito mais os primeiros momentos da maternidade sem aquele rasgo na barriga. Não há cólica que pague isso, não... mais uma vez VIVA O PARTO NORMAL!!.
Cicatrizar útero e coração. Regenerar. Renovar. É assim que me sinto: renovada. Como bem disseram os três anjos que acompanhou a tudo de perto (e que aqui na Terra, chamo de amigas) : " A vida continua... na verdade ela nunca parou.Tudo muda, tudo vem. E vem para bem". "Estamos em processo de melhoria contínua" - disse uma outra.
A quem possa estar lendo essas longas linhas, minha gratidão. Seja qual for a história que você esteja escrevendo, meus votos de sucesso e felicidade. E áquelas que compartilham essa intensa experiência, minha empatia, solidariedade e amor. Confiança é a chave. Sempre.
Não, isso não é consolo. Mas ás vezes, pode ser um conforto.
Deus é misterioso e infalível. Sou grata pelas lágrimas que lavam traumas, transformando-os em lições aprendidas. Que o Senhor me faça digna de merecê-las, e jamais esquecer que sou antes de tudo, instrumento do Bem.
Mas se a Internet não pode ser fonte segura do que vai ou não acontecer, do que pode ou não ser e como - devemos SEMPRE consultar um médico pessoalmente a respeito de nossa saúde - realmente uma coisa pude confirmar: de que cada caso é um caso. Ler tantas e tão diversas experiências foi bom para mim. Na mais simples das análises, fez com que me sentisse menos sozinha. Por isso, decidi contar também um pouco da minha experiência. A parte física, que mais provoca medo e dúvidas. Seria impossível tentar descrever o que se passa no coração e mente de uma mulher num momento como aquele.
Foi Deus que me mandou para o hospital naquela noite. Não era uma consulta de rotina, na verdade fui parar lá quase por acaso, por uma gota de sangue na calcinha que descobri mais tarde ter saído de um pequeno ferimento externo. Na minha primeira gravidez, sim, tive sangramentos e perdas de líquido significativas, passei por dificuldades no prmeiro trimestre, mas eram outros tempos, eu vivia uma época de stress e abusos: bebia, fumava, não cuidava da alimentação, na verdade, pesava pouco mais de 30 kg (tenho 1,43m) e quase não dormia. Portanto, não me alarmei quando o GO de plantão me deu a guia para o US com os dizeres "ameaça de aborto". Não era a primeira vez que recebia aquilo. E olhei confiante para minha linda e saudável filha de quase 4 anos.
Minha confiança só desmoronou ao ver a ruga de preocupação do médico que fez o US. Não conseguia acreditar no que eu ouvia - no que eu NÂO ouvia. Os batimentos cardíacos do feto haviam cessado. Não havia movimentos.
Nos dias seguintes, rezei por um milagre que não veio. A segunda US confirmou minha tristeza. Choveu muito lá fora e dentro de mim.
A GO então apresentou-me as opções: eu poderia esperar - um máximo de 15 dias - pela expulsão natural dos produtos da gestação ou internar-me imediatamente para a indução e possívelmente uma curetagem. Dra. Evelyn foi maravilhosa em todos os sentidos com sua informação e sensibilidade.
Explicou-me que eu poderia ir tranquilamente para casa e aguardar, se quisesse, para que a sábia Natureza trouxesse a solução, visto que o diagnóstico do óbito havia sido quase imediato. Mas que eu deveria ir direto ao hospital assim que começasse a sangrar, para ter um acompanhamento.
Meu marido estava muito nervoso. Ele é um homem prático que muitas vezes me trouxe equilíbrio, mas naquele instante eu me dei o direito de discordar. Por decisão dele eu ficaria internada desde aquele momento, sob cuidados médicos, especializados. Acabaria de uma vez com aquele sofrimento e minimizaria os riscos. Ele me ama, quer ter outro filho. Sob sua visão, era muita coisa para arriscar.Eu compreendia isso. Mas o que ele nem ninguém poderia compreender era minha luta contra a simples idéia de "aborto". A enxurrada de pensamentos, de lembranças que me vieram, a luta física e psicológica pela minha primeira gravidez... Cada um sabe o que viveu. E eu sei o que vivi até ali para que a menção a "Cytotec" e "Misoprostrol" me desse ânsia de vômito. Quantas - e foram muitas!- que eu conheci usavam essas palavras como sinônimo de alívio, de bénção, de condescendência...Creiam-me, invisíveis leitores: conheci ALGUMAS barrigas que se foram num passe da "palavra mágica" . Cytotec me parecia o nome do próprio diabo. Não, eu SOFRI um aborto! SOFRI!! Mas na minha cabeça ecoavam vozes conhecidas: "É só usar Cytotec, não 'pega' nada..!"
Perdão se estou confundindo alguém com histórias mal contadas... Talvez isso não venha mesmo ao caso.
De volta a Dra. Evelyn...Ela me explicou que, uma vez internada, se não houvesse sangramento, primeiro seria feita a indução, com o tal Cytotec. Disse que eu sentiria cólicas muito fortes, sim, mas que a idéia era essa: expelir. Foi sincera também, dizendo que provavelmente teria de passar por uma curetagem, dado o tempo de gestação (11 semanas), mas que não me preocupasse, era um procedimento simples, feito sob anestesia geral (sedação), e que eu sequer lembraria de nada. Explicou inclusive a importância desse procedimento: limpar totalmente o útero, para evitar infecção- o que seria mil vezes pior.
-E AMIU? - perguntei, já orientada por uma amiga médica.
AMIU é um outro tipo de procedimento para retirada dos produtos de uma gestação que não evoluiu. É uma aspiração desses produtos aravés de uma cânula, como uma seringa. É um processo mais simples, menos arriscado e menos invasivo. Muito usado na rede de atendimento pública, mas praticamente inexistente na particular (por quê será..?)
-Adoro AMIU. Se houvesse dilatação no seu colo, seria a melhor solução. Mas esse hospital não trabalha com AMIU...
...e meu colo estava fechadíssimo. Quem diria. Na primeira gravidez, a briga era para ele não abrir. E agora...
Fechado, sem nenhum sangramento. E os dias passavam. Nenhuma cólica, nenhum corrimento, nenhuma dor, nada. E assim foi até quase o término do prazo de quinze dias. Num fim de tarde de sábado, ao passar o papel higiênico, notei um corrimento gelatinoso, ligeiramente marrom. Pensei: "está próximo!". Mas as horas passaram sem que nada acontecesse.
No domingo, já tarde da noite e sem nenhuma mudança além do discretíssimo sangramento, resolvi ir ao hospital. Me sentia fisicamente bem, mas estava nervosa demais. Comecei a duvidar do quão preparada eu estava para... o que fosse.
Cheguei ao hospital e logo subi para a internação. Não quis ficar num quarto privativo, achei que nem era o caso.Até porque não queria que meu marido ficasse comigo. Na enfermaria só eram permitidas acompanhantes mulheres. Cheguei sozinha, e fui atendida por uma enfermeira simpática, que se apresentou e ofereceu empatia, pois também já havia passado por o que eu estava prestes a enfrentar. Ela me pôs no soro com Ocitocina (um hormônio que produz contrações) e o primeiro comprimido de (argh!) Cytotec.
As dores começaram. Primeiro, realmente uma cólica bem forte. Eu ainda conseguia fazer piadas. Na verdade, me incomodava mais a dor da agulha na mão (eu DETESTO acessos na mão..!) do que as cólicas. Foi nesse estágio que minha querida amiga chegou. Coitada, acho que se soubesse o que viria pela frente, eu mesma faria questão de que ela não tivesse presenciado aquilo. Mas que bom que ela estava lá..!
Rimos, fizemos piada com os programas da TV, comentamos a semelhança da enfermeira com a dançarina Andressa Soares (a Mulher Melancia!), contamos causos. A dor crescia e eu ri até onde consegui. Mas chegou o momento que eu não consegui mais. As lágrimas não vinham: vieram os gritos. E a minha "Mulher Melancia" aconselhava com calma e meiguice que respirasse fundo, fizesse força, dobrasse as pernas. "É como um parto, mas sem o prêmio..!". A doida da minha amiga (bota AMIGA nisso!) chegou a pedir para que eu a mordesse. Se eu o fizesse, não ia sobrar nem osso..!
Resumo da ópera: a dor é lancinante. Gritei, sim. Esperneei, pedi drogas, cesariana, aspirador de pó e até porrada. Nem sei quanto tempo passou. Nada saía, nem sangue. Fiz muita força. Levantava, sentava, pulava e até dançava. E aquele soro no braço..!
Mais força. Um pouco de sangue. Aquilo me tranquilizou, me deu mais coragem para "empurrar". Mesmo assim, já havia amanhecido e eu estava exausta. Vinha cambaleando do banheiro para a cama quando senti um "estalo" dentro de mim. Um líquido lavou o chão, e eu expeli algo que reconheci como o que uma colega de dor e de blog descreveu como um coágulo escuro em forma de rim . Por conta de seu testemunho, achei que já era o feto. Desviei o olhar. Pedi pra Renata chamar a enfermeira, a faxineira, sei lá. Me senti péssima e a dor não passava, parecia piorar. Tentei subir na cama e então veio uma nova contração, que quase me fez perder os sentidos. E, com ela, o feto.
Tentei desviar o olhar, mas foi irresistível. Por um segundo, tirei de minha mente o medo que aquela imagem pudesse assombrar-me o resto da vida. Não sei descrever o que senti ao fitá-lo, mas não foi algo ruim. Se havia alguma sensação negativa, foi eclipsada pelo alívio das dores que desapareceram por completo. As lágrimas finalmente rolaram e murmurei uma prece pessoal por tudo o que aquilo viera representar em minha vida. A Renata me auxiliou a subir na cama e, em segundos, adormeci. Pelo menos seis horas tinham se passado da internação áquele momento.
Acordei um tempo depois- não sei precisar quanto- com uma nova onda de cólica. Senti que algo se desprendia de mim. As dores agora eram esparsas, e sumiam logo após trazer uma enxurrada de sangue e coágulos grossos. Encharquei a cama e algumas fraldas de adulto. Fui levada á US onde o médico constatou que havia sim restos a serem retirados pela curetagem- embora muito pouco - e que eu estava sangrando muito. Ele ficou surpreso até de eu não estar pálida nem sentido vertigens. Saí do consultório caminhando. Um milagre de acordo com meu merecimento.
Da curetagem, nada lembro a não ser a entrada no centro cirúrgico. Dormi e nem lembro de ter sentido sono. Apenas acordei em outro lugar e fiz a pergunta clássica ao primeiro enfermeiro que apareceu: " Já acabou?". Pelo sorriso da resposta, já devia ter acabado fazia era tempo...
Tive alta no dia seguinte, já sem dores. Em cinco dias, o sangramento cessou quase que completamente. Hoje, seis dias depois, a reavaliação mostrou que está tudo bem. Já não tomo mais nenhum remédico, já não sinto mais cólicas. Apenas cumpro mais alguns dias de repouso, e daqui a três meses...quem sabe.
Ah, e um lembrete prático: minha primeira filha nasceu de cesárea. E já que esta dor da expulsão é a mesma do parto, posso dizer com a segurança das duas experiências: VIVA O PARTO NORMAL!!. Não se deixem intimidar pela dor. Ela passa muito mais rápido do que pensamos. Se meu bebê tivesse nascido, teria sido mil vezes melhor passar pela dor ANTES do parto do que enfrentar novamente o pós operatório da cesariana. Eu teria curtido muito mais os primeiros momentos da maternidade sem aquele rasgo na barriga. Não há cólica que pague isso, não... mais uma vez VIVA O PARTO NORMAL!!.
Cicatrizar útero e coração. Regenerar. Renovar. É assim que me sinto: renovada. Como bem disseram os três anjos que acompanhou a tudo de perto (e que aqui na Terra, chamo de amigas) : " A vida continua... na verdade ela nunca parou.Tudo muda, tudo vem. E vem para bem". "Estamos em processo de melhoria contínua" - disse uma outra.
A quem possa estar lendo essas longas linhas, minha gratidão. Seja qual for a história que você esteja escrevendo, meus votos de sucesso e felicidade. E áquelas que compartilham essa intensa experiência, minha empatia, solidariedade e amor. Confiança é a chave. Sempre.
Não, isso não é consolo. Mas ás vezes, pode ser um conforto.
Deus é misterioso e infalível. Sou grata pelas lágrimas que lavam traumas, transformando-os em lições aprendidas. Que o Senhor me faça digna de merecê-las, e jamais esquecer que sou antes de tudo, instrumento do Bem.
sábado, fevereiro 26, 2011
Quando a gente não anda...a vida EMPURRA.
O sonho começou e terminou em datas festivas. Da descoberta da gravidez- a segunda, desejada, esperada, confirmada, festejada! - a outra descoberta trágica: um coraçãozinho de 11 semanas que parou de bater em meu ventre, deixando partido o que há 30 anos em meu peito.
Não, não consegui tomar nenhuma atitude na hora que não fosse chorar, lamentar, buscar uma culpa que não havia onde encontrar. Acho que nenhuma mãe espera conhecer a dor de perder um filho, nenhuma gestante espera outro momento que não seja o parto. Tentar descrever aqueles sentimentos é doloroso e desgastante para quem passa por isso, e inútil para quem nunca passou. Só se aprende vivendo. Vivendo e aprendendo. E tudo é aprendizado. Rezei até encontrar o novelo que me conduziria ao fim do labirinto escuro do luto, onde encontrei a gratidão. Nunca eu me senti tão sozinha- e nunca me foi tão óbvio que tenho amigos verdadeiros. Nunca eu me senti tão desamparada - e nunca eu reconheci tanto o apoio recebido. Nunca eu me senti tão fraca e culpada - e nunca havia conhecido tão intensamente a força do perdão.Nunca eu senti tanta dor - e nem conhecera tamanho alívio.
Ao sair do hospital, não estava mais grávida nem carregava um bebê no colo. Mesmo assim, senti o pulsar da nova vida.
Fui eu que renasci.
Não, não consegui tomar nenhuma atitude na hora que não fosse chorar, lamentar, buscar uma culpa que não havia onde encontrar. Acho que nenhuma mãe espera conhecer a dor de perder um filho, nenhuma gestante espera outro momento que não seja o parto. Tentar descrever aqueles sentimentos é doloroso e desgastante para quem passa por isso, e inútil para quem nunca passou. Só se aprende vivendo. Vivendo e aprendendo. E tudo é aprendizado. Rezei até encontrar o novelo que me conduziria ao fim do labirinto escuro do luto, onde encontrei a gratidão. Nunca eu me senti tão sozinha- e nunca me foi tão óbvio que tenho amigos verdadeiros. Nunca eu me senti tão desamparada - e nunca eu reconheci tanto o apoio recebido. Nunca eu me senti tão fraca e culpada - e nunca havia conhecido tão intensamente a força do perdão.Nunca eu senti tanta dor - e nem conhecera tamanho alívio.
Ao sair do hospital, não estava mais grávida nem carregava um bebê no colo. Mesmo assim, senti o pulsar da nova vida.
Fui eu que renasci.
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
Update: Balzaquiana
Então, tenho 30 anos. Trinta. Achei que isso ia me assustar, me deprimir (será?) me fazer sentir diferente. Que nada. É engraçado pensar que tenho trinta. Trinta. Trin-ta..! *risos*. Não dá nem pra acreditar, parece que estou falando de outra pessoa.
Cá estou eu, trintona, inegavelmente adulta e mesmo assim...
...Bem, vai ver que é por isso que o destino fez questão de tornar esse ano um divisor absoluto de águas em minha vida. E isso porque 2011 está apenas no início.
Cá estou eu, trintona, inegavelmente adulta e mesmo assim...
...Bem, vai ver que é por isso que o destino fez questão de tornar esse ano um divisor absoluto de águas em minha vida. E isso porque 2011 está apenas no início.
terça-feira, novembro 30, 2010
Xi...vazou!
Tô com medo desse WikiLeaks. Pra quem não conhece, é um site na Internet que divulga documentos militares confidenciais dos EUA e outros países (embora a grande sensação seja o furdunço que esse site faz na vida da diplomacia americana).
Dessa vez, telegramas diplomáticos despachados desde a década de 60, foram expostos no site, causando grande dor-de-cabeça para a Sra. Clinton, já não bastase o peso de uma Monica Lewinsky na testa.
De toda a onda, eis a parte que realmente me interessa "Para EUA, Brasil oculta prisão de terroristas, revela WikiLeaks" notícia publicada no Estadão.com.br
Olha os EUA querendo dar motivo pra invadir nossa praia!
Roubar nosso pré-sal (existe, afinal?), nossa Amazônia, nossa água doce, samba, feijoada...
O Lula era "o cara", e a Dilma, vai ser "a mina" ?
Mina de ouro, né...
Ouro,café, água doce, fauna, flora...Até as bundas no Brasil estão em extinção. Até nossas beldades sonham com carreira internacional. "Fulana é top, foi morar nos States. Casou com gringo..." Ah, sai de mim com esse complexo de Paraguaçu!
Compro um Gurgel a álcool e vou viver de banana, mas por mim, passe bem gringolândia, cuidem dos seus que eu cuido dos meus. Bora treinar direito esse exército e fazer uma campanha patriótica REALISTA, não aquela maluquice de Copa do Mundo...
A gente já tem super-herói, né? Duvido que ia rolar aquela operação toda no Rio se o moral das tropas não estivesse lá em cima. E, quem além do Capitão Nascimento pra botar a população aplaudindo e gritando "Caveira neles!" pelos blogsflogslogs da vida?
Foi só mostrar que o mocinho pode ser tão ousado quanto o bandido, sentar e chorar não tá com nada. Capitão Nascimento é o antônimo de Profeta Gentileza. Truculência gera truculência. Até a palavra é truculenta de se dizer!Pára o mundo que eu quero desceeeeeeeeeeeeeer..!!
É, John... a gente tá dizendo, mas ninguém tá ouvindo. :P
Dessa vez, telegramas diplomáticos despachados desde a década de 60, foram expostos no site, causando grande dor-de-cabeça para a Sra. Clinton, já não bastase o peso de uma Monica Lewinsky na testa.
De toda a onda, eis a parte que realmente me interessa "Para EUA, Brasil oculta prisão de terroristas, revela WikiLeaks" notícia publicada no Estadão.com.br
Olha os EUA querendo dar motivo pra invadir nossa praia!
Roubar nosso pré-sal (existe, afinal?), nossa Amazônia, nossa água doce, samba, feijoada...
O Lula era "o cara", e a Dilma, vai ser "a mina" ?
Mina de ouro, né...
Ouro,café, água doce, fauna, flora...Até as bundas no Brasil estão em extinção. Até nossas beldades sonham com carreira internacional. "Fulana é top, foi morar nos States. Casou com gringo..." Ah, sai de mim com esse complexo de Paraguaçu!
Compro um Gurgel a álcool e vou viver de banana, mas por mim, passe bem gringolândia, cuidem dos seus que eu cuido dos meus. Bora treinar direito esse exército e fazer uma campanha patriótica REALISTA, não aquela maluquice de Copa do Mundo...
A gente já tem super-herói, né? Duvido que ia rolar aquela operação toda no Rio se o moral das tropas não estivesse lá em cima. E, quem além do Capitão Nascimento pra botar a população aplaudindo e gritando "Caveira neles!" pelos blogsflogslogs da vida?
Foi só mostrar que o mocinho pode ser tão ousado quanto o bandido, sentar e chorar não tá com nada. Capitão Nascimento é o antônimo de Profeta Gentileza. Truculência gera truculência. Até a palavra é truculenta de se dizer!Pára o mundo que eu quero desceeeeeeeeeeeeeer..!!
É, John... a gente tá dizendo, mas ninguém tá ouvindo. :P
sábado, novembro 27, 2010
Caos e efeito
É incrível isso que está acontecendo no Rio. Quer dizer, eu é que não quero acreditar. O mais difícil é pensar que, no ponto em que chegamos, a ação massiva de coação ao poder paralelo deve ser considerada uma coisa boa. Uma espécie de "dia do juízo" para os demônios e anjos caídos do tráfico.
Acho que só posso imaginar como é ser um desses agentes, viver uma guerra dessas, só eles sabem pelo quê estão lutando, dispostos a arriscar a própria vida e a de tantos outros, culpados ou inocentes...Acho que só posso imaginar como é ser uma dessas pessoas de bem que descem o morro com filho no colo, mãe idosa, irmã grávida, gente que já trabalha muito e sofre demais, e agora não pode sequer ficar no próprio cantinho, desce pro asfalto sem ter pra onde ir, mas a gente se vira, o negócio é ficar vivo.
Penso naquele senhor meio desdentado, 80 anos, que mora no morro desde que era um subúrbio lindo, cheio de colinas e nascentes. Ele está otimista, mesmo tendo que dormir na rua com a filha, o neto e a companheira, acha que quando voltar para casa, o morro terá mudado para melhor. Sua filha nada responde, mas ela não concorda com o pai. Nasceu e pariu em meio a realidade violenta do tráfico. Ali não tem polícia, nem tanque que resolva. Ali, só Deus.
Não é de adimirar que o Brasil tenha elegido para herói o lendário Capitão Nascimento. As palmas no cinema são a mais legítima manifestação de que o povo está tão cansado da situação, que já justifica a violência.
É, Brasil, nem todos somos culpados. Mas todos pagamos caro, de um jeito, ou de outro...
Acho que só posso imaginar como é ser um desses agentes, viver uma guerra dessas, só eles sabem pelo quê estão lutando, dispostos a arriscar a própria vida e a de tantos outros, culpados ou inocentes...Acho que só posso imaginar como é ser uma dessas pessoas de bem que descem o morro com filho no colo, mãe idosa, irmã grávida, gente que já trabalha muito e sofre demais, e agora não pode sequer ficar no próprio cantinho, desce pro asfalto sem ter pra onde ir, mas a gente se vira, o negócio é ficar vivo.
Penso naquele senhor meio desdentado, 80 anos, que mora no morro desde que era um subúrbio lindo, cheio de colinas e nascentes. Ele está otimista, mesmo tendo que dormir na rua com a filha, o neto e a companheira, acha que quando voltar para casa, o morro terá mudado para melhor. Sua filha nada responde, mas ela não concorda com o pai. Nasceu e pariu em meio a realidade violenta do tráfico. Ali não tem polícia, nem tanque que resolva. Ali, só Deus.
Não é de adimirar que o Brasil tenha elegido para herói o lendário Capitão Nascimento. As palmas no cinema são a mais legítima manifestação de que o povo está tão cansado da situação, que já justifica a violência.
É, Brasil, nem todos somos culpados. Mas todos pagamos caro, de um jeito, ou de outro...
"Abre a janela da favela...você vai ver a beleza que tem dentro dela..." Ponto de Equilíbrio
O documentário Meninas , sobre a dimensão do problema da gravidez na puberdade através da vida de meninas pobres e muito jovens -13,14,15 anos - moradoras do Morro dos Macacos, no Rio de Janeiro.
A delicadeza e originalidade da abordagem, respeitando o ponto de vista delas,um tanto romântico e infantilizado. A última cena traz um epílogo chocante, contrastando com o clima leve de todo o filme, tamanha a ternura com que a diretora tratou o assunto. Mesmo dentro de uma situação tão controversa quanto a dessas meninas-mães, ainda há momentos de grande beleza e emoção no filme.
Mas, não acreditem no que digo: assistam!
A delicadeza e originalidade da abordagem, respeitando o ponto de vista delas,um tanto romântico e infantilizado. A última cena traz um epílogo chocante, contrastando com o clima leve de todo o filme, tamanha a ternura com que a diretora tratou o assunto. Mesmo dentro de uma situação tão controversa quanto a dessas meninas-mães, ainda há momentos de grande beleza e emoção no filme.
Mas, não acreditem no que digo: assistam!
quarta-feira, novembro 24, 2010
Rosa McCartney e o Ninho de Mafagafos
São seis da manhã em São Paulo, a garoa se espalha no chão. Sabemos que a escolha da companhia aérea é uma decisão do cliente, mas ficar esperando bagagem dar a volta na esteira, ninguém merece.
Pisei em solo paulista ainda na pista - e por mais que rime, não seria verdadeiro expôr de outra forma. A mágica e misteriosa viagem através do Brasil foi concluída com êxito. Thank you leis da aerodinâmica!
Agora, a mágica misteriosa viagem através da cidade. São Paulo, minha São Paulo, my Saint Paul, Paul McCartney! Cada ônibus era um submarino amarelo e todos os cruzamentos se tornaram Abbey Road. Dá pra ir a pé da casa da minha mãe ao hotel onde Sir Paul se hospedou. "Alô,seu Beatle! Somos vizinhos!"
Chove chuva, chove sem parar...Upa! Sem Parar, aquele chocolate? Ah, se fosse assim, deixa chover..! Mas eu me sinto uma tremenda idiota enrolada nessa capa de chuva que mais parece um saco de lixo. E, quer saber? Tô toda molhada. Não adiantou piscirocas.
Não tem grana nem chuva que pague ir ao show de um Beatle com seus pais. Meus pais detestam futebol. São espiritualizados, mas não religiosos. Não freqüentam clubes, restaurantes nem trabalham em empresas afeitas á confraternizações. Negócio deles é (muito) poucos e (muito) bons shows. Meu irmão foi praticamente no colo para o primeiro show do Paul McCartney no Brasil. Eu voltei rouca e dolorida pra espalhar a novidade na escola.
Dessa vez não teve escola. Dormi até as 15h. Ainda bem que terminei o colégio em 1998.
Tudo bem in the rain, 64 mil pessoas no estádio e meu tio consegue ver lá da pista a minha lanterna diferente. Ser esquisito é legal quando se precisa de um destaque no meio de mais de 60 mil pessoas...
Showzaço. Somzaço. Pernadaço até achar um táxi livre. E preçaralho, claro. Por aquela quantia, dava pra alugar uma limusine numa segunda-feira qualquer.
Peraê, era segunda, mas não era qualquer.
Era a segunda apresentação do Paul!
Apresentação de primeira, inclusive. Babem, cariocas, mas o Paul ama os paulistas, que têm Paul até no nome..!
Essa doeu.
Pisei em solo paulista ainda na pista - e por mais que rime, não seria verdadeiro expôr de outra forma. A mágica e misteriosa viagem através do Brasil foi concluída com êxito. Thank you leis da aerodinâmica!
Agora, a mágica misteriosa viagem através da cidade. São Paulo, minha São Paulo, my Saint Paul, Paul McCartney! Cada ônibus era um submarino amarelo e todos os cruzamentos se tornaram Abbey Road. Dá pra ir a pé da casa da minha mãe ao hotel onde Sir Paul se hospedou. "Alô,seu Beatle! Somos vizinhos!"
Chove chuva, chove sem parar...Upa! Sem Parar, aquele chocolate? Ah, se fosse assim, deixa chover..! Mas eu me sinto uma tremenda idiota enrolada nessa capa de chuva que mais parece um saco de lixo. E, quer saber? Tô toda molhada. Não adiantou piscirocas.
Não tem grana nem chuva que pague ir ao show de um Beatle com seus pais. Meus pais detestam futebol. São espiritualizados, mas não religiosos. Não freqüentam clubes, restaurantes nem trabalham em empresas afeitas á confraternizações. Negócio deles é (muito) poucos e (muito) bons shows. Meu irmão foi praticamente no colo para o primeiro show do Paul McCartney no Brasil. Eu voltei rouca e dolorida pra espalhar a novidade na escola.
Dessa vez não teve escola. Dormi até as 15h. Ainda bem que terminei o colégio em 1998.
Tudo bem in the rain, 64 mil pessoas no estádio e meu tio consegue ver lá da pista a minha lanterna diferente. Ser esquisito é legal quando se precisa de um destaque no meio de mais de 60 mil pessoas...
Showzaço. Somzaço. Pernadaço até achar um táxi livre. E preçaralho, claro. Por aquela quantia, dava pra alugar uma limusine numa segunda-feira qualquer.
Peraê, era segunda, mas não era qualquer.
Era a segunda apresentação do Paul!
Apresentação de primeira, inclusive. Babem, cariocas, mas o Paul ama os paulistas, que têm Paul até no nome..!
Essa doeu.
quinta-feira, setembro 02, 2010
Hipocrisia social
O que mais me deixa puta em ter "crescido" é entender o que significa TER de aceitar certas normas de conduta social. Pois é,nem precisei chegar aos 30 pra entender que rebeldia adolescente é puro luxo, acreditem meus caros amigos de 16 anos:o mundo lá fora é canibal e sua dieta básica é composta de autores de frases como "Eu nunca aceitaria uma coisa dessas!". Crescer é condescender com muita coisa, em nome de outras tantas, que nem passariam pela sua cabeça ocupada em sonhar com o bonitão da classe ou a carteira de motorista.
Por exemplo, este blog. Eu já fui uma blogueira de relativo sucesso, sabe? Isso quando eu não tava nem aí com o que os outros pensavam de mim. Muito menos em como iria afetar minha imagem respeitável de senhora casada e mãe, ou até minha carreira profissional. Hoje é isso: em nome da moral, dos bons costumes e de todas aquelas coisas que eu já contestei, tenho que aparar as arestas da minha personalidade quando uso meu nome em público. (curtiram o "quando uso meu nome..", né?;P)
Enfim, percebi que essa hipocrisia toda também tolheu minha criatividade. Quando leio esse blog,ás vezes tenho vergonha do que escrevo. Pô, cada post chato ue eu vou te contar! Aliás, já contei; é só ler pra crer.
Se eu fosse postar aqui tudo o que se passa pela minha cabeça, também, iam me tachar de maluca. Eu não posso mais me dar o luxo de receber hate mail. Imagina que chato? A gente não questiona nada quando alguém te odeia por ser o que é. Mas é muito chato ser censurada quando tentamos mostrar o melhor da gente.
É foda quando o melhor da gente é ser a gente mesma quando se é meio doido por dentro.
Por exemplo, este blog. Eu já fui uma blogueira de relativo sucesso, sabe? Isso quando eu não tava nem aí com o que os outros pensavam de mim. Muito menos em como iria afetar minha imagem respeitável de senhora casada e mãe, ou até minha carreira profissional. Hoje é isso: em nome da moral, dos bons costumes e de todas aquelas coisas que eu já contestei, tenho que aparar as arestas da minha personalidade quando uso meu nome em público. (curtiram o "quando uso meu nome..", né?;P)
Enfim, percebi que essa hipocrisia toda também tolheu minha criatividade. Quando leio esse blog,ás vezes tenho vergonha do que escrevo. Pô, cada post chato ue eu vou te contar! Aliás, já contei; é só ler pra crer.
Se eu fosse postar aqui tudo o que se passa pela minha cabeça, também, iam me tachar de maluca. Eu não posso mais me dar o luxo de receber hate mail. Imagina que chato? A gente não questiona nada quando alguém te odeia por ser o que é. Mas é muito chato ser censurada quando tentamos mostrar o melhor da gente.
É foda quando o melhor da gente é ser a gente mesma quando se é meio doido por dentro.
segunda-feira, agosto 30, 2010
segunda-feira, agosto 23, 2010
Delírios a 37º C
Estou com febre, acho que tô gripada de novo. Esse inverno me derrubou: definitivamente, eu desacostumei do frio de Sampa. Eu não gosto muito de frio, a não ser que possa ficar em casa, só enrolada no cobertor, na frente da lareira, assistindo a um monte de filmes legais. É a única coisa que gosto de fazer no frio, então, acho que posso me contentar em fazer isso só de vez em quando, ao invés de deixar de fazer coisas tão importantes quanto, que é andar pela calça descalça, num vestido de uma peça só, e achar legal quando espirrar água na nossa roupa. Sei que o clima é um fator determinante para a vida das espécies, e que não cabe a nós gostar ou não disso, mas... me adapto mais facilmente a climas quentes. Sou uma espécie de humana fotossintética ou algo parecido. Vai ver que é por isso que meu cabelo fica verde ás vezes.
*Não, não precisa chamar o 192, não, eu não tô delirando, sou maluca assim mesmo.*
Só que aqui em SP já é um frio bissurdo (bissurdo= que faz doer e tampar os dois ouvidos). E ainda essa febre a me gelar por dentro. Ótimo. Se não baixar já-ja, vou ter de tomar um banho morno. E vocês podem prever que, a derradeira coisa que eu desejo agora, é um banho morno.
Ainda mais que o chuveiro não tem box nem cortina. Vai vendo.
Bom, estou com os sintomas clássicos: nariz entupido, dores no corpo, febre baixa e sem-vergonha. Calma, não é H1N1. Deve ser esses resfriados bestas de entrar e sair de dentro dos lugares aquecidos para o frio extremo do sereno de Sampa. A gravidade dessa gripe depende muito da agenda do gripado: se ele tinha um compromisso social importante, por exemplo. Ou algo inadiável. Aí é uma porcaria. Mas, se o trabalhador é do tipo folgado e conseguiu uma desculpa para pegar um atestado e ficar em casa coçando o pé: maravilha!! Não precisa nem fingir. A parte ruim é que você provavelmente vai estar podre demais para aproveitar a folga extra. Mas ficar em casa também pode revelar grandes prazeres...
...como a cadeira de balanço, a lareira, o cobertor... e o ócio.
Já sei porque dizem que o inferno é quente. No frio a gente se sente tão mal que não dá vontade nem de pecar. (essa eu posto no twitter, pra reafirmar minha teoria. Pode ver que os países escandinavos têm índice de criminalidade muito menor que nos países tropicais. Isso é porque o frio não dá vontade fazer NADA a não ser sentir calor!! Por quê acham que os finlandeses amam sauna? Porque é tão frio, mas tão frio lá fora, que inventaram um jeito de poderem ficar lá.. só curtindo o suor pingando...
Se não fosse na sauna, finlandês suaria? (essa é outra pérola tuitável)
Paulista é viciado em trabalho. Seja calor ou frio (e geralmente é frio..!), tá sempre trabalhando. Já que o clima é uma porcaria e não dá pra curtir uma praia, melhor trabalhar que nem um doido pra poder comprar uma casa de praia no Rio... porque lá o clima é show, só tem gente bronzeada e a praia é logo ali...
aí, maluco trabalha, trabalha, trabalha... sobre na vida e no andar do escritório, sobr pra cobertura dos prédios no alto do Campo Belo, sobre na encosta do morro onde ele comprou sua casa de praia- a qual nunca tem tempo de freqüentar, porque está sempre trabalhando.
Aí chega o carioca... o carioca mora num barraco sem-vergonha no morro, mas acorda todo dia com a vista mais linda que o melhor 5 estrelas da cidade. Praia, marzão, tudo isso de graça, é sol e calor na maior parte do ano, gastar com roupa de frio pra quê? Dá pra fazer bico, vender sanduíche, bugiganga.. ou roubar aqueles gringos idiotas que vivem dando bobeira no calçadão. Ou não, menino até sonha em ser médico, advogado... mas pra fazer faculdade precisa de dinheiro, e dinheiro o tráfico dá. Não deixa de ser uma espécie de primeira opção. Bom, não estou aqui pra julgar nem promover uma discussão ética e filosófica sobre a criminalidade, o fato é esse: Se você não consegue se dar bem "no asfalto" porque falta diploma, currículo, documentação, etc... Não interessa: o tráfico é emprego fácil e garantido. E alguns ainda vêem vantagem em obter maior acesso ás drogas. É muito fácil sustentar um vício assim. Alguns são conscientes de que trabalham por e pela droga.Acho que esse é o tipo mais triste de se conhecer.
Ou seja, revisitando a eterna questão " se-o-Rio-é-mais-violento-que-SP", proponho a seguinte teoria: não é uma questão de violência, talvez seja uma questão de.. tráfico. *risos*. Lá tem mais traficante, mais drogas...
Ah, deixa eu parar com isso.. ninguém vai entender e os cariocas vão ficar chateados...Com razão, eu fico pê da vida quando um carioca fala qualquer coisa sobre SP que não seja boa...mas poxa, aceitemos a realidade: não dá pra comparar as duas metrópoles de forma tão generalizada. São duas realidades diferentes, óbvio que isso criaria dois tipos de pessoas...praticamente :)
*Não, não precisa chamar o 192, não, eu não tô delirando, sou maluca assim mesmo.*
Só que aqui em SP já é um frio bissurdo (bissurdo= que faz doer e tampar os dois ouvidos). E ainda essa febre a me gelar por dentro. Ótimo. Se não baixar já-ja, vou ter de tomar um banho morno. E vocês podem prever que, a derradeira coisa que eu desejo agora, é um banho morno.
Ainda mais que o chuveiro não tem box nem cortina. Vai vendo.
Bom, estou com os sintomas clássicos: nariz entupido, dores no corpo, febre baixa e sem-vergonha. Calma, não é H1N1. Deve ser esses resfriados bestas de entrar e sair de dentro dos lugares aquecidos para o frio extremo do sereno de Sampa. A gravidade dessa gripe depende muito da agenda do gripado: se ele tinha um compromisso social importante, por exemplo. Ou algo inadiável. Aí é uma porcaria. Mas, se o trabalhador é do tipo folgado e conseguiu uma desculpa para pegar um atestado e ficar em casa coçando o pé: maravilha!! Não precisa nem fingir. A parte ruim é que você provavelmente vai estar podre demais para aproveitar a folga extra. Mas ficar em casa também pode revelar grandes prazeres...
...como a cadeira de balanço, a lareira, o cobertor... e o ócio.
Já sei porque dizem que o inferno é quente. No frio a gente se sente tão mal que não dá vontade nem de pecar. (essa eu posto no twitter, pra reafirmar minha teoria. Pode ver que os países escandinavos têm índice de criminalidade muito menor que nos países tropicais. Isso é porque o frio não dá vontade fazer NADA a não ser sentir calor!! Por quê acham que os finlandeses amam sauna? Porque é tão frio, mas tão frio lá fora, que inventaram um jeito de poderem ficar lá.. só curtindo o suor pingando...
Se não fosse na sauna, finlandês suaria? (essa é outra pérola tuitável)
Paulista é viciado em trabalho. Seja calor ou frio (e geralmente é frio..!), tá sempre trabalhando. Já que o clima é uma porcaria e não dá pra curtir uma praia, melhor trabalhar que nem um doido pra poder comprar uma casa de praia no Rio... porque lá o clima é show, só tem gente bronzeada e a praia é logo ali...
aí, maluco trabalha, trabalha, trabalha... sobre na vida e no andar do escritório, sobr pra cobertura dos prédios no alto do Campo Belo, sobre na encosta do morro onde ele comprou sua casa de praia- a qual nunca tem tempo de freqüentar, porque está sempre trabalhando.
Aí chega o carioca... o carioca mora num barraco sem-vergonha no morro, mas acorda todo dia com a vista mais linda que o melhor 5 estrelas da cidade. Praia, marzão, tudo isso de graça, é sol e calor na maior parte do ano, gastar com roupa de frio pra quê? Dá pra fazer bico, vender sanduíche, bugiganga.. ou roubar aqueles gringos idiotas que vivem dando bobeira no calçadão. Ou não, menino até sonha em ser médico, advogado... mas pra fazer faculdade precisa de dinheiro, e dinheiro o tráfico dá. Não deixa de ser uma espécie de primeira opção. Bom, não estou aqui pra julgar nem promover uma discussão ética e filosófica sobre a criminalidade, o fato é esse: Se você não consegue se dar bem "no asfalto" porque falta diploma, currículo, documentação, etc... Não interessa: o tráfico é emprego fácil e garantido. E alguns ainda vêem vantagem em obter maior acesso ás drogas. É muito fácil sustentar um vício assim. Alguns são conscientes de que trabalham por e pela droga.Acho que esse é o tipo mais triste de se conhecer.
Ou seja, revisitando a eterna questão " se-o-Rio-é-mais-violento-que-SP", proponho a seguinte teoria: não é uma questão de violência, talvez seja uma questão de.. tráfico. *risos*. Lá tem mais traficante, mais drogas...
Ah, deixa eu parar com isso.. ninguém vai entender e os cariocas vão ficar chateados...Com razão, eu fico pê da vida quando um carioca fala qualquer coisa sobre SP que não seja boa...mas poxa, aceitemos a realidade: não dá pra comparar as duas metrópoles de forma tão generalizada. São duas realidades diferentes, óbvio que isso criaria dois tipos de pessoas...praticamente :)
quarta-feira, agosto 04, 2010
Banheiro virtual
Quer saber? Blog é legal. Dá pra escrever qualquer coisa. É como a latrina do pensamento: eu venho aqui, despejo toda a m... que tenho na cabeça e clico em "publicar postagem" . É como se fosse a descarga.
Ensaio sobre a viseira
Ok, cá estou eu novamente: felino no colo e nenhuma idéia na cabeça, a escrever pro vazio.
Mas tá tão frio que o negócio é ir mesmo postando e escrevendo qualquer coisa só pra esquentar os dedos.
Estava assistindo "Ensaio Sobre a Cegueira", o filme baseado no maravilhoso livro do Saramago. Aprecio o livro e o filme de formas diferentes. Acho que o filme é uma obra-prima do audiovisual por seus cenários, elenco, fotografia, figurino, atuação, trilha sonora, e por todos os motivos que levam alguém familiarizado com o meio a reconhecer quando uma produção é estruturalmente boa.
O livro é irretocável, e apesar do roteiro do filme ser excelente, não há comparação com a obra original, muito mais intensa e profunda na abordagem do tema. Não é como no filme, em que ainda é possível tentar desviar os olhos das cenas de extrema violência. Nas palavras de Saramago a descrição de todo aquele horror nos torna muito mais do que espectadores. É como se as palavras obrigassem nossa mente não apenas a ilustrar a situação, mas vivenciá-la. É doloroso, e por isso mesmo, genial.
Mas ao final o que fica é uma sensação ruim, pesada, que ao invés de se lavar na chuva redentora, perdura com o desfecho pressuposto da heroína do momento, angustiada pela cegueira após tanto tempo sem fechar os olhos para tudo o que ninguém deveria ver.
É dessa sensação e desse peso que estou tentando me livrar agora, perseguindo a criatividade e pensando em marmotas nos seus buracos. Está um frio picoléico e eu estou com umas 80 blusas, mesmo assim nada me anima a tirar a mão esquerda do bolso. E, se você está estranhando essa afirmação ou é novo aqui ou não me conhece- todo mundo já sabe que eu digito com uma mão só, mas isso é mais motivo de chacota do que habilidade. Anyway, em dias frios como hoje eu saio na vantagem: cinco dedos congelados a menos.
É... relendo esse blog dá pra entender a parca visitação.
Mas tá tão frio que o negócio é ir mesmo postando e escrevendo qualquer coisa só pra esquentar os dedos.
Estava assistindo "Ensaio Sobre a Cegueira", o filme baseado no maravilhoso livro do Saramago. Aprecio o livro e o filme de formas diferentes. Acho que o filme é uma obra-prima do audiovisual por seus cenários, elenco, fotografia, figurino, atuação, trilha sonora, e por todos os motivos que levam alguém familiarizado com o meio a reconhecer quando uma produção é estruturalmente boa.
O livro é irretocável, e apesar do roteiro do filme ser excelente, não há comparação com a obra original, muito mais intensa e profunda na abordagem do tema. Não é como no filme, em que ainda é possível tentar desviar os olhos das cenas de extrema violência. Nas palavras de Saramago a descrição de todo aquele horror nos torna muito mais do que espectadores. É como se as palavras obrigassem nossa mente não apenas a ilustrar a situação, mas vivenciá-la. É doloroso, e por isso mesmo, genial.
Mas ao final o que fica é uma sensação ruim, pesada, que ao invés de se lavar na chuva redentora, perdura com o desfecho pressuposto da heroína do momento, angustiada pela cegueira após tanto tempo sem fechar os olhos para tudo o que ninguém deveria ver.
É dessa sensação e desse peso que estou tentando me livrar agora, perseguindo a criatividade e pensando em marmotas nos seus buracos. Está um frio picoléico e eu estou com umas 80 blusas, mesmo assim nada me anima a tirar a mão esquerda do bolso. E, se você está estranhando essa afirmação ou é novo aqui ou não me conhece- todo mundo já sabe que eu digito com uma mão só, mas isso é mais motivo de chacota do que habilidade. Anyway, em dias frios como hoje eu saio na vantagem: cinco dedos congelados a menos.
É... relendo esse blog dá pra entender a parca visitação.
quarta-feira, julho 28, 2010
Rascunho
Um passo, uma palavra. O negócio é sair escrevendo. Escrever é caminhar pelo verbo, ir em frente e sempre chegar em algum lugart interesante. Ou não. Passeando por meus jardins de palavras só para olhar as letras florescendo. Gosto disso. Dá uma sensação de paz.
Sempre penso em atualizar isso aqui, mas quanto mais busco um assunto, mais me foge a inspiração. Escrevo como quem anda de bicicleta: uma vez no ritimo, se parar, posso cair. O começo é sempre morro acima, mas na ladeira, solto os pedair para sentir o vento no rosto, a velocidade, o fluxo. Nessas horas, escrever é como voar.
Este é meu ninho, minha flor, meu blog.
Sempre penso em atualizar isso aqui, mas quanto mais busco um assunto, mais me foge a inspiração. Escrevo como quem anda de bicicleta: uma vez no ritimo, se parar, posso cair. O começo é sempre morro acima, mas na ladeira, solto os pedair para sentir o vento no rosto, a velocidade, o fluxo. Nessas horas, escrever é como voar.
Este é meu ninho, minha flor, meu blog.
segunda-feira, julho 26, 2010
CAMPANHA: DOE UM SORRISO PARA " ALINE" !!
Esta é Aline Fernandes (nome fictício). Uma jovem que, por causa de sua aparência, vive reclusa e recentemente apresentou traços de depressão. A recomendação de especialistas é ar fresco e injeçôes de autoestima regulares, mas seu quadro é tão grave que ela se recusa a sair e desenvolveu rejeiçâo ás injeçôes, o que têm agravado seu problema.
Graças á açôes entre amigos no Twitter e outras redes sociais, já conseguimos arrecadar o bastante para custear a série de cirurgias plásticas, incluindo o transplante de rosto, para esta pobre criatura. Mas venho através dessa campanha, pedir a colaboração de vocês no tratamento a base de SEMANCOL, um poderoso e raro medicamento que, acreditamos ser a única soluçâo para esse caso tão grave.
Sua melhor contribuição é o apoio, o carinho e a solidariedade a Aline. Por favor,enviem suas mensagens positivas para pikenice@gmail.com ou no twitter com a tag #sorriaaline
Doe um sorriso agora mesmo!
quinta-feira, julho 15, 2010
Bem-feito!!
Eu acho o fiofó usar o blog para publicar inimportâncias pessoais e depois reclamar da falta de adeptos. Mas é isso aí, c'est ma vie, e não há nada que eu possa fazer. Sou dona-de-casa, não arqueóloga investigativa.
sexta-feira, julho 09, 2010
VIVA OS BATALHÕES PAULISTAS DO EXÉRCITO CONSTITUCIONALISTA!
Nove de Julho é a luz da Pátria
Data imortal deste berço augusto
Os bandeirantes denodados
Deste São Paulo vanguardeiro e justo
Nove de Julho é a glória do Brasil
Cantado por São Paulo
Sob um lindo céu de anil
Nove de Julho é a luz da Pátria
Data imortal deste berço augusto
Os bandeirantes denodados
Deste São Paulo vanguardeiro e justo
Nove de Julho heróica é bela data
Marco inicial da jornada democrata
Piratininga terra do trabalho
Onde são reis, a enxada e o malho
Seu povo altivo vai espalhando
Amor pela Pátria e vai cantando
Solo querido, terra amorosa
Pátria de bravos, sempre formosa
Data imortal deste berço augusto
Os bandeirantes denodados
Deste São Paulo vanguardeiro e justo
Nove de Julho é a glória do Brasil
Cantado por São Paulo
Sob um lindo céu de anil
Nove de Julho é a luz da Pátria
Data imortal deste berço augusto
Os bandeirantes denodados
Deste São Paulo vanguardeiro e justo
Nove de Julho heróica é bela data
Marco inicial da jornada democrata
Piratininga terra do trabalho
Onde são reis, a enxada e o malho
Seu povo altivo vai espalhando
Amor pela Pátria e vai cantando
Solo querido, terra amorosa
Pátria de bravos, sempre formosa
quinta-feira, julho 08, 2010

A chama do amor cegou meus olhos
Só vejo teu rosto em cada esquina
Tua ausência é como a fome
Seguir tua luz, teu rumo,é minha sina,
Noites perdidas vagando ao luar
Sonhos guardados no fundo do peito
Por quantas vidas irei te buscar?
Estrela do tempo me ensina a esperar
Diz quem resiste a essa paixão
Quente ,indomável,força da vida
Cruzam o espaço,planetas e sois
Vontade e destino, dos deuses e nós!
quarta-feira, julho 07, 2010
SAVANA AOS 18 (2010)
...a maioria dos meninos à minha volta não valia tanto a pena assim.O único que ainda me deixava curiosa pra provar desse fruto era o loirinho da P3.Ah! Com ele eu sou capaz até de sonhar algo bem sujo, bem inconfessável, aquela coisa bem "noir", do cara que chega todo cheio de pose no bar e olha aquela garota com jeito de ordinária, encostada numa mesa de sinuca. Ele olha para ela com um jeito bem sexy e vem se aproximando, fixo no decote dela, que o encara cheia de desejo, e ele pergunta com aquela voz máscula...
-Tem fogo?
-Tenho... só não tenho cigarro!
Seria a desculpa para um beijo agarrado, e a história poderia partir daí para uma censura 18 anos, mas ali, na vida real da escadaria do cursinho, eu estava estática, embasbacada, totalmente imobilizada, mutificada, mumificada, zumbizenta e querendo MORRER de vergonha. Não sabia o que era mais inacreditável: o fato dele ter vindo falar comigo, ou aquela resposta altamente TOSCA que eu havia dado.
- Tá na mão!- ele puxou uma caixinha e me ofereceu cigaros. "Eu..." -comecei a falar, mas desisti. "Eu não fumo", afinal de contas, não era a mesma coisa que "Eu nunca fumei". Eu não perderia essa oportunidade, precisava oferecer esse sacrifício do meu pulmão a alguma coisa que valesse a pena. Conhecer o maior gatinho da Av. Paulista!
Colocamos os cigarros na boca, eu ainda não conseguia parar de sorir.
-Sim, e o fogo?
-Ah, é!
Comecei a revirar a mochila, procurando um "isqueiro". Óbviamente, não encontraria nada- não TINHA nada ali. Comecei a esboçar uma cara de injuriada "mas eu tinha CERTEZA de que estava aqui..!". Enquanto isso, passou um moço fumando, ele pediu o fogo, acendeu. Interrompeu minha "expedição" dentro da enorme mochila e pediu meu cigarro, para acender. Acendeu e me devolveu.
-Obrigada.
-De nada.
Mas ao invés dele virar as costas e ir embora, como a maioria dos alunos já havia ido, ele ficou ali, parado na minha frente. Primeiro eu tive a impressão de que ele estava me desafiando a dar a primeira tragada, como se soubesse que eu nunca havia fumado. Depois vi que ele estava apenas sendo agradável, puxando conversa.
-Fez o simuladão?
-Fiz, mas não peguei meu resultado ainda.
-Nem eu. É só um simulado.
-Mas os melhores lugares ganham prêmios.
-Não acho que estou em lugar de ser premiada.
-Nem eu.
- Vai prestar vestibular para quê?
-Ainda não tenho certeza.
-Nem eu. Olha quanta coisa temos em comum.
-A incerteza é uma coisa estranha de se compartilhar...
-Olhaí, já mostrou talento pra Filosofia.
-Todo maluco acha que é filósofo...
Ficamos ali conversando um tempão e fumando (a certo ponto eu pedi liçenca para ir ao banheiro e comprei um isqueiro, que "achei" na minha bolsa). Descobri muito mais que apenas seu sonhado nome.Quando o sol começou a baixar, é que nos despedimos. Ele me deu três cigarros "pra fumar enquanto esperava o ônibus". Assim que nos perdemos de vista, tirei da bolsa um tubinho de Vitamina C, coloquei a última pastilha no bolso, enfiei os cigarros e o isqueiro no tubinho e meti no outro bolso da calça largona de moletom branco.Coloquei os fones de ouvido, aumentei o volume, e os ruídos da cidade desapareceram sob o meu sonho. O ônibus virou carruagem e levou a princesa de volta a seu castelo, onde foi perdendo não apenas o sapatinho, mas as meias, a blusa, a camiseta, e toda a roupa no caminho até a ducha...
-Minina, não deixa tudo jogado desse jeito! - ralhou Maria, funcionária da casa desde que Savana era bebê.
-Ah, Mariazinha, hoje eu posso, que sou princesa. Acabei de encontrar meu Príncipe Encantado..!
-Ôxi! E ele já sabe disso?
-Tem coisas, Maria, que as pessoas não precisam saber...
********************
- Caraca, o cigarro!
Freei o carro na mesma hora. A Paola quase veio beijar o pára-brisa dianteiro.
-Tem cigarro aqui, sua noiada! - Brunette riu.
-Não, pô, eu esqueci meu cigarro no bolso da calça!E minha mãe vai separar a roupa suja antes de dormir, e vai achar!!- meu desespero se justificava por estar vendo perfeitamente a cena: minha mãe tateando os bolsos da calça, encontrando aquele tubinho de Vitamina C, abrindo para ver se estava vazio e -surpresa!- cai três cigarros e um isqueiro. Panorâmica e sobe, fechando no rosto dela. Vai, vai, no olhar. No olho. Na gota de suor escorrendo pelo canto do olho. E a voz furiosa em off:SAVANAAAAAAAAAAAAAA..!
-Tua mãe não sabe que você fuma?
-Paola, nem EU sei que fumo, esqueceu??
-Tá,tá,tá...Sem desesperoooo...Savana, quer voltar?
-Cê tá maluca que eu vou entrar em casa cheirando à maconha, e com o maior bafo de cachaça!
-Mas você não tava fumando!- testemunha Paola
-Nem bebendo! - emenda Paloma
-Há, há, há...ai, e agora, como eu saio dessa...- comecei a pensar mil coisas ao mesmo tempo, enquanto as meninas matraqueavam entre colheradas daquela gelatina envenenada. Eu sabia que aquilo não iria acabar bem, mas ia falar o quê?
De volta ao meu problema, peguei o celular e liguei para minha mãe.
-Oi, mãe. Faz um favor pra mim? Eu tô voltando pra pegar o meu cartão do banco, que esqueci na gaveta da escrivaninha lá atrás, você pode pegar ele pra mim e me entregar aqui no portão? Tô aqui na avenida, já. Valeu, mãe, te amo!
-O quê você tá fazendo, Ana?
Dei meia-volta no carro e desci a rua na contramão, à toda. Repassei o plano na minha cabeça: se quando me atendeu mamãe estava na sala (e deveria estar, porque era hora da novela), ela precisou esperar o próximo comercial, atravessar a casa, o quintal (o que era quase sempre um pouco demorado por causa dos quatro cães-fila de estimação), subir no meu apartamento, destrancar a porta, atravessar o quarto e fuçar na escrivaninha. Levaria uns 5 minutos. Eu precisava chegar lá em três. Mas acho que dava para fazer em 2 e meio.
-Savana, sua MALUCA, você vai matar a gente!
-Se eu não fizer isso, minha mãe vai ME matar!
Reduzi um absurdo para entrar no condomínio. Acho que demorei mais do portão do condomínio até em casa do que no caminho todo de volta. Mas eu não podia chamar a atenção. Já tinha sido ousadia demais essa escapadela.
-Fiquem quietas, pelamorrr! - saí do carro e entrei correndo pela lateral da casa, que ia direto á área de serviço. Minha mãe ainda estava indo buscar meu cartão. Nos encontramos quase na porta da lavanderia, mas por sorte, em lados opostos da piscina.
- Savana! Veio buscar..?
- Pode ir ver lá pra mim, mamãe? Eu vou olhar se não esqueci no bolso da minha roupa suja.
-Então vai lá no seu quarto que eu olho na lavanderia e aproveito para separar a roupa...
-NÃO! - é que...é que aí se estiver aqui eu não preciso subiiiir até lá, né... É que a gente tá atrasada, quer dizer, EU tô... -fui dizendo isso e correndo pra lavanderia. Minha mãe foi subindo para o quarto. Ela tá acostumada com isso: minha família inteira, quando está com pressa, não fala coisa com coisa...
Mexi em dois cestos da minha altura, cheios de roupa suja, para me tocar de que mamãe separa as roupas brancas numa outra bacia. Achei. Enfiei a mão no bolso, resgatei minha "vitamina C" e saí vazando:
-Achei, mãe! Tchau, já vou!
-Vai com Deus, minha filha! - ela berrou lá do apartamento.Com certeza não tinha nem chegado até a escrivaninha, ainda.
Voltei para o carro, que agora parecia um café holandês. O pote com a gelatina estava vazio, e aquelas quatro idiotas ainda queriam ficar MAIS doidonas?
-Ei, a noite tá só começando, turma.
-Pois éééééééé..! -repetiram as gêmeas, com uma preocupante e equivocada empolgação.
**********
Acordei com tanta dor-de-cabeça que nem conseguia abrir os olhos. A boca estava ressecada e com gosto de pneu de caminhão.Parabéns, Savana, essa é a sua primeira ressaca!- eu cuidaria para que fosse a última. As últimas 24 horas estavam parecendo rumspringa. Aquele ritual amish onde os adolescentes experimentam a vida longe de sua cultura rígida.
A voz forte do meu pai ressoava por toda a casa e fazia vibrar meu cérebro alcoolizado. Mesmo ali do apartamento dava para ouvir claramente aquele seu tom de descontentamento. Por causa do seu tom de voz, meu pai não falava: trovejava. Não gritava: rugia. Me assustei. "Pronto, agora eles descobriram tudo, e estão discutindo para qual colégio interno ou país muçulmano vão me mandar pro intercâmbio!"- pensei.
Vesti o roupão por cima da camisola e fui atravessando o quintal cautelosamente, tentando compreender melhor sobre o quê esbravejava meu pai
-Mas como, meu bem, você esqueceu de olhar os bolsos da roupa suja, e a Dona Maria não olhou também?
-Não, amor, eu sempre olho, mas ontem a Savana passou aqui e eu me atrapalhei...
-Era minha melhor camisa de reunião, eu queria usá-la hoje..!O quê são essas manchas laranjas?
-Não sei, amor, só tinha peças brancas na máquina, com certeza ela deve estar com algum defeito..!
Defeito eu não sei. Mas se era gripe, passou...
-Tem fogo?
-Tenho... só não tenho cigarro!
Seria a desculpa para um beijo agarrado, e a história poderia partir daí para uma censura 18 anos, mas ali, na vida real da escadaria do cursinho, eu estava estática, embasbacada, totalmente imobilizada, mutificada, mumificada, zumbizenta e querendo MORRER de vergonha. Não sabia o que era mais inacreditável: o fato dele ter vindo falar comigo, ou aquela resposta altamente TOSCA que eu havia dado.
- Tá na mão!- ele puxou uma caixinha e me ofereceu cigaros. "Eu..." -comecei a falar, mas desisti. "Eu não fumo", afinal de contas, não era a mesma coisa que "Eu nunca fumei". Eu não perderia essa oportunidade, precisava oferecer esse sacrifício do meu pulmão a alguma coisa que valesse a pena. Conhecer o maior gatinho da Av. Paulista!
Colocamos os cigarros na boca, eu ainda não conseguia parar de sorir.
-Sim, e o fogo?
-Ah, é!
Comecei a revirar a mochila, procurando um "isqueiro". Óbviamente, não encontraria nada- não TINHA nada ali. Comecei a esboçar uma cara de injuriada "mas eu tinha CERTEZA de que estava aqui..!". Enquanto isso, passou um moço fumando, ele pediu o fogo, acendeu. Interrompeu minha "expedição" dentro da enorme mochila e pediu meu cigarro, para acender. Acendeu e me devolveu.
-Obrigada.
-De nada.
Mas ao invés dele virar as costas e ir embora, como a maioria dos alunos já havia ido, ele ficou ali, parado na minha frente. Primeiro eu tive a impressão de que ele estava me desafiando a dar a primeira tragada, como se soubesse que eu nunca havia fumado. Depois vi que ele estava apenas sendo agradável, puxando conversa.
-Fez o simuladão?
-Fiz, mas não peguei meu resultado ainda.
-Nem eu. É só um simulado.
-Mas os melhores lugares ganham prêmios.
-Não acho que estou em lugar de ser premiada.
-Nem eu.
- Vai prestar vestibular para quê?
-Ainda não tenho certeza.
-Nem eu. Olha quanta coisa temos em comum.
-A incerteza é uma coisa estranha de se compartilhar...
-Olhaí, já mostrou talento pra Filosofia.
-Todo maluco acha que é filósofo...
Ficamos ali conversando um tempão e fumando (a certo ponto eu pedi liçenca para ir ao banheiro e comprei um isqueiro, que "achei" na minha bolsa). Descobri muito mais que apenas seu sonhado nome.Quando o sol começou a baixar, é que nos despedimos. Ele me deu três cigarros "pra fumar enquanto esperava o ônibus". Assim que nos perdemos de vista, tirei da bolsa um tubinho de Vitamina C, coloquei a última pastilha no bolso, enfiei os cigarros e o isqueiro no tubinho e meti no outro bolso da calça largona de moletom branco.Coloquei os fones de ouvido, aumentei o volume, e os ruídos da cidade desapareceram sob o meu sonho. O ônibus virou carruagem e levou a princesa de volta a seu castelo, onde foi perdendo não apenas o sapatinho, mas as meias, a blusa, a camiseta, e toda a roupa no caminho até a ducha...
-Minina, não deixa tudo jogado desse jeito! - ralhou Maria, funcionária da casa desde que Savana era bebê.
-Ah, Mariazinha, hoje eu posso, que sou princesa. Acabei de encontrar meu Príncipe Encantado..!
-Ôxi! E ele já sabe disso?
-Tem coisas, Maria, que as pessoas não precisam saber...
********************
- Caraca, o cigarro!
Freei o carro na mesma hora. A Paola quase veio beijar o pára-brisa dianteiro.
-Tem cigarro aqui, sua noiada! - Brunette riu.
-Não, pô, eu esqueci meu cigarro no bolso da calça!E minha mãe vai separar a roupa suja antes de dormir, e vai achar!!- meu desespero se justificava por estar vendo perfeitamente a cena: minha mãe tateando os bolsos da calça, encontrando aquele tubinho de Vitamina C, abrindo para ver se estava vazio e -surpresa!- cai três cigarros e um isqueiro. Panorâmica e sobe, fechando no rosto dela. Vai, vai, no olhar. No olho. Na gota de suor escorrendo pelo canto do olho. E a voz furiosa em off:SAVANAAAAAAAAAAAAAA..!
-Tua mãe não sabe que você fuma?
-Paola, nem EU sei que fumo, esqueceu??
-Tá,tá,tá...Sem desesperoooo...Savana, quer voltar?
-Cê tá maluca que eu vou entrar em casa cheirando à maconha, e com o maior bafo de cachaça!
-Mas você não tava fumando!- testemunha Paola
-Nem bebendo! - emenda Paloma
-Há, há, há...ai, e agora, como eu saio dessa...- comecei a pensar mil coisas ao mesmo tempo, enquanto as meninas matraqueavam entre colheradas daquela gelatina envenenada. Eu sabia que aquilo não iria acabar bem, mas ia falar o quê?
De volta ao meu problema, peguei o celular e liguei para minha mãe.
-Oi, mãe. Faz um favor pra mim? Eu tô voltando pra pegar o meu cartão do banco, que esqueci na gaveta da escrivaninha lá atrás, você pode pegar ele pra mim e me entregar aqui no portão? Tô aqui na avenida, já. Valeu, mãe, te amo!
-O quê você tá fazendo, Ana?
Dei meia-volta no carro e desci a rua na contramão, à toda. Repassei o plano na minha cabeça: se quando me atendeu mamãe estava na sala (e deveria estar, porque era hora da novela), ela precisou esperar o próximo comercial, atravessar a casa, o quintal (o que era quase sempre um pouco demorado por causa dos quatro cães-fila de estimação), subir no meu apartamento, destrancar a porta, atravessar o quarto e fuçar na escrivaninha. Levaria uns 5 minutos. Eu precisava chegar lá em três. Mas acho que dava para fazer em 2 e meio.
-Savana, sua MALUCA, você vai matar a gente!
-Se eu não fizer isso, minha mãe vai ME matar!
Reduzi um absurdo para entrar no condomínio. Acho que demorei mais do portão do condomínio até em casa do que no caminho todo de volta. Mas eu não podia chamar a atenção. Já tinha sido ousadia demais essa escapadela.
-Fiquem quietas, pelamorrr! - saí do carro e entrei correndo pela lateral da casa, que ia direto á área de serviço. Minha mãe ainda estava indo buscar meu cartão. Nos encontramos quase na porta da lavanderia, mas por sorte, em lados opostos da piscina.
- Savana! Veio buscar..?
- Pode ir ver lá pra mim, mamãe? Eu vou olhar se não esqueci no bolso da minha roupa suja.
-Então vai lá no seu quarto que eu olho na lavanderia e aproveito para separar a roupa...
-NÃO! - é que...é que aí se estiver aqui eu não preciso subiiiir até lá, né... É que a gente tá atrasada, quer dizer, EU tô... -fui dizendo isso e correndo pra lavanderia. Minha mãe foi subindo para o quarto. Ela tá acostumada com isso: minha família inteira, quando está com pressa, não fala coisa com coisa...
Mexi em dois cestos da minha altura, cheios de roupa suja, para me tocar de que mamãe separa as roupas brancas numa outra bacia. Achei. Enfiei a mão no bolso, resgatei minha "vitamina C" e saí vazando:
-Achei, mãe! Tchau, já vou!
-Vai com Deus, minha filha! - ela berrou lá do apartamento.Com certeza não tinha nem chegado até a escrivaninha, ainda.
Voltei para o carro, que agora parecia um café holandês. O pote com a gelatina estava vazio, e aquelas quatro idiotas ainda queriam ficar MAIS doidonas?
-Ei, a noite tá só começando, turma.
-Pois éééééééé..! -repetiram as gêmeas, com uma preocupante e equivocada empolgação.
**********
Acordei com tanta dor-de-cabeça que nem conseguia abrir os olhos. A boca estava ressecada e com gosto de pneu de caminhão.Parabéns, Savana, essa é a sua primeira ressaca!- eu cuidaria para que fosse a última. As últimas 24 horas estavam parecendo rumspringa. Aquele ritual amish onde os adolescentes experimentam a vida longe de sua cultura rígida.
A voz forte do meu pai ressoava por toda a casa e fazia vibrar meu cérebro alcoolizado. Mesmo ali do apartamento dava para ouvir claramente aquele seu tom de descontentamento. Por causa do seu tom de voz, meu pai não falava: trovejava. Não gritava: rugia. Me assustei. "Pronto, agora eles descobriram tudo, e estão discutindo para qual colégio interno ou país muçulmano vão me mandar pro intercâmbio!"- pensei.
Vesti o roupão por cima da camisola e fui atravessando o quintal cautelosamente, tentando compreender melhor sobre o quê esbravejava meu pai
-Mas como, meu bem, você esqueceu de olhar os bolsos da roupa suja, e a Dona Maria não olhou também?
-Não, amor, eu sempre olho, mas ontem a Savana passou aqui e eu me atrapalhei...
-Era minha melhor camisa de reunião, eu queria usá-la hoje..!O quê são essas manchas laranjas?
-Não sei, amor, só tinha peças brancas na máquina, com certeza ela deve estar com algum defeito..!
Defeito eu não sei. Mas se era gripe, passou...
terça-feira, julho 06, 2010
Júlia em: KUNG-FU PANDA : Mestre Oogway
Ela tem três anos e adora Filosofia...e cereais!Eis um dos motivos pelo qual é delicioso assistir desenhos com minha filha para poder "debatê-los" depois!
Júlia entra na cozinha e começa a fazer perguntas sobre o Mestre Oogway, a tartaruga centenária e sábia de “Kung Fu Panda”. Depois de passar meia hora enrolada em tentativas de explicar por quê o Mestre Oogway “subiu”(ao céu), Júlia tenta escapulir da cozinha levando o cabo da minha vassoura.
-Devolve isso aqui, você não é o Mestre Oogway!- tratei de resgatar o que a Julia quis fazer de bengala.
-Mãe, por quê o Mestre Oogway usa isso?
-Pra se apoiar, filha. Para auxiliar a ficar de pé.
-Por quê ele não consegue ficar de pé?
-Porque ele é muito velhinho.
-Por quê ele é muito velhinho?
-Porque ele já está há muito tempo na Terra.
-Por quê?
-Porque chegou antes de nós.
-Por quê?
-Não sei, mas deve ter um motivo.
-O destino?
(quase engasgando)
-É, talvez.
-O destino dele é derrotar o Tai-Lung.
-Esse é o destino do Panda. O do Oogway era treinar o ShiFu, pra ele aceitar treinar o Panda.
-Não era o destino da Tigresa?
-Não. Por isso inclusive, que ela e os outros foram lá enfrentar o Tai Lung e apanharam, se machucaram...
-O ShiFu falou pra eles não irem, né?
-É, mas eles desobedeceram.
-Mãe?
-Sim, Juju?
- A Cely tem um boneco do Mestre ShiFu, compra um pra mim também?
-Quem sabe, Julinha, quem sabe..!
Não adianta apenas oferecermos filmes inteligentes às nossas crianças, é preciso saber é como estas mensagens são compreendidas. Para ter acesso aos nossos filhos não adianta só conhecer o mundo onde eles vivem, precisamos nos esforçar para conhecê-lo e identificar como eles o conhecem.
E isso é simplesmente mágico..!
Maquininha de escrever
Estava lendo uma matéria sobre pessoas que ainda usam a máquina de escrever, gravam em K7, fotografam e filmam com câmeras antigas... Os autores do texto chamaram isso de "cultura de resistência". Agora já sei que meus pais não são malucos parados no tempo: são (como o nome em si já evoca uma banda das antigassas) "Heróis da Resistência".
Se vocês acham que "maquina de escrever"é uma coisa do "tempo do Onça", pois eu aprendi a datilografar em uma de 1835 ou 1935 (está gravado o ano bem na frente dela, uma Remington, mas não me recordo exatamente.). Não que funcionasse maravilhosamente, mas dava para escrever coisas nela. Ainda deve dar, se eu me interessar em montar uma expedição à garagem da casa de meus pais, resgatá-la e dar-lhe uma bela limpeza. O que eu mais gostava nela, é que além do preto ela escrevia em vermelho, verde e amarelo. Mais chique, impossível.
Nunca tive máquina de escrever elétrica. Lembro de uma amiga - Michelle Dariva, de muitas pizzas e confusões - que tinha uma no quarto. Eu achava aquilo mágico. Mas demorei muitos anos para sair do velho caderno-e-caneta. Mesmo depois que tivemos um 386 (que acho que nem tinha processador de texto) e depois um Compaq Presario com Pentium II (ooooooh!!) - eu ainda preferia escrever à mão. Foram os blogs que me acostumaram a ser criativa no teclado - além de ser muito legal poder escrever conversando com umas cinco pessoas ao mesmo tempo no MSN. Eu sou ótima em multiconversas: sempre sobra papo pra todo mundo!! O Fúlvio disse que vai fazer uma petição no Orkut: "BOTÃO OFFLINE PARA A ROSINHA!", mas aí, como vão ficar as reuniões da turma? "É DE CAROÇA!" , "OLHA O GATO!", 'DE VINTE, PAPAI!"..?? Ah, fala sério!
Se vocês acham que "maquina de escrever"é uma coisa do "tempo do Onça", pois eu aprendi a datilografar em uma de 1835 ou 1935 (está gravado o ano bem na frente dela, uma Remington, mas não me recordo exatamente.). Não que funcionasse maravilhosamente, mas dava para escrever coisas nela. Ainda deve dar, se eu me interessar em montar uma expedição à garagem da casa de meus pais, resgatá-la e dar-lhe uma bela limpeza. O que eu mais gostava nela, é que além do preto ela escrevia em vermelho, verde e amarelo. Mais chique, impossível.
Nunca tive máquina de escrever elétrica. Lembro de uma amiga - Michelle Dariva, de muitas pizzas e confusões - que tinha uma no quarto. Eu achava aquilo mágico. Mas demorei muitos anos para sair do velho caderno-e-caneta. Mesmo depois que tivemos um 386 (que acho que nem tinha processador de texto) e depois um Compaq Presario com Pentium II (ooooooh!!) - eu ainda preferia escrever à mão. Foram os blogs que me acostumaram a ser criativa no teclado - além de ser muito legal poder escrever conversando com umas cinco pessoas ao mesmo tempo no MSN. Eu sou ótima em multiconversas: sempre sobra papo pra todo mundo!! O Fúlvio disse que vai fazer uma petição no Orkut: "BOTÃO OFFLINE PARA A ROSINHA!", mas aí, como vão ficar as reuniões da turma? "É DE CAROÇA!" , "OLHA O GATO!", 'DE VINTE, PAPAI!"..?? Ah, fala sério!
terça-feira, junho 29, 2010
REVISTA INTERA: As novas páginas da música em Manaus
Aconteceu sábado (26) no Espaço Cultural Valer, o lançamento da REVISTA INTERA: uma novidade que vem resgatar, divulgar e impulsionar o cenário local da música que fala alto e tem muito a dizer. Com jeito de fanzine e produção de "gente grande", a revista Intera surgiu como um sonoro cala-boca a quem diz que Manaus não tem rock e no Norte só tem Boi-Bumbá.
Embora a revista não fique devendo em nada no visual e na diagramação descolada, bem ao estilo de seu público-alvo, o ponto forte da Intera com certeza são os textos. E que textos! Ainda que a quantidade de letrinhas possa assustar os menos entusiastas da leitura, a qualidade das colunas, matérias e entrevistas supera de longe qualquer expectativa, provando de uma vez por todas que não só é possível como necessário levar a sério um cenário tão rico quanto desacreditado que é a música local, independente, alternativa, que todo mundo conhecê mas ninguém vê. A Intera chegou para mostrar, botando os Platinados na capa e fazendo jus a cada nome, rosto e som que vêm no recheio, no rock, no rap, na música eletrônica...
Meus anos de trabalho na divulgação da cena underground de São Paulo me mostraram que este é um meio onde pululam boas idéias e faltam iniciativas. Agora Manaus tem - literalmente- nas mãos, a oportunidade de fazer vingar esse projeto nascido "das reuniões de sábado à noite, das discussões via Internet,na troca de idéia, de informação, na briga ou na diversão" - como o jornalista Thiago Hermido assina no primeiro editorial. A também editora da Intera, Renata Paula, creio que dispensa apresentações. Se alguém que se diz "do meio" não conhece, nunca ouviu falar dela e de sua atuação de responsa no cenário cultural manauara,esse alguém não vale nem os R$ 2 que custa a revista...
Pra completar, uma seção de classificados dá aquela força pra conectar quem precisa vender, comprar ou arrumar uma banda (os anúncios dessa seção são gratuitos), e a última página traz a crônica de "Mark Bloch e Sua Guitarra Voadora", uma historinha bem ilustrada que prenuncia uma continuação. Como esperamos que continue a própria revista INTERA, em apresentação e qualidade, cumprindo essa promessa de impulsionar ainda mais alto uma cena que há muito já pode voar com suas próprias asas.
CONTATO
E-mail
revistaintera@gmail.com
Twitter
www.twitter.com/revistaintera
Embora a revista não fique devendo em nada no visual e na diagramação descolada, bem ao estilo de seu público-alvo, o ponto forte da Intera com certeza são os textos. E que textos! Ainda que a quantidade de letrinhas possa assustar os menos entusiastas da leitura, a qualidade das colunas, matérias e entrevistas supera de longe qualquer expectativa, provando de uma vez por todas que não só é possível como necessário levar a sério um cenário tão rico quanto desacreditado que é a música local, independente, alternativa, que todo mundo conhecê mas ninguém vê. A Intera chegou para mostrar, botando os Platinados na capa e fazendo jus a cada nome, rosto e som que vêm no recheio, no rock, no rap, na música eletrônica...
Meus anos de trabalho na divulgação da cena underground de São Paulo me mostraram que este é um meio onde pululam boas idéias e faltam iniciativas. Agora Manaus tem - literalmente- nas mãos, a oportunidade de fazer vingar esse projeto nascido "das reuniões de sábado à noite, das discussões via Internet,na troca de idéia, de informação, na briga ou na diversão" - como o jornalista Thiago Hermido assina no primeiro editorial. A também editora da Intera, Renata Paula, creio que dispensa apresentações. Se alguém que se diz "do meio" não conhece, nunca ouviu falar dela e de sua atuação de responsa no cenário cultural manauara,esse alguém não vale nem os R$ 2 que custa a revista...
Pra completar, uma seção de classificados dá aquela força pra conectar quem precisa vender, comprar ou arrumar uma banda (os anúncios dessa seção são gratuitos), e a última página traz a crônica de "Mark Bloch e Sua Guitarra Voadora", uma historinha bem ilustrada que prenuncia uma continuação. Como esperamos que continue a própria revista INTERA, em apresentação e qualidade, cumprindo essa promessa de impulsionar ainda mais alto uma cena que há muito já pode voar com suas próprias asas.
CONTATO
revistaintera@gmail.com
www.twitter.com/revistaintera
Mini- Mim
Nunca fui uma boa jardineira.Sem contar os feijões que fazia brotar em potes de Danoninho na escola, nunca consegui cultivar por muito tempo qualquer planta que fosse. Na verdade, dei como encerrada minha insistência quando consegui matar um cacto.
Então, por ocasião de meu casamento, meu amigo Henrique presenteou-nos com uma mini-roseira. Linda, cheia de pequenas rosas vermelhas, exibidas, exuberantes. Olhei para elas com o encanto e o receio de quem recebe um recém-nascido.
Com carinho e cuidado, dispensei a elas todo a atenção que achava necessária a uma planta de aparência tão delicada: sombra, água, um pouco de adubo. Mas as rosinhas secaram, caíram e não queriam mais brotar. Mesmo assim, todas as manhãs, regava o pequeno vaso com uma certa tristeza, penalizada por não saber fazer vingar sequer uma flor dada com tanto carinho.
- Rosinha, o que você tem? Eu sou Rosa também, devia saber cuidar de você, mas você é folha e flor e eu sou carne. Me diz o que você gosta, que eu já não sei mais o que fazer.
Nenhuma resposta. Suspirei para o silêncio com o sol da manhã manauara batendo em minhas costas. Esse sol de bem cedinho, gostoso de sentir. Desejei não ter serviço e poder ficar "lagarteando" por horas, como tanto me faz feliz.
Já ia entrando quando deu um "estalo" na minha cabeça: talvez a rosinha goste desse sol também. Tirei o vaso da sombra onde o mantinha. "Eu gosto disso, quem sabe você goste também".
Ás dez em ponto, levei-a de volta á sombra " Depois você volta. Nesso horário o sol é muito forte, pode te fazer mal.". Levei-a para a área de serviço, fiquei lavando roupa e conversando com ela. "Os vizinhos vão achar que sou maluca. Vamos ouvir um pouco de música, rosinha, quem sabe você goste também".
Coloquei música, cantei junto. No fim da tarde, coloquei a rosinha novamente no sol, como prometi. Naquela noite, resolvi deixá-la "dormir" no sereno. É tão bom dormir ao léu em noites tão estreladas como aquela!
-Boa-noite, rosinha! - disse, antes de entrar.
No dia seguinte (impressão minha?) - a rosinha parecia mais verde e folhada. Descobri encantada dois pequenos botões. Quase beijei os brotinhos, batendo palmas de tanta alegria. Talvez agora eu consiga finalmente fazer uma flor brotar nesse mundo. Talvez não fosse mesmo difícil para a Rosa aprender o que a rosinha gosta. Um pouco de sol e sensibilidade. Ora, e quem não gostaria disso?
Pátria de Chutados
Não sei se o Brasil é o único país do mundo onde se dispensam funcionários e pára-se a produção por causa de jogos de futebol, mas não duvido que seja. No fundo, o negócio do brasileiro não é nem futebol: é carnaval. Pode ver: até em época de eleições o negócio é fazer barulho, carreata, ligar o som alto, pintar a cara e sair por aí agitando bandeiras e jogando papel picado para cima. Copa não é só futebol, é churrasco, é bebida (para alguns é bebedeira) , é reunir os amigos, a família, os vizinhos, o país inteiro colocando em pauta, aos berros, a reputação da mãe do juiz.
Cristãos não brincam o carnaval, e tem muito brasileiro que não se preocupa em exercer sua cidadania sequer indo ás urnas, mas copa, ah! Todo mundo gosta, vê, torce, ri, se descabela, pinta a cara, a casa, o carro, o cachorro de verde-amarelo, põe bandeira na janela, até bota a mão no peito pra cantar o Hino Nacional. Ah, se fosse a mesma coisa na Semana da Pátria, que quase ninguém mais lembra quando é!
Mas, em lugar de me lamentar, aproveito. Boto minha bandeira, canto meu hino, saio de verde-amarelo transbordando a honra de ser brasileira e agora - só por agora - ninguém acha que sou maluca.
quarta-feira, abril 07, 2010
Imprevistos...
Ainda bem que este blog só ia durar uns meses.
Posso afirmar com convicção que ele talvez tenha se tornado o registro online mais fiel dessa fase de transformação completa da minha vida. Ele nasceu com o amor que foi o verdedeiro gatilho dessas mudanças e que me guiou até aqui. Sou feliz hoje, muito mais que naquela época. Sou mais completa, mais madura, aprendi um tanto. E já sei que sempre estarei aprendendo.
Hoje acordei apaixonada pela minha vida.
Posso afirmar com convicção que ele talvez tenha se tornado o registro online mais fiel dessa fase de transformação completa da minha vida. Ele nasceu com o amor que foi o verdedeiro gatilho dessas mudanças e que me guiou até aqui. Sou feliz hoje, muito mais que naquela época. Sou mais completa, mais madura, aprendi um tanto. E já sei que sempre estarei aprendendo.
Hoje acordei apaixonada pela minha vida.
terça-feira, abril 06, 2010
O Vale da Morte
Uma das visões mais marcantes da minha infância é a chama da torre de Cubatão em meio ao nevoeiro da Mata Atlântica, prenunciando a paisagem estranha: Cravada em meio às maravilhas da Serra do Mar, a caveira cinza das indústrias, sempre rodeada por um manto tóxico.Eu era muito pequena para compreender o real significado daquilo, mas minha lógica infantil já me levava a ser assombrada pelos dutos que desciam junto à encosta. Ah, quantos pesadelos tive com estes dutos..!
Eu amava ir ao litoral com a minha família. Arregalava os olhos para cada palmo da estrada de São Paulo até a Praia Grande, litoral Sul. Sabia onde estava cada túnel,cada cachoeira, os melhores panoramas. E também sabia que, em algum ponto do caminho, veria os tanques, as torres e contêineres de uma cidade onde parecia não viver ninguém.
Neste ponto da viagem, era comum meu pai contar histórias medonhas de crianças nascidas sem cérebro, de deformações causadas pela poluição, de cabras nascidas com oito patas... Éramos muito novos, mas já entendíamos dessas coisas de radiação, poluição, a intervenção do homem de forma desastrosa no meio ambiente. Chernobyl era fato recente, e meus pais sempre conversaram com a gente sobre tudo, seguindo o ritimo dos nossos interesses e perguntas- que nunca ficavam sem resposta.Ok, talvez algumas dessas respostas possam causar alguns pesadelos, mas são as questões que nunca serão menos difíceis de engolir, mesmo. Talvez seja uma boa forma de criar uma geração com mais consciência ecológica: contando histórias de terror ambiental para as crianças...
Comigo funcionou. Eu olhava, vidrada, o "Vale da Morte". Suas construções cinza em contraste com a linda floresta pareciam um castelo de vilão de conto de fadas, permanentemente envolto por uma bruma venenosa. Era uma vez um lugar maravilhoso, pujante em recursos naturais, vasto de mangues ricos em biodiversidade, onde os rios encontram o mar.Aí chegou o Lorde Ganância, pisou nas flores, derrubou as árvores, queimou a casa dos animais, destruiu o delicado ecossistema do vale envenenando seus rios e contaminando suas fontes. Trouxe consigo muitos escravos-zumbis, e logo surgiram muitos outros, que se submetem ao Lorde Ganância para poder sustentar-de forma precária- sua família. Por um pouco de dinheiro, o escravo-zumbi entrega sua saúde e a de sua família. Sua energia para ser drenada em prol de uma causa absurda que causará danos irreversíveis para os quais o arrependimento será global e tardio.
Cubatão, onde o vício em dinheiro disfarçou-se sob o nome de "progresso", onde a sede pelo poder foi infinitamente maior que o bom-senso, monumento futuro à arrogância do homem em seu sonho ilusório de supemacia...Cubatão, tenho medo de ti, por tudo o que representas, mas tenho ainda mais medo daqueles que não enxergam teu sinal...A tragédia humana nas vidas dos que te habitam já vai muito além do Socó e das crianças deformadas: são cidadãos de uma terra fundada em honra a um falso Deus, um reinado de ambição erguido sem qualquer respeito às verdadeiras riquezas que lá outrora existiam. Um patrimônio essencial foi destruido. A máquina de destruição não poderia encontrar local mais estratégico. E, pelo benefício de poucos, muitos são massacrados. É um sistema cruel, o que permite isso.
Sinto uma coisa estranha no peito, uma certeza de que a Mãe Natureza, que têm dado mostras do fim de sua tolerância com esse tipo de abusos, vai cobrar em breve pelo erro de Cubatão. Um preço do tamanho desse erro, do tamanho da dor de todas as mães das crianças mortas ou anacéfalas, proporcional à riqueza dos mangues agora depósitos de lodo tóxico, um preço que só irá se pagar quando a Serra do Mar tiver conseguido erradicar de vez o rastro humano em seu território. Mas o tempo da Natureza é eterno. o nosso é limitado, e muito curto. Talvez eu viva para ver Cubatão sendo engolida por deslizamentos, sufocada por seus tóxicos ou ardendo em suas chamas. Mas é certo que nesta vida não poderei vê-la como era antes mesmo de eu nascer, antes da indústria chegar, caminhar descalça em seus mangues, beber água de qualquer bica.
É, meu amigo... "a humanidade que salve a si mesma..."
Eu amava ir ao litoral com a minha família. Arregalava os olhos para cada palmo da estrada de São Paulo até a Praia Grande, litoral Sul. Sabia onde estava cada túnel,cada cachoeira, os melhores panoramas. E também sabia que, em algum ponto do caminho, veria os tanques, as torres e contêineres de uma cidade onde parecia não viver ninguém.
Neste ponto da viagem, era comum meu pai contar histórias medonhas de crianças nascidas sem cérebro, de deformações causadas pela poluição, de cabras nascidas com oito patas... Éramos muito novos, mas já entendíamos dessas coisas de radiação, poluição, a intervenção do homem de forma desastrosa no meio ambiente. Chernobyl era fato recente, e meus pais sempre conversaram com a gente sobre tudo, seguindo o ritimo dos nossos interesses e perguntas- que nunca ficavam sem resposta.Ok, talvez algumas dessas respostas possam causar alguns pesadelos, mas são as questões que nunca serão menos difíceis de engolir, mesmo. Talvez seja uma boa forma de criar uma geração com mais consciência ecológica: contando histórias de terror ambiental para as crianças...
Comigo funcionou. Eu olhava, vidrada, o "Vale da Morte". Suas construções cinza em contraste com a linda floresta pareciam um castelo de vilão de conto de fadas, permanentemente envolto por uma bruma venenosa. Era uma vez um lugar maravilhoso, pujante em recursos naturais, vasto de mangues ricos em biodiversidade, onde os rios encontram o mar.Aí chegou o Lorde Ganância, pisou nas flores, derrubou as árvores, queimou a casa dos animais, destruiu o delicado ecossistema do vale envenenando seus rios e contaminando suas fontes. Trouxe consigo muitos escravos-zumbis, e logo surgiram muitos outros, que se submetem ao Lorde Ganância para poder sustentar-de forma precária- sua família. Por um pouco de dinheiro, o escravo-zumbi entrega sua saúde e a de sua família. Sua energia para ser drenada em prol de uma causa absurda que causará danos irreversíveis para os quais o arrependimento será global e tardio.
Cubatão, onde o vício em dinheiro disfarçou-se sob o nome de "progresso", onde a sede pelo poder foi infinitamente maior que o bom-senso, monumento futuro à arrogância do homem em seu sonho ilusório de supemacia...Cubatão, tenho medo de ti, por tudo o que representas, mas tenho ainda mais medo daqueles que não enxergam teu sinal...A tragédia humana nas vidas dos que te habitam já vai muito além do Socó e das crianças deformadas: são cidadãos de uma terra fundada em honra a um falso Deus, um reinado de ambição erguido sem qualquer respeito às verdadeiras riquezas que lá outrora existiam. Um patrimônio essencial foi destruido. A máquina de destruição não poderia encontrar local mais estratégico. E, pelo benefício de poucos, muitos são massacrados. É um sistema cruel, o que permite isso.
Sinto uma coisa estranha no peito, uma certeza de que a Mãe Natureza, que têm dado mostras do fim de sua tolerância com esse tipo de abusos, vai cobrar em breve pelo erro de Cubatão. Um preço do tamanho desse erro, do tamanho da dor de todas as mães das crianças mortas ou anacéfalas, proporcional à riqueza dos mangues agora depósitos de lodo tóxico, um preço que só irá se pagar quando a Serra do Mar tiver conseguido erradicar de vez o rastro humano em seu território. Mas o tempo da Natureza é eterno. o nosso é limitado, e muito curto. Talvez eu viva para ver Cubatão sendo engolida por deslizamentos, sufocada por seus tóxicos ou ardendo em suas chamas. Mas é certo que nesta vida não poderei vê-la como era antes mesmo de eu nascer, antes da indústria chegar, caminhar descalça em seus mangues, beber água de qualquer bica.
É, meu amigo... "a humanidade que salve a si mesma..."
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