sexta-feira, março 16, 2012

Conchi, conchi... Fazer sentido pra quê?


Eu acho minhas bolinhas muito mais fofas que esses "memes" que a molecada espalha por aí. Actually, eu desconfio que a maioria não saiba realmente o que "meme" quer dizer...
Bons tempos de "Ringu Virus"..!
Tô com vontade de sair gritando umas verdades por aí. Mas vou deixar as coisas como estão por agora. Não vale a pena estragar minha alegria por bobagem.

quarta-feira, março 14, 2012

Olha quantos pininhos..!



    Digamos que eu consiga lembrar no momento de 37 cidades visitadas em 2 países...
    (o aeroporto de Heathrow não conta como Londres)
    Adorei esse negócio! Adoro mapas!




Vou ouvir isso até chorar..!



♫ Quando o céu se cobriu de vermelho
Comecei a te esperar
Quando o céu se cobriu de azul
Pude ouvir teu respirar

E ao se cobrir de frio
Bem-te-vi cantando
Bem me viu tentando não chorar

Dias iguais
Azuis, vermelhos, frios
Dias sem paz
De espera.
Dias iguais
São como um rio
Correndo pra trás
Não deságua em nenhum lugar

Nas horas mais solitárias da noite
Desenhei um céu ao meu redor
Nas horas em que a luz desaparecia
Eu apenas sonhava e esperava por você
E como um rouxinol
Meu coração partido poderia cantar
Por essas gotas amargas
E asas quebradas
Dia após dia
De cores infinitas
Estas horas infinitas eu contemplei
Dia após dia
É um rio congelado
Onde o tempo permanece
Eu sento e espero

Dias iguais
Azuis, vermelhos, frios
Dias sem paz
De espera.
Dias iguais
São como um rio
Correndo pra trás
Não deságua em nenhum lugar ♫

terça-feira, março 13, 2012

...e é ASSIM que se educa o ouvido das crianças!



Fala sério. A Finlândia é um país incrível..!

Jogando conversa fora...

Esses dias têm sido engraçados...
Um monte de coisas continuam acontecendo na minha vida e na vida de muita gente a minha volta. Aquela "change of tide" total. Caramba...tô quase ficando com medo, agora.

Estou pensando sinceramente em mudar de blog. Começar tuuuuuudo de novo. Não sei muito bem. Pensei em abrir um segundo blog também, mas já tenho tantos benditos blogs largados por aí que não creio que valha a pena. Acho que já sei o que vou fazer... É, tive uma boa idéia.

Sim, eu me permito ter estes momentos de doida e "falar sozinha" no meu blog. Eu posso. Eu quero. Eu tô carente pra cac*te.

Tô com saudades dos meus amigos adolescentes de Manaus... eu gosto de conversar com adolescentes. Quem sabe eu consiga passar alguma coisa das minhas experiências pra eles, antes que eles façam muita bobagem desnecessária pelo caminho. Um pouco já devem até ter feito. Não dá pra atravessar incólume uma fase zoada dessas.Minha cabeça pelo menos era uma pane geral.

Na real, eu fui curtir a adolescência só depois dos 18 anos. Acho que é porque eu relaxei e sabia que meus pais iriam relaxar também. Dos 18 aos 23 eu vivi um período bem legal, sem me preocupar com nada.

Os anos seguintes foram ainda melhores, só que com uma pegada diferente. Relacionamento, filhos, casa pra administrar... Isso é muito bom, mas exige um tanto de dedicação que realmente é preciso amadurecimento para endossar. Família não é brincadeira de casinha, é um compromisso de levar a vida em comum. É maravilhoso: o supremo sacrifício do egoísmo. Nada para amadores.


Sinto saudades de uma vida antiga, mas não quero voltar a ser a mesma de antes.

Eu melhorei!

Chuva de Pedra



Isso aí não foi mosquito, não...Foi a chuva de granizo de ontem. Bem na hora do "pega-pra-capar" o Johnny estava na rua e levou tudo isso aí de pedrada. E olha que eu não consegui fotografar os galos na cabeça!!


E ainda tem nego dizendo que "nãããão... o clima não tá maluco, nããããão..!"

Ahã.

sábado, março 10, 2012

Fadinha Top Model e a Banda Dos Duendes Doidos



É tão fácil a gente se detestar às vezes...Mas sendo a Milla Jovovich deve ser mais difícil.
Não bastava ser linda, ainda tinha de ser ótima compositora, letrista e intérprete.
Tá, essa letra é meio "pra baixo", eu gosto mais de "Bang Your Head", mas como já compartilhei no Facebook, resolvi variar um pouquinho.

Minha máquina do tempo...



O que dez anos fazem com uma pessoa (2001 -2011)...

Ou com muitas, estou descobrindo isso.
Fui dar uma remexida nos posts mais antigos desse blog. Eu não devia mencionar esse fato e deixar os inexistentes leitores curiosos a respeito de o que se pode encontrar por lá, mas eu não tô nem aí, ninguém lê isso aqui, mesmo.

Sério mesmo: tem algumas coisas ali que me deixam muito envergonhada de ter escrito. Mas não vou ser hipócrita e apagar, até porque acho que muita gente pode tirar alguma lição disso: olha que merda eu era, olha tudo que eu tive de passar pra me tocar disso.

Só faltava essa, agora eu querer servir de exemplo para alguém.

Se quer um conselho meu: NÃO ME SIGA.

quinta-feira, março 08, 2012

No dia da mulher, o Sol tá de TPM..!



No jornal, não é manchete. Aliás, não passa de uma notinha sem-vergonha de pé de página, a tempestade solar que está rolando . Semana passa a notícia (confirmada pela NASA) de que existe um meteoro em rota de colisão com a Terra lá pra 2040, também não mereceu destaque nenhum. Você acha MESMO que vão avisar alguma coisa pra gente que tá mais interessada em saber quem posou nua ou traiu quem com quem? Porra nenhuma.

Eu rezo toda noite e dia simplesmente pra não estar aqui, nessa cidade de pedra, quando essa bosta toda acontecer. Aqui eu tô ferrada, tem de pagar até pra ter água limpa. Cidade de dinheiro, dinheiro não dá pra comer. Quero pegar logo o meu e sair voado pra onde ainda dá pra realmente viver. Esse mundo tá ficando muito de pernas pro ar pro meu gosto.



E depois, a maluca sou EU..! Então tá. Vão lá assistir a novela e mostrar a bunda enquanto eu perco o que resta do meu tempo com a vã filosofia humana.

quarta-feira, março 07, 2012

terça-feira, março 06, 2012

CUIDADO, SÃO PAULO!!


Primeira aula prática de direção...LÁ VOU EU!
Em breve, mais uma tiazinha caosando no trânsito!
Aguardem..!

segunda-feira, março 05, 2012

BOM DIA TODO MUNDO!!!

Aidna e Madna de penetras numa festa chique de debutantes

Pois é. Tô de bom humor.

Apesar de estar com a garganta tão detonada que passei mal na ginástica hoje porque tava doendo de respirar através da minha traquéia arrebentada, tô feliz. Hoje papai faz 59 aninhos, tá quase sexy..."sexagenário"..! Hahahahaha!
E eu tô com MUITA saudade da minha amiga Renata... ainda bem que ela vem pra Sampa mês que vem. Não é pra me ver, é pra ir no Lollapalooza, mas de qualquer forma, ela vai ter de ficar em algum lugar, hehehehe... Não sei nem onde, já que nessa casa tá complicado até pra nóis, mas o bom de ter amiga sem frescura é que se bobear a gente arma uma barraca no quintal e tá tudo bem. Claro que eu faço questão da minha amiga aqui!

Tá sol, tá um dia lindo e eu tenho muito o que fazer, mas já sei que vai sair tudo bonitinho porque eu tô mó FELIZ, e quando o dia começa assim, dificilmente algo dá errado.

Até que eu tô começando a gostar de segunda feira..!

domingo, março 04, 2012

Somos só você e eu.

Minha obsessão e minha companhia, meu blog e meu teclado. Minhas letras.
Tanta gente em volta de mim e parece que estou mais sozinha do que nunca. Quero me conectar, mas tenho medo que isso acabe com o conforto do meu isolamento. Eu nem devia estar escrevendo aqui.
Deletei as fotos daquela porcaria de Facebook. Espero que ninguém sinta-se chateado ou ofendido por isso. Só tô cansada de expôr minha vida, tô cansada de dar satisfação pra todo mundo. Cuidar de mim ninguém cuida, mas na minha vida todo mundo quer meter a colher. Já deu. Estou me sentindo uma completa idiota, é isso aí.

Não sei se quero pular dentro ou fora de um avião. Talvez eu devesse mesmo tentar um salto de pára quedas e ver se a porcaria do balãozinho vai abrir, ou todos os tormentos e delícias dos passados 31 anos vão simplesmente virar purê no chão.

Droga... por quê eu tinha que ter nascido eu, hein..?

Mudança de sonhos I

Eu costumava esperar mais dessa vida
Agora eu acho que esperei foi muito
Queria viver num conto de fadas
Me contentaria com uma comédia romântica
Mas nunca passei da auto ajuda

Acho que os sonhos da puberdade acabam quando a adolescência termina
E só agora eu estou percebendo que a minha ficou há muito pra trás
Antes eu fazia poemas, agora escrevo em colunas só pra disfarçar as coisas que eu queria dizer de verdade, mas estou muito velha pra isso.

Minha vez de escolher a "Frase do Dia" :


"Se você quiser mudar de vida, você terá que atravessar um oceano, um deserto ou uma montanha. Mas se de repente, você atravessar uma sala cheia de gente, toda a sua vida pode mudar."

-Paty Pimentinha em "Corra por Sua Vida, Charlie Brown".

Oooh.. If I catch you..!

Era pra ter postado "Frozen" da Madonna. Era mesmo a música que minha alma estava pedindo.

Mas como esse mundo já tá todo fodido mesmo, EU VOU É CHUTAR O BALDE!!!

Minha amiga do fundo do poço





Então, vamos lá que faz tempo que eu não posto nada decente, comprido, e repleto de filosofia inútil para eu mesma ficar lendo depois...
Eu já nem me surpreendo mais com as idas e vindas do meu destino nesses tempos passados. De boa, já acostumei com esse movimento de giroscópio e nem fico mais enjoada com os trancos, barrancos e turbulências. Faz pelo menos um dez anos que eu não me sinto tão "E agora? Pra onde eu vou daqui?" , mas não tem importância alguma. Não tô vendo nenhuma luz no fim do túnel, mas pelo menos já sei que estou num túnel, e não no fundo de um poço úmido fazendo companhia pra Sadako Yamamura.

Falando nela, deu até saudade da época que eu passava as madrugadas na internet, morrendo de medo que aquela cabeluda molhada saísse da tela do meu computador. Não aquela americana chatinha do filme "O Chamado", mas a Sadako de verdade, a japonesa aterrorizante do original "Ringu". Olha, quando se trata de terror psicológico, os orientais estão anos-luz de qualquer Hollywood. Aquilo assusta mesmo, não é só um bando de sustos barulhentos com um monte de sangue e tripas cenográficos. "Ringu", "Oldboy" e aquele curta que assisti recentemente sobre um cara viciado em Mahjong são realmente apavorantes.

Cago de medo da Sadako, mas também gosto dela. Coitada, ela só queria seguir a vida dela, se apaixonar. Quem assistiu aquele Ringu "0", que ela tem aquele romance com o colega de teatro sabe do que eu estou falando.
É, essa sou a velha "eu". Talvez devesse começar a pensar numa frenquia brasileira de "The New Adventures Of Old Christine", mas tipo "As Novas Aventuras da Velha Rosa". É bem minha cara aquilo lá. Eu já me revoltei por pensar assim, mas agora fazer o quê?

Vestir a carapuça, abrir o sorrisinho de quem vive tropeçando nas coisas e esperar.

São Paulo não tem horizonte, mas alguma coisa boa deve estar vindo pra mim, por trás das muralhas de prédios.

sábado, março 03, 2012

Horizonte roubado



Nem sempre estar no centro de tudo nos ajuda a enxergar mais longe...

Tutorial de maquiagem pra quem já nasceu linda!



É...só tem em inglês.
Só eu leio essa merda, e eu sou bilíngue...

....e o dia estava cinza.




Tão com calor? Cês nem imaginam o que é andar por essas ruas.
Eu já andei um quilômetro com uma caixa de sorvete dentro da mochila, juro juradinho.
E não derreteu.

Será que chupar picolé no Pólo Norte gruda na língua...?

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Half Moon

A cada minuto mais alto no céu ela sobe: a meia lua de um ano bissexto. Tão perfeitamente partida ao meio, me faz pensar se a outra metade está apenas nas sombras ou se perdeu por aí.

Lua pela metade, tão grande, brilhante, mas não inteira.

Hoje ela não está sorrindo.

Assunto irresistível

Sabe o que a gente faz quando não tem nada melhor pra fazer? Fala mal do Big Brother. É quase um esporte olímpico. A Globo bota aquela merda no ar, inclusive, pra gente ter asunto com taxista e cabelereiro. Como eu tenho carro e não freqüento salão, só me sobra o blog para purgar essas mesquinhezes cotidianas. Blog, inclusive, do qual eu sou a única autora e muito provavelmente a única leitora também.

Grande bosta, só eu entendo o que eu escrevo aqui, mesmo. É mais uma válvula de escape que uma obra literária. Mas isso eu deixei claro desde o começo...

Quem não quiser saber o que eu penso quando tô atacada, nem entre aqui...

Bora estudar coisa útil,então.

Touch out of a big FODA-SE e é isso aí!

Olha, sexo complica muito as coisas. Se você gosta de alguém, de verdade, nunca transe com essa pessoa. Você vai arruinar tudo do bom que existia ou poderia ter existido entre vocês. O amor, a amizade, o companheirismo, essas coisas são sublimes. Sexo gera dependência química, confunde as necessidades, mascara os problemas e gera desentendimento. Pode ver: uma pá de coisa torta num relacionamento vem do sexo.

Eu nem sei porque tô falando isso.

Deve ser isso aí que você tá pensando, mesmo.

...e depois que a turnê acaba?


Quer saber? Estraga o meu dia ler um post assim. Nada, nenhum assunto, nenhuma justificativa, só um desabafo brutal e sem sentido. Eu não quero sequer discorrer acerca dos motivos que me fizeram sentir assim. Sabe por quê? Não vale a pena!
Eu já devia estar acostumada: essa é minha vida e eu não vim aqui pra ser feliz porra nenhuma. Se é que eu ainda tenho uma missão nobre nesse mundo deve ser a de criar minha filha e olhe lá. Já que eu tenho mesmo esssa necessidade doentia de ver um sentido na vida então deve ser isso.

Porque, de boa, esse mundo não tem mais nada pra mim não. Aliás, já teve sim. Até muita coisa. Eu não tô reclamando do meu passado, não. Poderia citar literalmente uma frase que li num blog outro dia: "Eu fui insanamente sortuda e tive muito mais do que provavelmente merecia".

E agora..?


Sei lá.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

sábado, fevereiro 25, 2012

Orepolho



Pois é, eu me dei a pachorra de levantar no sábado de manhã, abrir o editor de imagens, desenhar essa tosqueira, entrar na Internet, logar no blog... só pra fazer um comentário pra lá de batido:

ORELHA DE LUTADOR É FEIA PRA CAR*LHO.

Pô, não tem um jeito de minimizar o estrago? Se liga, Vitor Belfort a Joanão merece mais que isso! Como deve ser tentar dar aquela sussurrada sexy, aquela mordidinha provocante numa orelha nojenta dessas? Eca!

Pois é: sabadão e eu tô trabalhando. Gosto do meu trabalho porque ele me paga pra não ficar pensando em besteiras nem enchendo minha cabeça com mais merda do que já tem lá. É uma beleza: enquanto eu trabalho estou ganhando dinheiro pra me preocupar com coisas que não são de verdade e que não fariam, na maior parte das vezes, a mínima diferença pra mim se não pagasse minhas contas. Fácil demais. Trabalho não é problema, é solução.

Quem dera minha VIDA fosse tão agradável quanto meu emprego.

Caixa de saída
Caixa de entrada

Fechado para balanço.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Redatando...




Tem um mundo perfeito bem aqui onde eu escrevo
Sou eu quem cria e destrói
Quem decide quem sai ou quem fica
Quem vai e quem volta
Quem chora e quem ri
É só pegar a caneta e o papel que posso fazer qualquer coisa, ser qualquer uma, estar em qualquer lugar.


Ninguém vai me prender enquanto ainda houver histórias pra contar.

terça-feira, fevereiro 21, 2012

Tô nem vendo..!



Quanto mais eu abro os olhos, mais bagunça eu enxergo. Calma. Respira.
Confia.
Talvez existam mesmo momentos em nossa vida em que é mais importante uma mão forte para segurar do que confiar na imagem que vemos a nossa frente. Quando estamos cansados demais muita coisa fica borrada e fora de foco. Mas o coração está além disso. Não existe uma lente limitando sua visão da realidade. O objetivo aparece bem claro adiante, e aí dependemos apenas do impulso da coragem e de um apoio firme para seguir.

Ou talvez eu só tenha escrito essa autoajuda toda pra poder combinar com as bolinhas de hoje.

Ficaram uma graça, né?

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Toda puta mora longe!!



Estava filosofando com meu irmão Johnny e nós resolvemos ampliar a abordagem da questão a nível global, analisando a real dimensão do problema:

Os americanos acham que as russas são vadias.

Os centro europeus acham que as brasileiras são vadias.

Eu nem vou falar quem os brasileiros acham vadia porque não vale a pena assinar picuinha em nome da nação.

Mas é só olhar em volta para confirmar...TODA PUTA MORA LONGE.


Até que aqueles orgos do Velhas Virgens não são tão idiotas assim.

Só trogloditamente grosseiros.

domingo, fevereiro 19, 2012

PATRIOTISMO : a gente NÃO vê por aí!



Pirei na velhinha.Desde criança acho um privilégio este tipo de sabedoria. Acho o máximo esta mulher ainda se incomodar em botar as medalhas no peito para declamar seu manifesto e cobrar mais tradição dessas gerações sem civismo que vem desde os nossos pais. Tive aula de O.S.P.B e Moral e Cívica até o ginásio, e ao contrário do que dizem os rasos de cultura por aí, não tem nada de ridículo, inútil ou "reaça" nessas aulas (aliás, de boa, falar em ditadura num país de Rede Globo, coé, só se for a ditadura da ignorância que me OBRIGA a ver certas coisas em rede nacional).

Alguém por favor, conserte isto!

Eia sus!

Por quê? Por quê?



Eu só quero dar risada, tá..?

Me sentindo cafonérrimamente solitária no carnaval...


O tempo muda, os sonhos não.
Quero me juntar a quem levou meu coração..!

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

É o "CARNAVAL DE PÉROLA!!"




"Antes eu não gostava de falar ao telefone. Hoje em dia, eu não ligo mais..!"


Eita, que hoje só tá me saindo sabedoria dessas crianças!!

Melhor coisa que me ensinaram hoje:



Quando você perceber que está num buraco
PARE DE CAVAR.

Algo para pensar a respeito...

Você não pode impedir que os outros falem, e às vezes não pode impedir que seus ouvidos escutem.
Mas uma mente firme não permite que o coração ouça.

It is naked and the tavern chulapa out that the party begin!



Esta é a post mais estúpida do mundo.
Ela SÓ tem a função de juntar essa frase estúpida do título com esse monte ridículo de bolinhas.

Porque ontem, isso me fez rir.

Que merda que é sexta!

Já que minha sexta vai ser uma bosta, pelo menos vou dar risada da sexta dos outros.

As costas estão doendo ou é a cabeça que está pesando?


Tô moída. Tô quebrada. Tô doente.
Vivendo no limite do estresse. Eu tenho feito tanta coisa que tinha até esquecido quanta merda eu tenho na cabeça. Tenho inconscientemente arrumado um monte de trabalho de propósito, pra não ter que PENSAR em qualquer coisa que não seja isso.
Tô ficando doida, com uma puta dor nas costas e sem nenhuma perspectiva de quando essa maluquice vai acabar.

Eu quero ouvir os sinos.

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Pensamento inútil #233

Fico pensando se o Sol se esconde,
Vai dormir, ou nós é que não acreditamos
Que ele tenha mais o que fazer.

LIBERÔ GERAAAAAAL..!!


É isso aê, galerinha! Agora a semvergonhice dominou de vez o horário nobre. Também, depois de rolar até abuso em rede nacional, por quê não deixar os conscientes se divertirem? Que mané edredon que nada! Fica pelado e tasca a chulapa pra fora que a festa vai começar!

Eu estou com NOJO desse programa, dessa emissora, desses participantes e até de alguns tipos de espectadores.

#VERGONHAALHEIAMASTER!!

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Vamos ao que realmente interessa..!


O primeiro ministro da Finlândia, Jyrki Katainem está no Brasil trocando uma idéia com a Dilma. Trouxe com ele uma comitiva de uns 100 repreentantes de empresas finlandesas, para falar sobre parcerias em educação e negócios.
Eu não tô nem aí. Fico só imaginando quanto salmiakki deve ter vindo na bagagem...

terça-feira, fevereiro 14, 2012

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Momento Filosofoda



Alimentação saudável é o que há.

Re, vira. Volta.

Chegou mais um vez esse dia temido. Detestado, porque já foi tão querido.
Sabia que ia chorar.

Mas o Sol brilhou.

E aê, segundona?


...bora trabalhar?


Se uma letra é pequena, é minúscula. Se é grande, é maiúscula.
Uma melancia pequena pode ser minúscula, mas uma melancia grande só é grande. Nunca será maiúscula. Aliás, tudo pode ser minúsculo, mas só a letra é maiúscula. Não tem ovo maiúsculo, biquini maiúsculo, nem pança maiúscula. É tudo grande, enorme médio, pequeno ou minúsculo. Nem a padaria da Gracyanne Barbosa é maiúscula. E toma-lhe "maiúsculação"...


Ok, melhor eu voltar aos meus afazeres.

domingo, fevereiro 12, 2012

CFC - VIDEOAULA PLACAS DE TRÂNSITO



É isso aí. Agora não falta mais nada.
Perdi totalmente a vergonha na cara de bolinha.

EXCLUSIVO!! : Vizinha pendura roupas no varal com pregadores de plástico!


Um show de cores e praticidade: é assim que a dona de casa Anjolina Maracujá descreve com satisfação sua minúscula área de serviço que ainda funciona como abrigo noturno para os dois poodles que sua filha cria no quintal.
Os pregadores de plástico, além de não ficarem com aquele aspecto escurecido da madeira, são mais leves e práticos, e vêm com um sistema especial de mola que permite sua abertura num ângulo de até 75° sem risco de quebra do pregador.
D. Anjolina lembra com carinho da primeira vez que utlizou os novos pregadores de plástico: " Foi emocionante. Era como se minha vida estivesse começando de novo!" - diz.




Ah, fala sério. A notícia do divórcio do Michel Teló tem zilhões de "curtir" e você ainda acha que perdeu tempo lendo isso aqui?

sábado, fevereiro 11, 2012

Look what the cat brought in...



Essa foto foi tirada na Cobasi. Este CD que a criança está ouvindo é do André Matos e estava custando quinze reáu.

Sei que muita gente não entendeu nada, não sabe o que é Cobasi e nem quem é André Matos, mas de boa.

Tô com preguiça de explicar.


De boa, tem alguma coisa errada com meu blog. Parece que esse layout novo deu uma idéia totalmente torta do que eu tô escrevendo.
Bom, com um desenho torto desse, também, só podia, né...

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Não era assim que o futuro se parecia nos prospectos..

O problema é que a gente acha que essas histórias mirabolantes estão só nos filmes. Besteira: olha pro lado e você vai ver que o tempo passando sujeita a vida de qualquer pessoa aos maiores altos e menores baixos possíveis. Fato é que parece que nesse mundo, ou você se supera ou você se enterra.
E como nessa vida moderna a maré da Internet vira e mexe traz à tona alguma coisa submersa há tanto tempo, estou vivendo uma fase de intenso redescobrimento de fatos e pessoas que há muito tempo haviam sido colocadas no sótão da minha vida. A maioria seguiu o fluxograma e estão bem empregados, alguns casados, com filhos. Mas algumas dessas histórias se destacam, e a essa altura, acho que todo mundo da minha geração pode dizer que conhece gente que se deu muito bem, e gente que se deu muito mal. A menina feiosa da classe que virou top model enquanto a miss popularidade da turma acabou gorda, divorciada e com um emprego miserável. Um dos caras mais nerds da minha época de escola virou um megaempresário e a super atleta do colegial passa o dia enfurnada num escritório. Na minha época mais "heavy metal" presenciei alguns ídolos da geração anterior entrarem em decadência pessoal e profissional, mas foi muito doloroso encontrar nos bastidores da desilusão tantas estrelas que vi brilhar. Umas bem alto, para todos verem. Outras brilhavam durante o dia, mas nem por isso sua luz era menos forte.

Onde chegamos?

Golfinhos ciumentos




Os golfinhos são tão tarados que pra eles não tem essa de época de acasalamento não: todo dia é dia, toda hora é hora. Eles são tão sexualmente vulneráveis (é, a palavra certa, mesmo) que um fofo e divertido golfinho macho pode se tornar extremamente violento na presença de uma fêmea. Até com os humanos. Até por causa da tua mulher.

Depois não entende a fama de safado do Boto...

Aliás, golfinhos não devem gostar muito de botos. Eles às vezes o matam só pelo prazer de brincar com suas carcaças. Acho que simplesmente dividir as donzelas entre ribeirinhas e caiçaras, de acordo com a área de atuação de cada cetáceo, não funciona para eles. Macho é um caso sério mesmo...

Ah, a propósito: claro que o bicho aí da foto não é um golfinho. É um Macropinna microstoma, um peixe abissal que tem a cabeça transparente, muito mais interessante. Golfinho todo mundo sabe como é.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Que se lasque o colesterol.

Momento Filosofoda

Tumores na política

Ok: não sou só eu que acho esquisito essa epidemia de câncer entre os líderes políticos sulamericanos. A Dilma teve câncer. O Lula teve câncer. O Hugo Chávez (Venezuela, para os desinformados dos últimos barracos continentais) teve câncer. A Cristina Argentina Kirchner teve câncer, o presidente do Paraguay, Fernando Lugo e o secretário de Educação do México também tiveram câncer.

Isso que dá ficarem fazendo visitinhas secretas aos bunkers de desenvolvimento de armas nucleares. Ou será que logo o Anonymous vai assumir o ato terrorista? Envenenaram a água da bancada VIP no encontro das Américas? Se fosse uma epidemia de Febre Amarela, Malária ou Dengue faria todo o sentido, pareceria pelo menos que eles andaram preocupados tratando de assuntos Amazônicos.

Tenho uma amiga que acha que isso é justiça divina. Um tipo de "castigo" por aqueles que são responsáveis pelo continente mais rico em recursos do planeta estarem mais preocupados com o próprio poder do que com a correta administração do patrimônio cultural, humano e ambiental que temos aqui. Eu até acho que o papo faz sentido, mas não posso concordar abertamente com ela em nenhum ponto sem que ela engate num sermão de horas sobre o quanto minha consciência esclarecida é a prova de que devo me converter. Com todo o respeito às religiões, tem certos religiosos que são um saco.

Seja o que for e independente de qualquer teoria de conspiração que se queira seguir, o fato é que eu estou quase desistindo de ser Presidente...

Quando envelhecer eu quero virar muxiba!



Estou definitivamente muito decepcionada com meu espelho. Tenho me sentido ótima, em boa forma, cheia de energia, bebo bastante água e cuido da minha alimentação. Por quê essa porcaria de espelho insiste em me mostrar essa muxiba cheia de olheiras e cabelinho de rato? Que saco!
Larguei mão de perder tempo correndo atrás de ideal de beleza que não existe. Dá vontade pegar essas menininas sem noção que acreditam em capa de revista e dar um choque de marketing nelas: Helooooo..! Hoje em dia Photoshop é um tipo de arte, e os cliques da câmera são só a primeira parte de um processo. As fotos são na verdade uma base onde o artista (para os românticos) ou o designer ( para os mudérnos) cria aquele cenário de sonho que ele quer promover: a mulher sem celulite, o homem de pele macia , águas plácidas e um mundo sem sombras nem sobras.
Mas não é só photoshop, não. É muito megahair, muito silicone, lipo, botox, tratamentos mirabolantes , química, física e biologia para fazer a mágica de verdade.
Foda é que a varinha custa uma $FORTUNA$. Ah, bicho, eu não vou ficar me matando pra ganhar dinheiro pra ficar me emperequetando ao invés de gastar no que vale a pena. Desculpaí, mas prefiro sair feia na foto em Canoa Quebrada, nem que seja pra dormir na praia, do que exibir meu peito siliconado num biquíni caro no Boqueirão. Falo mesmo. Esse negócio de querer ser chique é coisa de pobre de espírito.


Sem contar que, convenhamos, né? A da esquerda parece uma bruxa tarada e a da direita passa o ridículo de parecer estar com a cara recortada e colada num corpo que não é dela. Tenho certeza que a Susana Vieira, uma grande atriz e mulherão em forma não precisa disso. A Sophia Loren tem a idade da minha avó. Esta aqui ao lado é uma foto real do aniversário passado dela.
E mesmo que ela tivesse um corpo que simula tão bem o de uma mulher mais jovem, acho que eu me sentiria meio constrangida, como neta, de ver minha vó em público com um decote maior que o que eu jamais ousei usar. Minha vó não é estrela do cinema mas é uma pessoa valorosa e amada cujas conquistas estão aí pra todos verem, em uma vida tranquila e filhos bem criados. Não precisa mostrar os peitos para provar que é uma grande mulher.
Mas eu também não vou dizer que não é uma bosta a gente não se gostar. A questão é que estamos sendo enganados, educados para ser algo que não somos e jamais seremos- ou pelo menos não devíamos ser. Acho lindo a lição que a Brigitte Bardot dá para o mundo ao deixar sua beleza estonteante ser naturalmente transformada pelo tempo como uma rosa que desabrocha e murcha na frente de todos. É bonito, sim. E com certeza é saudável. Envelhecer assim é um privilégio para os equilibrados de corpo e mente. E ser equilibrado hoje em dia é um desafio que está muito além dos consultórios dos psicólogos ou dos estúdios de pilates.



Bonito é se respeitar. Se respeitar é aceitar a natureza e a sabedoria infinita que existe em crescer, nascer, viver e deixar esse corpo pra adubo, sem contaminá-lo com uma pá de implantes...


quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Mais um post inútil só pra ver isso aqui andar

Tá, o.K: esse layout acho que passa ao mesmo tempo uma idéia totalmente equivocada de mim, e também não poderia me descrever melhor. Eu achei que ficou meio com cara de submundo de subúrbio, deve ser a convivência com meu marido...
...É, esse blog tem a mesma idade dessa convivência. E também já passou por algumas reformas. Começou inclusive com outro nome. Mas uma coisa foi constante : a falta berrogritante de leitores aqui.
Poxa, gente, eu sei que a minha vida é sem graça, mas não precisa jogar na cara, né? *risos*
Bem, esse post é mais teste que qualquer outra coisa. Estou com uma dor de estômago lascada. Bem feito pra mim, que passei uma semana bebendo café em jejum. Viva eu. Clap, clap, clap.
E que este blog seja, a partir de agora mais do que sempre foi, a expressão mais fidedigna e pessoal do meu ser a nível de Internet.
E viva o ladeirão da Saúde!
Uhu!

Re re reformulando

Ok, nova cara pra esse blog. De novo. Como para mudar de cara tem de se ter um vasto conhecimento em cirurgia plástica, mas pra dar um jeito nisso aqui só precisa não ser um total imbecil em html, fica mais fácil mexer aqui quando quero transformar alguns aspectos da minha vida. É 2012, fase nova!!

E agora, com as bolinhas originais!!

terça-feira, janeiro 31, 2012

Literatura de Bordel

Estava lendo esse post anterior. Pensei em tirá-lo daqui, mas não vou. Apesar dos palavrões e expressões chulas, pois foram preservados da poesia original justamente por serem peça fundamental da expressão do autor, cuja intenção principal foi justamente transmitir a idéia de indignação, frustração e revolta causadas por um coração frustrado.
Não que seja uma grande obra prima literária. Na verdade é uma composição fuleira e mal acabada, sem rima, sem sentido e até mesmo sem métrica nenhuma. Um desastre disfarçado de verso, uma trombada doida de palavras, um lixo total. Só está ali porque expressa algo que eu gostaria de poder ler em voz alta no topo do Pico do Jaraguá, usando um megafone. Desabafo dói, ofende, gera tempestade. Mas eu simplesmente não consigo mais sufocar esse sentimento desesperador de não saber mais o que fazer. Não ter a mínima noção do que fazer. Alguém pode me julgar? VOCÊ pode me julgar?

Não, né? Então, deixa eu me afogar em literatura podreira. Mais tarde eu decido o futuro disso aqui.

31 anus

Parabéns para mim
Com certeza eu tenho muito o que comemorar, mas não quero.
Sei que tem tanta coisa linda na minha vida que brilhou hoje para mim e brilhará sempre, mas eu não consegui admirá-las como mereciam.
Não interessa quem é o culpado pela dor, sou culpada por sentí-la
Eu não sei o que fiz nem onde assino pra te mandar tomar no cu
Enfiar no rabo toda essa merda na qual você me enrolou por tanto tempo
No que eu estava pensando ao achar que merecia você, quando eu não consigo mais acreditar que você mereça tudo isso.

A culpa é minha
Você avisou.
Foi prova de fé ou ignorância
Só prova que não fui eu
Quem perdeu

Eu vou querer voltar atrás com tudo isso? Me prova que sim, eu estou doida pra sentir esse arrependimento!!
Ou você vai deixar eu me arrepender de NÃO ter feito isso depois?
Vai ter coragem de jogar limpo de uma vez por todas?
Ou depois de me atirar todas as suas verdades de cristal
Vai ter coragem de dizer na minha cara
Que a maluca sou eu?

(Tradução adaptada de "Happy Being Me" de Samantha Kyle, 1979, U.K)

sábado, janeiro 21, 2012

Quero aceitar

Quero carinho, quero colo.
Quero rolar um pouco na cama e encontrar um corpo quente pra me aconchegar
Quero contar uma piada e ouvir risadas. Quero ficar mudando os canais da TV e disputando controle remoto, quero rir e conversar, quero esquecer a mulher feia no espelho e só lembrar que a felicidade nunca se despenteia.
Eu tinha certeza de onde estava, e agora estranhos se oferecem para passar a eternidade ao meu lado.

domingo, janeiro 01, 2012

Feliz Fim Do Mundo Novo!!

Bem vindos ao ano da profecia.
2012 representa para muitos em particular, mas para a humanidade em geral, um momento de mudanças, de reflexão, e de constante alerta. Independe do mundo acabar ou não em 21 de dezembro deste ano, estaremos vivendo uma constante vibração apocalíptica, bombardeados pela mídia que não se cansa de explorar o assunto Estamos à beira do auge de uma pandemia memética. Transformação, cataclisma, alienígenas, meteoros, iluminação espiritual, juízo final... todos esperam algo extraordinário de 2012, algo que vai além da expectativa normal de qualquer ano novo, eu acho.

2011 acabou comigo e o universo seguiu seu rumo. Em 2012, o mundo pode até acabar.
Mas eu vou vencer.

sábado, agosto 20, 2011

Quem diachos é Norma?

Eu sempre fico com uma péssima impressão do mundo quando leio na primeira página do jornal uma matéria sobre o erro de continuidade na cena da novela.

Ok que pelo jeito o erro aconteceu justo no clímax do último capítulo da novela de maior audiência- mas ainda é uma novela! Juro que eu não queria ser a autora, a editora e muito menos a atriz num momento desses. Mas ainda é um erro sem importância durante uma...novela. Hellooo... aquilo tudo é de mentirinha!

Novelas são seriados, só que com menos charme e mais encheção de linguiça?

sábado, julho 09, 2011

Engraçado, né...

Quanto mais coisa a gente tem pra dizer, parece que fica mais difícil sair...
Quanto mais medo a gente tem, mais paralisado e adormecido fica, como se o golpe fatal não doesse tanto...

Aliás, engraçado nada, não tem graça nenhuma.

Como num momento a gente está bem, e no outro...não.

Como tudo é cristal num instante, no outro é caco.

Como eu queria alguém, alguéns, todo mundo, o mundo inteiro pra ouvir agora o que eu quero tanto dizer, mas me calo, porque não quero falar.

Quero lembrar de esquecer certas coisas

Esquecer de lembrar certas coisas

Que não consigo esquecer

sábado, julho 02, 2011

Trabalhando...

É sábado a noite e eu não devia estar aqui. Eu devia estar em qualquer outro lugar, me divertindo em Canoa Quebrada com um abacaxi cheio de suco de frutas na minha frente, pés molhados do mar e ombros quentes do abraço do meu amor. Eu devia estar num lugar enluarado, mas o máximo que tenho agora são as estrelas pintadas no teto do quarto,estrelas que eu mesma pinei- uma por uma - num passado nem tão distante.

Sentada numa cadeira de plástico, encarando o site de uma empresa que DEFNITIVAMENTE precisa de uma nova roupagem. Analiso o problema, desdobro as opções, seleciono as soluções- quais?

Preciso pensar no que os outros pensam, mas de um jeito diferente. Publicidade é isso, engolir o que todo mundo engole, mas mastigar de um jeito diferenciado para se destacar na multidão.

Já tentei umas oito mil abordagens diferentes para o negócio e ele simplesmente não funciona. Essa é a hora de fazer mágica: apostar na originalidade com baixíssimo orçamento. Ou, porque não, orçamento ZERO. Criatividade não tem preço.

Já pensei em apelar pro pessoal. Fazer um blog sobre o dia-a-dia de uma suposta funcionária, sei lá. Criar uma espécie de relações públicas virtual online. Uma personagem de redes sociais. Tenho vontade de aplicar isso. Só que exige tempo - e tempo online, concentrada para fazer isso, eu não tenho. Nem pra falar da minha própria vida real de carne e osso (e uns pneuzinhos), eu tenho tempo. Situação no mínimo bizarra para quem costumava escrever verborragicamente até pouco tempo atrás.

Pensei em fazer um videolog. Só uma coisa: eu tenho vergonha da câmera. Não me sinto tão nervosa se é uma câmera profissional de TV, mas se é a porcaria da MINHA câmera, eu acho a situação tão ridícula que não consigo continuar. Ou pelo menos, publicar. Confesso que tenho uns vídeos guardados, de mim fazendo coisas e dando depoimentos para a câmera, mas eu me sinto tão idiota fazendo isso, que não tenho coragem nem de assistir. #prontofalei

Ou poderia apelar para o humor ultrapopular: eu faria o papel de uma mulher que queria ter nascido homem para poder ser travesti. E revelaria ao mundo minhas ambições políticas e estéticas através de vídeos de três minutos no youtube.

Aí é que tá, eu acho que um personagem desses poderia ofender alguém, e eu gosto de humor "censura livre", pra todo mundo poder assistir e ter uma opinião. Pode ser uma piada universalmente tosca, mas pelo menos, não fere a memória de ninguém...

Como chamar a atenção das pessoas na Internet? (sem apelar pra baixaria)

Pensando...

sexta-feira, maio 20, 2011

Estou triste.

Sei lá, sinto que minha vida, afinal, não teve tanta graça assim. O que eu fiz de bom? O que eu fiz de grande?.
Não sou engraçada pra ser humorista, não sou inteligente pra ter feito nada notável. Não sou bonita do tipo que pagam pra ver. E daí?

Qual minha graça...pra quê eu ainda fico escrevendo aqui, ninguém lê...

Sei lá.

sexta-feira, abril 29, 2011

Polêmicas Conjugais: A pasta de dentes

-Quer saber de uma coisa? De agora em diante vou começar a ser bem sincera com você. Eu ando de saco cheio do mundo e já estou cansada de ficar fingindo ser quem eu não sou, tentando ser quem os outros esperam de mim, então acho que aqui em casa, no nosso casamento, já chega!
-Tá de saco cheio do mundo por quê, amor? - perguntou Caio.
-Sei lá, tá tudo do avesso, tudo errado...- Eu levantei e fui escovar os dentes. Olhei a escovinha ordinária que havia comprado quando cheguei. Por culpa dela, eu estava com uma afta doloridíssima. Suspirei fundo e soltei mais umas "verdades".
-Nunca compre essa escova de dentes. Kess. É horrível. Eu não sei o quanto você pagou por ela, mas não vale nem um Real. É péssima!!
-Ah, então quer dizer que não foi nem pelo preço que você comprou?
-Não... tipo, era a da "promoção" .
-A promoção pode ser de qualquer preço!!
-Pois é, mas aí eu olhei..." Não é uma Oral B, uma Colgate, uma Johnson...". Então eu já tinha mais ou menos noção do preço. Não é a primeira vez que compro escova de dente, oras..! - lamentei- Fui pela cor bonitinha, o design fofinho... não, foi mais pela cor bonitinha, mesmo...
Enquanto pensava, comecei a espremer o tubo de pasta de dentes com o cabo da escova. Eu sempre faço isso. Boto toda a pasta no mesmo canto do tubo.Não tenho culpa se não dá pra enrolar o excesso de tubo!!
-Por quê você faz isso com a pasta?
-Isso o quê?
-Isso de deixar a pasta desse jeito! porque não simplesmente apertar só o tanto necessário para sair a pasta.. Ou alisa assim, ou aperta bem no meio!
Ah, não... íamos ter OUTRA discussão sobre o tubo da pasta de dentes!!
-Amor... deixa eu explicar uma coisa: eu sei que sou mais nova que você, mas também sei que tenho a memória melhor: durante boa parte da minha vida os tubos de pasta de dente eram de alumínio: apertou, não volta mais.
-Mas o que tem...
-Calma: naquele tempo, a gente tinha que manter toda a pasta juntinha, do mesmo lado da saída do tubo, pra não ter desperdício. Pense nos milhões desperdiçados em pasta de dente todo ano..! Pior ainda! Pense nos aterros sanitários contaminados por pasta de dente que ficou perdida dentro do tubo..! E quando abria por baixo, então...
-Tá, tá, tá...
-Isso, beleza, não entremos nesses detalhes, ok. De qualquer forma, a questão é bem simples: eu deixo o tubo assim porque eu quero. Mais ainda : porque eu posso . Eu posso deixar o tubo de qualquer jeito, e é EXATAMENTE por isso que eu o deixo assim. Te incomoda?
Mas o coitado, de dentro do box, nem ia ter chance de retrucar! Eu estava num momento mágico, a verdadeira oportunidade de desentalar uma coisa que se mete em nossa relação desde os primórdios! Eu adoro empurrar toda a pasta para um lado só e ver o tubo lisinho. Sei lá, sou uma saudosista do alumínio, gosto da visão do tubo vazio, não sei, a verdade é que eu não sei explicar o por quê, só sei que gosto do tubo daquele jeito, e toda vez que eu escovar os dentes, provavelmente o alisarei daquela maneira. Ou isso, ou o apertarei bem ao meio.
-Bom, eu disse que ia começar a ser sincera...Não vou mudar meu jeito de apertar a pasta, é isso aí. E que não seja esse o motivo do fim de nosso relacionamento. Se fosse no tempo do tubo de alumínio, ele nem começaria...

Eu costumava apertar bem no meio. Imagina só a arrelia que isso era em casa, nos tempos do tubo de alumínio. Por isso, adquiri esse hábito de juntar toda a pasta de dente na ponta do tubo. Sempre, até que se tornou mecânico. Ok, depois de uns anos, com o advento e popularização do tubo de plástico, meu hábito pode ter se tornado dispensável, mas ainda assim, inofensivo. Não gostou do tubo achatado, espreme aí!
Então, meus olhos localizaram a caneca de cerâmica vermelha da Coca-Cola, que o Caio adora usar de "porta-escova-gilettes-pasta-e-pincel" do banheiro. Aquilo é como uma espinha na testa do meu banheiro no dia da formatura. O banheiro é todo bonitinho, até as toalhas combinam, o gabinete cinza, o box fumê, tudo sóbrio, adulto, sofisticado... e aquela canecona vermelha com o logão da Coca-Cola dando um colorido Restart* no ambiente..!

Aliás, que fique aqui registrada mais uma vez uma das maiores dúvidas legítimas de todos os tempos: como pode que os maiores ícones do imperialismo capitalista como Coca-Cola, McDonald´s e Marlboro, sejam vermelho-comunismo?

-Tá vendo? Eu disse por quê aperto a pasta desse jeito. Agora me explica o motivo dessa caneca estar aqui, quando todas as forças da natureza contribuem para ela NÃO estar!

Eu lutei muito contra aquela caneca. Tentei desde escondê-la a barganhar sua presença ostensiva no mármore da pia. Em vão. Um dia, após muita discussão, Caio Luiz deu sua palavra final:

-Esta caneca vai ficar aqui porque eu quero!

Resolvi deixar quieto, então. Afinal, a casa é dele, a caneca é dele, se ele não se incomodava com aquela aberração comemorativa ali no banheiro, exibindo aparelhos de barbear quase sorridentes na pia, firmeza... Eu deveria lidar com isso muito melhor que ele. Credo, Rosimilia, cê tá virando uma daquelas peruas malucas..!

A discussão acabou por ali. E eu ainda fiquei sem saber o motivo real da caneca na pia. Talvez seja um símbolo, tipo, para "marcar território". Alguma coisa naquele banheiro tem que ter a "cara" dele. Não que eu ache que ele tem cara de caneca, mas não me surpreenderia se ele mesmo achasse que tem. Caneca tem tudo a ver com o espírito corporativo que ele incorporou (agh, que frase idiota). Talvez seja isso, inclusive, que me incomoda tanto: o corporativismo da caneca...

...Mas isso é assunto para o post abaixo.

Emboscova

Outro dia eu e meu digníssimo tivemos (mais uma) discussão sobre o banheiro. Como todos sabemos, o banheiro é aquela nova Acrópole do casal, onde cada um recebe conhecimentos intensos sobre o outro, e templo da paciência e convivência familiar, onde todos os pecados são purgados espiritual e fisicamente.
No capítulo anterior foi mencionada a tal caneca vermelha que meu marido decidiu transformar em item de banheiro. Até aí, tudo bem, mas o problema é que para ele, não basta ser útil, tem de ser DECORATIVO! E, vamos e venhamos, aquela caneca não é nada estética


Pia do banheiro com e sem a tal caneca e o desodorante que ele insiste em querer que fique em cima da pia. Como concessão, permitimos que a colônia fique exposta, devido a seu frasco discreto e harmônico com o ambiente.

É uma caneca feiosa, vermelhona, que ficou esquecida na mesa de trabalho de um ex-colega de trabalho do meu marido. Na verdade era uma colega, a Jô. Gente boníssima, pessoa legal mesmo. Se fosse só pela lembrança dela, eu até veria algum sentido em deixar a caneca lá. Muito embora algo me diga que é uma homenagem estranha preferir deixar a caneca no banheiro. Coisa estranha ter lembrança dos outros no banheiro, que eu acho que é o único lugtar em que a gente nunca quer muito lembrar de ninguém, quer mais é esquecer que os outros existem. Mas até que hoje em dia, com um monte de opções interessantes para esse sanitário cômodo (ou será um cômodo sanitário?), é impossível não considerar alguma dessas novidades para agradar um aniversariante ou até mesmo uma querida casadoira. Rádios para banheiro, mesas de laptop para vaso, kits de pia enfeitados com flores, glitteres, pisca-pisca. Tem até cortina plástica de Box que serve como porta-retratos. Vire-a para dentro e você pode ter todos os seus amigos e parentes como platéia para seu banho.
O que passa pela cabeça de alguém que presenteia um amigo com uma escova de privada, por exemplo? “Olha, quando der alguma bosta, pode contar comigo?”
N-O-B-A-N-H-E-I-R-O. Poderia deixar no escritório, onde eu acho que ela até estava. E estava ótima lá, totalmente integrada com a decoração vermelho-Ferrari do ambiente. Não tinha nada de ir parar no meu banheiro!


Não tem nada a ver com a decoração do banheiro. Além do quê, a presença daquela caneca ali encoraja o Sr. Caio Luiz a fazer coleção de lâminas de barbear descartáveis. É incrível como ele ainda tem coragem de guardar a escova e a pasta na mesma caneca! Eu não coloco a mão ali de jeito nenhum, é a maior armadilha!


Escova de dentes sendo coagida por seus colegas afiados

Fala sério. Pra quê alguém mantém 1, 2, 3, 4...CINCO aparelhos de barbear em uso? Se ele ainda fosse todo lisinho, praticante de natação, metrossexual, careca do ABC, sei lá, ainda talvez faria algum sentido... Mas peludo do jeito que é – DEFINITIVAMENTE, nada justifica essa convenção de giletes na minha pia. É anti-estético, anti-ético e anti-higiênico.
Não é a primeira vez que discutimos a presença dessa caneca sobre o mármore do gabinete. Acontece que, da vez passada ele encerrou a discussão dizendo que a caneca ficaria ali por vontade e decisão dele.
Na época, eu concordei, quer dizer: eu me conformei em não tirar a tal caneca de lá. Porque ele tinha razão; ele é o homem da casa, tem o direito de querer que algumas coisas sejam daquele jeito e pronto, oras... Justo ele que tantas vezes se queixou que a decoração não tem nada a ver com o nosso estilo...
Nossa casa foi decorada pela minha sogra. Ela tem esse “dom”, esse bom-gosto para deixar tudo bonitinho. Como eu nunca liguei para isso, claro que não tenho noção nem pra deixar as coisas do jeito que eu quero. Quem conheceu nossa primeira casa em Manaus que o diga. Ok, eu não achava que a fachada ia ficar com aquela combinação bizarra de cores, que o telhado ia ficar tão pouco prático, ou que as 25 almofadas na cama iriam ser mais um incômodo que um conforto. Mas, pelo menos estava exatamente como eu havia decidido... hehehehe!
Por isso mesmo, resolvi aceitar de bom grado tudo o que ela sugerisse para a decoração da nova casa. Fosse como fosse, pelo menos eu teria certeza de que ficaria bonito. E ficou chiquérrimo, lógico. Por isso mesmo eu me esforço para me expressar o mínimo possível no ambiente, até poder fazê-lo com classe...

...cuja definição não abrange canecas vermelhas de brinde!

domingo, abril 24, 2011

O pinheiro da Rua Tapés

Quando era criança, a caminho da casa de minha avó, sempre parava para observar um pinheiro alto, tão alto que seu topo parecia tocar o teto do céu. Vai ver era por isso que seu pico se curvava amassado pelo limite do infinito.
Anos depois, já adulta, por algum motivo passei novamente por aquela rua onde durante anos não havia caminhado. Do outro lado da rua, olhei para o pinheiro, que ainda estava lá. Seria o mesmo? Não poderia ser. Sua copa não era muito mais alta do que tantas outras árvores comuns na vizinhança.
Na esperança de sanar a duvida, atravessei e fui colocar-me bem debaixo do pinheiro. Olhei então para cima, e ai sim, reconheci a encantadora arvore de minha infância: apontando para o zênite e para o chão ao mesmo tempo, com sua ponta ainda caída.
Os anos passados em nada modificaram o velho pinheiro. E muito pouco acrescentou a minha baixa estatura. Mas pela primeira vez eu conseguia notar a revolução que haviam causado em meu ponto de vista. Percebi que pela primeira vez, eu estava do outro lado da rua. De acordo com o caminho que tantas vezes trilhara, de minha casa a casa de minha avó, eu nunca precisaria passar pelo outro lado da rua. E, acomodada nesta lógica, acho que acabei esquecendo de que sempre pude, a qualquer momento, atravessar a rua. Mudar meu ponto de vista, ao invés de acreditar na obrigatoriedade de sempre contemplar o pinheiro de baixo para cima.
E percebi também que esta mudança não poderia afinal vir de uma simples epifania. Para atravessar a rua eu precisei crescer para não estar mais presa a mão de minha mãe, por necessidade nem por medo. Precisei ter vontade e opção de refazer aquele caminho que já não necessariamente levava a lugar algum desde que minha avo se mudara. Precisei do acaso que me colocou do outro lado da rua. E da forca de um velho habito: o de olhar, infalivelmente, para o pinheiro. Tudo isso me levou a finalmente, colocar uma antiga situação sob a luz de uma nova realidade. E a compreender.
Nem o passado e imutável.As transformações do nosso presente definem nosso futuro e constantemente alteram nossa percepção das experiências vividas. Tristezas podem virar aprendizado. Dificuldades se transformam em superações. Riscos se convertem em recompensas. Ou conseqüências.
E tudo, por fim, tornam-se lembranças. Como o pinheiro alto de ponta torta, que hoje não existe mais.

Não interessa...

Lendo uma matéria da Veja sobre os efeitos do aquecimento global nos 40 anos passados, comecei a pensar sobre o quanto a humanidade ainda é jovem e pequena no conhecimento da Natureza. Nos gabamos de já ter ido tantas vezes a Lua a ponto de declara-la “território conhecido”... Mas até hoje não há nenhuma explicação definitiva para o por quê dela existir e influir tão fortemente nas pessoas e nas marés. Sabemos que as coisas são assim, mas ainda nem começamos a pensar o porquê de serem. Tenho a impressão de que essa pesquisa, esta busca, parece uma questão até agora muito mais religiosa do que acadêmica, sendo que mesmo o cientista mais pragmático e inteligente do mundo teria de admitir que, após um certo ponto na fisiologia da Terra, ele não sabe o que pode ter acontecido um nanosegundo antes de até onde ele sabe. Até para os ateus, Deus começa onde termina o que chamam de ciência.O que eles não percebem é que qualquer crença, qualquer valor, qualquer conhecimento ou idéia na qual o descrente baseie sua existência, é, na verdade, uma descoberta humana do mecanismo divino. Einstein traduziu para a física alguns destes mecanismos. Você pode não acreditar em Deus, mas não pode negar que energia é igual à massa vezes a velocidade da luz ao quadrado. Isso é uma forma de compreender uma espécie de lei divina, que os humanos deram o nome de “fórmula”, e muitos pensam que é uma invenção deles. Criacionistas e evolucionistas sentem o vento, sentem frio, fome, vontade de acasalar.Tudo o que existe sobre a Terra está sob efeito da gravidade, e todo ser vivo depende de H2O para sobreviver. Não importa no que cada um acredite: ambos são regidos pelo mesmo princípio de vários nomes: Ciência, Natureza, Deus. Talvez o correto seria dizer que todos buscam a ciência da natureza divina, já que todos os seres humanos estão buscando a mesma coisa: o conhecimento sobre esta mecânica comum a todos os seres, o princípio definitivo entre tudo o que existe.
Mas a verdade é que a humanidade até agora não decifrou totalmente nem a própria história. Sabemos que os egípcios, por exemplo, construíam pirâmides, mas não sabemos direito nem como e nem por quê as construíam naquele formato. Descobertas de Pirâmides no Egito, múmias incas, pinturas rupestres e fósseis de dinossauros são considerados “avanços da ciência”, mas deveriam ser apenas uma lembrança à humanidade do quão lentamente ela vai fazendo suas descobertas, e do quanto perdemos em documentação de eras passadas, seja por desgaste, catástrofe ou mesmo eventos desconhecidos. Toda a tradição, cultura, crença e valores de um povo, seja em que região ou época, não é nada além de sua interpretação particular das leis universais, de acordo com as condições fisiológicas de cada habitat. O que foi transmitido de gerações para gerações através dos tempos, permanece. O que foi deixado de pensar e se transmitir, perece.
Vejamos o caso da roda: invenção tão genial, tão perfeita e tão útil que revolucionou a história de toda a humanidade, e conseqüentemente, do planeta. Hoje, não existe uma pessoa sequer no mundo que consiga imaginar a vida sem a roda. Mas ninguém mais faz a mínima idéia de quando e onde surgiu a primeira roda. Muita gente sabe quem inventou o cinema, o avião, o computador, o i-pod. Ou mesmo quem descobriu a energia elétrica ou quantas civilizações antigas utilizavam água encanada. Mas ninguém mais lembra quem inventou a roda. Aposto que Cleópatra também já não soubesse.
Há uma teoria de que os Incas da América do Sul não utilizassem a roda, porque a forma redonda era considerada sagrada por este povo que adorava o Sol. Como podem ter construído Macchu Picchu sem usar uma roda, uma carroça? Não teriam pensado os Incas que talvez a redondeza da roda poderia estar justamente sinalizando uma ferramenta sagrada que iria auxilia-los nas mais diferentes tarefas? Ou talvez esta limitação fora justamente a responsável pelo desenvolvimento da tecnologia misteriosa dos Incas, que até hoje nos intriga e fascina?
Não sabemos quem inventou a roda, não sabemos como os Incas se viravam sem ela, não fazemos a mínima idéia por quê o calendário Maia termina em dezembro de 2012. Mas tenho um palpite de que isto acontece devido a completa falta de noção que o ser humano tempo de tempo.
Pense em uma quantia de um milhão em dinheiro. Como dinheiro é um elemento um tanto abstrato, eu posso escolher várias formas de representa-lo fisicamente. Pense em um milhão de reais em notas de R$ 100. Vamos supor que eu mostre estas notas para alguém e peça para a pessoa adivinhar quanto dinheiro tem ali. Se não for uma pessoa acostumada a lidar com valores dessa magnitude em espécie, dificilmente ela acertará. Sinceramente, eu nunca vi um milhão de reais em dinheiro vivo, e provavelmente nunca vou ver. Mas vamos fazer de conta que eu realmente precise ter uma dimensão da situação, para um filme, por exemplo.

Um senhor viúvo, pobre e extremamente simplório vive num lugar afastado perto de uma cidade pequena, com seus cachorros, sem ter muitos amigos. Seu objeto de estimação era um exemplar antigo do “Tio Patinhas”, que um filho que foi tentar a vida na cidade grande um dia trouxe de presente, como uma grande novidade, antes de nunca mais voltar. Toda semana, o caipira viúvo vai á cidadezinha comprar mantimentos e fazer uma fezinha na loteria. Um dia, ele ganha um milhão de reais e vai buscar o dinheiro. Na hora de receber, pede o valor em dinheiro vivo e acha pouco dinheiro. Pede para a caixa pagar em notas menores. Ela faz montes de notas de R$50. Ele ainda acha pouco. A mulher oferece de 20, de 10. Qual o volume de um milhão de reais em notas de R$5? E em moedas de R$1? R$ 0,50? R$ 0,25? Um centavo..?!?

Claro que a idéia do velho é nadar no dinheiro. Sonho maluco que ficou tendo de tanto ler o gibi do Tio Patinhas. É um desses curtas de comédia dramática. Provavelmente termina com o velhinho morrendo de infarto mergulhado em dinheiro – dinheiro que ele não cobiçava por nada, além do sonho de nadar em cédulas. Alguma lição de moral incorruptível com o propósito justamente de ser mal-interpretado por alguns como uma demonstração de ganância. Seja como for, o roteiro não importa, o que eu quero é que você visualize o figurino e me auxilie a fazer idéia do tamanho a que pode chegar um milhão de reais. Porque mesmo não tendo esta noção, ainda podemos experimenta-la.


Mas... e quanto ao tempo? Você acha que tem noção de tempo? Como explica a nítida impressão de que os anos passavam mais devagar na sua infância? O que parecia um período de dez anos quando estávamos no primário? Dez anos eram uma eternidade. A humanidade toda pareceu superestimar sua capacidade de evolução tecnológica: achamos que, nos anos 2000, os carros voariam. Não foi bem assim: é que na verdade ninguém percebeu em 1970, por exemplo, que os anos 2000 chegariam tão rápido.
Não percebemos o quanto o planeta está sofrendo também porque não temos muita noção de como era melhor no passado. Em termos de aquecimento global, por exemplo, ou de poluição. Achamos que o caos está longe, porque não temos comparativo. Para mim, o Rio Tietê, em São Paulo sempre foi poluído. É algo “normal”. Estranho é ver fotos e ler depoimentos de pessoas que nadavam nele, participavam das regatas...Aposto que estas pessoas é que não acham nada normal que hoje você não pode entrar ali, é um rio morto sem peixes ou plantas, que pode matar quem entra em seu chorume. Essas pessoas, se ainda existirem, decerto estão muitíssimo idosas. Mas aqui em Manaus eu ouço histórias de pessoas da minha idade ou pouco mais velhas, contando sobre o Balneário do Parque 10, e de como era gostoso nadar no igarapé do Mindu: um córrego fedido aqui perto de casa, onde, se ainda existe até algumas espécies de peixes e plantas convivendo com o lixo e os resíduos, ainda assim não dá pra imaginar ninguém nadando ali.
A crise ambiental é irreversível porque é muito rápida. Vai vencer a humanidade antes que esta compreenda sua dimensão. E isto acontecerá pela noção distorcida que temos do tempo, e de como isto afeta toda a história.
Evolucionismo e Criacionismo coexistem e se opõe devido a um simples fato: ninguém consegue se lembrar como tudo começou. Diz a Bíblia que o mundo foi criado em sete dias, mas quem disse que estes dias tinham 24 horas como hoje? Se cada hora fossem milhares de anos, por exemplo, não precisaria haver discordância entre as duas correntes de pensamento: não haveria dúvida de que Deus criou o homem como ele é: porém, aos poucos, adaptando-o, melhorando-o, até estar apto a ser chamado de ser humano. Talvez o que a Bíblia chama de “barro”, seja a extensa linhagem de primatas, e seres anteriores a eles que evoluíram, até chegar no homem dotado de uma estrutura física e cerebral adequada para comportar o espírito. Este primeiro homem, este primeiro humano dotado de espírito, seria Adão.
E Eva, contam que foi retirada da costela de Adão: “não da frente ou de trás, mas do lado”. Isto poderia ser uma espécie de metáfora poética para demonstrar que Eva foi feita do mesmo material que o homem, isto é, saiu da mesma linha evolutiva. Porém, sua missão é um tanto diferente e completa a do homem. Um homem pode seguir sozinho, mas só será verdadeiramente completo com uma mulher. Assim como a mulher também pode seguir sozinha, mas só poderá ser completa com um homem. Porque homens e mulheres têm como um de seus poderes, o de serem pais, e isto requer necessáriamente, uma participação igualmente importante de ambos.
Feminismo, racismo, qualquer tipo de preconceito ou competitividade entre os sexos é mera corrupção inventada pela própria humanidade e não deveria ser levada a sério. É puro atraso de vida.Homens e mulheres são diferentes e complementais, como os dois lados de uma moeda. Só existe o dia porque existe a noite- agora compreendo esta idéia de forma mais clara que nunca. Equilíbrio. Só somos humanos porque somos machos e fêmeas, e somos todos manifestações de uma só força, como criacionistas e evolucionistas admiram a obra de um mesmo princípio de pontos de vista diferentes. A realidade é apenas uma ainda que os pontos de vista e interpretações sejam inúmeros. E serão, de acordo com as influências as época e do ambiente. A medida que a tecnologia avança e o estilo de vida muda, são perdidas tantas memórias da humanidade. Saber em que circunstâncias surgiu a roda, ou mesmo se foi inventada ou “descoberta”, seria revelador para sabermos mais sobre muitos aspectos do ser humano, porém, num mundo onde a comunicação era truncada, a documentação era escassa, a luta pela sobrevivência ocupava 100% do tempo e as invenções eram muito mais importantes do que celebrizar seus inventores, esta informação perdeu-se. E depois a construção das pirâmides, Stonehedge, a tradução dos hieróglifos, a Ilha de Páscoa. Algo desconhecido acabou com os dinossauros, o que será? Talvez tenha sido a mesma coisa que aconteceu com os Atlantes?
Estas civilizações foram grandes, evoluídas, recentes na história do mundo. Mas mesmo sobre elas, sabemos tão pouco, como queremos acreditar que um dia poderemos conhecer tudo sobre o Universo, colocando tanto a perder em tão pouco tempo?
Banhando-me nas cachoeiras e explorando as grutas de Presidente Figueredo, no Amazonas, imagino por quanto tempo as águas tiveram que correr ou gotejar por aquelas pedras para esculpi-las daquela forma. Não acredito que aqueles lugares eram tão diferentes há duzentos anos. Mas o que sei eu sobre duzentos anos, já que posso não viver sequer a metade disso? Pensar que aquelas grutas estão ali desde muito antes do Brasil ser descoberto. Quem teria sido o primeiro homem a chegar ali? Talvez poderíamos saber quem foi o primeiro aventureiro, o primeiro português, o primeiro proprietário que se apossou daquelas terras, mas jamais saberemos se foi e quem foi um índio,um fenício, um aventureiro pré-histórico. O homem conseguiu perder até mesmo a Arca da Aliança, criando dúvidas sobre sua existência. Dia a dia, ano a ano, milênio a milênio, a humanidade escreve e apaga a sua história. Isso cria um atraso enorme em seu conhecimento sobre o mundo. Perdemos tempos com guerras, ideologias, embate de idéias, quando ganharíamos muito mais se trabalhássemos em colaboração e harmonia , preservando a história e somando resultados. A humanidade globalizada já sabe que somos todos iguais, porém não admitem isso, não colocam isso em prática. Ao invés de buscarem afinidades em seus pontos fortes, apóiam-se em seus pontos fracos para atacar e dominar os outros.
A humanidade é imediatista.E é essa ânsia, essa necessidade do “agora” que distorce sua percepção do tempo e irá custar-lhe caro. É mais fácil jogar uma lata pela janela do carro do que esperar encontrar uma coleta de material para deposita-la. Não tem noção de que, provavelmente demorará mais tempo para o ecossistema recuperar-se da contaminação por aquela lata, do que demorará para que seus netos ou bisnetos sofram com os efeitos da poluição. O ser humano atual não tem expectativa de vida que ultrapasse muito os cem anos. Por isso, não é capaz de ter noção do que são mil deles. Dez longas vidas é um período inconcebível para quem está convicto de que só há uma, e é muito curta.
Precisamos, mais do que adquirir respeito pela humanidade, aceitar que somos todos criaturas de um mesmo princípio criador, e não podemos ir contra Ele, sob pena de sofrermos as conseqüências individual e coletivamente. E talvez a forma de sermos humildes perante a Natureza seja compreender que talvez nunca a decifremos completamente.

(09/10/2009) - Pipocas

Hoje de manhã, minha filha Julia, de dois anos e meio, acordou mais cedo, antes que eu terminasse o grosso da faxina do apartamento – coisa que só consigo fazer enquanto ela ainda está dormindo, e não me obritando com suas perguntas – e pedi, educadamente, que ela ficasse sentada assistindo o DVD da “escola de Princesinhas” pela 9.645.233 vez. Prometi que, se ela o fizesse, ganharia pipoca mais tarde (ele AMA pipoca). E ela concordou. E – melhor ainda – cumpriu a promessa.
Bom, lá vou eu pagar a minha parte, então.Fui fazer pipoca para ela. E chamei-a junto, para olhar. Eu entendo por quê ela faz questão de olhar: eu lembro que eu também era cheia dessas coisas. Outro dia, assistimos juntas a um ciclo completo da máquina de lavar. Tá rindo, é? Pois é, hoje em dia eu também não faço a mínima idéia de por quê alguém ficaria assistindo a uma coisa destas. Maaaas...Eu confesso que lembro de ficar. E lembro de gostar disso. Aliás, é bem vívida a minha lembrança de estar com meu irmão, sentada na máquina de secar, assistindo a ciclos completos de lavagem da lavadora de roupa. Eu lembro até que imitávamos o barulho que ela fazia: “Tchu-tchu-tchuuuu..!” (se meu irmão ficar envergonhado e me desmentir, eu chamo nossos pais de testemunha!)
Aí, tive uma idéia: pedi-a para procurar a pipoca. Queria “testar”o quanto ela conhece da nossa casa. Logo, ela foi me arrastando para a cozinha, e na cozinha, apontou para o armário. Pedi para que ela abrisse o armário e pegasse a pipoca. Ela abriu o armário, mas me pediu para pegar a pipoca. Acho que desconfiou, pois sempre que ela tenta mexer no armário, ouve um “NÃO MEXE!”. Disse que ela podia ir em frente e ela começou a procurar.
Logo de cara, achou um copão de plástico, daqueles onde se colocam as fichas nos cassinos ( eu nunca fui num cassino, mas já vi esse mesmíssimo copo num filme, e sei que aquele copo na mão da Julia veio de um cassino em Lãs Vegas). Distraiu-se com o compo : “Olha! Gandão! Tem cartas..!”... Lembrei-a que o foco da procura eram as pipocas umas duas vezes, mas depois fiquei observando o que ela faria. Ela foi até o bebedouro, colocou um pouco de água no copo, bebeu, me entregou o resto e voltou a procurar as pipocas. Fico imaginando se passou pela cabeça dela algum pensamento assim: “Olha! Que copo diferente! Como deve ser beber água nele?”
De volta ao armário, Julia continuou procurando e chamando: “Pipocaaaaa...cadê você..!?”. Resolvi auxilia-la:
-Olha, filha, está neste pote! – e lhe mostrei um pote de plástico cheio de pó de sucos, sopas instantâneas, temperos desidratados e envelopes afins. As pipocas de microondas eram as últimas coisas no pote. Mas a Julia foi direto a elas, sorrindo:
-Ah, achei! Taí, pipoca!- E me entregou, triunfal, o envelope.
Comemoramos. Eu abri o pacote, desdobrei o envelope das pipocas e coloquei no microondas. Apertei a TECLA PIPOCA ( o grifo é em homenagem a ele: perguntemno sobre esse grande avanço da tecnologia!) e peguei a Julia no colo para que ela observasse a transformação do envelope chato num prático e saboroso saco de pipocas. A Julia vibrava : “Que gandão!”, e quando o microondas apitou ela mesma declarou : “Tá pronto pipoca!”
Enquanto aquele pacote inflado e aromatizado de manteiga esfriava, fiquei lembrando do que aconteceu em minha vida em todas as vezes em que pedi para minha mãe fazer pipoca para mim: ela pegava uma panela , colocava óleo (ás vezes manteiga ou bacon) , colocava o milho e sacudia a panela até não ouvir mais os estouros. A maior sensação em preparo de pipoca lá em casa foi quando popularizaram aquela panela pipoqueira cuja tampa tem uma manivela.
Depois de pronta, a pipoca era colocada geralmente numa bacia de plástico ou “tupperware”. Isso, é o que eu tive como “fazer pipoca” por praticamente 26 anos. E, na casa da minha mãe, ainda é assim até hoje.
Mas, depois que saí da casa de meus pais, nunca mais tive uma pipoqueira. E como a Julia na época tinha pouco mais de cinco meses, pode-se dizer que, tecnicamente, a única noção de pipoca que ela tem é muito, mas muito diferente da que a que eu reconheço como a mais familiar e legítima. Para ela, pipoca é um envelope que se coloca numa geringonça que não esquenta, apertamos um botão e esperamos um pouco. Dali sairão pipocas fumegantes, já acondicionadas num prático saco. É só abrir e comer.
Sei não, mas se na minha infância me descrevessem um processo desses, eu ia achar que era coisa de desenho dos Jetson...
O mesmo, penso, poderia dizer da sopa instantânea, dos sucos em pó e dos caldos em cubinhos no armário. Não que isso não existisse na minha infância. Mas era tão comum na minha casa quanto na casa de infância das nossas avós, acho. Meus pais nunca gostaram de nada disso. Era muito raro ver um cubo de caldo ou um envelope de suco na despensa. O velho microondas – que, ao que me lembre nunca passou justamente desta função: ser uma máquina de fazer pipocas – existe até hoje, ocupando o posto de “armário de guloseimas” na cozinha. Não é ligado há tanto tempo que ninguém sabe se ainda funciona.
Comecei a perceber o quanto a realidade da infância da minha filha é diferente da minha. E como será ainda mais diferente sua adolescência e maturidade. Se é tão diferente assim num ritual tão simples quanto fazer pipoca, imagine em contextos sociais mais significativos. Nesse momento, imaginei que deve caber à mim manter essa consciência, e me esforçar a, numa maneira condizente, sempre acompanhar essas mudanças, conhece-las, aceita-las, senão mudar com elas. Para poder estar sempre em sintonia com o pensamento de minha filha e da realidade atual, seja ela qual for. É um pré-requisito básico para qualquer um que pretenda uma carreira longa e de sucesso em qualquer área. E eu pretendo investir bastante em maternidade! Acho que porque, no mínimo, tive uma boa mãe. Não uma mãe perfeita, mas uma mãe cujos conselhos e valores tiveram toda a valia nas minhas maiores decisões, e eu acho que isso foi reflexo de uma boa criação que recebi de meus pais. E nunca tive dúvidas de que eles fizeram o melhor possível por nós. Tive uma infância e uma adolescência ótimas, cheias de interesses saudáveis.
Não que eu ache impossível, mas me pergunto: será que isto é saudável? O mundo de hoje em dia, sob todos os sentidos, está mesmo só piorando? A humanidade está mesmo se tornando a cada dia menos viável? Seremos extintos por problemas a longo prazo causados por nós mesmos?
Não só a poluição, mas os vícios sociais, a ganância, a vaidade a qualquer custo, a vulgarização da mulher, os conflitos religiosos, o preconceito...
A sociedade idolatra pessoas que nada fazem para o bem da espécie. Pelo contrário. As mulheres acham normal expor-se por dinheiro, e ninguém sente-se pessoalmente ofendido pela corrupção na política. O casamento não é mais sagrado e a mulher que recusa-se a casar e ter filhos para comprometer-se apenas com o dinheiro e a aparência é vista como um exemplo de independência. De que adianta quebrar tabus e desprezar os valores verdadeiros ao mesmo tempo? A cada passo que a tecnologia humana dá pra frente, a moral da humanidade dá dois para trás. É muito legal ser ecologicamente correto, promover a sustentabilidade, abraçar a causa dos recicláveis e apoiar o modo de vida dos povos da floresta. Mas não seria muito mais legal se o meio ambiente tivesse sido respeitado desde o princípio? Imagina como seria o mundo se nunca tivesse sequer passado pela cabeça de um ser humano, poluir um rio, jogar um lixo na rua, soltar gases venenosos na atmosfera. Será que estaríamos menos ou mais avançados tecnologicamente? Imagina se fôssemos obrigados a, desde o princípio, criar nossas ferramentas e sistemas com impacto ambiental próximo do zero. A que pé estaria a vida na Terra agora? Será que ainda assim, estaríamos em frangalhos por causa de guerras ideológicas? Como seriam as guerras ecologicamente corretas? E por quê elas aconteceriam?
O que motivou as primeiras guerras não-territoriais da humanidade? Como surgiu o preconceito e a intolerância? Existiam homens preguiçosos na pré-história? Como era no passado, que nos trouxe ao presente dessa forma?
Tudo isso parece distante, desimportante, mas fica assustadoramente real quando faço pipoca para minha filha.