sexta-feira, julho 31, 2009

Minha vida COM acentos!!

Alô, pessoal!
Depois de muito, muito tempo, posso prometer que voltarei a atualizar`este blog com uma certa freqüência... Afinal, CONSEGUI OS ACENTOS PARA O MEU COMPUTADOR!

Para quem não sabe, há cerca de... sei lá, forever, eu estava trabalhando com esse laptop e, por algum motivo técnico que só um técnico pôde resolver, ele estava sem acentos. Por isso eu estava com "vergonha" de atualizar o blog. Pega supermal o blog de uma redatora sem acentos...Não?!


Hehehe... e pensar que eu cheguei a ir trampar com essa máquina, escrevendo roteiros oficiais com isso... Era um Deus-Me-Acuda : antes de escrever um "é", por exemplo, eu tinha que escrever a palavra "café". Assim o corretor automático do word reconhecia e acentuava...Aí eu apagava o "excesso de contingente alfabético", e pronto!!! Toda essa "treta" só por um acento agudo..!

Mas agora, isso mudou! Agora EU TENHO ACENTOS!!

Pena que perdi todos os leitores dessa página...

sexta-feira, março 20, 2009

A PONTE de Virginia Rosa

Como é que faz pra lavar a roupa?
Vai na fonte, vai na fonte
Como é que faz pra raiar o dia?
No horizonte, no horizonte
Este lugar é uma maravilha
Mas como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte
Como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte

A ponte não é de concreto
Não é de ferro não é de cimento
A ponte é até onde vai o meu
pensamento
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente atravessar
Caminhar sobre as águas desse
momento

Como é que faz pra lavar a roupa
Vai na fonte, vai na fonte
Como é que faz pra raiar o dia
No horizonte, no horizonte
Este lugar é uma maravilha
Mas como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte
Como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte

A ponte pode ser qualquer direção
A ponte pra onde quiser
A ponte é o abraço do braço do mar
com a mão da maré
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente atravessar
Caminhar sobre as águas desse
momento

Nagô, Nagô
Na Golden Gate, eu falei
Nagô, Nagô
Na Golden Gate, eu falei
Nagô, Nagô
Na Golden Gate

terça-feira, março 10, 2009

Produza, produza, produza!

Ah... a sensacao de ser util, mesmo quando nao estamos de fato fazendo merda nenhuma!! *risos*
Estou gostando de trabalhar aqui, mesmo nao recebendo todos os feedbacks que eu queria. Digo, eu faco os trabalhos e demoro pra saber se ficaram bons ou nao. Isso me deixa ansiosa. Gosto de saber os resultados na hora. E, quer saber, detesto ficar sem nada que fazer. Mas nao tem problema, eu fico aqui enrolando. Passando vergonha nesse teclado desconfigurado *rs*.

O unico problema e que as cadeiras sao muito baixas. Acho que preciso de uma cadeira exclusiva pra mim *rs* Prefiro nao encostar os pes no chao do que ter de levantar os bracos para digitar.

terça-feira, março 03, 2009

De volta a ativa..!

Ta, e uma vergonha o blog de uma redatora ser escrito desse jeito, sem acentos nem cedilhas, mas, de boa: to muito a fim de escrever e sem paciencia nenhuma de tentar reconfigurar esse teclado.
Apesar de ninguem mais ler, comentar, dar a minina para esse obliviado blog, EU continuo escrevendo. Registrando. Deixando o rastro digital de minha desinteressante vida.

Quer dizer, desinteressante pros outros, ja que, pra mim, eu sou a pessoa mais interessante do mundo! Hehehe!


Depois de um carnaval dos diabos em Paracuru (fica no Ceara, mas nao se sinta alienado: antes desse feriado eu tambem nem sabia que existia), voltei a trabalhar!! Estou dando uma de redatora publicitaria remunerada numa agencia aqui em Manaus. Hoje e meu segundo dia, to sem nada pra fazer e estou me divertindo. Minha verborragia nao me permite parar. Se nao me dao trabalho, eu invento..! *risos*

Tinha ate esquecido o quanto eu gosto de fazer o que faco. Parece ate engracado pensar que vou receber pra isso...hehehe

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Sinfonia Paulistana


(Billy Blanco)

Fazendo som com as estrelas, ligado no sideral
Por Maria, fez poemas, nas praias do litoral
As ondas contaram ao mar, por isso é que os oceanos
No mundo inteiro cantados, cantarão mais cem mil anos
E o homem entre mar e céu, tem canções por todo lado
Louvado seja Anchieta, pra sempre seja louvado
Navegante tem cantiga, que aprendeu no mar um dia
Qualquer rota que ele siga, se não canta, ele assobia
Cabelos cor da noite, pele de alvorada
Cacique entregou ao branco, a filha amada
Raízes de Brasil, chegaram até aqui
Abençoado o colo dessa mãe antiga
Por 400 anos feitos de cantiga, naquele doce embalo
Da canção Tupi
Na tez de uma paulista em cheiro de floresta
A cor de jambo é a índia, que ninguém contesta
De uma altivez que o Império nunca vira
É a tradição, é a raça, é a nossa origem
As coisas da história de São Paulo exigem
A honra que se faça ao nome de Bartira, Bartira
Era tudo, era o nada rio acima
Que o paulista no peito ia vencer
Pra fazer mais Brasil do que existia
Já um tempo era pouco pra perder
Reunindo oração e despedida na partida da horda triunfal
Caçador da esmeralda perseguida
Foi fazendo a unidade nacional
Bandeiras, monções
Já se dava por glória ao que se ia
Porque mal se sabia se voltava
E a benção levada já servia
De unção para quem por lá ficava
Nas monções quem seguia, na verdade
Já partia cheirando à santidade
Quem não via esmeralda ou não morria
Povoava cidade mais cidade
Bandeiras, monções, São Paulo
Que amanheceu trabalhando
São Paulo, que não sabe adormecer
Porque durante a noite, paulista vai pensando
Nas coisas que de dia vai fazer
São Paulo, todo frio quando amanhece
Correndo no seu tanto o que fazer
Na reza do paulista, trabalho é Padre-Nosso
É a prece de quem luta e quer vencer
Bastante italiano, sírio e japonês
Além do africano, índio e português
Tudo isso ao alho e óleo, temperando a raça
Na capital do tempo, tempo é ouro e hora
Quem vive de espera, é juros de mora
Não tem mais-mais nem menos, ou é sim ou não
No máximo se espera pela condução
Nas retas da Rio-São Paulo, chegando, chegando eu vim
Paulista é quem vem e fica plantando, família e chão
Fazendo a terra mais rica, dinheiro e calo na mão
Dinheiro, mola do mundo, que põe a gente na tona
Leva a gente ao fundo
Sim, senhor, sim, senhor, sim, senhor
Faz a paz e a guerra, traz a Lua pra Terra
No mais aumenta a barriga do comendador
Dinheiro, juras e juros, erguendo todos os muros
Pra ele próprio depois, derrubar, derrubar
É a voz que fala mais forte, razão de vida e de morte
Também só compra o que pode comprar
São Paulo, que amanhece trabalhando
Casais entram no elevador
O fino pra curtir um som: ran ran, ren ren, ron ron
A noite é sempre uma criança, é só não deixar crescer
Assim existe esperança, no amanhecer
São coisas da noite, anúncios conhecidos
Que enfeitam a cidade, em movimentos coloridos
Alguém vem do trabalho, do baralho ou do que for
Do La Licorne ao Ceasa, de alguma coisa do amor
Tem sempre mais um, que vem pela calçada
Na bruma que esconde quem sobrou na madrugada
Dei tempo ao tempo, o tempo é que não dá
Tenho que estar pelas sete, no Viaduto do Chá
Olha o Sol, olha o Sol, cadê o Sol? Onde o Sol?
Sumiu, sumiu, sumiu
Quando amanhece, o Sol comparece por obrigação
Nublado, cansado, um Sol de rotina
Se bem ilumina, nem dão atenção
É que o bandeirante não perde o seu tempo
Olhando pro alto, o Sol verdadeiro está no asfalto
Na terra, no homem e na produção
A cor diferente do céu de São Paulo não é da garoa
É véu de fumaça, que passa, que voa
Na guerra paulista das mil chaminés
São Paulo, que amanhece trabalhando
Começou um novo dia, já volta
Quem ia, o tempo é de chegar
Do metrô chego primeiro, se tempo é dinheiro
Melhor, vou faturar
Sempre ligeiro na rua, como quem sabe o que quer
Vai o paulista na sua, para o que der e vier
A cidade não desperta, apenas acerta a sua posição
Porque tudo se repete, são sete
E às sete explode em multidão:
Portas de aço levantam, todos parecem correr
Não correm de, correm para
Para São Paulo crescer
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora
Que o tempo não espera, a vida é derradeira
Quem é vai ser, já era de qualquer maneira
O mundo é do "eu quero"
Quem me der é triste, tristeza basta a guerra
E o adeus no amor
Você onde é que estava quando o tempo andou?
Na terra que não pára, só você parou
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora
O que vale é a versão, pouco interessa o fato
Porque a sensação maior é a do boato
Em coisa de um segundo, noite é madrugada
Notícia ganha o mundo, e a gente não é nada
Você onde é que estava quando o tempo andou?
São Paulo nunca pára, mas você, parou
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora
São Paulo que amanhece trabalhando
Na Praça do Patriarca, rua Direita, São Bento
Na Líbero Badaró, no Viaduto do Chá
Lá está aquele moço, que não dá ponto sem nó
Na conversa bem jogada, vai vendendo geladeira
Pra esquimó curtir verão
Papo firme é isso aí, desse dono da calçada
Rei da comunicação
Olhe aqui, dona Teresa, o produto de beleza
Que chegou da Argentina, examina, examina
De brinde pra seu marido
Nova pomada pra calo que resolve a dor de ouvido
Tem Parker 73, compre uma e ganhe três
Nem paga o justo valor, mais outra ali pro doutor
Leve a lei do inquilinato, mesmo não sendo inquilino
Morar na lei é um barato, e ele prova à sua maneira
Que um ataque de besteira, faz de um doutor um otário
Cursando numa avenida o vestibular da vida
Para ser bom empresário
Ser do São Paulo, do Corinthians e Palmeiras
É ter o fino em futebol durante o ano
Em tênis, remo, natação, nas domingueiras
Bom é Pinheiros, Tietê ou Paulistano
Com Ademir, com Rivelino no gramado
Com rei Pelé e suas jogadas de veludo
Não pe de graça que São Paulo é chamado
Melhor da América Latina em quase tudo
Pró-esporte, pró-esporte é a solução
Pró-esporte, pró-esporte contra a poluição
Lá por setembro o estudante nos ensina
Aquele esporte pelo esporte que não cede
E o meu Mackenzie, dá um show com a medicina
Na grande guerra que se chama MacMed
No corre-corre mundial estamos nessa
Os Fittipaldi estão aí para dizer
Só em São Paulo que é a terra do depressa
A São Silvestre poderia acontecer
Pró-esporte, pró-esporte é a solução
Pró-esporte, pró-esporte contra a poluição
São Paulo jovem, dos que promovem velocidade
Nos seus cavalos, de roda e ferro, na sua forma de liberdade
O peito agarra, a costa de aço
Que deu garupa na Yamaha, no upa-upa
Feito de abraço e muito amor
São Paulo jovem, na mesma cela
Vão ele e ela, por onde seja
Deus os proteja, pelos caminhos da vida em flor
Tem coisas da Ipiranga, da Itapetininga, até da São João
Às vezes também dá
Puxar o show, o chope, o uísque, boa pinga
E o molho das mulheres que transam por lá
Tem loja, tem butique, tem pizzaria
Boate, restaurante, até casa lotérica
É rua que de nada mais precisaria
Com todo aquele charme do Jardim América
América, rua augusta
E agora, já é hora
E ninguém vai embora, embora de lá
Rua augusta, e agora, já é hora
E ninguém vai embora, embora de lá
Bartira e João Ramalho nunca imaginaram
Que a tanga e a miçanga vinham outra vez
Agora nos diriam vendo que acertaram:
Valeu o nosso amor, pelo amor de vocês
E a moça vai passando, e ninguém vê mais nada
Quando ela vai na dela, é pra machucar
É a paulistana boa, despreocupada
De short ou minissaia, pondo pra quebrar, pra quebrar
Rua augusta, e agora, já é hora
E ninguém vai embora, embora de lá
Na sinfonia, que é de todos os barulhos
De Santo Amaro, ao Brás, ao Centro, ao ABC
Por Santo André, Vila Maria até Guarulhos
Grande São Paulo, como eu gosto de você
São Paulo, que amanhece trabalhando
São Paulo que não pode amanhecer
Porque durante a noite, paulista vai pensando
Nas coisas que de dia vai fazer...


SAMPA, TE AMO!!!

sábado, janeiro 03, 2009

Lavando a roupa suja do mundo...

Deus meu...o que acontece com a humanidade?

O que adianta toda essa movimentação contra a pedofilia, se cada vez mais cedo ensinamos nossas crianças (sobretudo meninas) que o importante é ser bonita, sensual e ter os homens a seus pés?

Do que adianta comprar maconha do tráfico e fumar pra "ficar em paz"?

Qual o sentido de propagandear a solidariedade em meio á política do egoísmo?

Até quando teremos que pagar pela nossa fé?

Sei lá, algumas coisas me magoam tanto que eu gostaria de nem pensar nelas. Nem pra protestar. Porque não adianta nada. Talvez alguns protestos meus soem até hipócritas, porque afinal, é isso: pra sobreviver nesse jogo, por mais sujo que seja, é preciso seguir algumas regras.Ás vezes precisamos lamber a mão que nos açoita. Como na hora de pagar impostos. Sinto que pagamos imposto para comprar carrão e casa de praia pra políticos fazerem orgia ás nossas custas. Mas, se não pagar, o sonegador é você. É triste, é ridículo. O dia que permitirem que todo o nosso imposto seja aplicado conforme nossa escolha (adoção de instituições e famílias carentes, realizações de obras assistenciais e de infra-estrutura via iniciativa privada, apoio á educaçõ, etc) eu vou querer ser a primeira a pagar caro por isso. Preferia pegar toda a grana do imposto e comprar cestas básicas pra distribuir pessoalmente entre quem precisa. Nunca vou achar que paguei caro demais se puder ver o sorriso de cada um que receber minha ajuda.

Meu sonho é ser uma mãe despreocupada, que quando a filha sai pra se divertir, pode ficar tranqüila e confiar nos valores sólidos que passei a ela. Queria que mais pessoas, sobretudo da minha geração, pudessem enxergar como é maravilhoso ter uma família, se comprometer com um casamento, achar que infidelidade e negligência são coisas absurdas e nunca colocar a carreira em primeiro lugar.

Seria tão bom se todos fossem capazes de reconhecer os verdadeiros amigos, as pessoas que valem a pena, e dedicarem-se mais a elas. Deixar cair por terra os preconceitos e abraçar quem precisa e quem merece. Deixem cair por terra os padrões sociais, culturais, estéticos e intelectuais, pois somos todos humanos, e o que importa é um caráter reto e um coração gentil. Há muitas pessoas por aí que valem a pena, esperando dar e receber um bom conselho, uma boa companhia, por quê tantas vezes nos cercamos de gente egoísta, fútil, manipuladora, chantagista, falsa?

Por outro lado, se condicionar minha felicidade a esse sonho, talvez eu passe por essa vida apenas sonhando. Fazendo o que posso eu deleto, excluo, elimino. Varro para longe de mim- na medida do possível - tudo e todos que não valem a pena. Um dia, se Deus quiser, estarei cercada apenas por pessoas das quais eu tenho boas coisas a dizer e a lembrar. Pode ser meia dúzia - mas aquela meia dúzia pelas quais colocaria minha mão no fogo sem hesitar.

Não vou citar nomes porque isso é sempre ma armadilha, mas fico feliz em ter facilmente na cabeça muito mais do que apenas meia dúzia de familiares e amigos que admiro e amo, sinceramente, sem reservas. Mesmo quando dor e mágoa cruzaram nossos caminhos, até no sofrimento pudemos encontrar lições de evolução. São essas pessoas, essas situações que me fazem ter esperança de um dia, poder ter um coração mais tranqüilo.


Mas também tem horas que eu queria só jogar uma bomba nisso tudo.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Tão fácil te querer,2009!

Ano Novo em Itapecirica, chácara do Nandão, aquele clima irresponsável e festivo de sempre! Eu no maior sono, mas mesmo assim foi divertido...aquela bagunça e papos de doido, o Nandão saltitando que nem uma estrela do mar levando choque. A festa só terminou no fim da tarde, de volta á Sampa, no primeiro dia do ano, chegando em casa junto com a chuva de verão.



VOU TE ABRAÇAR DE VERDADE, 2009!

terça-feira, dezembro 23, 2008

2009, o ano das 9idades!

Me sinto melhor. Otimista. Tem horas que a gente lembra mesmo do lado bom da vida.
Depois da tempestade, vem a bonança. A primavera é sempre após o inverno. O sol sempre nasce no início de um novo dia.

2008 foi um ano completo, de grandes transformações em minha vida. Sou grata, muito grata por todas as bénçãos que recebi nesse período, e vou dar o melhor de mim sempre, para evoluir sob todos os aspectos possíveis. Me redescobri como pessoa. Redescobri o mundo. E ainda que o caminho seja longo, realmente quero cumprir minha missão e oferecer em tudo o que faço, o máximo que puder.

Não quero apenas ser otimista. Quero evoluir.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Enquanto isso...

Para quebrar esta seqüência de postagens melancólico-revoltadas dos últimos dias, vou contar uma coisa engraçada que aconteceu. Tenho duas primas, Sylvia e Guacyra que trabalham com crianças, numa escola da família. De vez em quando, troco mensagens de celular com elas, é assim que me comunico com a família, na maioria das vezes, já que moro do outro lado do continente. Há um tempinho atrás, recebi uma mensagem, com o número da Sylvia, pedindo um ônibus para 74 crianças. Claro que a mensagem tinha sido enviada para a pessoa errada, mas eu, com meu espírito de porco, não iria perder a oportunidade da piada. Respondi "Tá bom...Mando de balsa ou pode ser pela Transamazônica mesmo?". E foi isso.

Ontem, meus tios ofereceram um almoço de "pré-Natal" na casa deles, e reunimos a família (inclusive essas duas primas, filhas deles). Em um certo ponto da conversa, o assunto veio à tona.



Sylvia: -Então você recebeu a tal mensagem do ônibus?
Eu: -Recebi...
Sylvia: -Nossa, a gente morreu de rir com sua resposta, foi ótima.
Eu: -Fala sério. Eu vi que a mensagem estava errada, é meu jeitinho espirituoso...
Sylvia: -Não, é que você não sabe o outro lado da história... Conta aí, Guacyra...!


E a prima mais velha, com aquela cara de "paciência..!" que é tão dela, explicou a situação:

Guacyra: -Foi assim... Eu estava indo levar as crianças para o Parque da Mônica, acho, e estava com o telefone da Sylvia. Só que eu NÃO SEI MEXER no celular da Sylvia, e acabei mandando a mensagem para TODOS OS CONTATOS...Agora, imagina o caos: o negócio pipocando, gente ligando pra saber se estava tudo bem...

Sylvia: - E o pior é que tinha uns números nada-a-ver lá.. Tipo, número que você vê na rua e anota, sabe? Meu médico (ela está grávida de 9 meses), imagina o que ele deve ter pensado..!

Guacyra; - Não, o pior fui eu, que só me toquei do que estava acontecendo quando meu próprio celular tocou e eu fui ver o que era...A tal mensagem que eu havia acabado de enviar..!

A verdade vem com o tempo...

Ai, ai...
Ás vezes estamos tristes, aí aparece uma desgraça pra nos fazer rir.
Sim, porque, só rindo mesmo!! *risos*

Há algum tempo atrás - e como todo mundo com boas lembranças na vida - eu tive minha fase "arroubos de juventude". Livre, desimpedida, gatinha e sem-noção. E, como essa combinação de beleza e autoconfiança sempre gera muita inimizade (leia-se inveja), conquistei uma legião de antipatias- nem sei direito por quê.
Enfim, o tempo passa, as coisas mudam...e hoje tudo isso virou um passado divertido, sem culpas e cheio de micos desnecessários, mas sem nenhum arrependimento. Passou, como tudo passa. ("até a uva passa", né Ju? Hahaha)

Mas alguns registros ficam. E foi assim que, despreocupadamente, descobri e ainda hoje descubro coisas no mínimo hilárias. Como gente que dizia me adorar, e, mal eu virava as costas, soltava o esculacho

Incrível até onde chega a falsidade e falta do que fazer humanas..! *risos*. Não sei nem o que poderia ser mais ridículo: me idolatrar ou me apedrejar. Como se eu me importasse. Na época, ou em qualquer época...*risos*

É que ninguém mais lê isso aqui. Se lessem, logo esse texto iria se encher de comentários de gente me acusando de hipocrisia, do tipo "Se não se importasse mesmo, não escreveria isso!". Conheço essa missa. Remonta dos velhos tempos também. *risos*. E, como nos velhos tempos, me faria rir.

Hoje muito mais, porque posso ver claramente como as coisas mudaram. Como eu cresci. E como certas coisas nunca mudam, certas pessoas nunca crescem.

Isso me faz ver que eu estava certa quando buscava viver a vida para mim mesma, e não para os outros. E como "amigo" não é qualquer "gente boa" que cruza nosso caminho. As pessoas que importam podem até ser as que colocam pedras á nossa frente. Mas estão sempre ali, se afirmando, defendendo sem máscaras o que são e o que pensam. Ou mesmo, defendendo suas máscaras. Estão ali. Importam.

Ai, ai... que delícia é poder rachar o bico com a falta de personalidade alheia! *risos*

Credo, como estou sendo malvada. Não guardo mágoas, nem rancores. Afinal, o problema não é meu. Gostaria de poder ajudar a todos os que precisam abrir os olhos para tantos aspectos de si, mas seria o cúmulo da hipocrisia, já que tem tanta coisa em mim que ainda precisa crescer, melhorar, mudar. Inclusive o impulso que me leva a escrever essas coisas. Não deixa de ser cretinice da minha parte. Faço isso porque tenho certeza de que ninguém vai ler (embora tenha a esperança de estar errada...hehe).

Ninguém precisa saber de mim. Eu não sou nada para a maioria das pessoas que "incomodo". Nunca fui.

Só me importa ser alguém para aqueles que eu amo.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Cada um no seu quadrado...Tô tirando meu redondo daqui.

Meu, tô muito pê da vida.
Na verdade, estou triste. Magoada demais. Tô me sentindo uma tremenda idiota.
Sei que, o que não tem remédio, remediado está, mas é muito ruim quando você se dedica, se esforça, se preocupa com algo que realmente é importante, que realmente vale a pena, e depois percebe que tudo isso foi totalmente em vão. Sofrer é f***, mas desperdiçar sofrimento é pior ainda.
Tô num baita baixo-astral. Eu nunca esperava por uma coisa dessas. Sabe aquela sua amiga trouxa, cujo namorado a faz de gato e sapato, só deixa a mina na merda, todo mundo sabe que ela é corna de um traste sem-noção, mas ela é toda apaixonada por ele, e você já desistiu de falar, porque ela se vira contra você e diz que você é quem tá causando intriga? Pois é. Digamos que é mais ou menos essa a situação. Pessoas que eu tanto amo, que eu faria de tudo pra ver bem, feliz e prosperando, tomando um cacete após o outro por causa do mau caratismo de outrem. Mas, meu, eu não sei mais o que fazer, não sei mais nem o que pensar. Tô péssima. Tô cheia de raiva já, e isso não é nada bom. Porque tá me fazendo muito mal, e do jeito que nos ultimos tempos eu tenho sido tão feliz, isso tá me matando.

Queria só poder largar mão disso tudo.

Nunca achei que fosse pensar assim.

terça-feira, dezembro 16, 2008

Desenterrando mil mortos...

Eu e as tragédias em volta da minha vida.

Andraus e Joelma (e eu nem era nascida).Morte de Ayrton Senna (um trauma ao vivo). Mamonas Assassinas (ainda dói). TAM 402 (essa foi perto). GOL 1907 (caminho para casa). TAM 3054 (perto demais).

O Crime da Rua Cuba (lembro de tantos jornais...) Massacre no Carandiru (isso está acontecendo mesmo?).Assassintato de Daniella Perez (paixão por um cadáver) Mansão Richthofen (o assassino mora ao lado), Carla Ceppolina (ô vizinhança boa!).Isabella Nardoni, descanse em paz.


Será que sou maluca, ou apenas a confirmação de que o ser humano tem fascínio pela morte? Violenta, visceral, suja, trágica. Morrer de velhice é bénção. De tragédia é entretenimento.

Quantas vezes, da janela frontal da casa no Jd. Aeroporto, vi os aviões decolando e eu quase torcia para que não subissem. Queria vê-los cair, o fogo e a fumaça espalharem-se pelo ar, eu era apenas uma criança. Se estivesse debruçada nesta janela ás 8:25 da manhã de 31 de Outubro de 1996, eu veria acontecer de fato a cena chocante que tantas vezes passou pela minha imaginação. Mas eu não estava. E, mesmo tendo a notícia chegado antes da nuvem negra se dissipar, não tive coragem de olhar o céu. Só mais tarde, quando o sol quase se punha, corri para a R. Luis Orsini de Castro. E o que vi, não gostaria de ter visto. Dezenas de corpos estendidos no asfalto quente. Sangue pela sarjeta. Destroços por todo lado, o cheiro de carne queimada e querosene. Eu era pouco mais que uma menina e corri para ver o que ninguém deveria ter visto. Mas nada disso me impediu de correr de camisola ás quase nove da noite, pelas ruas do Campo Belo quando um pequeno avião atingiu em cheio uma casa próxima á av. dos Bandeirantes em 2000. O isolamento já feito pelos bombeiros não me permitiu ver coisa alguma. Mas não dormi aquela noite.

Passeando pela periferia de Guarulhos, pendurado na fachada de um boteco, como um troféu, um pedaço de fuselagem. PT-LSD. Vomitei de nervoso. Até hoje, nunca quis ver as fotos dos corpos destroçados dos Mamonas. Quando meus pais foram visitar o Sr. Hildelbrando, não quis vê-lo. Fiquei no carro, chorando. Nunca a morte de pessoas tão distantes me deixou tão arrasada.

Eu já era adulta e costumava comprar cerveja e cigarros tarde da noite no posto Shell em frente ao Aeroporto de Congonhas. Mas durante o dia, quando meu pai parava para abastecer, suava frio cada vez que um avião se aproximava para o pouso. Eu via o choque. Via o piloto calcular mal a altitude e se chocar contra o morro da cabeceira. Via um avião na pista oposta perder o controle e cair sobre o posto que explodiria na mesma hora: eu nem veria a cara da morte.


(nessa hora entra o Bruno e meu MSN pula. De boa, tomei um susto filho da p*** e ME RECUSO a continuar escrevendo).

domingo, dezembro 14, 2008

Ela..!

Ela, que é cheia de encantos...
Que atrai, hipnotiza, mesmeriza.
Ela, dona de cantos e segredos
Me envolve em seus mistérios e maravilha com seus óbvios
Ela que me envolve e me faz lembrar
Saber de onde vim, me fez assim
Tão dela...

Que de quente, tão repentinamente, faz-se fria
Sufoca, me molha, resseca
Avança e sobe, encobre, toca o céu
Me ilumina, sua luz que cega
E guia...

Pulsa meu sangue em teu ritmo
Põe meu coração em moto-contínuo
Como você
Sempre em frente, de toda a gente
SÃO PAULO, minha terra,
Nunca irei te esquecer..!!

sábado, dezembro 13, 2008

A Lua Nova da Vida

Creio que seja até desnecessário lembrar aqui de que a Lua tem fases, e é impressionante a influência de cada uma delas sobre tudo o que há na Terra.Rainha absoluta das águas- o sangue da vida -seu ciclo de luz e penumbra é perene lembrete de como tudo tem seu tempo, tudo muda: surge, brilha, se apaga. E torna a surgir.

Dores de parto, de crescimento. Para aprender nem sempre é preciso sofrer, mas toda graça requer algum esforço. E mais do que receber, é preciso aplicar nossas lições, num processo ás vezes tão doloroso. Reconhecer o problema é o primeiro passo para a solução, sem dúvida. Mas é apenas o primeiro passo.

Tenho chorado por dentro, mas hoje quero exibir meu sorriso. Meu coração está em paz.

Feliz, aprendi uma lição.Entrei na Lua Nova da vida.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Parece incrível

...mas muita coisa pode mudar de um dia para o outro
De um hora para outra
De um segundo para outro.

Acredite.

terça-feira, dezembro 09, 2008

Ao vazio

Que droga. Já tenho escrito tão pouco, e ainda é mais triste perceber que as últimas postagens foram tão... rasas. Ou melhor, cheias de significado, mas só para mim. Não há sentido em publicar um blog que só o autor entende. Faz?
Mas ultimamente, talvez eu precise ser assim mesmo, cheia de códigos e mistérios. Minha vida mais do que nunca é um livro aberto, mas não vejo mais tanto sentido em abrí-lo publicamente. Com certeza, seria mal-interpretada. E, pela primeira vez, eu me importo com isso.

Também porque no momento, neste exato momento, enfrento uma situação difícil que pode piorar se eu a revelar. Gostaria, no entanto, de escancarar aos quatro ventos a verdade, expôr minha opinião, meus pensamentos, botar em pauta esse assunto. Mas, infelizmente, preciso calar. Ao menos para vocês, ao menos por enquanto. Não por mim, mas por respeito ao próximo.

Mas, se tudo tem um lado bom, estou gostando do tempo e da relação que estou tendo com meus pais. É algo diferente, sinto que agora, pela primeira vez, eles me vêem como adulta e sentem-se felizes por eu ser quem me tornei. E isso me dá uma tranqüilidade e um prazer muito grandes. Afinal de contas, eles parecem estar satisfeitos pela mulher que criaram. E eu me sinto muito contente em ter certeza de que não decepcionei meus pais.

Coisas as quais só começam a importar realmente depois que nos tornamos pais também

:)

segunda-feira, dezembro 08, 2008

"...não correm DE, correm PARA!"

Sampa. Meus amores e temores. O bem e o mal que fazem uma grande metrópole. Consumista. Caótica. Cosmopolita. Mundial.

E todos seus adjetivos.


Da grandeza da cidade para a pequenez de meu quarto, nos fundos da pequena casa de minha pequena família. Até as pessoas são pequenas. Pequeníssimas. Pikenices.

Grandes emoções. Grandes conflitos. Grandes problemas exigem grandes soluções. Grandes atitudes. Grandes mudanças.

Ainda assim, a felicidade de estar aqui é imensa.

Diretamente proporcional à saudade do que meu coração deixou em Manaus.

"O Sonho Não Acabou..."

Há 28 anos, John Lennon foi assassinado, na porta do Edifício Dakota em NY, onde morava com a mulher, Yoko, e seu filho Sean. O autor do crime foi o desequilibrado Mark David Chapman, um maluco que se dizia fã de John e achava que era Holden Caufield, o fictício protagonista do romance "O Apanhador No Campo de Centeio", de J.D Salinger.

Idiota.

Eu nasci quase dois meses depois disso. Não conheci John, e mesmo que ele estivesse vivo, provavelmente nunca me conheceria. É engraçado pensar como, mesmo desencarnado e distante, sua memória sempre foi tão presente em minha vida- herança de meu pai Beatlemaníaco. Até o nome da minha filha foi inspirado por John. Tantos anos depois de sua morte. Tantos quilômetros distante de N.Y. Ou Liverpool.

O sonho não acabou. Acho que não vai acabar nunca.