Pessoalmente acho que com " Bruna Surfistinha" soou a última trombeta do apocalipse da mídia nacional.
Tenho lido resenhas ótimas a respeito do filme. E de certa forma, elas se justificam. É um filme bem produzido, por bons profissionais e interpretado por bons atores. Mas não foi bem isso que levou o público para o cinema.
Quando conheci Bruna, ou melhor, Raquel, gostei da iniciativa dela. O blog dava a ela um diferencial interessante, além de projetá-la como algo mais do que uma simples "mulher objeto". Quem leu seus textos no blog original sabe que ela tem um estilo envolvente, sabe se expressar, não é nenhuma ignorante com as letras. Dá pra perceber que, no mínimo, ela gosta bastante de escrever. Era quase uma pena que seu blog fosse acessado principalmente por pessoas que não deviam estar tão interessadas assim em redação. Pra assinalar uma curiosidade: a primeira vez que ouvi falar dela foi também quando a encontrei pessoalmente. A achei simpática e divertida, e não fosse nosso encontro na gravação de um programa de TV onde ela iria falar justamente sobre sua profissão, eu acho que jamais desconfiaria que ela fosse garota de programa.
O livro veio com a fama. Bom pra ela: acho que todo blogueiro sonha em publicar um livro. Ainda mais um best-seller. Achei um pouco apelação as tais das "páginas lacradas". Mas se isso acontece até com conceituadas revistas femininas, imagina no diário de uma (ex) garota de programa...
Agora, sinceramente, precisava mesmo daquele filme ou foi só um lance pra ganhar dinheiro de um bando de espertinhos? Lógico que seria bilheteria garantida. Mas sinceramente, eu me preocupo com essa apologia à putaria que tem tomado conta do cinema, da TV, das novelas, de todos os meios e personalidades.
Pior ainda foi aquela tal Maria vencendo o Big Brother. Ela diz que não era garota de programa. Por mim ela pode dizer o que quiser, mas o que ela tinha na cabeça então, quando tirou aquelas fotos, fez aqueles filmes? E aquele comportamento vulgar dentro da "casa mais vigiada do Brasil" ? Seus fãs dizem que ela venceu por ser uma pessoa "sincera". É, sinceramente, aquela garota é uma perdida...Sei lá, eu fico pensando no que minha família pensaria se me visse ter aquele comportamento na TV, se vissem, ou se no mínimo soubessem que tem fotos e vídeos eróticos meus pela Internet.. Cara, isso é muito bizarro e não entra na minha cabeça.
Antes que algum dos meus inexistentes leitores pense outra coisa, faço questão de deixar bem claro que sou casada, tenho uma vida sexual plena e tenho 100% de confiança que meu marido está satisfeito com isso. Temos cumplicidade, química, física, matemática,geografia e tudo o mais que mantenha acesa essa chama tão necessária num relacionamento. Mas a graça é justamente manter tudo isso entre a gente! Meu lado sexual é exclusividade do meu parceiro... Não deveria ser assim? Não?
Ás vezes me sinto velha e careta.
domingo, abril 03, 2011
sábado, abril 02, 2011
Rebecca Black - Friday (OFFICIAL VIDEO)
Viram como é fácil? Com uma produtora razoável, dá pra fazer até um clipe que não fica devendo nada pra muita coisa da Selena Gomez!
Boas produtoras fazem mágica!
..mas não fazem MILAGRE, né?
*risos*
sexta-feira, abril 01, 2011
TV TODO MUNDO
Vivemos em um tempo onde a tecnologia está mais acessível que nunca. Existem modelos básicos de celulares que possuem gravadores e câmeras. Programas como o Windows Movie Maker permitem que qualquer pessoa possa dar o mínimo de edição a um vídeo, por mais caseiro que seja. E ferramentas como o YouTube reúmem grandes e pequenos produtores, vloggers, curiosos e engraçadinhos de todo tipo, lançando-os a chance de verem e serem vistos pelo mundo.
Vemos toda sorte de vídeos que se consagram ali: erros de gravação, flagras cotidianos, bons artistas que se revelam, péssimos artistas que se revelam ótimos humoristas, gente de todas as castas e classes fazendo bonito e pagando mico. É a verdadeira TV TODO MUNDO. E o mais legal é a absoluta liberdade da programação.
Para compartilhar momentos, lançar um "viral", ou pelo menos garantir que aquela linda videohomenagem que você fez á sua sogra não terminará virando hit em programa de humor porém, publicar um vídeo na Internet exige alguma perícia.
1. Criatividade: A mesma acessibilidade que permite o nascimento de uma nova idéia também permite que ela se perca em meio ao lugar comum. Se a intenção do vídeo é o destaque, certifique-se que o conteúdo tenha um diferencial. Examine duas questões principais: "Se este vídeo não fosse meu, eu o compartilharia com outras pessoas?" e "Já existe algum vídeo parecido com este por aí?"
2. Divulgação: Compartilhe o link de seu vídeo em suas redes sociais, sua lista de contatos, e-mail e em comunidades virtuais com temas que tenham a ver com o conteúdo do vídeo. Outra boa dica é comentar vídeos que possam ser relacionados com o seu - mas não deixe simplesmente o link ali, escreva algo que faça as pessoas entenderem que se gostaram do que acabaram de ver, poderão gostar também do seu. Isso é falar diretamente com seu público-alvo.
3. Discrição: Ás vezes a intenção não é tornar o vídeo uma estrela, apenas compartilhá-lo e mantê-lo acessível a algumas pessoas. Nesse caso, além de evitar publicar o link em locais acessíveis, evite longas e específicas descrições, que podem vincular seu vídeo a buscas por algum dos termos utilizados - muitas vezes de forma equivocada.
4. Direitos Autorais: Evite utilizar material de terceiros como cenas de filmes, fotos e trilhas sonoras. Isso pode acarretar na suspensão de seu vídeo. Também evite publicar imagens de pessoas e estabelecimentos sem autorização- isso pode gerar inclusive processos judiciais.
Preparados? Então, luzes, câmera...e clique!
Vemos toda sorte de vídeos que se consagram ali: erros de gravação, flagras cotidianos, bons artistas que se revelam, péssimos artistas que se revelam ótimos humoristas, gente de todas as castas e classes fazendo bonito e pagando mico. É a verdadeira TV TODO MUNDO. E o mais legal é a absoluta liberdade da programação.
Para compartilhar momentos, lançar um "viral", ou pelo menos garantir que aquela linda videohomenagem que você fez á sua sogra não terminará virando hit em programa de humor porém, publicar um vídeo na Internet exige alguma perícia.
1. Criatividade: A mesma acessibilidade que permite o nascimento de uma nova idéia também permite que ela se perca em meio ao lugar comum. Se a intenção do vídeo é o destaque, certifique-se que o conteúdo tenha um diferencial. Examine duas questões principais: "Se este vídeo não fosse meu, eu o compartilharia com outras pessoas?" e "Já existe algum vídeo parecido com este por aí?"
2. Divulgação: Compartilhe o link de seu vídeo em suas redes sociais, sua lista de contatos, e-mail e em comunidades virtuais com temas que tenham a ver com o conteúdo do vídeo. Outra boa dica é comentar vídeos que possam ser relacionados com o seu - mas não deixe simplesmente o link ali, escreva algo que faça as pessoas entenderem que se gostaram do que acabaram de ver, poderão gostar também do seu. Isso é falar diretamente com seu público-alvo.
3. Discrição: Ás vezes a intenção não é tornar o vídeo uma estrela, apenas compartilhá-lo e mantê-lo acessível a algumas pessoas. Nesse caso, além de evitar publicar o link em locais acessíveis, evite longas e específicas descrições, que podem vincular seu vídeo a buscas por algum dos termos utilizados - muitas vezes de forma equivocada.
4. Direitos Autorais: Evite utilizar material de terceiros como cenas de filmes, fotos e trilhas sonoras. Isso pode acarretar na suspensão de seu vídeo. Também evite publicar imagens de pessoas e estabelecimentos sem autorização- isso pode gerar inclusive processos judiciais.
Preparados? Então, luzes, câmera...e clique!
quarta-feira, março 30, 2011
A Arte de Bem-Atender
Não há empresa, marca ou promoção que sobreviva a um péssimo atendimento. Mesmo a franquia mais bem-conceituada do mundo. Pode ser o produto ou serviço mais badalado do momento: basta um atendente mau-humorado para espantar a freguesia - e com ela, os lucros.
Quando uma pessoa entra em contato com uma empresa - seja adentrando um estabelecimento, enviando um e-mail ou fazendo um telefonema - ela já passa a ser um cliente mesmo antes de consumir qualquer produto ou serviço. Na verdade não são poucos os clientes que irredutivelmente condicionam o consumo ao bom atendimento preliminar.
A cordialidade e disposição do atendente, recepcionista ou vendedor será o primeiro contato pessoal do cliente com o estabelecimento e portanto, fator decisivo para uma primeira impressão.
A seguir, listamos os maiores inimigos do bom atendimento:
1.Desinteresse: O atendente não cumprimenta- ou o faz mecanicamente, quase sem contato visual - não endireita a postura nem deixa de fazer o que está fazendo (se for um bate-papo com um colega, então é erro gravíssimo!), para se colocar à disposição. Não há desculpa para um garçom, vendedor ou recepcionista não estar atento à mínima requisição do cliente - Não há coisa mais desagradável para ele do que ter de ficar "caçando" um funcionário para ser atendido.
2.Falta de Postura: É outra expressão do desinteresse. Ficar encostado no balcão, mascando chiclete, falando ao celular, sentado, "arrumando" alguma coisa...Vendo Tv, então nem pensar! E o pior é que pessoalmente, já vi atendentes que estavam fazendo tudo isso ao mesmo tempo, sem nem reparar se havia ou não clientes no estabelecimento.
3.Intimidade: Cordialidade e simpatia, na medida certa. Sorrir não é fazer cara de bobo, e ser atencioso não é forçar intimidade. O brasileiro é um povo naturalmente amigável e mais expansivo, mas convenhamos:é muito esquisito ser chamado de "amada" pela mulher do telemarketing...
Quando uma pessoa entra em contato com uma empresa - seja adentrando um estabelecimento, enviando um e-mail ou fazendo um telefonema - ela já passa a ser um cliente mesmo antes de consumir qualquer produto ou serviço. Na verdade não são poucos os clientes que irredutivelmente condicionam o consumo ao bom atendimento preliminar.
A cordialidade e disposição do atendente, recepcionista ou vendedor será o primeiro contato pessoal do cliente com o estabelecimento e portanto, fator decisivo para uma primeira impressão.
A seguir, listamos os maiores inimigos do bom atendimento:
1.Desinteresse: O atendente não cumprimenta- ou o faz mecanicamente, quase sem contato visual - não endireita a postura nem deixa de fazer o que está fazendo (se for um bate-papo com um colega, então é erro gravíssimo!), para se colocar à disposição. Não há desculpa para um garçom, vendedor ou recepcionista não estar atento à mínima requisição do cliente - Não há coisa mais desagradável para ele do que ter de ficar "caçando" um funcionário para ser atendido.
2.Falta de Postura: É outra expressão do desinteresse. Ficar encostado no balcão, mascando chiclete, falando ao celular, sentado, "arrumando" alguma coisa...Vendo Tv, então nem pensar! E o pior é que pessoalmente, já vi atendentes que estavam fazendo tudo isso ao mesmo tempo, sem nem reparar se havia ou não clientes no estabelecimento.
3.Intimidade: Cordialidade e simpatia, na medida certa. Sorrir não é fazer cara de bobo, e ser atencioso não é forçar intimidade. O brasileiro é um povo naturalmente amigável e mais expansivo, mas convenhamos:é muito esquisito ser chamado de "amada" pela mulher do telemarketing...
terça-feira, março 29, 2011
Ana Elise, 23 anos, atendente de pet shop
Ela vem do lado Leste e trampa lá na Zona Sul. Morava ali perto da Globo, mas estava de favor, na casa de uma amiga e resolveu sair. O salário só deu para alugar uma quitenete lá pro Pintadinho. Paciência. Não podia largar o emprego sem arrumar outro.
Gosta de bichos e de gente, Ana Elise freqüenta a Assembléia de Deus. Ela acha a vida boa, tem dois irmãos criados e os pais vivem no interior, com simplicidade e suficiência. Veio pra São Paulo menina, nem lembra quando. Na adolescência perdeu o caminho da escola, entrou pelo atalho das drogas, engravidou, abortou, fugiu da casa da madrinha. Voltou convertida e arrependida, falando de Deus e pedindo pra recomeçar. A todos testemunhava seu milagre pessoal. Ana Elise é feliz, sim.
De manhã, no ônibus, vem agasalhada, lendo uma revista sobre novelas. Ana Elise vê todas, é fã da Globo e da MTV. Queria ser modelo- todo mundo diz que leva jeito - mas vaidade é pecado e ela tem medo de ter de posar nua. Que vergonha, né, Ana Elise? Ela mostra uma foto no celular, onde aparece com a Fátima Bernardes. Ana Elise via muito artista lá no Brooklyn, mas agora não tem tempo pra ver mais nem televisão. O caminho é longo, Ana Elise não se importa. Ainda mais se consegue fazer a viagem sentada, melhor ainda- na janela. Aí Ana Elise larga a revista, olha pro mundo, o pensamento longe... Queria saber o que ela pensa. Acho que em ser modelo, desfilar no Cidade Jardim, aparecer na TV. Ou se entristece por tanto querer um cachorrinho, mas não poder mantê-lo no apartamento tão pequeno. Ás vezes ela fecha os olhos, parece que está dormindo. Vejo na minha mente os sonhos de Ana Elise: um bom marido, uma casinha no interior, filhos correndo no quintal. Só vai despertar quase no último ponto, a parada perto da pet shop, o frio paulista a arrepiar-lhe o pescoço. Ana Elise salta a caminho do trabalho, seguindo o rumo do futuro.
Gosta de bichos e de gente, Ana Elise freqüenta a Assembléia de Deus. Ela acha a vida boa, tem dois irmãos criados e os pais vivem no interior, com simplicidade e suficiência. Veio pra São Paulo menina, nem lembra quando. Na adolescência perdeu o caminho da escola, entrou pelo atalho das drogas, engravidou, abortou, fugiu da casa da madrinha. Voltou convertida e arrependida, falando de Deus e pedindo pra recomeçar. A todos testemunhava seu milagre pessoal. Ana Elise é feliz, sim.
De manhã, no ônibus, vem agasalhada, lendo uma revista sobre novelas. Ana Elise vê todas, é fã da Globo e da MTV. Queria ser modelo- todo mundo diz que leva jeito - mas vaidade é pecado e ela tem medo de ter de posar nua. Que vergonha, né, Ana Elise? Ela mostra uma foto no celular, onde aparece com a Fátima Bernardes. Ana Elise via muito artista lá no Brooklyn, mas agora não tem tempo pra ver mais nem televisão. O caminho é longo, Ana Elise não se importa. Ainda mais se consegue fazer a viagem sentada, melhor ainda- na janela. Aí Ana Elise larga a revista, olha pro mundo, o pensamento longe... Queria saber o que ela pensa. Acho que em ser modelo, desfilar no Cidade Jardim, aparecer na TV. Ou se entristece por tanto querer um cachorrinho, mas não poder mantê-lo no apartamento tão pequeno. Ás vezes ela fecha os olhos, parece que está dormindo. Vejo na minha mente os sonhos de Ana Elise: um bom marido, uma casinha no interior, filhos correndo no quintal. Só vai despertar quase no último ponto, a parada perto da pet shop, o frio paulista a arrepiar-lhe o pescoço. Ana Elise salta a caminho do trabalho, seguindo o rumo do futuro.
SUSTENTABILIDADE: Ambientalismo ou Capitalismo?
Vamos encarar os fatos: a palavra sustentabilidade está tão em voga atualmente porque já não podemos falar mais em preservação. Não é preciso mais buscar embasamento em nenhum número oficial ou gráfico científico para constatar que, quando falamos em "preservar" hoje em dia, já não se trata de uma solução, e sim de não agravar um problema que já está instalado.
É utópica a idéia de que é possível "voltar no tempo" e recuperar o bioma original das regiões devastadas. Até porque a Natureza é como um grande organismo, e muitas vezes a intervenção em áreas aparentemente distantes é capaz de afetar de forma estrutural o ecossistema de uma reserva. Assim como os parques que existem em meio á grandes metrópoles, conservando nada além de uma lembrança da vegetação que outrora dominava toda a região, as florestas e reservas que temos hoje na maioria das vezes estão em maior ou menor grau, comprometidas pelo avanço da "civilização" pelo mundo. Os efeitos de anos e anos da exploração indiscriminada de recursos já são globais.
Por isso, a discussão sobre sustentabilidade já não pode mais ser considerada como "ecológica" ou assunto de ambientalistas, mas uma questão urgente a ser trabalhada prioritariamente por empresários e pessoas diretamente responsáveis (ou pelo menos interessadas) pela movimentação econômica da humanidade. Não deve ser exagero afirmar que os problemas ambientais causados pelo desmatamento, aquecimento global, acúmulo de resíduos e poluição são todos derivados do capitalismo e de uma economia de consumo.
Não faz sentido também, sugerir um retrocesso na história. O que precisa ser feito neste momento é encontrar um real ponto de equilíbrio entre o que está sendo dado no presente e tirado do futuro. Buscar um jeito de acelerar o desenvolvimento e frear a degradação. Mas para isso é necessário que se enxergue além dos custos financeiros, ou teremos apenas postergado o apocalipse.
Sustentabilidade não tem mais a ver com ecologia, e sim com economia.
É utópica a idéia de que é possível "voltar no tempo" e recuperar o bioma original das regiões devastadas. Até porque a Natureza é como um grande organismo, e muitas vezes a intervenção em áreas aparentemente distantes é capaz de afetar de forma estrutural o ecossistema de uma reserva. Assim como os parques que existem em meio á grandes metrópoles, conservando nada além de uma lembrança da vegetação que outrora dominava toda a região, as florestas e reservas que temos hoje na maioria das vezes estão em maior ou menor grau, comprometidas pelo avanço da "civilização" pelo mundo. Os efeitos de anos e anos da exploração indiscriminada de recursos já são globais.
Por isso, a discussão sobre sustentabilidade já não pode mais ser considerada como "ecológica" ou assunto de ambientalistas, mas uma questão urgente a ser trabalhada prioritariamente por empresários e pessoas diretamente responsáveis (ou pelo menos interessadas) pela movimentação econômica da humanidade. Não deve ser exagero afirmar que os problemas ambientais causados pelo desmatamento, aquecimento global, acúmulo de resíduos e poluição são todos derivados do capitalismo e de uma economia de consumo.
Não faz sentido também, sugerir um retrocesso na história. O que precisa ser feito neste momento é encontrar um real ponto de equilíbrio entre o que está sendo dado no presente e tirado do futuro. Buscar um jeito de acelerar o desenvolvimento e frear a degradação. Mas para isso é necessário que se enxergue além dos custos financeiros, ou teremos apenas postergado o apocalipse.
Sustentabilidade não tem mais a ver com ecologia, e sim com economia.
Schwarzeneggices! no Fórum Mundial de Sustentabilidade!
"...precisamos fazer a idéia de 'ecológico' ser mais sexy!"
É, meu caro "Terminator"... pelo jeito ninguém te falou sobre as Mulheres-Fruta e a Mulher-Samambaia, né..?
Já te digo: sensualizar não dá certo.
É, meu caro "Terminator"... pelo jeito ninguém te falou sobre as Mulheres-Fruta e a Mulher-Samambaia, né..?
Já te digo: sensualizar não dá certo.
Plantão PikeNices! : Adeus, Sr. José Alencar!
O Sr. ex-Presidente da República, José Alencar acaba de falecer. Há muito tempo lutando contra um câncer, depois de muitas recaídas e com uma perfuração no abdômem, os médicos do hospital Sírio-Libanês em São Paulo apenas se preocupavam agora em aliviar o sofrimento de seus derradeiros instantes em matéria. Ás 14:30 (horário de Brasília) foi dado o último boletim médico com Alencar ainda vivo. Ele dormia em presença de familiares, sob o efeito de analgésicos.
O Sr. José Alencar foi um exemplo de superação e persistência, sem jamais esmorecer perante a doença. Mesmo após várias cirurgias, tratava do assunto com bom humor e nunca se esquivou da imprensa.
Descanse em paz!
O Sr. José Alencar foi um exemplo de superação e persistência, sem jamais esmorecer perante a doença. Mesmo após várias cirurgias, tratava do assunto com bom humor e nunca se esquivou da imprensa.
Descanse em paz!
Fórum Mundial de Sustentabilidade- EU FUI (mesmo!)
..olha as minhas costas aí, junto com as costas da Cintia Levorin, da Christiane Torloni e do Victor Fasano!!
segunda-feira, março 28, 2011
Fórum Mundial de Sustentabilidade 2011 - EU FUI!
Nos dias 24, 25 e 26 de Março, aconteceu no Hotel Tropical em Manaus o segundo Fórum Mundial de Sustentabilidade, organizado pela Seminars e promovido pelo LIDE, o evento reuniu mais de 700 empresários, cientistas, ambientalistas e formadores de opinião além de 164 jornalistas de veículos do Brasil e do exterior.
O evento trouxe ao Brasil Arnorld Schwarzenegger (ex-ator e ex-Governador da California), Richard Branson (empresário do conglomerado Virgin, com mais de 300 empresas) e o ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, além do cineasta James Cameron (que já havia participado da primeira edição do Fórum), Dan Epstein ( responsável pelo desenvolvimento sustentável das olimpíadas de Londres em 2012), e os autores Adam Werbach (chefe de sustentabilidade da Saatchi & Saatchi) e Paul Hawken (ambientalista e empresário).
O Forum, promovido pela empresa Seminars, é uma iniciativa do grupo LIDE que reúne líderes empresariais de diversas áreas. A seus membros juntaram-se cientistas, ambientalistas, ativadores e formadores de opinião para analisar e debater a questão da sustentabilidade na economia e equilíbrio ambiental do planeta. Espera-se que deste evento surjam novas iniciativas e parcerias para encontrar e desenvolver soluções que conciliem progresso econômico e presevação ambiental.
O evento trouxe ao Brasil Arnorld Schwarzenegger (ex-ator e ex-Governador da California), Richard Branson (empresário do conglomerado Virgin, com mais de 300 empresas) e o ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, além do cineasta James Cameron (que já havia participado da primeira edição do Fórum), Dan Epstein ( responsável pelo desenvolvimento sustentável das olimpíadas de Londres em 2012), e os autores Adam Werbach (chefe de sustentabilidade da Saatchi & Saatchi) e Paul Hawken (ambientalista e empresário).
O Forum, promovido pela empresa Seminars, é uma iniciativa do grupo LIDE que reúne líderes empresariais de diversas áreas. A seus membros juntaram-se cientistas, ambientalistas, ativadores e formadores de opinião para analisar e debater a questão da sustentabilidade na economia e equilíbrio ambiental do planeta. Espera-se que deste evento surjam novas iniciativas e parcerias para encontrar e desenvolver soluções que conciliem progresso econômico e presevação ambiental.
terça-feira, março 15, 2011
Paliteiro Cheio
Preciso ser mais produtiva. É um saco esse negócio de ficar pensando, pensando, e não fazer nada.
Por outro lado, não sei o que fazer também, e isso me irrita profundamente. É tanta idéia ao mesmo tempo que vira paliteiro cheio: nada sai.
Vontade começar algo novo, mas e aí, onde eu enfio a vergonha se não vingar DE NOVO..?
Afe..!
Por outro lado, não sei o que fazer também, e isso me irrita profundamente. É tanta idéia ao mesmo tempo que vira paliteiro cheio: nada sai.
Vontade começar algo novo, mas e aí, onde eu enfio a vergonha se não vingar DE NOVO..?
Afe..!
sábado, março 12, 2011
Talula, tá, lula, talu lá...
Alguém lembra daquele filme "Jamaica Abaixo de Zero?" quando a turma termina de reformar o trenó, um dos competidores resolve batizá-lo de "Talula" e um outro diz "vai dar nome de vadia pro nosso trenó?" (ao que o primeiro responde: " É o nome da minha mãe..!")
A primeira vez que ouvi esse nome também foi num filme. "Quando as metralhadoras cospem". Mas deixa pra lá, senão vai ter um povo me achando muito mais velha do que minha memória é boa.
Depois por um bom tempo, Talula (ou Tallulah) era só uma das músicas do Sonata Arctica que eu menos gostava...
Agora parece que uma participante do Big Brother com esse nome, e que ela não é lá muito ética...
"Vai dar nome de vadia pro nosso trenó?"
A primeira vez que ouvi esse nome também foi num filme. "Quando as metralhadoras cospem". Mas deixa pra lá, senão vai ter um povo me achando muito mais velha do que minha memória é boa.
Depois por um bom tempo, Talula (ou Tallulah) era só uma das músicas do Sonata Arctica que eu menos gostava...
Agora parece que uma participante do Big Brother com esse nome, e que ela não é lá muito ética...
"Vai dar nome de vadia pro nosso trenó?"
sexta-feira, março 11, 2011
Devassa para menores
Bom, já tá na hora de sacudir isso aqui, né? Vida nova, fim de resguardo, terremoto no Japão e bola pra frente, pro alto, pra cima e subindo.
Finalmente me rendi á curiosidade e fui procurar no Youtube a propaganda da cerveja DEVASSA com a Sandy. Na TV acho que nem teria chance de ver uma coisa dessas: em casa não tenho tempo, e aqui onde tô passando as "férias médicas" (é um nome melhor que "resguardo", né não?), prefiro TV a cabo.
Coitada da Sandy... é verdade que "fiz as pazes" com ela depois do lançamento do CD "Manuscrito". Não li as críticas, não sei como o público recebeu, e tenho certeeeeeeza que meus amigos metaleiros vão me execrar por admitir publicamente que eu gostei, mas no MEU aparelho de som toca o que EU quero, e é pra isso que servem os fones de ouvido.
Agora, Sandy e Devassa... não deu certo não. Tenho certeza que os publicitários que tiveram essa idéia genial também não imaginavam que daria tão errado. E, se bobear, nem a Sandy devia ter imaginado que a campanha ficaria tão ridícula. Não dá para culpá-la por não ser vulgar - aliás, isso é mais ridículo ainda- Mas a verdade é que, "propagandamente", o tiro saiu pela culatra. Sandy bebendo cerveja numa campanha de 1 milhão, só prova uma coisa (ou duas) : ela pode ser péssima atriz, mas a verdadeira virtude é incorruptível.
Agora, sim: eu acredito que ela seja uma boa moça. Com um lado "descolado", sim - e foi aí que ela foi parar nesse comercial - mas uma boa moça de verdade. Engraçado até o jeito dela no comercial: mesmo fazendo seu melhor, não consegue disfarçar a falta de jeito.
Fico feliz ao ver que pelo menos uma celebridade ainda tem vergonha de ser vadia - mesmo de mentirinha.
Finalmente me rendi á curiosidade e fui procurar no Youtube a propaganda da cerveja DEVASSA com a Sandy. Na TV acho que nem teria chance de ver uma coisa dessas: em casa não tenho tempo, e aqui onde tô passando as "férias médicas" (é um nome melhor que "resguardo", né não?), prefiro TV a cabo.
Coitada da Sandy... é verdade que "fiz as pazes" com ela depois do lançamento do CD "Manuscrito". Não li as críticas, não sei como o público recebeu, e tenho certeeeeeeza que meus amigos metaleiros vão me execrar por admitir publicamente que eu gostei, mas no MEU aparelho de som toca o que EU quero, e é pra isso que servem os fones de ouvido.
Agora, Sandy e Devassa... não deu certo não. Tenho certeza que os publicitários que tiveram essa idéia genial também não imaginavam que daria tão errado. E, se bobear, nem a Sandy devia ter imaginado que a campanha ficaria tão ridícula. Não dá para culpá-la por não ser vulgar - aliás, isso é mais ridículo ainda- Mas a verdade é que, "propagandamente", o tiro saiu pela culatra. Sandy bebendo cerveja numa campanha de 1 milhão, só prova uma coisa (ou duas) : ela pode ser péssima atriz, mas a verdadeira virtude é incorruptível.
Agora, sim: eu acredito que ela seja uma boa moça. Com um lado "descolado", sim - e foi aí que ela foi parar nesse comercial - mas uma boa moça de verdade. Engraçado até o jeito dela no comercial: mesmo fazendo seu melhor, não consegue disfarçar a falta de jeito.
Fico feliz ao ver que pelo menos uma celebridade ainda tem vergonha de ser vadia - mesmo de mentirinha.
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
Aborto Espontâneo : minha experiência
Durante estes dias difíceis, entre descobrir que minha gravidez de 11 semanas já não mais evoluía e hoje - que fiz a última US pós-curetagem, constatando que está tudo bem e logo poderei ter uma nova gestação- minha maior fonte de informação foram os depoimentos online de mulheres de várias partes do mundo, idades, credos e raças, que passaram por uma -ou algumas- situações semelhantes. De igual mesmo, acredito, apenas a dor.
Mas se a Internet não pode ser fonte segura do que vai ou não acontecer, do que pode ou não ser e como - devemos SEMPRE consultar um médico pessoalmente a respeito de nossa saúde - realmente uma coisa pude confirmar: de que cada caso é um caso. Ler tantas e tão diversas experiências foi bom para mim. Na mais simples das análises, fez com que me sentisse menos sozinha. Por isso, decidi contar também um pouco da minha experiência. A parte física, que mais provoca medo e dúvidas. Seria impossível tentar descrever o que se passa no coração e mente de uma mulher num momento como aquele.
Foi Deus que me mandou para o hospital naquela noite. Não era uma consulta de rotina, na verdade fui parar lá quase por acaso, por uma gota de sangue na calcinha que descobri mais tarde ter saído de um pequeno ferimento externo. Na minha primeira gravidez, sim, tive sangramentos e perdas de líquido significativas, passei por dificuldades no prmeiro trimestre, mas eram outros tempos, eu vivia uma época de stress e abusos: bebia, fumava, não cuidava da alimentação, na verdade, pesava pouco mais de 30 kg (tenho 1,43m) e quase não dormia. Portanto, não me alarmei quando o GO de plantão me deu a guia para o US com os dizeres "ameaça de aborto". Não era a primeira vez que recebia aquilo. E olhei confiante para minha linda e saudável filha de quase 4 anos.
Minha confiança só desmoronou ao ver a ruga de preocupação do médico que fez o US. Não conseguia acreditar no que eu ouvia - no que eu NÂO ouvia. Os batimentos cardíacos do feto haviam cessado. Não havia movimentos.
Nos dias seguintes, rezei por um milagre que não veio. A segunda US confirmou minha tristeza. Choveu muito lá fora e dentro de mim.
A GO então apresentou-me as opções: eu poderia esperar - um máximo de 15 dias - pela expulsão natural dos produtos da gestação ou internar-me imediatamente para a indução e possívelmente uma curetagem. Dra. Evelyn foi maravilhosa em todos os sentidos com sua informação e sensibilidade.
Explicou-me que eu poderia ir tranquilamente para casa e aguardar, se quisesse, para que a sábia Natureza trouxesse a solução, visto que o diagnóstico do óbito havia sido quase imediato. Mas que eu deveria ir direto ao hospital assim que começasse a sangrar, para ter um acompanhamento.
Meu marido estava muito nervoso. Ele é um homem prático que muitas vezes me trouxe equilíbrio, mas naquele instante eu me dei o direito de discordar. Por decisão dele eu ficaria internada desde aquele momento, sob cuidados médicos, especializados. Acabaria de uma vez com aquele sofrimento e minimizaria os riscos. Ele me ama, quer ter outro filho. Sob sua visão, era muita coisa para arriscar.Eu compreendia isso. Mas o que ele nem ninguém poderia compreender era minha luta contra a simples idéia de "aborto". A enxurrada de pensamentos, de lembranças que me vieram, a luta física e psicológica pela minha primeira gravidez... Cada um sabe o que viveu. E eu sei o que vivi até ali para que a menção a "Cytotec" e "Misoprostrol" me desse ânsia de vômito. Quantas - e foram muitas!- que eu conheci usavam essas palavras como sinônimo de alívio, de bénção, de condescendência...Creiam-me, invisíveis leitores: conheci ALGUMAS barrigas que se foram num passe da "palavra mágica" . Cytotec me parecia o nome do próprio diabo. Não, eu SOFRI um aborto! SOFRI!! Mas na minha cabeça ecoavam vozes conhecidas: "É só usar Cytotec, não 'pega' nada..!"
Perdão se estou confundindo alguém com histórias mal contadas... Talvez isso não venha mesmo ao caso.
De volta a Dra. Evelyn...Ela me explicou que, uma vez internada, se não houvesse sangramento, primeiro seria feita a indução, com o tal Cytotec. Disse que eu sentiria cólicas muito fortes, sim, mas que a idéia era essa: expelir. Foi sincera também, dizendo que provavelmente teria de passar por uma curetagem, dado o tempo de gestação (11 semanas), mas que não me preocupasse, era um procedimento simples, feito sob anestesia geral (sedação), e que eu sequer lembraria de nada. Explicou inclusive a importância desse procedimento: limpar totalmente o útero, para evitar infecção- o que seria mil vezes pior.
-E AMIU? - perguntei, já orientada por uma amiga médica.
AMIU é um outro tipo de procedimento para retirada dos produtos de uma gestação que não evoluiu. É uma aspiração desses produtos aravés de uma cânula, como uma seringa. É um processo mais simples, menos arriscado e menos invasivo. Muito usado na rede de atendimento pública, mas praticamente inexistente na particular (por quê será..?)
-Adoro AMIU. Se houvesse dilatação no seu colo, seria a melhor solução. Mas esse hospital não trabalha com AMIU...
...e meu colo estava fechadíssimo. Quem diria. Na primeira gravidez, a briga era para ele não abrir. E agora...
Fechado, sem nenhum sangramento. E os dias passavam. Nenhuma cólica, nenhum corrimento, nenhuma dor, nada. E assim foi até quase o término do prazo de quinze dias. Num fim de tarde de sábado, ao passar o papel higiênico, notei um corrimento gelatinoso, ligeiramente marrom. Pensei: "está próximo!". Mas as horas passaram sem que nada acontecesse.
No domingo, já tarde da noite e sem nenhuma mudança além do discretíssimo sangramento, resolvi ir ao hospital. Me sentia fisicamente bem, mas estava nervosa demais. Comecei a duvidar do quão preparada eu estava para... o que fosse.
Cheguei ao hospital e logo subi para a internação. Não quis ficar num quarto privativo, achei que nem era o caso.Até porque não queria que meu marido ficasse comigo. Na enfermaria só eram permitidas acompanhantes mulheres. Cheguei sozinha, e fui atendida por uma enfermeira simpática, que se apresentou e ofereceu empatia, pois também já havia passado por o que eu estava prestes a enfrentar. Ela me pôs no soro com Ocitocina (um hormônio que produz contrações) e o primeiro comprimido de (argh!) Cytotec.
As dores começaram. Primeiro, realmente uma cólica bem forte. Eu ainda conseguia fazer piadas. Na verdade, me incomodava mais a dor da agulha na mão (eu DETESTO acessos na mão..!) do que as cólicas. Foi nesse estágio que minha querida amiga chegou. Coitada, acho que se soubesse o que viria pela frente, eu mesma faria questão de que ela não tivesse presenciado aquilo. Mas que bom que ela estava lá..!
Rimos, fizemos piada com os programas da TV, comentamos a semelhança da enfermeira com a dançarina Andressa Soares (a Mulher Melancia!), contamos causos. A dor crescia e eu ri até onde consegui. Mas chegou o momento que eu não consegui mais. As lágrimas não vinham: vieram os gritos. E a minha "Mulher Melancia" aconselhava com calma e meiguice que respirasse fundo, fizesse força, dobrasse as pernas. "É como um parto, mas sem o prêmio..!". A doida da minha amiga (bota AMIGA nisso!) chegou a pedir para que eu a mordesse. Se eu o fizesse, não ia sobrar nem osso..!
Resumo da ópera: a dor é lancinante. Gritei, sim. Esperneei, pedi drogas, cesariana, aspirador de pó e até porrada. Nem sei quanto tempo passou. Nada saía, nem sangue. Fiz muita força. Levantava, sentava, pulava e até dançava. E aquele soro no braço..!
Mais força. Um pouco de sangue. Aquilo me tranquilizou, me deu mais coragem para "empurrar". Mesmo assim, já havia amanhecido e eu estava exausta. Vinha cambaleando do banheiro para a cama quando senti um "estalo" dentro de mim. Um líquido lavou o chão, e eu expeli algo que reconheci como o que uma colega de dor e de blog descreveu como um coágulo escuro em forma de rim . Por conta de seu testemunho, achei que já era o feto. Desviei o olhar. Pedi pra Renata chamar a enfermeira, a faxineira, sei lá. Me senti péssima e a dor não passava, parecia piorar. Tentei subir na cama e então veio uma nova contração, que quase me fez perder os sentidos. E, com ela, o feto.
Tentei desviar o olhar, mas foi irresistível. Por um segundo, tirei de minha mente o medo que aquela imagem pudesse assombrar-me o resto da vida. Não sei descrever o que senti ao fitá-lo, mas não foi algo ruim. Se havia alguma sensação negativa, foi eclipsada pelo alívio das dores que desapareceram por completo. As lágrimas finalmente rolaram e murmurei uma prece pessoal por tudo o que aquilo viera representar em minha vida. A Renata me auxiliou a subir na cama e, em segundos, adormeci. Pelo menos seis horas tinham se passado da internação áquele momento.
Acordei um tempo depois- não sei precisar quanto- com uma nova onda de cólica. Senti que algo se desprendia de mim. As dores agora eram esparsas, e sumiam logo após trazer uma enxurrada de sangue e coágulos grossos. Encharquei a cama e algumas fraldas de adulto. Fui levada á US onde o médico constatou que havia sim restos a serem retirados pela curetagem- embora muito pouco - e que eu estava sangrando muito. Ele ficou surpreso até de eu não estar pálida nem sentido vertigens. Saí do consultório caminhando. Um milagre de acordo com meu merecimento.
Da curetagem, nada lembro a não ser a entrada no centro cirúrgico. Dormi e nem lembro de ter sentido sono. Apenas acordei em outro lugar e fiz a pergunta clássica ao primeiro enfermeiro que apareceu: " Já acabou?". Pelo sorriso da resposta, já devia ter acabado fazia era tempo...
Tive alta no dia seguinte, já sem dores. Em cinco dias, o sangramento cessou quase que completamente. Hoje, seis dias depois, a reavaliação mostrou que está tudo bem. Já não tomo mais nenhum remédico, já não sinto mais cólicas. Apenas cumpro mais alguns dias de repouso, e daqui a três meses...quem sabe.
Ah, e um lembrete prático: minha primeira filha nasceu de cesárea. E já que esta dor da expulsão é a mesma do parto, posso dizer com a segurança das duas experiências: VIVA O PARTO NORMAL!!. Não se deixem intimidar pela dor. Ela passa muito mais rápido do que pensamos. Se meu bebê tivesse nascido, teria sido mil vezes melhor passar pela dor ANTES do parto do que enfrentar novamente o pós operatório da cesariana. Eu teria curtido muito mais os primeiros momentos da maternidade sem aquele rasgo na barriga. Não há cólica que pague isso, não... mais uma vez VIVA O PARTO NORMAL!!.
Cicatrizar útero e coração. Regenerar. Renovar. É assim que me sinto: renovada. Como bem disseram os três anjos que acompanhou a tudo de perto (e que aqui na Terra, chamo de amigas) : " A vida continua... na verdade ela nunca parou.Tudo muda, tudo vem. E vem para bem". "Estamos em processo de melhoria contínua" - disse uma outra.
A quem possa estar lendo essas longas linhas, minha gratidão. Seja qual for a história que você esteja escrevendo, meus votos de sucesso e felicidade. E áquelas que compartilham essa intensa experiência, minha empatia, solidariedade e amor. Confiança é a chave. Sempre.
Não, isso não é consolo. Mas ás vezes, pode ser um conforto.
Deus é misterioso e infalível. Sou grata pelas lágrimas que lavam traumas, transformando-os em lições aprendidas. Que o Senhor me faça digna de merecê-las, e jamais esquecer que sou antes de tudo, instrumento do Bem.
Mas se a Internet não pode ser fonte segura do que vai ou não acontecer, do que pode ou não ser e como - devemos SEMPRE consultar um médico pessoalmente a respeito de nossa saúde - realmente uma coisa pude confirmar: de que cada caso é um caso. Ler tantas e tão diversas experiências foi bom para mim. Na mais simples das análises, fez com que me sentisse menos sozinha. Por isso, decidi contar também um pouco da minha experiência. A parte física, que mais provoca medo e dúvidas. Seria impossível tentar descrever o que se passa no coração e mente de uma mulher num momento como aquele.
Foi Deus que me mandou para o hospital naquela noite. Não era uma consulta de rotina, na verdade fui parar lá quase por acaso, por uma gota de sangue na calcinha que descobri mais tarde ter saído de um pequeno ferimento externo. Na minha primeira gravidez, sim, tive sangramentos e perdas de líquido significativas, passei por dificuldades no prmeiro trimestre, mas eram outros tempos, eu vivia uma época de stress e abusos: bebia, fumava, não cuidava da alimentação, na verdade, pesava pouco mais de 30 kg (tenho 1,43m) e quase não dormia. Portanto, não me alarmei quando o GO de plantão me deu a guia para o US com os dizeres "ameaça de aborto". Não era a primeira vez que recebia aquilo. E olhei confiante para minha linda e saudável filha de quase 4 anos.
Minha confiança só desmoronou ao ver a ruga de preocupação do médico que fez o US. Não conseguia acreditar no que eu ouvia - no que eu NÂO ouvia. Os batimentos cardíacos do feto haviam cessado. Não havia movimentos.
Nos dias seguintes, rezei por um milagre que não veio. A segunda US confirmou minha tristeza. Choveu muito lá fora e dentro de mim.
A GO então apresentou-me as opções: eu poderia esperar - um máximo de 15 dias - pela expulsão natural dos produtos da gestação ou internar-me imediatamente para a indução e possívelmente uma curetagem. Dra. Evelyn foi maravilhosa em todos os sentidos com sua informação e sensibilidade.
Explicou-me que eu poderia ir tranquilamente para casa e aguardar, se quisesse, para que a sábia Natureza trouxesse a solução, visto que o diagnóstico do óbito havia sido quase imediato. Mas que eu deveria ir direto ao hospital assim que começasse a sangrar, para ter um acompanhamento.
Meu marido estava muito nervoso. Ele é um homem prático que muitas vezes me trouxe equilíbrio, mas naquele instante eu me dei o direito de discordar. Por decisão dele eu ficaria internada desde aquele momento, sob cuidados médicos, especializados. Acabaria de uma vez com aquele sofrimento e minimizaria os riscos. Ele me ama, quer ter outro filho. Sob sua visão, era muita coisa para arriscar.Eu compreendia isso. Mas o que ele nem ninguém poderia compreender era minha luta contra a simples idéia de "aborto". A enxurrada de pensamentos, de lembranças que me vieram, a luta física e psicológica pela minha primeira gravidez... Cada um sabe o que viveu. E eu sei o que vivi até ali para que a menção a "Cytotec" e "Misoprostrol" me desse ânsia de vômito. Quantas - e foram muitas!- que eu conheci usavam essas palavras como sinônimo de alívio, de bénção, de condescendência...Creiam-me, invisíveis leitores: conheci ALGUMAS barrigas que se foram num passe da "palavra mágica" . Cytotec me parecia o nome do próprio diabo. Não, eu SOFRI um aborto! SOFRI!! Mas na minha cabeça ecoavam vozes conhecidas: "É só usar Cytotec, não 'pega' nada..!"
Perdão se estou confundindo alguém com histórias mal contadas... Talvez isso não venha mesmo ao caso.
De volta a Dra. Evelyn...Ela me explicou que, uma vez internada, se não houvesse sangramento, primeiro seria feita a indução, com o tal Cytotec. Disse que eu sentiria cólicas muito fortes, sim, mas que a idéia era essa: expelir. Foi sincera também, dizendo que provavelmente teria de passar por uma curetagem, dado o tempo de gestação (11 semanas), mas que não me preocupasse, era um procedimento simples, feito sob anestesia geral (sedação), e que eu sequer lembraria de nada. Explicou inclusive a importância desse procedimento: limpar totalmente o útero, para evitar infecção- o que seria mil vezes pior.
-E AMIU? - perguntei, já orientada por uma amiga médica.
AMIU é um outro tipo de procedimento para retirada dos produtos de uma gestação que não evoluiu. É uma aspiração desses produtos aravés de uma cânula, como uma seringa. É um processo mais simples, menos arriscado e menos invasivo. Muito usado na rede de atendimento pública, mas praticamente inexistente na particular (por quê será..?)
-Adoro AMIU. Se houvesse dilatação no seu colo, seria a melhor solução. Mas esse hospital não trabalha com AMIU...
...e meu colo estava fechadíssimo. Quem diria. Na primeira gravidez, a briga era para ele não abrir. E agora...
Fechado, sem nenhum sangramento. E os dias passavam. Nenhuma cólica, nenhum corrimento, nenhuma dor, nada. E assim foi até quase o término do prazo de quinze dias. Num fim de tarde de sábado, ao passar o papel higiênico, notei um corrimento gelatinoso, ligeiramente marrom. Pensei: "está próximo!". Mas as horas passaram sem que nada acontecesse.
No domingo, já tarde da noite e sem nenhuma mudança além do discretíssimo sangramento, resolvi ir ao hospital. Me sentia fisicamente bem, mas estava nervosa demais. Comecei a duvidar do quão preparada eu estava para... o que fosse.
Cheguei ao hospital e logo subi para a internação. Não quis ficar num quarto privativo, achei que nem era o caso.Até porque não queria que meu marido ficasse comigo. Na enfermaria só eram permitidas acompanhantes mulheres. Cheguei sozinha, e fui atendida por uma enfermeira simpática, que se apresentou e ofereceu empatia, pois também já havia passado por o que eu estava prestes a enfrentar. Ela me pôs no soro com Ocitocina (um hormônio que produz contrações) e o primeiro comprimido de (argh!) Cytotec.
As dores começaram. Primeiro, realmente uma cólica bem forte. Eu ainda conseguia fazer piadas. Na verdade, me incomodava mais a dor da agulha na mão (eu DETESTO acessos na mão..!) do que as cólicas. Foi nesse estágio que minha querida amiga chegou. Coitada, acho que se soubesse o que viria pela frente, eu mesma faria questão de que ela não tivesse presenciado aquilo. Mas que bom que ela estava lá..!
Rimos, fizemos piada com os programas da TV, comentamos a semelhança da enfermeira com a dançarina Andressa Soares (a Mulher Melancia!), contamos causos. A dor crescia e eu ri até onde consegui. Mas chegou o momento que eu não consegui mais. As lágrimas não vinham: vieram os gritos. E a minha "Mulher Melancia" aconselhava com calma e meiguice que respirasse fundo, fizesse força, dobrasse as pernas. "É como um parto, mas sem o prêmio..!". A doida da minha amiga (bota AMIGA nisso!) chegou a pedir para que eu a mordesse. Se eu o fizesse, não ia sobrar nem osso..!
Resumo da ópera: a dor é lancinante. Gritei, sim. Esperneei, pedi drogas, cesariana, aspirador de pó e até porrada. Nem sei quanto tempo passou. Nada saía, nem sangue. Fiz muita força. Levantava, sentava, pulava e até dançava. E aquele soro no braço..!
Mais força. Um pouco de sangue. Aquilo me tranquilizou, me deu mais coragem para "empurrar". Mesmo assim, já havia amanhecido e eu estava exausta. Vinha cambaleando do banheiro para a cama quando senti um "estalo" dentro de mim. Um líquido lavou o chão, e eu expeli algo que reconheci como o que uma colega de dor e de blog descreveu como um coágulo escuro em forma de rim . Por conta de seu testemunho, achei que já era o feto. Desviei o olhar. Pedi pra Renata chamar a enfermeira, a faxineira, sei lá. Me senti péssima e a dor não passava, parecia piorar. Tentei subir na cama e então veio uma nova contração, que quase me fez perder os sentidos. E, com ela, o feto.
Tentei desviar o olhar, mas foi irresistível. Por um segundo, tirei de minha mente o medo que aquela imagem pudesse assombrar-me o resto da vida. Não sei descrever o que senti ao fitá-lo, mas não foi algo ruim. Se havia alguma sensação negativa, foi eclipsada pelo alívio das dores que desapareceram por completo. As lágrimas finalmente rolaram e murmurei uma prece pessoal por tudo o que aquilo viera representar em minha vida. A Renata me auxiliou a subir na cama e, em segundos, adormeci. Pelo menos seis horas tinham se passado da internação áquele momento.
Acordei um tempo depois- não sei precisar quanto- com uma nova onda de cólica. Senti que algo se desprendia de mim. As dores agora eram esparsas, e sumiam logo após trazer uma enxurrada de sangue e coágulos grossos. Encharquei a cama e algumas fraldas de adulto. Fui levada á US onde o médico constatou que havia sim restos a serem retirados pela curetagem- embora muito pouco - e que eu estava sangrando muito. Ele ficou surpreso até de eu não estar pálida nem sentido vertigens. Saí do consultório caminhando. Um milagre de acordo com meu merecimento.
Da curetagem, nada lembro a não ser a entrada no centro cirúrgico. Dormi e nem lembro de ter sentido sono. Apenas acordei em outro lugar e fiz a pergunta clássica ao primeiro enfermeiro que apareceu: " Já acabou?". Pelo sorriso da resposta, já devia ter acabado fazia era tempo...
Tive alta no dia seguinte, já sem dores. Em cinco dias, o sangramento cessou quase que completamente. Hoje, seis dias depois, a reavaliação mostrou que está tudo bem. Já não tomo mais nenhum remédico, já não sinto mais cólicas. Apenas cumpro mais alguns dias de repouso, e daqui a três meses...quem sabe.
Ah, e um lembrete prático: minha primeira filha nasceu de cesárea. E já que esta dor da expulsão é a mesma do parto, posso dizer com a segurança das duas experiências: VIVA O PARTO NORMAL!!. Não se deixem intimidar pela dor. Ela passa muito mais rápido do que pensamos. Se meu bebê tivesse nascido, teria sido mil vezes melhor passar pela dor ANTES do parto do que enfrentar novamente o pós operatório da cesariana. Eu teria curtido muito mais os primeiros momentos da maternidade sem aquele rasgo na barriga. Não há cólica que pague isso, não... mais uma vez VIVA O PARTO NORMAL!!.
Cicatrizar útero e coração. Regenerar. Renovar. É assim que me sinto: renovada. Como bem disseram os três anjos que acompanhou a tudo de perto (e que aqui na Terra, chamo de amigas) : " A vida continua... na verdade ela nunca parou.Tudo muda, tudo vem. E vem para bem". "Estamos em processo de melhoria contínua" - disse uma outra.
A quem possa estar lendo essas longas linhas, minha gratidão. Seja qual for a história que você esteja escrevendo, meus votos de sucesso e felicidade. E áquelas que compartilham essa intensa experiência, minha empatia, solidariedade e amor. Confiança é a chave. Sempre.
Não, isso não é consolo. Mas ás vezes, pode ser um conforto.
Deus é misterioso e infalível. Sou grata pelas lágrimas que lavam traumas, transformando-os em lições aprendidas. Que o Senhor me faça digna de merecê-las, e jamais esquecer que sou antes de tudo, instrumento do Bem.
sábado, fevereiro 26, 2011
Quando a gente não anda...a vida EMPURRA.
O sonho começou e terminou em datas festivas. Da descoberta da gravidez- a segunda, desejada, esperada, confirmada, festejada! - a outra descoberta trágica: um coraçãozinho de 11 semanas que parou de bater em meu ventre, deixando partido o que há 30 anos em meu peito.
Não, não consegui tomar nenhuma atitude na hora que não fosse chorar, lamentar, buscar uma culpa que não havia onde encontrar. Acho que nenhuma mãe espera conhecer a dor de perder um filho, nenhuma gestante espera outro momento que não seja o parto. Tentar descrever aqueles sentimentos é doloroso e desgastante para quem passa por isso, e inútil para quem nunca passou. Só se aprende vivendo. Vivendo e aprendendo. E tudo é aprendizado. Rezei até encontrar o novelo que me conduziria ao fim do labirinto escuro do luto, onde encontrei a gratidão. Nunca eu me senti tão sozinha- e nunca me foi tão óbvio que tenho amigos verdadeiros. Nunca eu me senti tão desamparada - e nunca eu reconheci tanto o apoio recebido. Nunca eu me senti tão fraca e culpada - e nunca havia conhecido tão intensamente a força do perdão.Nunca eu senti tanta dor - e nem conhecera tamanho alívio.
Ao sair do hospital, não estava mais grávida nem carregava um bebê no colo. Mesmo assim, senti o pulsar da nova vida.
Fui eu que renasci.
Não, não consegui tomar nenhuma atitude na hora que não fosse chorar, lamentar, buscar uma culpa que não havia onde encontrar. Acho que nenhuma mãe espera conhecer a dor de perder um filho, nenhuma gestante espera outro momento que não seja o parto. Tentar descrever aqueles sentimentos é doloroso e desgastante para quem passa por isso, e inútil para quem nunca passou. Só se aprende vivendo. Vivendo e aprendendo. E tudo é aprendizado. Rezei até encontrar o novelo que me conduziria ao fim do labirinto escuro do luto, onde encontrei a gratidão. Nunca eu me senti tão sozinha- e nunca me foi tão óbvio que tenho amigos verdadeiros. Nunca eu me senti tão desamparada - e nunca eu reconheci tanto o apoio recebido. Nunca eu me senti tão fraca e culpada - e nunca havia conhecido tão intensamente a força do perdão.Nunca eu senti tanta dor - e nem conhecera tamanho alívio.
Ao sair do hospital, não estava mais grávida nem carregava um bebê no colo. Mesmo assim, senti o pulsar da nova vida.
Fui eu que renasci.
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
Update: Balzaquiana
Então, tenho 30 anos. Trinta. Achei que isso ia me assustar, me deprimir (será?) me fazer sentir diferente. Que nada. É engraçado pensar que tenho trinta. Trinta. Trin-ta..! *risos*. Não dá nem pra acreditar, parece que estou falando de outra pessoa.
Cá estou eu, trintona, inegavelmente adulta e mesmo assim...
...Bem, vai ver que é por isso que o destino fez questão de tornar esse ano um divisor absoluto de águas em minha vida. E isso porque 2011 está apenas no início.
Cá estou eu, trintona, inegavelmente adulta e mesmo assim...
...Bem, vai ver que é por isso que o destino fez questão de tornar esse ano um divisor absoluto de águas em minha vida. E isso porque 2011 está apenas no início.
terça-feira, novembro 30, 2010
Xi...vazou!
Tô com medo desse WikiLeaks. Pra quem não conhece, é um site na Internet que divulga documentos militares confidenciais dos EUA e outros países (embora a grande sensação seja o furdunço que esse site faz na vida da diplomacia americana).
Dessa vez, telegramas diplomáticos despachados desde a década de 60, foram expostos no site, causando grande dor-de-cabeça para a Sra. Clinton, já não bastase o peso de uma Monica Lewinsky na testa.
De toda a onda, eis a parte que realmente me interessa "Para EUA, Brasil oculta prisão de terroristas, revela WikiLeaks" notícia publicada no Estadão.com.br
Olha os EUA querendo dar motivo pra invadir nossa praia!
Roubar nosso pré-sal (existe, afinal?), nossa Amazônia, nossa água doce, samba, feijoada...
O Lula era "o cara", e a Dilma, vai ser "a mina" ?
Mina de ouro, né...
Ouro,café, água doce, fauna, flora...Até as bundas no Brasil estão em extinção. Até nossas beldades sonham com carreira internacional. "Fulana é top, foi morar nos States. Casou com gringo..." Ah, sai de mim com esse complexo de Paraguaçu!
Compro um Gurgel a álcool e vou viver de banana, mas por mim, passe bem gringolândia, cuidem dos seus que eu cuido dos meus. Bora treinar direito esse exército e fazer uma campanha patriótica REALISTA, não aquela maluquice de Copa do Mundo...
A gente já tem super-herói, né? Duvido que ia rolar aquela operação toda no Rio se o moral das tropas não estivesse lá em cima. E, quem além do Capitão Nascimento pra botar a população aplaudindo e gritando "Caveira neles!" pelos blogsflogslogs da vida?
Foi só mostrar que o mocinho pode ser tão ousado quanto o bandido, sentar e chorar não tá com nada. Capitão Nascimento é o antônimo de Profeta Gentileza. Truculência gera truculência. Até a palavra é truculenta de se dizer!Pára o mundo que eu quero desceeeeeeeeeeeeeer..!!
É, John... a gente tá dizendo, mas ninguém tá ouvindo. :P
Dessa vez, telegramas diplomáticos despachados desde a década de 60, foram expostos no site, causando grande dor-de-cabeça para a Sra. Clinton, já não bastase o peso de uma Monica Lewinsky na testa.
De toda a onda, eis a parte que realmente me interessa "Para EUA, Brasil oculta prisão de terroristas, revela WikiLeaks" notícia publicada no Estadão.com.br
Olha os EUA querendo dar motivo pra invadir nossa praia!
Roubar nosso pré-sal (existe, afinal?), nossa Amazônia, nossa água doce, samba, feijoada...
O Lula era "o cara", e a Dilma, vai ser "a mina" ?
Mina de ouro, né...
Ouro,café, água doce, fauna, flora...Até as bundas no Brasil estão em extinção. Até nossas beldades sonham com carreira internacional. "Fulana é top, foi morar nos States. Casou com gringo..." Ah, sai de mim com esse complexo de Paraguaçu!
Compro um Gurgel a álcool e vou viver de banana, mas por mim, passe bem gringolândia, cuidem dos seus que eu cuido dos meus. Bora treinar direito esse exército e fazer uma campanha patriótica REALISTA, não aquela maluquice de Copa do Mundo...
A gente já tem super-herói, né? Duvido que ia rolar aquela operação toda no Rio se o moral das tropas não estivesse lá em cima. E, quem além do Capitão Nascimento pra botar a população aplaudindo e gritando "Caveira neles!" pelos blogsflogslogs da vida?
Foi só mostrar que o mocinho pode ser tão ousado quanto o bandido, sentar e chorar não tá com nada. Capitão Nascimento é o antônimo de Profeta Gentileza. Truculência gera truculência. Até a palavra é truculenta de se dizer!Pára o mundo que eu quero desceeeeeeeeeeeeeer..!!
É, John... a gente tá dizendo, mas ninguém tá ouvindo. :P
sábado, novembro 27, 2010
Caos e efeito
É incrível isso que está acontecendo no Rio. Quer dizer, eu é que não quero acreditar. O mais difícil é pensar que, no ponto em que chegamos, a ação massiva de coação ao poder paralelo deve ser considerada uma coisa boa. Uma espécie de "dia do juízo" para os demônios e anjos caídos do tráfico.
Acho que só posso imaginar como é ser um desses agentes, viver uma guerra dessas, só eles sabem pelo quê estão lutando, dispostos a arriscar a própria vida e a de tantos outros, culpados ou inocentes...Acho que só posso imaginar como é ser uma dessas pessoas de bem que descem o morro com filho no colo, mãe idosa, irmã grávida, gente que já trabalha muito e sofre demais, e agora não pode sequer ficar no próprio cantinho, desce pro asfalto sem ter pra onde ir, mas a gente se vira, o negócio é ficar vivo.
Penso naquele senhor meio desdentado, 80 anos, que mora no morro desde que era um subúrbio lindo, cheio de colinas e nascentes. Ele está otimista, mesmo tendo que dormir na rua com a filha, o neto e a companheira, acha que quando voltar para casa, o morro terá mudado para melhor. Sua filha nada responde, mas ela não concorda com o pai. Nasceu e pariu em meio a realidade violenta do tráfico. Ali não tem polícia, nem tanque que resolva. Ali, só Deus.
Não é de adimirar que o Brasil tenha elegido para herói o lendário Capitão Nascimento. As palmas no cinema são a mais legítima manifestação de que o povo está tão cansado da situação, que já justifica a violência.
É, Brasil, nem todos somos culpados. Mas todos pagamos caro, de um jeito, ou de outro...
Acho que só posso imaginar como é ser um desses agentes, viver uma guerra dessas, só eles sabem pelo quê estão lutando, dispostos a arriscar a própria vida e a de tantos outros, culpados ou inocentes...Acho que só posso imaginar como é ser uma dessas pessoas de bem que descem o morro com filho no colo, mãe idosa, irmã grávida, gente que já trabalha muito e sofre demais, e agora não pode sequer ficar no próprio cantinho, desce pro asfalto sem ter pra onde ir, mas a gente se vira, o negócio é ficar vivo.
Penso naquele senhor meio desdentado, 80 anos, que mora no morro desde que era um subúrbio lindo, cheio de colinas e nascentes. Ele está otimista, mesmo tendo que dormir na rua com a filha, o neto e a companheira, acha que quando voltar para casa, o morro terá mudado para melhor. Sua filha nada responde, mas ela não concorda com o pai. Nasceu e pariu em meio a realidade violenta do tráfico. Ali não tem polícia, nem tanque que resolva. Ali, só Deus.
Não é de adimirar que o Brasil tenha elegido para herói o lendário Capitão Nascimento. As palmas no cinema são a mais legítima manifestação de que o povo está tão cansado da situação, que já justifica a violência.
É, Brasil, nem todos somos culpados. Mas todos pagamos caro, de um jeito, ou de outro...
"Abre a janela da favela...você vai ver a beleza que tem dentro dela..." Ponto de Equilíbrio
O documentário Meninas , sobre a dimensão do problema da gravidez na puberdade através da vida de meninas pobres e muito jovens -13,14,15 anos - moradoras do Morro dos Macacos, no Rio de Janeiro.
A delicadeza e originalidade da abordagem, respeitando o ponto de vista delas,um tanto romântico e infantilizado. A última cena traz um epílogo chocante, contrastando com o clima leve de todo o filme, tamanha a ternura com que a diretora tratou o assunto. Mesmo dentro de uma situação tão controversa quanto a dessas meninas-mães, ainda há momentos de grande beleza e emoção no filme.
Mas, não acreditem no que digo: assistam!
A delicadeza e originalidade da abordagem, respeitando o ponto de vista delas,um tanto romântico e infantilizado. A última cena traz um epílogo chocante, contrastando com o clima leve de todo o filme, tamanha a ternura com que a diretora tratou o assunto. Mesmo dentro de uma situação tão controversa quanto a dessas meninas-mães, ainda há momentos de grande beleza e emoção no filme.
Mas, não acreditem no que digo: assistam!
quarta-feira, novembro 24, 2010
Rosa McCartney e o Ninho de Mafagafos
São seis da manhã em São Paulo, a garoa se espalha no chão. Sabemos que a escolha da companhia aérea é uma decisão do cliente, mas ficar esperando bagagem dar a volta na esteira, ninguém merece.
Pisei em solo paulista ainda na pista - e por mais que rime, não seria verdadeiro expôr de outra forma. A mágica e misteriosa viagem através do Brasil foi concluída com êxito. Thank you leis da aerodinâmica!
Agora, a mágica misteriosa viagem através da cidade. São Paulo, minha São Paulo, my Saint Paul, Paul McCartney! Cada ônibus era um submarino amarelo e todos os cruzamentos se tornaram Abbey Road. Dá pra ir a pé da casa da minha mãe ao hotel onde Sir Paul se hospedou. "Alô,seu Beatle! Somos vizinhos!"
Chove chuva, chove sem parar...Upa! Sem Parar, aquele chocolate? Ah, se fosse assim, deixa chover..! Mas eu me sinto uma tremenda idiota enrolada nessa capa de chuva que mais parece um saco de lixo. E, quer saber? Tô toda molhada. Não adiantou piscirocas.
Não tem grana nem chuva que pague ir ao show de um Beatle com seus pais. Meus pais detestam futebol. São espiritualizados, mas não religiosos. Não freqüentam clubes, restaurantes nem trabalham em empresas afeitas á confraternizações. Negócio deles é (muito) poucos e (muito) bons shows. Meu irmão foi praticamente no colo para o primeiro show do Paul McCartney no Brasil. Eu voltei rouca e dolorida pra espalhar a novidade na escola.
Dessa vez não teve escola. Dormi até as 15h. Ainda bem que terminei o colégio em 1998.
Tudo bem in the rain, 64 mil pessoas no estádio e meu tio consegue ver lá da pista a minha lanterna diferente. Ser esquisito é legal quando se precisa de um destaque no meio de mais de 60 mil pessoas...
Showzaço. Somzaço. Pernadaço até achar um táxi livre. E preçaralho, claro. Por aquela quantia, dava pra alugar uma limusine numa segunda-feira qualquer.
Peraê, era segunda, mas não era qualquer.
Era a segunda apresentação do Paul!
Apresentação de primeira, inclusive. Babem, cariocas, mas o Paul ama os paulistas, que têm Paul até no nome..!
Essa doeu.
Pisei em solo paulista ainda na pista - e por mais que rime, não seria verdadeiro expôr de outra forma. A mágica e misteriosa viagem através do Brasil foi concluída com êxito. Thank you leis da aerodinâmica!
Agora, a mágica misteriosa viagem através da cidade. São Paulo, minha São Paulo, my Saint Paul, Paul McCartney! Cada ônibus era um submarino amarelo e todos os cruzamentos se tornaram Abbey Road. Dá pra ir a pé da casa da minha mãe ao hotel onde Sir Paul se hospedou. "Alô,seu Beatle! Somos vizinhos!"
Chove chuva, chove sem parar...Upa! Sem Parar, aquele chocolate? Ah, se fosse assim, deixa chover..! Mas eu me sinto uma tremenda idiota enrolada nessa capa de chuva que mais parece um saco de lixo. E, quer saber? Tô toda molhada. Não adiantou piscirocas.
Não tem grana nem chuva que pague ir ao show de um Beatle com seus pais. Meus pais detestam futebol. São espiritualizados, mas não religiosos. Não freqüentam clubes, restaurantes nem trabalham em empresas afeitas á confraternizações. Negócio deles é (muito) poucos e (muito) bons shows. Meu irmão foi praticamente no colo para o primeiro show do Paul McCartney no Brasil. Eu voltei rouca e dolorida pra espalhar a novidade na escola.
Dessa vez não teve escola. Dormi até as 15h. Ainda bem que terminei o colégio em 1998.
Tudo bem in the rain, 64 mil pessoas no estádio e meu tio consegue ver lá da pista a minha lanterna diferente. Ser esquisito é legal quando se precisa de um destaque no meio de mais de 60 mil pessoas...
Showzaço. Somzaço. Pernadaço até achar um táxi livre. E preçaralho, claro. Por aquela quantia, dava pra alugar uma limusine numa segunda-feira qualquer.
Peraê, era segunda, mas não era qualquer.
Era a segunda apresentação do Paul!
Apresentação de primeira, inclusive. Babem, cariocas, mas o Paul ama os paulistas, que têm Paul até no nome..!
Essa doeu.
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