terça-feira, julho 31, 2007
Portfolio
Também voltei a trabalhar no Blog Redação Publicitária: A Prática na Prática, de soluções para o livro de Zeca Martins. Depois de mais de um ano em hiatus...
A vida vai fluindo...
segunda-feira, julho 30, 2007
Mantendo vivo o espírito "D. Marocas" :
(interlúdio moral e cívico)
Olha, eu sou a pessoa mais anti-violência policial e abuso de autoridade que existe. Mas também fico tiririca quando vejo gente folgada desrespeitando polícia de graça. O oficial tá lá exercendo a função dele, inclusive unicamente no sentido de restaurar a ordem que o próprio engraçadinho perturbou, tentando resolver as coisas da melhor forma possível, e tem que agüentar esse tipo de desaforo? Não interessa nem a imagem que você faz da corporação, nem de que lado você está, é somente uma questão de respeito de ambos os lados. E nesse caso estava claro pra todo mundo (e a essa altura a platéia era imensa), que nenhum policial ali estava de má-vontade e ninguém merecia ser ofendido nem chacotado por um mauricinho em "ataque de pelancas".
(fim do interlúdio moral e cívico)
Enfim, o burburinho acabou lá pela meia-noite, sem eu conseguir entender direito o que aconteceu. Só sei que o cara cansou de chamar alguém da casa de "puta", "prostituta", "vagabunda" e similares. Não sei se era a mulher que pediu socorro ou uma outra. Sei que o cara era um dos que moram naquela casa, porque ele também berrou isso várias vezes. Não sei por quê, mas isso tá me cheirando a história de corno...
Bom, sei lá o que aconteceu. Nem sei porque eu tõ fazendo tamanha fofoca, anyway. Confesso que deve ser maldade minha, porque de fato eu não gosto daquela mulher: ela vive se metendo na vida dos vizinhos. Mas se metendo grandão, querendo chamar até a polícia pra separar briguinha boba de casal que ela nem conhece!
Vai ver que é por isso que a rua toda deixou ela berrando...
Até onde vai a cara-de-pau...
E aí, amiga? Se você fosse a esposa do "espertinho", o que faria?
a)Um escândalo
b)Fugiria de casa e passaria três dias na putaria também
c)Fugiria de casa, passaria três dias na putaria e enviaria as fotos pra ele
d)Mataria/mutilaria
e)Nada.Pediria o divórcio, a guarda dos filhos, medida cautelar e é isso aí.
Notem que "perdoar" NÃO É uma opção. Um ser humano que perdoe uma atitude dessa do cônjuge, com certeza vai viver SE culpando pelo resto da vida. Dignidade, pô..!
domingo, julho 29, 2007
Retratos modernos

Outro dia, estava conversando com meu irmão- estudante de Audiovisual- sobre algumas poses e gestos característicos que as pessoas fazem em fotos, muitas vezes inconscientemente, mas que fazem toda a diferença. Como, por exemplo, aquela campanha da Calvin Klein com a Kate Moss fazendo um gesto...impossível. Digo, olhe bem a foto preto&branco acima e reflita por um momento: você já viu, na "vida real", alguém fazer um gesto assim?
Claro que não, pra quê? É uma torção totalmente inútil dos braços...Mas é justamente o que dá o "efeito" da foto, percebe? Antes de eu tirar sua tranquilidade, atentando para o nonsense da posição da modelo, você provavelmente achava que era uma imagem agradável, e só. Mas presta atenção: a maioria das poses "fashion", não fazem sentido algum. Será que é aí que está a "arte" do negócio?
Outra coisa que, mais do que nunca dá pra perceber, é um certo "padrão" de fotografar dessa época. Digo, aquelas fotos que "todo mundo tira". Seja uma estrelinha formada com os dedos dos amigos, ou essas clássicas fotos só do olho. Fuçando um pouquinho no seu próprio grupo de amigos do Orkut, aposto que você vai encontrar no mínimo umas cinco fotos de perfil que têm muitas semelhanças nas poses e estilos. Sinais de "positivo", "paz e amor", "hang loose", "heavy metal" e o infame dedo do meio são infalíveis, inclusive-e principalmente- entre quem abraça uma "tribo" ou outra.

E pra quem gosta de ter certeza absoluta de que vai sair bem na foto, temos o clichê-master: a foto no espelho, segurando a câmera. Eu diria que esse tipo é o símbolo-mor da nossa geração narcisista! *risos* Essa modalidade de foto é também a campeã nesses fotologs onde o dono (aliás, geralmente a dona), posta uma foto de si mesmo(a) todo dia, com uma cara e boca diferente, ou até mesmo, com a mesma cara de sempre, de preferência com um olharzinho sensual.
Mais legal ainda é quando essas fotos vêm acompanhadas de legendas do tipo :"Por dentro, uma personalidade minha, por fora, um conceito seu!" ou outras pérolas do marketing pessoal, além de séries "jogo rápido" como..:
"♥ doida? Certamente!! Existem pessoas normais?! ♥
♥ simpatica? Sempre q possível!! ♥
♥ amiga? Concerteza!! Amizade em primeiro lugar♥
♥ curiosa? Pq você quer saber? ♥
♥ engraçada? Ahh! eu diria que sou simplesmente feliz! ♥
♥ inteligente?? Com certeza este é um dos questionamentos mais complexos da mente humana onde não conseguimos caracterizar o verdadeiro Q.I das pessoas sem conhece-las! ♥
♥ convencida?? Não, sou apenas realista!! ♥
♥ desligada?? O q eu estava falando mesmo!? ♥
♥ sem graça? Ahh sei lá! ♥
♥ debochada? Quem, eu?! ♥
♥ brigona?? Vai encarar!? ♥
♥ vítima? Nem sou, mas as coisas insistem em acontecer sempre comigo, tudo é eu, sempre eu, só eu!!! ♥
♥ ciumenta? Não, só cuido do que é meu!! =p ♥
♥ rebelde? Quando necessário!! ♥
♥ metida? Não, sou míope mesmo!! ♥
♥ esfomeada? Nem um pouco, a comida que não rende mesmo! ♥
♥ sincera? a verdade em primeiro lugar! ♥
♥ atrevida? Quando necessário! ♥
♥ mal humorada? Soh na TPM mesmo! ♥
♥ mimada? Um pouco♥
♥ linda?? Ah! Pelo menos minha mãe acha que sim! ♥
♥ inocente? Talvez! ♥
♥ criança?? Quem nunca foi uma?! ♥
♥ inimigos? Inimigos não apenas invejosos! ♥
♥ carinhosa? Excessivamente! ♥
♥ feliz? = D ♥
♥ apaixonada? Com certeza, amo das coisas mais simples até as mais complexas ♥
♥ ídolo? Deus ♥
♥ saudades?? Muitas deixei muita gente que eu amo ♥
♥ virtude? Coragem! ♥
♥ sonhos? Muitos! ♥
(copiado e colado de um perfil qualquer) .
As montagens e painéis cheios de fotos tiradas num mesmo contexto ou sutuação, assim como "galerias de amigos" também são outra constante nos Orkuts e Flogs da vida.
Esses são apenas alguns exemplos de foto-clichês típicos da era da máquina fotográfica digital e do celular com câmera...*risos*. Talvez seja o correspondente contemporâneo de alguns retratos antigos, como os que retratavam crianças vestidinhas de branco, com os cabelos cacheadinhos, casais onde o pai aparece sentado ao centro, com a esposa e filhos em pé ao redor, ou fotos tiradas do busto para cima, com o modelo olhando para o lado (típica foto de dinheiro antigo *rs*).
Enfim, é engraçado. Qualquer hora acho que vou sair "fuçando" os Orkuts e flogs de conhecidos, colecionando fotos assim e montar uma exposição de "mais do mesmo". *risos*
No fim das contas, cada um de nós é único e especial, assim como todo mundo...*risos*
sábado, julho 28, 2007
Que frio! Que frio! P.Q.P!!
Nessas horas, dá muita saudade de Manaus.
E nenhuma da Finlândia...
Melhor que balança!
Mais realista e menos doloroso que aque ponteirinho desgraçado.
PikeNices! no mundo dos adultos...
Coitada, ela está com a cabeça tão cheia, que eu achei que poderia tomar essa iniciativa, já que ela havia dito que nem imaginava o que iríamos almoçar. Tive a idéia e botei as mãos na massa (literalmente). Só que, ao invés da mãe sossegar e ir cuidar das coisas dela, ficava aparecendo na cozinha de dois em dois minutos *risos*. Com certeza não estava botando uma fé no que iria sair dali...
E enquanto eu picava, cortava, temperava e mexia, ficava pensando que, a despeito da desconfiança da mamãe, aquilo deveria ser pra lá de natural. Com a minha idade e integridade física, é claro que eu seria capaz de preparar um almoço. Mas a lógica da minha mãe ainda me vê como uma garotinha, e uma garotinha mimada, que cresceu com cozinheira, ainda por cima.
E é verdade. Pra mim não deveria ser algo tão excepcional cozinhar, limpar e arrumar a cozinha. Mas pareceu. Parecia que eu estava fazendo algo que não cabia a mim fazer. Me senti exatinho como eu me senti na primeira vez que cozinhei macarrão com Aji-No-Moto: uma criança, fazendo coisas de adulto. Apesar de não ser a primeira vez, apesar de eu já ter morado sozinha e já ter tido responsabilidades domésticas antes, é sempre nesse momento (mais do que a maternidade, mais do que qualquer emprego), que eu mais percebo minha relutância em crescer, em virar "gente grande". Me sinto deslocada só em pensar que "já sou adulta". Não sei se isso é bom ou ruim, mas sei que é inevitável. E agora, casada de papel passado, com uma filhinha e prestes a encarnar de vez o papel de "dona-de-casa-mãe-de-família-esposa-e-mulher-trabalhadora", sei que não vai ter mais jeito de me ver de outra forma. A minha vida é isso agora. Não vou mais ser a filhinha. Vou ser a mamãe. Aliás, já sou. Consolidar isso é uma questão de tempo.
Todos comeram e gostaram do almoço que preparei. Ao final, lavei a louça e arrumei a cozinha. Ninguém disse nada, mas eu imagino que essa tenha sido uma forma sutil e definitiva de mostrar que as coisas mudaram: eu cresci.
Pra eles, e pra mim mesma.
sexta-feira, julho 27, 2007
Vê se enxerga..!
Frio. Falta de grana. Excesso de preocupações. Parece que o universo conspira para eu ter um péssimo dia.
Pelo menos, ainda- ainda- não me descontrolei no quesito "guloseimas". Não vou dizer o quê eu comi, porque ficar passando recibo de cada ervilha consumida é o tipo de paranóia delirante na qual eu nunca quero entrar. Acho que se preocupar com isso nesse nível de detalhamento é uma berrante evidência de um distúrbio alimentar. E eu tô bem sussa de ter gente no meu pé achando que eu estou doente. Uma vez, durante um jantar de família, começaram a insinuar que minha magreza era reflexo de algum transtorno idiota desses. Juro que foi apenas em respeito a minha avó, anfitriã da noite, que eu me segurei pra não descascar um monte em cima de quem começou com esse papo. Eu posso ser doida em muitos sentidos, mas achar que eu sou uma dessas malucas "pró-anorexia e bulimia" realmente me ofende. Fazer esse tipo de merda em prol da magreza absoluta é tão nojento quanto ser uma dessas obesas gordurosas que comem uns três "Big Macs" e se justificam dizendo que o lanche "é pequeno". Credo, tive uma amiga assim. O pior é que ela divertida, simpática, então era difícil fazer esse tipo de "crítica construtiva". Mas o fato é que ela gostava de sentar no sofá com um saco de bolacha e uma lata de leite condensado e ficar ali, comendo e peidando (!!) o dia inteiro. Claro que ela não fazia isso na presença de nenhum menino, ou amiga que não fosse íntima, mas pô, era bem chato...Tive uma outra conhecida que era um caso interessante: pensa numa mulher bonita. Pensa na Gisele Bündchen. Agora, pensa numa Gisele melhorada. É, melhorada, mermão! Nariz mais delicado, olhos mais brilhantes, corpo mais torneado...e pra coroar tudo isso, pensa na pessoa mais simpática que você já conheceu. Uma garota simples, bem arrumada mas de tênis, cabelo solto, maquiagem nenhuma na cara. Pois é. essa deusa existe, mora (ou morava) no interior de São Paulo e tem (ou tinha) um namorado...Bom, quando eu a conheci, pra vocês terem uma idéia, ela estava se lamentando por ele. Crise no relacionamento...Ela era louca por ele, mas não sabia se ele estava assim tão na dela, etc... Fiquei pensando "Pra esnobar uma garota dessas, imagina só o naipe do moço..!"
Tempos depois, eu a encontrei no shopping, passeando com o namorado, amor da vida dela, que fez questão de me apresentar:
Ele era baixinho, meio vesgo, cabelo meio ruim, gorducho, voz fanhosa.
O amor é mesmo cego, ou nós é que distorcemos a realidade?
quinta-feira, julho 26, 2007
Síndrome de Britney Spears
Tá vendo essa foto linda aqui no layout? (---->) Pura propaganda enganosa. Isso aí não sou eu, ou melhor: não mais. Isso aí era eu, antes de passar por uma gravidez na qual engordei quase trinta (!!) quilos, ganhei mais celulites do que saberia contar, e meu cabelo virou um ninho de mafagafos.
Bom, pelo menos tenho meus peitos de volta...
Pra que não me conhece: eu fui gorda durante toda a adolescência. Aliás, não só gorda: era mais feia que trombada de betoneira com trio elétrico. Quando finalmente me conformei com a situação, já passando dos vinte anos, comecei (sabe lá Deus como), a emagrecer e ficar gatinha. Até que com vinte e cinco anos eu consegui virar modelo.
Tão linda que engravidei menos de um ano depois.Grrrr...
Durante a gestação eu descuidei, confesso. O começo difícil, a instabilidade emocional, o estresse, a situação..."Ah, tudo bem. Depois eu conserto o estrago." pensei.
Minha filha já tem quatro meses. E até agora, eu SOU o estrago.
E o medo de pegar uma "síndrome de Britney Spears" ? De "queridinha linda" a uma mãe gorda, desajeitada, traída...?
Tô sussa!!
Hoje mesmo começo a dar um jeito radical nisso. De verdade. E vocês, meus leitores, serão testemunhas. Exceto por alguma razão gravíssima, agora estarei postando todo dia, nem que seja uma única linhazinha, falando sobre meu progresso no processo de desembarangamento. Compromisso meu. Questão de honra, inclusive.
Quero ser uma "Mãezuda" e não uma "Mãecréia"...
terça-feira, julho 24, 2007
Overbook de idéias...

Foto: Rosa Moraes
Todo dia eu penso em umas mil coisas pra escrever aqui. E acabo escrevendo nenhuma, porque o que sai é algo sobre o acidente com o JJ3054. E eu já estou meio farta com isso. Poxa vida, eu me casei, tive a melhor noite de núpcias que eu poderia imaginar, rolaram duas festas dignas de comentários, meu marido viajou...E tudo isso passou em branco. Exceto o JJ3054.
Acho que é porque, apesar de não ser a primeira vez que isso acontece fisicamente muito perto de mim, talvez seja a primeira em que eu me deparei com o cadáver de um conhecido. A primeira em que pude sentir, ver, cheirar, tocar e perceber o pedacinho da minha vida que o acidente destruiu, queimou, arrasou. Não foi uma imagem na TV, não foi "algo que aconteceu aqui perto", simplesmente. Foi algo que entrou no "meu mundo" e me afetou muito mais do que eu achei que poderia. E isso é chocante e perturbador e me fez pensar em algo que eu acho que nunca tinha conseguido DE FATO ponderar: nos últimos momentos das vítimas. Em tudo o que elas podem ter experimentado entre o momento que perceberam que algo estava errado, e o último fôlego. Eles haviam pousado, os trens de pouso no solo. Seria a hora em que eu me benzeria e agradeceria a Deus por ter corrido tudo bem. Mas o avião não reduz a velocidade. Ainda assim, sem ver a cabeceira da pista, não me preocupo: por algum motivo o fato dos trens de pouso já estarem no chão, me dariam uma impressão de segurança. Eu olharia pela janela, veria o terminal passando rapidamente. A cabeceira. O posto e o prédio da TAM Express parecendo cada vez mais próximos. O fim da pista.
"Ele não vai parar." - e talvez esse teria sido meu último pensamento.
Em 2003 peguei um vôo da GOL de Curitiba para São Paulo, onde aterrisamos em Congonhas em condições adversas, tal qual a última terça feira. O dia estava cinzento, frio e chuvoso...foi num fim de tarde de Agosto. Foi a primeira vez que pousei em CGH, e por mim teria sido também a última. Toda a aproximação foi um terror: eu vinha encolhida na poltrona, com a sensação de estar "lambendo" os prédios da cidade, apavorada com a possibilidade de perder uma asa em alguma antena, juro. E, quando pousamos, na pista principal (mas, se me recordo bem, com o sentido de aproximação inverso ao do 3054), o avião também estava rápido demais. Não parava. E o trem de pouso não tocava o solo. Eu, sentada bem no meio do avião, não conseguia ver o quanto ainda tinha de pista pela frente. Mas achava que estava indo rápido demais. De repente, o trem de pouso toca o chão, mas da forma mais violenta possível. A impressão é de que o avião tinha "caído" uns três metros na perpendicular. Os bagageiros abriram, todo mundo se assustou. E eu saí tão transtornada da cabine que quase esqueci de pegar minha bagagem na esteira.
Até a semana passada, sempre achei que eu me lembrava desse episódio de uma forma um pouquinho mais dramática do que ele realmente tinha sido: primeiro porque tenho mesmo-admito- um pavor quase irracional de aviões (adoro vê-los, mas VOAR, neeem a pau!). Segundo, porque eu só estava naquele vôo pra resolver uma situação tensa e delicada na minha vida: havia ido para Curitiba naquela mesma manhã, de ônibus. Mal cheguei na rodoviária, tive de ir ao aeroporto, comprar uma passagem e voltar com urgência. Foi extremamente estafante, mental e fisicamente, além de ter sido o maior gasto inútil de dinheiro em toda minha vida.
Hoje vejo que talvez não tenha sido só um pânico exagerado meu. Aquele avião parou, mas e se não tivesse parado? Se tivesse aquaplanado, ou se o sistema de frenagem não funcionasse de forma eficaz, ou se ele viesse irremediavelmente rapido demais para a (hoje declaradamente) curta pista de CGH? Ele atravessaria a pista, seria um novo 402 a se esborrachar sobre as casas do Jardim Aeroporto.
Mas ao contrário das vítimas daquela fatalidade, que tiveram 25 mórbidos segundos para compreender a situação, eu só teria tido tempo de pensar uma coisa.
"Ele não vai parar."
E assim eu encerro,DEFINITIVAMENTE, meus comentários nesse blog sobre a tragédia do TAM-JJ3054.
sexta-feira, julho 20, 2007
Clichê Macabro

Foto: Rosa Moraes
"Eu não sei porquê você teima em abastecer aqui."
"Olha esse avião, vai cair em cima da gente..."
"Fala mais alto, não tô ouvindo nada!"
"Tá, vocês ficam aí babando no avião e eu vou pegar uma cerveja. Se morrer, morro bêbada..."
"Eu? Trabalhar AQUI? Tá louco..."
"Lu, cê é doida de ficar aqui...Olha a distância da pista!"
"Para bailar La Bamba...lá,lá,lá,lá...para bailar La Bamba..!"
"Se você se sente confortável tão perto da cabeceira da pista..."
"Que posto? Aquele que eu morro de medo?"
"Grande coisa que o ponto é bom! Se um dia um boeing resolver pousar aqui, te juro que não vai ser pra abastecer..!"
"Aquele Shell lá embaixo é mais difícil de sair, mas pelo menos eu não tenho que ficar rezando!!"
"E daí que eu tô fumando? Se cair um avião na minha cabeça, vai explodir tudo do mesmo jeito!!"
"Tenho medo, sim. A gente nunca sabe o que vai acontecer. E se acontecer o que eu tenho medo que aconteça, não vai dar tempo nem de sair correndo..."
Anos e anos de frases e piadinhas refletindo um medo que, no fundo eu esperava absurdo, fruto do meu...er...PAVOR de aviões. Contra a insistência da família em abastecer naquele posto, tão perto de casa, tão conhecido, tão familiar. Quantos cigarros, cervejas, trocas de óleo e de idéias...Quantas vezes, na volta das viagens eu não ligava a câmera pra filmar de dentro do carro, enquanto abastecíamos, um avião taxeando.No áudio, muitas e muitas frases para reafirmar o que a mídia não cansa de chamar de "tragédia anunciada".O que na hora parecia blablablá, era só uma questão de tempo. Mas, de novo, eu ainda me recuso a acreditar.
Contando os dias para voltar a Manaus, como em tantas tardes, antes ou depois da tragédia, subo até o fim da rua para olhar o que antes era o cenário de tantos momentos cheirando a gasolina. Antes que a segunda-feira chegue, nada mais existirá ali. Não fechou pra reforma, como da outra vez. Nem foi interditado, como tantos nessa onda de combustível alterado.
Caiu um avião lá.
Caiu mesmo.
sexta-feira, julho 06, 2007
quarta-feira, junho 27, 2007
O número da BESTA
JOHNNY: "E por quê o número da besta é 666?
PIKENA: "Porque é uma BESTA, senão saberia que o sete é que é o número dominante na Bíblia e blá,blá,blá,blá,blá..."
terça-feira, junho 26, 2007
Nokia, nokia, nokia...*rs*
Gata, o porquê de eu sonhar em trabalhar na Nokia é quase como o porquê de alguém escolher esse ou aquele time de futebol, acho. Claro, eles têm produtos ótimos, uma infra-estrutura maravilhosa, e políticas empresariais encantadoras. Sem contar que têm uma campanha de marketing divina. Não sei. É uma firma que me encanta por vários motivos, desde antes de eu ir pra Finlândia e dar uma passadinha por Nokia, conhecer a história da empresa e conhecer tantos funcionários felizes que amam o que fazem, onde fazem...defendem a "camisa" da casa, mesmo!
Acho que não sei explicar por quê, exatamente. Acho que de tanto ouvir funcionários apaixonados, fiquei com muita vontade de fazer parte daquilo tudo. E quanto mais pesquisei sobre a Nokia, mais vontade eu tinha. Parece uma boa empresa, com princípios e valores que eu considero fundamentais e necessários, além de muito admiráveis em uma grande firma multinacional. E eu teria muito orgulho de dedicar meu trabalho a uma causa na qual eu realmente acredito. Assim como dificilmente me veria com um celular que não fosse Nokia, assim como todos á minha volta já cansaram de me ver torcer o nariz para outros celulares. Fala sério: quem à minha volta nunca ouviu minha "missa" sobre as vantagens de ter um Nokia? *rs*
Vai ver eu sou só louca, apaixonada, teimosa. Mas insisto.
Tem vaga?
*rs*
domingo, junho 24, 2007
Fluxo de consciência
Putz eu juro que ia trabalhar feliz todo dia. Mesmo que tivesse que atender telefone o tempo inteiro!! *rs*.
Falando sério, acho que meu maior sonho profissional é esse aí: trabalhar na NOKIA. Numa função dentro da minha área, claro. Imagina, gerente de marketing da Nokia Brasil. Bicho, depois desse emprego eu posso me aposentar, que não vai ter mais NADA no mundo que eu possa querer fazer profissionalmente. Juro.
Sei lá...Será que é tão difícil assim chegar lá? Mesmo sendo "velha" e com uma filha pequena? Será que meu talento não é tão grande assim pra isso? Poxa, será que é tanta pretensão MESMO da minha parte? Sei lá! De qualquer maneira, eu gostaria de ter uma chancezinha.Acho que uma entrevista de emprego já seria o suficiente. Se eu não fosse admitida, aí beleza, eu desisto.Vai ser a decepção da minha vida, mas pelo menos eu vou saber que tentei, e tratar de jogar um balde de água gelada na minha vaidade...*risos*
Não...quem eu tô tentando enganar? Se eu fizer uma entrevista na Nokia e não for aceita eu vou achar que a entrevista é que foi ruim. Que eu não tive tempo pra expôr as minhas idéias, ou que o entrevistador me achou maluca porque eu pareço empolgada DEMAIS, alguma coisa assim. Ou vai implicar com a formação. Ou vai perguntar se eu tenho filhos e de que idade, aí ferrou-se! *risos*. Eu compreendo perfeitamente que as empresas procurem contratar pessoas solteiras e sem filhos, para ter certeza de que estas irão priorizar o trabalho, vão ter menos "emergências pessoais", etc...Mas acho tão injusto! Se as empresas tivessem mais boa-vontade MESMO, iriam PRIORIZAR o emprego de pais e mães de família, com turnos menores, tipo...Meio período. Mesmo que os salários mínimos fossem mais baixos, iria possibilitar que o empregado que tem família para sustentar tivesse mais tempo para cuidar dos seus problemas pessoais, ou mesmo de arranjar um segundo emprego complementar. O importante é que no lugar de um, haveriam dois funcionários contratados, pois o turno seria dividido pela metade, ou seja: haveriam menos desempregados, a renda estaria mais distribuída, embora um pouco reduzida.
Nah, também não sei. Essa minha idéia tem mais é cara de "medida-do-governo-aplicada-aos-pobres-pra-parecer-que-ajuda-mas-na-verdade-é-só-trambique". Porque ela até SOA como campanha partidária de espertinho: não parece o tipo de coisa que se faz com emprego "de rico". E por maior que fosse a boa vontade, isso só ia ferrar mais a vida de quem depende de um emprego de salário mínimo pra sustentar oito bocas e um focinho.
Ou não...Ora bolas, dane-se! Foi frustrada minha tentativa de diminuir os índices de desemprego e distribuição de renda. Pronto, já estou na fase de achar que dá pra resolver os problemas do país. Quem eu PENSO que sou?! *risos*
Mas, por outro lado, quem são os caras que escrevem as leis, os decretos e as medidas? Digo...quem me garante que a diferença entre os meus palpites políticos e os deles, é que eles têm o poder de FAZER VALER a piração deles. Eu posso pensar, discutir com amigos, ou publicar aqui no blog e o máximo - o MÁXIMO - que eu terei de reconhecimento é uma meia meia dúzia de comentários: um contra, um a favor e um dizendo "Oi, adorei teu blog, v se passa lah nu meu...www.algumnomebonitinho.blogspot.com. Bjo!".
Agora, "eles", não..."Eles" podem redigir as idéias deles em papel oficial, carimbar, publicar no Diário Oficial e PUMBA! Mudam a vida de milhões de brasileiros do dia pra noite, a curto ou longo prazo, nacional e internacionalmente, ricos, pobres, ambos! Basta só ter a idéia pra fazer virar lei, sabe porque? Porque eles PODEM.
Agora, me faz acreditar que, com todo esse poder, "eles" não procurem jogar apenas bolando as melhores estratégias para favorecer a eles próprios e aos aliados, ao mesmo tempo proporcionando um mínimo de satisfação ao "povão", para que esses nem desconfiem da manipulação do sistema...Tá bom..! Isso é velho como o mundo: "quem pode, pode, quem não pode, se sacode." Nas campanhas eleitorais, ninguém está pensando de fato em priorizar o bem-estar do povo. O negócio é jogar as idéias mais atraentes para convencer a maioria e garantir mais votos. E a maioria aqui no Brasil é a de pessoas pobres ou "remediadas", sendo que temos uma classe média alta e alta composta por formadores de opinião que são simpáticos as causas dos desfavorecidos por vários motivos.Também compram essas idéias pra melhorar a vida das classes C e D só pra ficarem "bonitinhos na fita", afinal dependem deles para se manterem no padrão. Artistas e ídolos populares se encaixam bem nessa. Por exemplo: uma famosa cantora de axé ficou podre de rica contruindo sua fama em apresentações em programas de tv destinados ás classes c e d: esse mesmo público é sempre maioria em seus shows, é o que mais compra seus produtos, revistas, etc. Essa cantora não precisa apoiar um candidato á presidência, por exemplo, que vá favorecer os pobres, porque de pobre ela não tem mais nada (além do nome de batismo). Mas ela provavelmente irá fazê-lo, primeiro porque tem que mostrar pro seu público que ela apóia quem está do lado deles. Segundo porque esse candidato provavelmente pediu seu apoio público em troca de quaisquer regalias (ou quem sabe um polpudo cachê), porque sabe que no Brasil, carisma vence eleição. É um jeito seguro de conseguir o voto de muitos e muitos fãs da tal cantora, que vão votar sem nem ler as propostas de governo do candodato tal. "Pra quê? Se a minha ídala apóia, eu confio na escolha dela..."
Ninguém nem se lembra de que voto é secreto, e nada garante que na boca da urna, sua "ídala" vai mesmo votar no tal candidato, e não simplesmente defender os interesses DELA, votando no candidato que- ela SABE-que cuida do que interessa PRA ELA.
O Brasil não tem só gente pobre não. Tem muita gente rica. E MUITO rica. Não somos uma das nações de maior injustiça social no mundo? Pois é...Mas o poder tá na mão de quem? Dos ricos. E alguém já viu candidato político anunciar medidas pra favorecer os ricos? Não, só os pobres. Porque os poderosos não precisam
ouvir essas idéias na TV, eles podem chegar na xinxa, conversar com os próprios candidatos e saber no pé do ouvido as propostas para os ricos e poderosos. Aliás, dependendo de quão boas forem essas propostas, eles até oferecem ajuda na campanha e apoio público... Enfim, ganha quem eles querem. Só que o povo não precisa saber disso.
Que raiva! O caso é que se todo mundo que tem capacidade pra pensar e agir no sentido de fazer a coisa funcionar, não tá dando a mínima, é óbvio que a coisa nunca vai mudar. O mundo não tem jeito é por falta de boa-vontade.
Bom, se alguém souber de vagas na Nokia, me avise...
*rs*
sexta-feira, junho 22, 2007
Esse tipo de coisa me dá raiva, juro. Não porque penso "Oh, tadinhas..!" mas justamente o contrário! Ora, uma coisa é a burrinha apaixonada, que vai lá, lê na NOVA ou outra dessas revistas ultrafemininas que o negócio é mandar umas fotos picantes pro namorado/marido pra não deixar o relacionamento cair na rotina, até que ele acaba e o sacana não hesita em se vingar esparramando esse material por aí... ou senão quando algum engraçadinho metido a "paparazzi" resolve sacanear geral, como foi o caso da "Festa Giovanna" em 2002. Foi feio, foi. Mas ninguém pode ser culpado de querer curtir um amasso mais quente num cantinho isolado. Agora, se exibir, querer dar uma de vadia e depois ficar choramingando é (em bom português) FODA. Fez porque quis, pareceu uma "boa idéia" na hora? Agora, toma!
Invasão de privacidade é crime. Burrice é karma. Ou você, mocinha, REALMENTE acredita que, a não ser que o cara te ame muuuito, o respeito dele por você vai ser maior do que o orgulho de "macho" dele pra não sair exibindo essas "vitórias" por aí? Quer fazer, faça. Mas já faça medindo as conseqüências, e pensando em como vai ficar, no mínimo, a sua consciência depois.
Fazer merda nessa vida, ainda mais na juventude, é fácil. Mas ninguém pensa na hora que o rojão vai estourar. E é bem provável que estoure.
Tenho pena dessas garotas. Não pela situação que se fez, mas pela ingenuidade delas, que deviam estar se achando "as prafrentex" na hora, e não pensaram no óbvio. A não ser que elas são é muito mais espertas do que eu pensei, e queriam mesmo era barulho, aparecer no jornal, e quem sabe lucrar um monte com um processo. Vai saber. E "ai" de quem vier com um papo de "não, mas elas foram drogadas, etc..". Aí é MAIS BEM-FEITO ainda! Quem mandou abrir essa janela de vulnerabilidade numa situação tão pouco confiável?
"Ah, mas e se elas não sabiam que foram drogadas? Tipo Boa-Noite Cinderella e tal.."
É possível, mas nesse caso eu não acredito, não. Pra cada caso inconsciente desse tipo tem uns mil de pura sem-vergonhice. E qualquer um que estiver lendo isso agora - seja homem ou mulher - há de concordar comigo nessa "estatística". Praticamente todo mundo conhece pelo menos um caso deliberado assim. Muitos amigos meus tiveram ou têm fotos pra lá de sensuais de garotas com quem eles nunca tiveram nada sério (ás vezes até nada MESMO, não passando de uma paixão platônica por conta da infeliz que acha que vai conquistá-los pelo tesão). Até meu marido costumava ter um monte dessas fotos, enviadas pelas próprias...er...."modelos". *risos*. Verdade seja dita: se alguma ex-namorada de quem ele REALMENTE gostou, fez o mesmo, nunca ficamos sabendo, e é bom que seja assim porque todo mundo tem o direito de ter seus segredos e respeitar os dos outros. Já as coitadas que acharam que estavam "abafando" e as biscates de plantão...*risos*. Essas foram, no mínimo, MUITO chacotadas.
Isso acontece, meninas. Cuidado. :P
terça-feira, junho 12, 2007
I WILL SURVIVE
Domingo de manhã, hoje eu acordei
Sabendo que ia ser o dia da Parada Gay
Pulei da cama,me lavei, tomei café, me penteei
Fui passear
Fui pra Paulista me jogar
Peguei busão, peguei metrô
Cinco mil bibas saltitando e aquela música retrô
Não via a hora de chegar
Do empurra-empurra me livrar
Pra ver os bofes rebolando e a galera a se esbaldar
Agora sim
Vai começar
Breja gelada
Mas o calor tá de matar
Você não vê que aqui o lance é escancarar
Sair do armário
De sunga e protetor solar
Ah, mas eu vou
Vou me jogar
Tô bege, roxa, cor-de-rosa e toda cor que combinar
Tem purpurina pra brilhar
Tem muita pluma pra espalhar
E eu só sei
Que hoje eu sou gay!
Hey, heeeey..!
sábado, junho 09, 2007
Mais uma sobre a "guerra" e o "sexo"...
Não estou "fazendo propaganda". Estava era justamente pensando como é que um cara desses fica sem namorada. Estou usando meu irmão como um exemplo, porque acho que é o homem na minha faixa etária que eu melhor conheço nesse mundo e posso afirmar sem errar que ele é DE FATO tudo isso que eu disse (se fosse um galinha sacana eu também saberia). O que me faz pensar é que ele não pode ser o único: decerto há por aí milhões de irmãos e filhos únicos que têm as mesmas qualidades e provavelmente até mais (embora isso seja muito pessoal), e que também estão sozinhos, não tanto por opção, mas por desilusão, por não encontrarem alguém que valha a pena. Acho que é por isso que me dói muito mais ouvi-lo, ou a um amigo que também sei que é "gente boa", dizer que "as mulheres de hoje em dia não prestam", do que ouvir qualquer mulher afirmar o mesmo dos homens. Conheço muito mais mulheres que "não prestam" do que homens, esse é o fato.
Gente, o que aconteceu com a feminilidade, o recato, a fidelidade e dedicação tão típicas de nós mulheres? Não estou fazendo um chamado às "Amélias", mas é mesmo verdade que nós perdemos tanto assim a linha, a compostura? Ao ponto de intimidar e afastar os "homens bons" a esse ponto?
Tão triste isso...
Tenho pra mim que são as conseqüências de um feminismo mal-interpretado, que mais do que se equiparar, "atropelou" o machismo. O que é uma conclusão frustrante pois me obriga a concluir que a mulher perdeu ou ignorou completamente sua inteligência sensível. Pois qualquer mulher sensata é capaz de entender que o "machismo" dos homens muitas vezes é pura fachada, e o que ele diz pensar a respeito das mulheres na frente dos amigos muitas vezes não corresponde a realidade de suas opiniões, é apenas um reflexo daquela necessidade idiota de parecer dominador, mais forte, "chefe da relação". Gente, nós SABEMOS que isso, inclusive, é a "fraqueza" do homem, então porque queremos nivelar por baixo? A superioridade da mulher sempre esteve aí, em ser mais estável, mais metódica, mais dedicada...E agora queremos demonstrar nossa "força", simplesmente copiando tudo que tem de mais imbecil no comportamento dos homens? Dá licença, né?
A questão da traição, por exemplo. A maioria dos homens que traem, o fazem porque não são capazes de controlar os instintos, a necessidade física. Ou seja: são uns "bobões" que não têm autocontrole, obedecem puramente a um impulso rudimentar. As mulheres, não. Digo isso porque a maior parte dos casos de infidelidade feminina que conheço vêm da vingança, do "pagar na mesma moeda". A menina ama o cara, não tem vontade de ter outro. Mas trai, só porque foi traída.
Isso é "inteligente", por acaso? Não!! Isso só dá um peso mortal na consciência e piora muito mais a situação. Não tô dizendo que a traição masculina tem que ser perdoada, e sim que revidar do mesmo jeito não é uma solução: é birra. Mané pulou a cerca? Manda ele ir passear, mona! Se o cara não te respeita, ele não te merece. E se você cai na burrice de dar chumbo trocado ao invés de sair andando, aí sim, você faz por merecer o chifre. Mostre sua superioridade, sua auto-estima, por mais que doa, porque a verdade é que ninguém deve te amar mais do que você precisa amar a si mesma para ser feliz na vida. E se, com uma atitude dessas, você nunca mais conseguir um homem, aí sim, é porque nenhum que cruza seu caminho presta, mesmo.
Nas nossas rodinhas, na hora do tricô, podemos até falar o que quisermos, fingir que somos totalmente independentes, fazer troça das "Amélias". É o que eles fazem, não é? Ou você acredita mesmo que eles só dizem o quanto as namoradas são maravilhosas e que eles fazem absolutamente tudo o que elas querem? Coisa rara isso. Mas se a prática é diferente, quem se importa? No meio dos amigos, eles vão sempre dizer " Pois minha mulher se ajoelha para falar comigo!!". O que não contam é que a gente se ajoelha pra dizer "Tá bom, amorzinho, não tô mais brava...pode sair de debaixo da cama!". Enquanto for assim, que importa? Deixa que eles deitem todas as "pérolas" que possam aparecer durante um churrasco regado à cerveja nos intervalos do futebol e quaisquer outras situações tipicamente masculinas...
Cada uma deve saber o homem que tem. E se continua convivendo com ele, sabe os motivos. Todo mundo sabe onde aperta o calo, não precisamos exagerar. Por isso eu afirmo mais uma, e mais uma, e mais uma vez: confiança é FUNDAMENTAL.
Outra injustiça que as mulheres cometem, é não conseguir perceber quando está exigindo coisas que sabemos que não serão cumpridas. É uma droga, é infeliz, é triste...Mas é fato. Por exemplo, outro dia estava conversando com um amigo casado, completamente apaixonado pela esposa, fiel e dedicado. Mas que não resiste a surfar por sites de pornografia de vez em quando. Ele faz isso escondido, claro, porque a esposa dele já o proibiu milhões de vezes, mas milhões de vezes ela o flagrou fazendo isso, e milhões de vezes eles brigaram. Por esse motivo besta.
Gente, acorda! Não deixar seu macho ir bater-coxa com outra é uma coisa. Impedí-lo de ter essa vontade é impossível...O homem cresceu com pornografia, pra ele é uma coisa natural, inofensiva, uma brincadeira boba, na qual ele não vê mal algum. Justamente por não ver nenhum problema nisso, é que ele continua fazendo: não vê ONDE isso poderia desrespeitar a esposa. Se ele fizesse isso SÓ PRA IRRITAR a mulher, aí sim, seria um problema. Mas na maior parte dos casos, não acho que isso se verifique. Resultado: ele, inocentemente, vai continuar fazendo isso, escondido. E como mentira tem perna curta, ela vai sempre descobrir. E isso vai gerar um monte de discussões, até que a relação se desgaste e acabe.
O que não pesa na consciência de um homem, ele vai e faz MESMO. Assim como as mulheres. O que acontece, no caso, é uma diferença no modo de ver as coisas. Ao acessar um site pra ver "putaria" ele pode estar desrespeitando uma ordem sua. Mas será mesmo que está desrespeitando você ou o relacionamento? É assim tão ruim?
Ninguém controla os pensamentos de outrem. Ninguém sabe exatamente o que o outro está pensando, porque nem tudo se exterioriza. Não seria também da parte da mulher, uma falta de respeito tentar controlar ABSOLUTAMENTE TUDO que seu parceiro pensa, deseja ou fantasia?
Se o cara vê pornografia e não trai, ele VAI continuar vendo. Se ele gostar de ter Orkut pra falar com os amigos, interagir de uma forma inocente, ele VAI continuar tendo, e se você proibir, é capaz dele montar um "fake". E você VAI descobrir, e vocês VÃO brigar. Não dá pra ter uma pessoa 24 horas por dia numa latinha. Esse é o nosso mundo, e ninguém pode nos proteger dele. E isso serve para ambos os lados. Você também tem seus gostos, suas vontades, seus amigos, e tenho certeza de que gostaria de permanecer com eles, pois é o que faz de você quem você é. Um relacionamento que anula completamente uma das partes ou ambas, nunca pode dar certo.
É possível ter um relacionamento perfeito, mas os dois têm que ceder E se fortalecer ao mesmo tempo. É possível chegar num "contrato" justo, basta apenas muita conversa, MUITA confiança e, sobretudo, muito pé no chão na hora de fixar os termos.
Parece óbvio, é um conselho pra lá de desgastado...Então, por quê parece que ninguém se liga?
sexta-feira, junho 08, 2007
Pouca é bobagem!
Fiz a "cirurgia" do lado direito há uns dois anos. Trauma total. Dei um jeito de ir enrolando, enrolando e fugir do perrengue de mexer do lado esquerdo tão cedo. Mas não teve jeito: cá estou eu sem conseguir abrir a boca direito. De novo.
E agora, uma cirurgia dessas não rola nem se eu quisesse. Sem plano odontológico? Só se eu fizesse um bingo beneficente. "Ajude a Pikena a perder dois dentes". Mais fácil arrumar briga num botéco. Deve doer o mesmo tanto, e vai ser bem mais rápido.
Ô, Roberto Justus! Pára de doce e me contrata logo, vai. Eu sei que você precisa de mim...