quinta-feira, agosto 27, 2009

Twittando...

Guardem bem esta data: 27 de Agosto de 2009. Neste dia, rendi-me ao Twitter.

E ACHEI UMA PORCARIA!!

Putz treco sem graça, não dá pra entender nada do que está acontecendo, todo mundo fala ao mesmo tempo, é uma grande linha cruzada. E eu sou do tempo em que linha cruzada era defeito.

Fui seduzida por aquela história da Xuxa, que além de só escrever besteira, tem uma filha de 11 anos que escreve "cena"com "s" e ainda tem nego achando normal. Bom, num mundo que pergunta d ond vc tc? deve até ser. "Eu num xei nda dissu nhaummmm..!"

As pessoas poderiam estar se comunicando melhor que nunca, mas estão cada vez menos dispostas a praticar a boa comunicação. Sou eu quadrada demais ou tá tudo indo pro espaço?

Anyway, não posso mais ser acusada de me recusar a evoluir. Já estou no Twitter.

(mas vou continuar por aqui).

segunda-feira, agosto 24, 2009

Tragédia a beira do caminho.

Ontem, voltando para buscar nossa filha após um cansativo dia de preparativos para a mudança, meu marido perguntou se eu não queria ver como havia ficado o apartamento. Concordei, sem muito entusiasmo: a curiosidade era grande, mas o cansaço era maior.
No desvio do caminho, os destroços de um acidente: um Palio Weekend vermelho, todo retorcido. Impacto em alta velocidade, sem dúvida. O instinto de urubu do Biludo falou mais alto, e ele quis parar o carro para ver de perto. Muitos curiosos fizeram o mesmo. Nenhum carro de resgate por perto. Concluí que já deviam ter removido as vítimas.

Engano. Ao me aproximar do que sobrou do carro, um homem entre a vida e a morte, mais próximo dessa última, estava preso ás ferragens. Afastei-me antes que visse mais do que eu não queria ver, e foi só pelos comentários que eu soube da moça de rosto mutilado, e do bebê de seis meses que fora retirado e levado pelos populares. Em quais condições, desconheço.

Chega o carro de bombeiros. A ambulância. Duas motos de apoio. Socorro. Papai bebeu demais.

Não ficamos para ver o fim da história.À morte trágica se opõe o esforço heróico dos bombeiros. Ao pai de família se opõe o homem irresponsável. À um alegre passeio de domingo opõe-se a bebida.

Á esta conclusão, opõe-se a mídia.

Quase trinta

Não há um só dia em que eu não pense que estou chegando aos trinta anos. Mesmo assim, inegavelmente adulta, ainda não consigo "realizar" minha situação de mulher casada, mãe de família, trabalhando as 8 ás 18. Ainda gosto de fantasiar sobre o que quero ser quando crescer.

Quando tinha nove, dez anos, olhava as garotas de 15, e pensava "um dia, serei como elas, terei essa aparência de moça"

Quando tinha quinze, sonhava com os 18, com uma independência utópica: "aí sim, serei adulta! " pensava.

Com 18, achava "velhas" as mulheres de 25. Mas me sentia muito nova ainda. Não me dedicava muito aos estudos nem me preocupava com futuro profissional. "Ainda é muito cedo pra decidir o que quero na vida!" , filosofava.

Com 25, grávida, assistia empaticamente docimentários sobre gravidez na adolescência. Sempre levava uma meia hora até eu me tocar de que não era bem o meu caso...

E hoje, aos 28, me recuso a acreditar que, finalmente, eu cresci (bom, pelo menos envelheci). Dá pra ver no espelho, e eu dou risada ao descobrir os ainda mínimos sinais so tempo. É engraçado envelhecer, quando não acreditamos na idade.

sexta-feira, agosto 21, 2009

Doida talk

Ok, vamos ocupar a hora do almoço com coisas úteis.
Eu já nem sei mais por quê continuo me preocupando em atualizar isso aqui. Ninguém mais "bloga". Todos os dias, me sinto tentada a migrar pro Twitter, mas não consigo abandonar esse Blogger. A verdade é que eu não quero, gosto da idéia de ter toda uma fase decisiva da minha vida num endereço só *risos*
Por outro lado, perdi um pouco daquela ânsia de escrever postagens interessantes, que atrairiam algum leitor pra cá. Ninguém lê mais isso há séculos.

Também, falar sobre o quê? Que eu acho que esse mundo tá perdido? Que a humanidade é doida? Que eu não entendo por que os outros não me entendem, e ás vezes me pergunto se sou muito mais doida do que eu acho que sou..? *risos*

Meu marido adora dizer que eu sou doida. Acho engraçado, porque eu entendo de onde ele tira essa idéia, mas não importa o que eu faça ou como tente, não consigo explicar pra ele que não é bem assim *risos*.

Bom, se eu sou doida, pelo menos eu sou uma doida de muita sorte. Isso ele admite: eu tenho sorte pra caramba. Vai ver é por isso que eu me divirto com a vida que levo.

Eu sou feliz comigo mesma, e você?

De bob no serviço

Mais uma vez (e já foram tantas, desde que esse blog está no ar! ), tenho que admitir:

ODEIO procurar emprego, mas sempre esqueço como gosto de trabalhar!

Num momento de ócio aqui na agência, fico remexendo arquivos de fotografias. Coisas bizarras desde mundo.
Inventando moda, criando jingles ofensivos que não vou apresentar nem pros meus colegas de criação.
Lendo panfletos sobre produtos que ajudo a vender, mas eu mesma jamais compraria (embora eu REALMENTE tenha me interessado por um carrinho de varrer elétrico).
Bagunçando minha mesa, achando que isso me faz parecer ocupada.

Vendo as horas passarem...observando melhor um ambiente que nunca tenho tempo de analisar.

É, aqui até que é legal.

DESCOBRI!!

Já sei porque tanta propaganda de cerveja mostra um cara horroroso ou tosco cercado de mulher bonita...
É que cerveja faz isso, mesmo: deixa o cara gordo, barrigudo, com a língua presa... e enxergando qualquer baranga como uma deusa...

Taí... quem disse que não é uma propaganda verossímil!?

quarta-feira, agosto 05, 2009

"Hoje é o seu dia, que dia mais feliiiiiiz..!"

Hoje é aniversário de um dos meus melhores amigos, que está fazendo 21 anos. E, para comemorar, planeja uma festa que, se não vai mobilizar a cidade, pelo menos já tá mobilizando nossa turma *risos*. Até a minha filha de 2 anos entrou nessa: passou o dia com a gente correndo atrás de coisa pra festa. "Lounge" na piscina, sonzinho "chill-out" iluminação de velas, tochas, luz negra...Olha, se sair metade do que estamos esperando, vai ser bem legal! *rs*. Eu acho que nunca vou me esquecer do aniversário dele de 18 anos. Uma das festas mais "chuta-balde" que já fui na minha vida... hehehe!
Gosto desse menino. Acho que é porque em muito, me lembra meu irmão. De uma certa forma, ajuda a enganar a saudade, que só aumenta, ainda mais agora que a distância não é só física...Pra quem cresceu em dupla, esse deserto de uma companhia divertida e confidente é duro de agüentar. Claro, meu marido, minha filha... Mas irmão... é outra coisa. Quem tem, sabe.

Minha felicidade é um pouco menor, sem ele.

domingo, agosto 02, 2009

Por quê escrever blog??

Queria poder publicar tudo o que está se passando pela minha cabeça, mas não posso. Incrível, ninguém visita isso aqui, mas vê lá: é eu escrever uma coisinha, dar uma pisadinha de bola... Pode ter certeza: o mundo todo vai saber.

Eu que sei, porque já passei por isso. Crucificada por dizer algumas "verdades que incomodam". Verdades sobre mim mesma, ainda por cima. Porque, bem ou mal, eu sou aquilo em que acredito, minhas palavras, ações e atitudes. Eventualmente, posso me calar, mas não farei isso sempre. E, pior ainda, não posso finger ser o que não sou, nem concordar com o que não concordo só para ter a aprovação e o reconhecimento de pessoas - na maioria das vezes, de pessoas que sequer se importam comigo de verdade.

E se este tipo de atitudes sempre me foi desprezível antes, hoje ainda mais, porque eu encontrei muito mais amigos entre pessoas que me aceitam como sou agora, e conseguem apontar e me aconselhar sinceramente quanto aos meus defeitos. Sem sarcasmos, ironias e maledicências.

Só lamento. Lamento inclusive porque minha principal forma de reagir ao sarcasmo e a ironia, é ignorando completamente :)

Se não güenta... *risos*

sábado, agosto 01, 2009

...

Posso postar só por postar?
Posso escrever só pra desabafar?
Nem sei o que está abafado, se é grito se é gemido
Ou mesmo se algo está perdido
Escrevo por escrever, pra sentir o gosto das palavras
Pra adivinhar o som que fazem quando ditas
Rimar até com batatas fritas
Quando falta a inspiração.
E,se não mais que de repente
Esvai-se a bateria da gente
Melhor que este post vergonhoso
Seja publicado imediatamente

sexta-feira, julho 31, 2009

"A mulher precisa de um motivo para trair. O homem, só precisa de uma mulher."

Assistindo a um documentário sobre infidelidade conjugal, apareceu essa frase que resume quase tudo. Digo "quase", porque já observei que, para muitas mulheres, o "motivo" é simplesmente ser "vadia".

Homem ou mulher, quem trai é, no mínimo, mau-caráter. Fidelidade é para poucos. "Se não güenta, por que veio?". Nem assuma compromisso. Pra quê? Se prender, sofrer e magoar o outro?

O mundo anda tão liberal, ninguém mais discrimina solteirões, garanhões, solteironas e "mulheres de carreira". Sexo já não tem que ser com amor. Pra quê hipocrisia?

Sei lá. Sou grilada com esse papo. Essa é a verdade.

Ás vezes quero fugir do mundo. E esse é um dos maiores motivos.

Novos Verbetes Para o Dicionário Joollyah-Português

Cecelo: Chinelo, sandália
Poquilos: Sucrilhos
Poponja: Bob Esponja
Cicina: Piscina
Pióca: Tapioca
Bouo aate: Bolo de chocolate
Bebela: Libélula
Mióca Touolaka: Minhoca-Touro do Alasca

Reinventando!

Quero refazer esse layout. Que me perdoem os desiludidos, mas eu nem pareço mais com essa foto...*risos*

Mas continuo a cara do tigrinho aí no título!! Hehehe!

Vou ter de reaprender a escrever coisas divertidas e bonitas, pra galera voltar a comentar aqui. Se bem que, hoje em dia, ninguém mais lê blog...Lê? Agora é tudo Twitter, Facebook, no mínimo um Orkut... Até coloquei um feed do blog no Orkut, mas ninguém mais lê, mesmo. Tá todo mundo muito ocupado mostrando a cara nas fotos. Ninguém mais quer "conhecer os outros por dentro". Esse barato da "verdadeira comunicação" da Internet acabou faz tempo. Que coisa..!

Tudo vai muito rápido. O mundo gira tanto que já dá até pra sentir o "ventinho" da evolução.

Memórias...

Sabe o que é engraçado..?

Olhando no arquivo, na primeira página desse blog...Ele começou exatamente, mas exatamentezinho, dia, mês e ano, em que minha vida toda começou a mudar pra sempre. E eu, claro, não tinha a mínima idéia disso.

No começo, era só um "amor de férias"... Eu estava encantada e triste por ter finalmente descoberto que estava muito apaixonada por alguém que se apaixonou por mim também...Mas esse alguém teve que ir seguir sua vida longe de mim, e, no fundo, eu relutava em aceitar que isso não daria certo. Essa história de relacionamento à distância não daria certo. Não pra nós.

Quando comecei a escrever este blog, com certeza não se passava pela minha cabeça que a saudade (e a maluquice), me levariam a segui-lo, dois meses depois...

...Nem que voltaríamos, tempos depois...

...Nem que nos separaríamos, um ano mais tarde...

...Ou voltaríamos após seis meses..!

Não sabia que eu engravidaria...
Que um anjinho nasceria...
Que teríamos muito a superar...
Que nos casaríamos...
E voltaríamos para o início...
Para reencontrar um recomeço..!

Não sabia que minha vida mudaria tanto, nem que EU mudaria tanto...
E está tudo aqui, de uma forma ou de outra. É engraçado.
Final feliz? Que mané final!! *risos*
Eu quero é começar tudo de novo!!!

FELIZ VIDA NOVA!!

Minha vida COM acentos!!

Alô, pessoal!
Depois de muito, muito tempo, posso prometer que voltarei a atualizar`este blog com uma certa freqüência... Afinal, CONSEGUI OS ACENTOS PARA O MEU COMPUTADOR!

Para quem não sabe, há cerca de... sei lá, forever, eu estava trabalhando com esse laptop e, por algum motivo técnico que só um técnico pôde resolver, ele estava sem acentos. Por isso eu estava com "vergonha" de atualizar o blog. Pega supermal o blog de uma redatora sem acentos...Não?!


Hehehe... e pensar que eu cheguei a ir trampar com essa máquina, escrevendo roteiros oficiais com isso... Era um Deus-Me-Acuda : antes de escrever um "é", por exemplo, eu tinha que escrever a palavra "café". Assim o corretor automático do word reconhecia e acentuava...Aí eu apagava o "excesso de contingente alfabético", e pronto!!! Toda essa "treta" só por um acento agudo..!

Mas agora, isso mudou! Agora EU TENHO ACENTOS!!

Pena que perdi todos os leitores dessa página...

sexta-feira, março 20, 2009

A PONTE de Virginia Rosa

Como é que faz pra lavar a roupa?
Vai na fonte, vai na fonte
Como é que faz pra raiar o dia?
No horizonte, no horizonte
Este lugar é uma maravilha
Mas como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte
Como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte

A ponte não é de concreto
Não é de ferro não é de cimento
A ponte é até onde vai o meu
pensamento
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente atravessar
Caminhar sobre as águas desse
momento

Como é que faz pra lavar a roupa
Vai na fonte, vai na fonte
Como é que faz pra raiar o dia
No horizonte, no horizonte
Este lugar é uma maravilha
Mas como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte
Como é que faz pra sair da ilha?
Pela ponte, pela ponte

A ponte pode ser qualquer direção
A ponte pra onde quiser
A ponte é o abraço do braço do mar
com a mão da maré
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente atravessar
Caminhar sobre as águas desse
momento

Nagô, Nagô
Na Golden Gate, eu falei
Nagô, Nagô
Na Golden Gate, eu falei
Nagô, Nagô
Na Golden Gate

terça-feira, março 10, 2009

Produza, produza, produza!

Ah... a sensacao de ser util, mesmo quando nao estamos de fato fazendo merda nenhuma!! *risos*
Estou gostando de trabalhar aqui, mesmo nao recebendo todos os feedbacks que eu queria. Digo, eu faco os trabalhos e demoro pra saber se ficaram bons ou nao. Isso me deixa ansiosa. Gosto de saber os resultados na hora. E, quer saber, detesto ficar sem nada que fazer. Mas nao tem problema, eu fico aqui enrolando. Passando vergonha nesse teclado desconfigurado *rs*.

O unico problema e que as cadeiras sao muito baixas. Acho que preciso de uma cadeira exclusiva pra mim *rs* Prefiro nao encostar os pes no chao do que ter de levantar os bracos para digitar.

terça-feira, março 03, 2009

De volta a ativa..!

Ta, e uma vergonha o blog de uma redatora ser escrito desse jeito, sem acentos nem cedilhas, mas, de boa: to muito a fim de escrever e sem paciencia nenhuma de tentar reconfigurar esse teclado.
Apesar de ninguem mais ler, comentar, dar a minina para esse obliviado blog, EU continuo escrevendo. Registrando. Deixando o rastro digital de minha desinteressante vida.

Quer dizer, desinteressante pros outros, ja que, pra mim, eu sou a pessoa mais interessante do mundo! Hehehe!


Depois de um carnaval dos diabos em Paracuru (fica no Ceara, mas nao se sinta alienado: antes desse feriado eu tambem nem sabia que existia), voltei a trabalhar!! Estou dando uma de redatora publicitaria remunerada numa agencia aqui em Manaus. Hoje e meu segundo dia, to sem nada pra fazer e estou me divertindo. Minha verborragia nao me permite parar. Se nao me dao trabalho, eu invento..! *risos*

Tinha ate esquecido o quanto eu gosto de fazer o que faco. Parece ate engracado pensar que vou receber pra isso...hehehe

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Sinfonia Paulistana


(Billy Blanco)

Fazendo som com as estrelas, ligado no sideral
Por Maria, fez poemas, nas praias do litoral
As ondas contaram ao mar, por isso é que os oceanos
No mundo inteiro cantados, cantarão mais cem mil anos
E o homem entre mar e céu, tem canções por todo lado
Louvado seja Anchieta, pra sempre seja louvado
Navegante tem cantiga, que aprendeu no mar um dia
Qualquer rota que ele siga, se não canta, ele assobia
Cabelos cor da noite, pele de alvorada
Cacique entregou ao branco, a filha amada
Raízes de Brasil, chegaram até aqui
Abençoado o colo dessa mãe antiga
Por 400 anos feitos de cantiga, naquele doce embalo
Da canção Tupi
Na tez de uma paulista em cheiro de floresta
A cor de jambo é a índia, que ninguém contesta
De uma altivez que o Império nunca vira
É a tradição, é a raça, é a nossa origem
As coisas da história de São Paulo exigem
A honra que se faça ao nome de Bartira, Bartira
Era tudo, era o nada rio acima
Que o paulista no peito ia vencer
Pra fazer mais Brasil do que existia
Já um tempo era pouco pra perder
Reunindo oração e despedida na partida da horda triunfal
Caçador da esmeralda perseguida
Foi fazendo a unidade nacional
Bandeiras, monções
Já se dava por glória ao que se ia
Porque mal se sabia se voltava
E a benção levada já servia
De unção para quem por lá ficava
Nas monções quem seguia, na verdade
Já partia cheirando à santidade
Quem não via esmeralda ou não morria
Povoava cidade mais cidade
Bandeiras, monções, São Paulo
Que amanheceu trabalhando
São Paulo, que não sabe adormecer
Porque durante a noite, paulista vai pensando
Nas coisas que de dia vai fazer
São Paulo, todo frio quando amanhece
Correndo no seu tanto o que fazer
Na reza do paulista, trabalho é Padre-Nosso
É a prece de quem luta e quer vencer
Bastante italiano, sírio e japonês
Além do africano, índio e português
Tudo isso ao alho e óleo, temperando a raça
Na capital do tempo, tempo é ouro e hora
Quem vive de espera, é juros de mora
Não tem mais-mais nem menos, ou é sim ou não
No máximo se espera pela condução
Nas retas da Rio-São Paulo, chegando, chegando eu vim
Paulista é quem vem e fica plantando, família e chão
Fazendo a terra mais rica, dinheiro e calo na mão
Dinheiro, mola do mundo, que põe a gente na tona
Leva a gente ao fundo
Sim, senhor, sim, senhor, sim, senhor
Faz a paz e a guerra, traz a Lua pra Terra
No mais aumenta a barriga do comendador
Dinheiro, juras e juros, erguendo todos os muros
Pra ele próprio depois, derrubar, derrubar
É a voz que fala mais forte, razão de vida e de morte
Também só compra o que pode comprar
São Paulo, que amanhece trabalhando
Casais entram no elevador
O fino pra curtir um som: ran ran, ren ren, ron ron
A noite é sempre uma criança, é só não deixar crescer
Assim existe esperança, no amanhecer
São coisas da noite, anúncios conhecidos
Que enfeitam a cidade, em movimentos coloridos
Alguém vem do trabalho, do baralho ou do que for
Do La Licorne ao Ceasa, de alguma coisa do amor
Tem sempre mais um, que vem pela calçada
Na bruma que esconde quem sobrou na madrugada
Dei tempo ao tempo, o tempo é que não dá
Tenho que estar pelas sete, no Viaduto do Chá
Olha o Sol, olha o Sol, cadê o Sol? Onde o Sol?
Sumiu, sumiu, sumiu
Quando amanhece, o Sol comparece por obrigação
Nublado, cansado, um Sol de rotina
Se bem ilumina, nem dão atenção
É que o bandeirante não perde o seu tempo
Olhando pro alto, o Sol verdadeiro está no asfalto
Na terra, no homem e na produção
A cor diferente do céu de São Paulo não é da garoa
É véu de fumaça, que passa, que voa
Na guerra paulista das mil chaminés
São Paulo, que amanhece trabalhando
Começou um novo dia, já volta
Quem ia, o tempo é de chegar
Do metrô chego primeiro, se tempo é dinheiro
Melhor, vou faturar
Sempre ligeiro na rua, como quem sabe o que quer
Vai o paulista na sua, para o que der e vier
A cidade não desperta, apenas acerta a sua posição
Porque tudo se repete, são sete
E às sete explode em multidão:
Portas de aço levantam, todos parecem correr
Não correm de, correm para
Para São Paulo crescer
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora
Que o tempo não espera, a vida é derradeira
Quem é vai ser, já era de qualquer maneira
O mundo é do "eu quero"
Quem me der é triste, tristeza basta a guerra
E o adeus no amor
Você onde é que estava quando o tempo andou?
Na terra que não pára, só você parou
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora
O que vale é a versão, pouco interessa o fato
Porque a sensação maior é a do boato
Em coisa de um segundo, noite é madrugada
Notícia ganha o mundo, e a gente não é nada
Você onde é que estava quando o tempo andou?
São Paulo nunca pára, mas você, parou
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora
São Paulo que amanhece trabalhando
Na Praça do Patriarca, rua Direita, São Bento
Na Líbero Badaró, no Viaduto do Chá
Lá está aquele moço, que não dá ponto sem nó
Na conversa bem jogada, vai vendendo geladeira
Pra esquimó curtir verão
Papo firme é isso aí, desse dono da calçada
Rei da comunicação
Olhe aqui, dona Teresa, o produto de beleza
Que chegou da Argentina, examina, examina
De brinde pra seu marido
Nova pomada pra calo que resolve a dor de ouvido
Tem Parker 73, compre uma e ganhe três
Nem paga o justo valor, mais outra ali pro doutor
Leve a lei do inquilinato, mesmo não sendo inquilino
Morar na lei é um barato, e ele prova à sua maneira
Que um ataque de besteira, faz de um doutor um otário
Cursando numa avenida o vestibular da vida
Para ser bom empresário
Ser do São Paulo, do Corinthians e Palmeiras
É ter o fino em futebol durante o ano
Em tênis, remo, natação, nas domingueiras
Bom é Pinheiros, Tietê ou Paulistano
Com Ademir, com Rivelino no gramado
Com rei Pelé e suas jogadas de veludo
Não pe de graça que São Paulo é chamado
Melhor da América Latina em quase tudo
Pró-esporte, pró-esporte é a solução
Pró-esporte, pró-esporte contra a poluição
Lá por setembro o estudante nos ensina
Aquele esporte pelo esporte que não cede
E o meu Mackenzie, dá um show com a medicina
Na grande guerra que se chama MacMed
No corre-corre mundial estamos nessa
Os Fittipaldi estão aí para dizer
Só em São Paulo que é a terra do depressa
A São Silvestre poderia acontecer
Pró-esporte, pró-esporte é a solução
Pró-esporte, pró-esporte contra a poluição
São Paulo jovem, dos que promovem velocidade
Nos seus cavalos, de roda e ferro, na sua forma de liberdade
O peito agarra, a costa de aço
Que deu garupa na Yamaha, no upa-upa
Feito de abraço e muito amor
São Paulo jovem, na mesma cela
Vão ele e ela, por onde seja
Deus os proteja, pelos caminhos da vida em flor
Tem coisas da Ipiranga, da Itapetininga, até da São João
Às vezes também dá
Puxar o show, o chope, o uísque, boa pinga
E o molho das mulheres que transam por lá
Tem loja, tem butique, tem pizzaria
Boate, restaurante, até casa lotérica
É rua que de nada mais precisaria
Com todo aquele charme do Jardim América
América, rua augusta
E agora, já é hora
E ninguém vai embora, embora de lá
Rua augusta, e agora, já é hora
E ninguém vai embora, embora de lá
Bartira e João Ramalho nunca imaginaram
Que a tanga e a miçanga vinham outra vez
Agora nos diriam vendo que acertaram:
Valeu o nosso amor, pelo amor de vocês
E a moça vai passando, e ninguém vê mais nada
Quando ela vai na dela, é pra machucar
É a paulistana boa, despreocupada
De short ou minissaia, pondo pra quebrar, pra quebrar
Rua augusta, e agora, já é hora
E ninguém vai embora, embora de lá
Na sinfonia, que é de todos os barulhos
De Santo Amaro, ao Brás, ao Centro, ao ABC
Por Santo André, Vila Maria até Guarulhos
Grande São Paulo, como eu gosto de você
São Paulo, que amanhece trabalhando
São Paulo que não pode amanhecer
Porque durante a noite, paulista vai pensando
Nas coisas que de dia vai fazer...


SAMPA, TE AMO!!!

sábado, janeiro 03, 2009

Lavando a roupa suja do mundo...

Deus meu...o que acontece com a humanidade?

O que adianta toda essa movimentação contra a pedofilia, se cada vez mais cedo ensinamos nossas crianças (sobretudo meninas) que o importante é ser bonita, sensual e ter os homens a seus pés?

Do que adianta comprar maconha do tráfico e fumar pra "ficar em paz"?

Qual o sentido de propagandear a solidariedade em meio á política do egoísmo?

Até quando teremos que pagar pela nossa fé?

Sei lá, algumas coisas me magoam tanto que eu gostaria de nem pensar nelas. Nem pra protestar. Porque não adianta nada. Talvez alguns protestos meus soem até hipócritas, porque afinal, é isso: pra sobreviver nesse jogo, por mais sujo que seja, é preciso seguir algumas regras.Ás vezes precisamos lamber a mão que nos açoita. Como na hora de pagar impostos. Sinto que pagamos imposto para comprar carrão e casa de praia pra políticos fazerem orgia ás nossas custas. Mas, se não pagar, o sonegador é você. É triste, é ridículo. O dia que permitirem que todo o nosso imposto seja aplicado conforme nossa escolha (adoção de instituições e famílias carentes, realizações de obras assistenciais e de infra-estrutura via iniciativa privada, apoio á educaçõ, etc) eu vou querer ser a primeira a pagar caro por isso. Preferia pegar toda a grana do imposto e comprar cestas básicas pra distribuir pessoalmente entre quem precisa. Nunca vou achar que paguei caro demais se puder ver o sorriso de cada um que receber minha ajuda.

Meu sonho é ser uma mãe despreocupada, que quando a filha sai pra se divertir, pode ficar tranqüila e confiar nos valores sólidos que passei a ela. Queria que mais pessoas, sobretudo da minha geração, pudessem enxergar como é maravilhoso ter uma família, se comprometer com um casamento, achar que infidelidade e negligência são coisas absurdas e nunca colocar a carreira em primeiro lugar.

Seria tão bom se todos fossem capazes de reconhecer os verdadeiros amigos, as pessoas que valem a pena, e dedicarem-se mais a elas. Deixar cair por terra os preconceitos e abraçar quem precisa e quem merece. Deixem cair por terra os padrões sociais, culturais, estéticos e intelectuais, pois somos todos humanos, e o que importa é um caráter reto e um coração gentil. Há muitas pessoas por aí que valem a pena, esperando dar e receber um bom conselho, uma boa companhia, por quê tantas vezes nos cercamos de gente egoísta, fútil, manipuladora, chantagista, falsa?

Por outro lado, se condicionar minha felicidade a esse sonho, talvez eu passe por essa vida apenas sonhando. Fazendo o que posso eu deleto, excluo, elimino. Varro para longe de mim- na medida do possível - tudo e todos que não valem a pena. Um dia, se Deus quiser, estarei cercada apenas por pessoas das quais eu tenho boas coisas a dizer e a lembrar. Pode ser meia dúzia - mas aquela meia dúzia pelas quais colocaria minha mão no fogo sem hesitar.

Não vou citar nomes porque isso é sempre ma armadilha, mas fico feliz em ter facilmente na cabeça muito mais do que apenas meia dúzia de familiares e amigos que admiro e amo, sinceramente, sem reservas. Mesmo quando dor e mágoa cruzaram nossos caminhos, até no sofrimento pudemos encontrar lições de evolução. São essas pessoas, essas situações que me fazem ter esperança de um dia, poder ter um coração mais tranqüilo.


Mas também tem horas que eu queria só jogar uma bomba nisso tudo.